segunda-feira, 30 de julho de 2012

Nunca tão poucos destruíram tantos



E prometemos que um milhão de morgues construiremos
E faremos desta Pátria uma República das Morgues
Querem empregos? Temos muitas vagas! Só aceitamos estrangeiros.
O minoritário é um partido político ou uma companhia petrolífera?
É o partido dos dinossáurios, e por isso mesmo não nos surpreende absolutamente nada a permanência no período Mesozóico.
A casa de meu pai tem muitas escadas. Uma delas é a que me conduz ao paraíso. Senão vejamos o célebre “O Discurso de Posen de Heinrich Himmler”
O discurso é o único documento de um alto estadista nazista onde o assassinato dos judeus europeus é abordado diretamente. Foi assim uma das principais provas contra os maiores criminosos de guerra nos Julgamentos de Nuremberg. O discurso é notável pelo fato de que nele fica clara toda a dimensão da perversidade da assim chamada "Solução final da questão judaica". Em seu discurso direcionado aos homens da SS, Himmler falou claramente do extermínio dos judeus inclusive mulheres e crianças. Himmler vai ainda além chamando em mente que todos os presentes saberiam o que é deparar-se com 500 ou 1000 cadáveres amontoados - ter passado por isso e não obstante "ter permanecido firme", seria "uma página que nunca deverá ser escrita" da SS. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Estou bem apagado, na escuridão estou/ casebre, água, luz, tudo demolido/ e neste petróleo das milícias/ em Angola? Já está tudo vendido. E o peso da democracia cairá/ não lhes escapará.
E o minoritário sempre muito atento no tocante às manifestações pelo desejo do bem-estar das populações, levará a cabo um projecto de grande envergadura, porque as populações há muito sofredoras merecem todas as atenções do executivo, assim sendo: serão construídas em ritmo, sempre muito acelerado graças à excelente cooperação chinesa neste particular domínio, um milhão de morgues. Finalmente eis encontrada a solução final para a tranquilidade populacional.
E até agora não consigo mastigar essa da oposição radical. Mas o que é oposição radical? É desviar barris de petróleo? É o movimento nacional espontâneo devidamente organizado em comités da corrupção? Os mentores da fraude eleitoral? As milícias? Demolição exaustiva dos casebres? Os angolanos reduzidos à condição de escravos? Os que promovem a extinção da energia eléctrica e da água? Os que estão no poder e: “daqui não saio daqui ninguém me tira?” Quem promove a miséria absoluta do mwangolé não é da oposição radical?
E o partido político dos feitiços tem milhões de militantes. Se fosse a votos ganharia folgadamente as eleições.
República dos massacres. Luanda não pára de brincar de energia eléctrica. Nunca tão poucos parvalhões gozaram com milhões de parvos.
A venda de geradores parece ser o êxito do programa da diversidade da economia, de tal modo que as vendas apresentam-se espectaculares. É um Eldorado no panorama do Eldiablo angolano, que até dá para se estabelecerem empresas exclusivamente viradas para tal ramo de actividade. Pretende-se atingir um dos objectivos do milénio que consiste em: para cada angolano e angolana, em cada lar o seu gerador. Isto sim é a garantia fundamental de um são desenvolvimento económico e social. A poluição? Ah, isso é o mal das sociedades modernas, mas em primeiro lugar está o negócio, e só depois se medem as suas consequências.
Quando os homens que estão no poder são imprestáveis, nunca os melhores sistemas políticos e económicos funcionam, excepto o da democracia bancária.
Todos os que são ricos são do MPLA. Disse um jovem num grupo de jovens.
E nas tchavolas nos abandonaram.
Olá Angola, onde cada negócio é um cambalacho. A governação da demolição e da corrupção ao privatizar Angola, dantes havia praias agora não, os mwangolés também fazem parte do contrato de compra e venda? É por isso que carregam com eles para as tendas dos zangos como gente incómoda? Os senhores nas casas, os mwangolés nas tendas? Isto não é puro tribalismo/esclavagismo? Ninguém previu que isto trará consequências catastróficas? E que interessa isso, pelos vistos nem um pouco.
A confissão (de um preso) só existe nas monarquias. In Pedro Kaparakata, jurista angolano, na Rádio Ecclesia, no programa, o cidadão e a justiça, 15 de Junho.
Para cada emir o seu poço de petróleo e para cada democrata angolano a sua barra de ferro. Os lucros do petróleo investem-se nas forças policiais que reprimem as populações que se manifestam para reivindicarem a sua Coca-Cola desses lucros espoliados.
De poços de petróleo se faz o meu reino. E para onde olho não vejo povo, só contemplo os meus vastos campos petrolíferos, e muita, a minha riqueza. E no meu reino plantei muita maldade e asseguro-vos que nascem muitos maldosos.
Há países cuja riqueza consiste nas suas vacas que dão leite e carne. E há outros países que têm muita riqueza petrolífera, e contudo as suas populações perecem na miséria e na fome democráticas.
E os meninos à volta das casas demolidas/ conspiram como se derrubará a corrupção/ olham infelizes sem futuro/ mais ditadura, não! Não!
Eis a última da música fúnebre tuga em Luanda. Para os portugueses tudo lhes serve de pretexto para escorraçarem os mwangolés dos empregos para os substituírem por portugueses. E o tuga, dono e senhor deste “Há Lodo no Cais”: «Quem chegar tarde ao serviço é despedido sumariamente.» Até as leis, fora-da-lei, do trabalho portuguesas impõem na República de Luanda? Mas que m…. de neocolonialismo é este?
Bwala Press
Luanda, 18 de Junho. Segundo fonte digna de crédito, benguelenses vendedores e vendedoras de rua já bazam para as suas terras de origem. O motivo, alegam eles e elas, é a grande confusão por causa das eleições que vai rebentar, garantem com convicção. E antes que ela estale, é pegar nas embambas, e fecharem-se nas casas até que a coisa acalme. Eles têm as suas razões claro, também da maneira que as coisas caminham, com a tentativa da implementação do mais uma vez, das muitas até ao momento do famigerado Terror, perseguindo tudo o que é voz opositora à permanência de um Poder que sabemos muito bem já nada tem para nos convencer, e até nem uma sobra das imensas riquezas acumuladas nos dá, que caminho resta a um Poder sem soluções? É a perseguição sem quartel aos que aspiram pela liberdade e legalidade democráticas. Mas uma coisa é certa. Se o Poder enveredar pela via das armas, creio que o seu fim será inevitável, porque o povo se levantará contra, não aceitando mais a espoliação e a escravidão impostas e a invasão estrangeira neocolonialista, que diga-se de passagem, é inaceitável. É incrível, repito-o: nós somos os estrangeiros e os estrangeiros são os angolanos.
A guerra extremamente violenta na Nigéria entre cristãos e muçulmanos, onde diariamente se notícia que a principal estratégia muçulmana é o arremessar de bombas para as igrejas cristãs, com dezenas, centenas, uma hecatombe de corpos espalhados pelas ruas, quase como as nossas Tchavolas, esta tempestade religiosa também chegará a Angola?
Convém aqui esclarecer a actual situação dúbia dos antigos combatentes. Para já existem duas classes a saber: uma, a dos antigos combatentes da luta de libertação nacional e a outra dos actuais combatentes do jorrar do petróleo. Bom, só os actuais combatentes do jorrar do petróleo têm direito a todas as regalias em vigor e insuperavelmente inventadas, e os antigos combatentes da luta de libertação nacional têm direito exclusivo ao pó das centralidades, das torres, prédios e condomínios.
Era um país muito engraçado/ com um povo de vida desgraçada/ tinha muitos poços de petróleo/ além disso não tinha mais nada. Tinha alguns podres de ricos/ que no erário público ganhavam a lotaria/ e beneficiavam portugueses, brasileiros e chineses/ isto está uma grande porcaria.
06.43, horas, manhãs viciadas, também nas escoltas maratonadas. A manhã é assaltada pela louca escolta motorizada das sirenes, esganiçada. Trabalhar para o povo não vão certamente, porque vão de modo demasiado estridente, talvez para uma festa certamente? Vão ainda certeiramente para o erário público, para serem os primeiros lá a chegar, os fundos são para surripiar. Até que a fonte acabe por secar.
Imagem: humorpolitico.com.br