segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

AOS QUATRO VENTOS





Digo-lhes calma e claramente que Angola vai ficar muito mal porque não tem quadros. Tem muitos políticos, muitos psicólogos, muitos economistas, muitos advogados, não tem engenheiros, não tem contabilistas, portanto não tem contabilidade, e sem isto nada há a fazer. Parece que não mas Angola está numa situação caótica. Angola vai muito desastrada. O muangolé não gosta de quem sabe muito, afasta-o com receio de perder as vantagens profissionais e do receio do ficar sem o seu grupo mafioso.
Esta sociedade é alcoólica, o muangolé bebe muito, desmesuradamente. O muangolé está a beber a um ritmo alucinante. Esta pátria é alcoólica. Angola tem que importar muitos, muitos quadros porque com alcoólicos Angola sofre constantes inundações de álcool. Angola afunda-se num mar de álcool.
A formação escolar é, pode-se dizer, miserável. O muangolé está completamente subjugado pela feitiçaria, na verdade ela é que comanda, dita as regras. Não há nada que não se faça sem feitiçaria. O feitiço está presente em tudo e em todos. O muangolé não faz nada sem o quimbanda.
O muangolé está f.o.d.i.d.o!
Assim os próximos dias são cruciais para o futuro de Angola. Ou segue o rumo da ciência, ou fica à mercê dos charlatães, de seitas religiosas, de criminosos, de gatunos, de demagogos, do jornalismo incipiente, etc.

A baixa de Luanda é hoje um cemitério, a partir das 20 horas. Não há luz, não há movimento. O Palácio da Pena, onde ficava a saudosa Lello, devia estar também já com o destino traçado - esperemos que a nova governação impeça mais esse crime - lá está, aguardando o camartelo. Destruíram o Hotel Turismo para lá ficar um vazio, não há, salvo raras excepções, restaurantes, espaços de convívio, bares, salas de música, aquilo que é, afinal comum, principalmente para aqueles que tanto viajaram e nunca se preocuparam, no mínimo, em copiar bem aquilo que tanto elogiam e mostram conhecer. Ainda dá para salvar Luanda? (Novo Jornal On Line 12/01/18)

folha 8, mais do que um jornal, uma grande desgraça.

Como tal, a também jurista defendeu que "o Estado de Direito Democrático não precisa de ter operativos paramilitares espalhados ou infiltrados em todos os serviços públicos, nas empresas públicas, nos bancos, nos bairros, enfim...em toda a parte".
Segundo Mihaela Webba, "é por isso que as verbas para a segurança nacional [e Defesa] continuam praticamente inalteradas", estando fixadas, no relatório de fundamentação do OGE para 2018, em mais de 975 mil milhões de kwanzas, o equivalente a 21,27 por cento de todas as despesas do Estado.
"Há muita gente que não produz e vive à sombra do OGE com a capa de agentes da segurança de Estado", reforçou a parlamentar. (Novo Jornal Online,18/01/18)

Sms de um amigo: Devo lembrar-te que esta merda está no caos do cais acostável final. As cenas diárias terrificam, correm além da imaginação. Como o Titanic ao encontro do icebergue.
Fico em pânico só de pensar que não há investimentos, ninguém fala de economia, são todos políticos. A gestão dos pretos, como escreveu Sousa Jamba no Novo Jornal. Sem engenheiros, sem técnicos de contas, etc., sem quadros, só se forma políticos. É o vertiginoso regresso à escravatura. Uma coisa é certa, sem capital humano é selvajaria garantida. Mais um país africano de mão estendida a mendigar. É a fúria do ciclone da fome. Aumento dos combustíveis, água, luz, impostos, taxas, etc. Num país de desempregados sem injecção de financiamentos dizem que é genocídio. 

A miséria sempre existirá, e nunca acabará porque na criação das sociedades ela tem o seu estatuto devidamente implantado. 
Porque será que o governo não acaba com os geradores e obriga ao uso da energia solar? Porque por trás está sempre a negociata do matar para facturar, como há muito acontece com o banco do terror, o banco millennium na rua rei Katyavala, que com o seu gerador mata os moradores com o seu fumo da morte.
E também a célebre promessa da fumigação para acabar com os mosquitos. Até agora não vi nada, porque por trás disto estão as empresas que facturam com a venda contra a malária. E como não querem perder o milionário negócio, é deixar matar para que o reino da impunidade se mantenha.

Enquanto a estrutura marxista-leninista não for desmontada, nunca passaremos do mesmo, disto.
O banco millennium na rua rei Katyavala, em Luanda, voltou à destruição, o que mais sabe fazer? Sempre na senda do quanto mais se destruir melhor, pois o mais importante é ver o capim crescer, é esta a aposta na agricultura. 
Este banco marxista-leninista, depois de 25 dias, até ao dia 16/01/18, eis que volta outra vez a ligar o gerador. Hoje, 23/01/18, com início às 08.41 e durante quase 20 minutos lançou fumo como se fosse um vulcão, fumo para matar. Depois o gerador continuou ligado não se sabendo por mais quantos dias. Já se chamou bastas vezes a atenção a essa ente maldita, incluindo o de criminosos e de selvajaria qualificada, mas nada. Além disso roubaram o terreno. Isto só se pode explicar assim: o poder popular marxista-leninista continua intacto. O incrível da gestão marxista-leninista é quando rebentam com uma fase da energia eléctrica, não querem saber, ligam o gerador e pronto. De cada vez que o carro vem abastecer gasóleo, são 1.200 litros, a 135 kwanzas, dá 162.000 kwanzas. Como é possível esbanjar assim dinheiro? Pois, a gerente é uma pobre coitada, está no local errado, a coitada sabe lá o que é gestão. Mas como está tudo errado, é a selvajaria que prevalece, isto está como que no poder de células terroristas. O que fazem, matar sem dó nem piedade, é o mesmo que lhes desejo, a eles e às suas famílias. Que tenham o inferno que merecem, pois dele não escaparão.

O panorama é assustador para Kamba Pedro, que trabalha numa empresa de segurança privada como guarda. A ganhar 25.000.00 Kz e pai de sete filhos, Kamba já começou a refazer as contas. "Se os preços dos produtos já atingiram níveis insustentáveis para os consumidores, com o aumento de impostos, da água e da luz, como vou sobreviver?", questionou, contando que até ao momento não conseguiu confirmar as matrículas dos filhos. (Novo Jornal Online 24/01/18
Que 2017 foi o pior ano de Angola, então esperem para ver como será 2018.

Eram dois gatos, subiram as escadas do prédio, um teve sorte, abriram-lhe a porta e deixaram-no entrar, conseguiu um lar. O outro não, não teve sorte, ficou sem lar.

De um alcoólico inveterado, veterano: beber é cultura é conhecimento.

Como pensar em grandes transformações, se nosso povo continua à mercê das mesmas doenças e limitações, há muito abolidas nos países desenvolvidos?
…Desconhecida a sua causa, os sifilíticos chegaram a ser tão discriminados quanto os leprosos, sendo que muitas vezes uma doença era confundida com a outra. Quando se percebeu que era através do contato sexual que a doença era transmitida, as prostitutas passaram a sofrer forte perseguição, como nos mostra esta pregação, feita por um dos maiores anatomistas da época, o francês Sylvius, em 1567:
“Aprende a odiar a libertinagem das prostitutas mais que a dos cães e das serpentes. Odeia o seu olhar impudico, os seus gestos tentadores, as suas conversas sedutoras, o sorriso dissimulado dos seus lábios, os seus seios erguidos para a corrupção”.
…Ao mesmo tempo em que a mídia exalta os grandes avanços de uma ciência cada vez mais apoiada em uma tecnologia cara e complexa, recursos a cada dia mais escassos têm que ser administrados para fazer frente a um imenso desafio. Como atender às populações mais carentes, sujeitas, ainda hoje, à falta de saneamento básico, carências nutricionais de toda ordem, exposição a vários tipos de endemias, acesso limitado a um sistema público eficiente, com carência de moradia decente, sem acesso à informação, expostas diariamente a vários tipos de violência física e psíquica, sem acesso ao lazer e sem uma formação profissional que lhe permita obter uma renda digna?
O modelo atual, que privilegia o tratamento, gera um considerável consumo do dinheiro público, além de transformar o Estado em mero repassador de recursos do setor público para a iniciativa privada, em detrimento dos reais interesses da ampla maioria da população.
…Além disso, em sua maioria as faculdades não estão contribuindo para a colocação, no mercado de trabalho, de profissionais adaptados às novas demandas e desafios exigidos pelos problemas de saúde que serão prevalentes no século XXI.
Neste século, prevê-se o aumento das doenças psiquiátricas (principalmente a ansiedade e a depressão), das doenças relacionadas ao tabagismo e as sexualmente transmissíveis (ligadas ao sexo não seguro), além das patologias a elas associadas. Também aumentará de importância a violência urbana (com suas consequências em termos de saúde pública) e com a maior expectativa de vida maior número de pessoas com idade avançada deverão necessitar de mais atenção dos serviços de saúde. (Medicina Uma Viagem Ao Longo Do Tempo, de Eurico de Aguiar. 2010)

Um vizinho foi no bairro Prenda, de dia… estacionou o seu carro e pouco tempo depois, ele não demorou muito, e quando chegou o vidro da porta da frente do lado direito já não estava. Isto é alta mestria ou quê?
A vizinha recém-chegada, a tal que gastou um monte de dinheiro na reabilitação do apartamento depois de o comprar, de quem lhe vendeu foi para beber, beber até o dinheiro se acabar e que segundo testemunha já está com a cabeça avariada de tanto beber que já não reconhece muito bem quem habitualmente convivia com ele, pois, a vizinha foi assaltada, roubaram-lhe, segundo ela, seis milhões de kwanzas e algumas joias só que a porta não aparentava sinais de arrombamento. Na vizinhança há quem afirme, garanta que ela é gerente de um banco e que quando sai de casa transporta dois sacos cheios de dinheiro.
Na Rádio Despertar, foi noticiado que nas indústrias ABC seis trabalhadores foram despedidos por exigirem o pagamento das horas extraordinárias.

Passam quarenta minutos da meia-noite, um jovem solitário caminha no passeio, vai com um saco às costas, desses que ganharam o hábito universal, toda a gente o usa em qualquer parte do mundo, quando repentinamente é atacado por outro jovem maluco, desses que deambulam, fazem da rua a sua casa. O jovem do saco enfrenta-o, afasta-se, tira o saco das costas e encosta-o a uma árvore, vai para a luta. O assaltante corre para outra árvore onde estão algumas pedras, carrega-as e arremessa-as contra o defensor. Das pedras atiradas nenhuma acertou no alvo, um milagre, perderam-se na rua. O jovem do saco grita-lhe para parar porque senão ainda vai acertar num carro, mas qual quê. De repente o maluco parou e como uma magia desapareceu. Dos vários seguranças presentes nenhum se intrometeu porque têm ordens superiores para não ligarem ao que se passa à sua volta, só seguram o que for dos seus clientes, mas com tanta bandidagem no país dos desempregados sem direito ao fundo do desemprego, os seguranças têm as vidas contadas.
O tempo vai passando e os maus dias se vão perpetuando e a vida encurtando, adiando. Até agora nenhum corrupto, gestor da tuji, charlatão, colarinho branco foi para a prisão. De corruptos estamos inundados como enxames de mosquitos da malária. Começa a desanimar porque nada vai melhorar. Tudo o que é negativo assusta, duramente permanece, as almas ensombrece.
Segundo a Rádio Despertar, 10/01/18, as ordens de saque do governo de Benguela para pagamento às empresas da recolha do lixo não têm cobertura bancária.

E sobretudo, manos e manas, não se deixem embalar pelo canto da sereia dos charlatães que abundam como varejeiras, porque depois os adormecem e ficam em poder de um, ou dois indivíduos muito perigosos, é sempre assim, ferozes ditadores. Um deles de vez em quando aparece na Rádio Despertar e fala como o Tarzan a cagar no deserto.
Aqueles que tudo fazem para enriquecer e para tomar o poder matando os seus semelhantes, dizimando tudo e todos, são o perigo da destruição da humanidade. Há que manter sempre luta contante contra tais mentes diabólicas. Nós temos que viver e eles têm que desaparecer?
Esta é a cidade do prazer mórbido de matar pessoas.
Não há empresários, há mercadores de escravos.
Onde há muita miséria, as igrejas enchem-se de fiéis na vã esperança que Cristo ressuscite e tudo inunde de comida, porque é sempre a única esperança que existe de resolver o problema da fome. Mas não se fala de demolir os governos que trazem a peste da miséria e da sua inseparável amiga, a fome, porque tais governos são eleitos por Deus.
E muita chuva de miséria e de fome desabou em Angola.
O fanatismo da religião enlouquece.
Num país onde a lei é “pode-se ir queixar onde quiser” como é que esse país acabará?
E o povo angolano escolheu, decidiu que prefere continuar na escravidão.
O dinheiro mal utilizado causa muitos estragos, o exército de desempregados e depois na condição de exército de famintos que o digam.

Como se fosse a coisa mais natural do mundo, junto à Liga Africana a queima do lixo continua. E com o fumo tóxico produzido não há problemas se alguém morrer, porque esta é a grandiosa pátria da morte, dos investimentos da morte.
Se isto está de fugir, como querem que haja investimento estrangeiro?

O que acha da situação actual dos mercados financeiros indianos?
Acho que não podemos subestimar o impacto dos estímulos económicos do BCE. Nem o recuo da onda de liquidez derivada da alta nas taxas de juros da reserva dos EUA.
Frida Kahlo?
Bem, além da aquisição feita pelo Louvre em 1939, ela não foi reconhecida até surgir o movimento artístico Mexicano no final da década de 1970.
O renascimento mourisco?
O palazzo sammezzano, na Toscana.
Tecnologia Bluetooth?
Que, é claro, deriva do nome do lendário rei dinamarquês Harald Blatand, cujo nome é “Bluetooth” em inglês. E o logotipo do Bluetooth são as iniciais dele em runas nórdicas. (Do filme, Kingsman The Golden Circle, 2017)

Se Angola é um dos países mais ricos do mundo, um paraíso como alguns portugueses lhe chamam, então como é que está considerada como o segundo pior país do mundo para viver?
“Afinal de contas, porque deverá um investidor de capital de risco investir o seu capital num projecto, se os seus próprios promotores não estiverem dispostos a investir o seu dinheiro?” (Revista Ideias e Negócios, Fevereiro de 2003)

A banana da morte
Falam que na rua há bananas envenenadas, envenenam uma e quem tiver o azar de a comprar morre envenenado. Se isto for verdade, do que não duvido porque estamos nos momentos agonizantes, do descalabro, da grande trapalhada, dos preços que sobem, da fome violenta, onde tudo é possível, e isto quem o faz é para satisfazer o desejo de vingança nos inocentes, como sempre.
Da maneira que tratam as populações, as pessoas, os trabalhadores, depois ainda se admiram quando há revolta, violência gratuita, morte, muito triste, mas é a realidade.
Tantos que morrem antes do tempo, ou como as crianças não chegaram a conhecer um pouco da vida porque os adultos mataram-nas, não as deixaram viver. E haverá crime mais abominável que este?

São sempre os mesmos, ou outros com outras máscaras faciais, nos mesmos lugares e disso não passamos.

Imagem: Sérgio Piçarra, Novo Jornal Online, 02/01/18