terça-feira, 3 de abril de 2012

Coexistimos no mesmo espaço, mas o tempo da ditadura separa-nos. Vivam os heróis do 10 de Março!


Será que se enganaram e atiraram uma barra de ferro num cabo eléctrico, confundindo-o com algum manifestante? Ou será que existe alguma contra-manifestação… contra a energia eléctrica e a água?
E por mais que tentemos, nos esforcemos, os tipos não deixam ninguém trabalhar, na vida singrar. Só as barras de ferro é que estão a bater, a dar.

E até bancos, como o banco millennium Angola contratam, para nos matar. A paz ainda não acabou não, porque muita guerra se faz. E quem viveu, e vive, a fazer guerra, nunca poderá falar de paz. A paz é um disfarce para continuar a guerra da morte sobre a população que já deixou de ser angolana, agora é norte-coreana.

Coexistimos no mesmo espaço, mas o tempo da ditadura separa-nos.

Vivam os heróis do 10 de Março!
Esquecer eu não consigo
(Lembrando Santocas)

Esquecer, eu não consigo
os massacres das milícias
do dia 10 de Março
ali massacraram, manifestantes
ali massacraram, angolanos

Esquecer, eu não consigo
o massacre do Filomeno Lopes
as milícias ali o massacraram
 lhe barraram
com barras de ferro
quase o mataram
partiram-lhe
a cabeça, o braço
o corpo
Queriam-lhe, querem-lhe
matar!

Esquecer, eu não consigo
a luta pela instauração da democracia
da Ermelinda Freitas
que escapou das barras da morte
e do assalto na sua casa
Também as milícias
lhe querem despachar
matar!

Esquecer eu não consigo
a perseguição aos manifestantes
que as milícias fazem
e se outras milícias se defenderem?
se organizarem?
de repente tudo se arma?
numa batalha campal?
E o poder cumprirá o seu destino
no lodaçal

Esquecer, eu não consigo
os massacres do ditador
aqui morrem angolanos
aqui se fazem heróis nacionais
que serão lembrados
sempre e em todos os anos

Esquecer, eu não consigo
o nosso mártir, já herói nacional
FILOMENO VIEIRA LOPES!
Um homem que dignifica
que ergue Angola, os angolanos
a Pátria, a democracia, a LIBERDADE!

Parafraseando:
Quem com barras de ferro mata
com barras de ferro morre

Vivam os heróis do 10 de Março!
Imagem: alicegonzalezblog.blogspot.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O CAVALEIRO DO REINO PETROLÍFERO (02)



E desde a independência continuamos com uma bandeira e um hino. E um presidente com um avião, um palácio, uma frota de carros luxuosos e uma guarda presidencial.
Nós, população, não temos culpa, nada a ver com os erros culposos e criminosos da governação da república das couves.

O cavaleiro das duas cores é chegado, anuncia-se:
- Epok, cavaleiro da triste nomenclatura, findei aqui para te enfrentar!
- Já sabes que vais perder!
- Não, por causa da tua barriga. Já notaste que o teu cavalo não suporta o teu peso? Retirarei todo o liquido negro da tua barriga, esse mesmo que nos roubas, e com o qual a enches, depois vou-te aprisionar!
- Não temo! A prisão não foi feita para cães. Fez-se para homens!
- Epok, as tuas prisões foram feitas para cães como tu.
- Insolente! No fim da peleja colocar-te-ás de joelhos, serás açoitado e renovarás desculpas ao nosso rei e rainha. Onde está o teu pajem? Quem és tu?
- Não preciso de pajem. Isso é serviço de barrigudos. Quem sou? Sou o cavaleiro do vosso destino.
O cavaleiro vermelho e preto colocou um lenço com estas cores na ponta da sua lança. Estendeu-a na direcção da jovem princesa. Esta recolheu-o e guardou-o. Os reis mostram algum mal-estar. Epok espelhou o seu símbolo à sua rainha. Mãe e filha cumpliciam-se, enquanto que alguém da assistência grita:
- Viva o cavaleiro vermelho e preto!
Depois todas as vozes temporais.
- Viva o defensor do nosso condado, que Deus o proteja!
O rei sinaliza para a justa começar. Os trombeteiros levantam os instrumentos, esforçam-se labiais. Como o troar de canhões que recomeça. A multidão agita-se. A madeira da liça fende-se, separa-se, desaba. Um republicano convicto exclama:
- Deve ser a esquadra dos navios do La Fayette que acostou.
Outro muito entusiasmado grita.
- Finalmente libertos, viva a liberdade!!!
Temendo novo saque, o rei lamuria-se:
- Não posso sair do palácio. Estou rodeado de incompetentes. Onde chego só vejo arruaça e desorganização.
O arauto interrompe-o para anunciar ao povo que o rei vai demitir o conde de Viana. O rei comenta:
- Nem o arauto me deixa falar!?.. Calem-me esta personagem.
Solícito interpõe-se o chefe dos mosqueteiros.
- Ordene meu rei!
- Manda proclamar pelos arautos do reino e vice-reinos, que sejam desarmadas todas as trombetas. E que jamais enquanto for vivo, não quero ouvir, não falar, nem ver jamais tal instrumental. Prossigam com a justa, no fim quero ver quem é esse cavaleiro.
- Honra a vossa majestade e ao seu reino. Ordenarei improvisar umas latas, dessas que trazem os produtos que importamos, batucar nelas e reavivar o torneio.
O rei cansado faz um sinal com a mão indicando que o guardião se retirasse.
Assim que o barulho da lataria tiniu ferrugento, Epok acelerou de surpresa no seu cavalo a fundo. O cavaleiro vermelho e preto não esperava, não estava preparado para tal deselegância habitual. A multidão compadecida previne-o:
- Conde! Olha o Epok!!!
O cavaleiro, surpreso pela audácia do antagonista aparelhou-se devidamente. Atacou a sua montada de lança empunhada. A meio do caminho entrechocaram-se. As lanças repartiram-se no encontro dos escudos protectores. Nenhum abandonou os cavalos. Desceram a custo devido ao peso das armaduras. Desembainharam as espadas, ergueram-nas ao céu druídico e os raios do sol beijaram os seus gumes. Como clarões enviados por Deus para que se fizesse justiça na terra. Mas quem sairia vencedor?
Epok destaca-se com ferocidade, como vulgar brutamontes. O outro resiste-lhe. Epok desfere-lhe golpes com raiva e força bruta, convencido de que assim aniquila o adversário. Era como a força bruta contra a inteligência. O cavaleiro vermelho e preto sabe que as banhas do adversário não resistem muito tempo. E acontece, Epok sem forças desfalece, ajoelha-se. O cavaleiro vencedor encosta a ponta da espada na sua garganta. Ouvem-se duas exclamações: a primeira da rainha, seguida da princesa.
- Cavaleiro de vermelho e preto aiué… você é demais!
- Meu herói da nova república!
O rei lança-lhes olhar leonino. Elas tapam as bocas com as mãos. Arrependidas reconsideram:
- Viva o nosso rei!
A multidão descompassada grita desgovernada. - Viva o nosso rei vermelho e preto.
O rei gesticula, dedilha no ar. Comparecem alguns mosqueteiros, libertam Epok e apontam as suas espadas para o cavaleiro lidador. Descobrem-lhe o elmo para desvendar o seu rosto. A assistência reconhece-o, afinal é muito popular. Levantam-se todos e de receios perdidos berram:
- Viva! Viva o nosso cavaleiro La Padep!!!
A princesa encerra o rosto nas mãos. Não consente que a choradeira se fine. O rei pergunta-lhe:
- Filha, o que se passa?
Ela de pranto fingido, finge insalubre desconsolo:
- Ai!.. Ai!.. meu pai que desgostoso. O nosso Epok assim varrido…
… Não meu beija-flor, nunca somos vencidos. Verás o castigo que espera esse insolente.
- Pai, por favor, omite-lhe a maledicência.
- Muito bem! Serei benévolo mas, não escapa a uns bons açoites.
A rainha encontra os olhos aguados da filha, conflitua, acena pisca olho ao que a princesa condescende. O seu amado cavaleiro por enquanto não será personagem dantesca.
Epok apoiado pelos mosqueteiros obriga La Padep a ajoelhar-se. Dá-lhe uns bons pontapés no traseiro. Aproveitando a distracção da guarda La Padep consegue levantar a cabeça e gritar:
- Viva a república!!!
A multidão impressiona-se, ovaciona:
- Viva a república! Viva a república!
Epok ordena aos mosqueteiros para que levantem La Padep e sentencia-lhe:
- Vá, roga alvíssaras reais!
- Nunca um La Padep fará isso!!!
Como defensiva, Epok martela-lhe tremendo soco no rosto, acto imitado pelos mosqueteiros que lhe socaram, pontapearam por todo o corpo, abandonando-o às moscas e ratos, aliás como é hábito no reino Jingola.
A princesa atentou-se. Alentou-se com a rainha antes que os ratos, que os havia e há de todas as espécies, incluindo humanos que eram os mais perigosos degustassem o corpo. Enviou uma aia de confiança que o resgatou para local seguro. A casa de um primo adepto da república.
O paladino Divad sempre com as mãos livres, grande republicano, faz-se acompanhar por vários embaixadores e jornalistas partidários da república na deslocação ao condado do Bom Jesus para observarem a gigantesca cavalariça e estábulos que o rei mandou construir. Servirá para receber modernos cavalos voadores. Muito bem cerceado por mosqueteiros, deles é enviado um com uma mensagem para o rei.
Parte com o seu cavalo mais veloz que o vento. Chega à estação de muda de cavalos do Morro da Maianga. Não está ninguém, de certeza foram para o torneio da maratona. Abandona o cavalo para que este descanse. Mas alguém esfomeado espreita como um rato. Apodera-se do animal cansado e leva-o. Uma criança contenta-se, hoje a fome se ludibriará:
- Pai, hoje trincharemos boa carne cavalar.
O mensageiro arrasta um cavalo bem fresquinho e prossegue a montaria. Por onde passa parece um furacão. Vai alarmando:
- Caminho livre! Caminho livre! Mensageiro do rei!
Como habitualmente as criaturas nas ruas assustam-se. Ouvem-se, sentem-se as habituais preocupações:
- Quando trotam assim significa que vamos ter problemas.
- Oh! Andam sempre bêbados.
- Deve ser por causa do dinheiro do líquido negro.
- Já roubaram, já corromperam mais bufunfa.
- Não é nada disso, vão mas é lixar a vida de alguém.
O mensageiro chega ao palácio. Entra a cavalgar, não pára nos guardas sentinelas. Estes em pânico alarmam-se e soam o alarme palaciano. O mensageiro estafado consegue desembargar a voz.
- Mensagem para o rei!
Chega o chefe da guarda, interpela-o:
- Mensagem para o rei (?)
- Sim, muito urgente.
- Guardas! Prendam-no. É um espião republicano. Ponham-no a ferros com as bolas mais pesadas.
O desgraçado quer mostrar a sua inocência, em resposta soltam-lhe uma chuvada de socos. Arrastam-no para uma masmorra especialmente construída e só para republicanos. Fica incomunicável.

domingo, 1 de abril de 2012

BWALA PRESS. E o cidadão iniciava o seu requerimento: Declaração. Para os devidos e ilegais efeitos…


A violência é o último refúgio do incompetente. Isaac Asimov (1920-1992).
É de lamentar que nesta democracia chinesa, brasileira e portuguesa não tenho mais lugar.
A corrupção desenfreada é uma manifestação pacífica ou violenta?
Sem dúvida que esta democracia é uma beleza, mas os democratas são horríveis.
E perguntaram a um alcoólico qual era o seu estado civil, e ele muito naturalmente respondeu: sempre bêbado!
E o cidadão iniciava o seu requerimento: Declaração. Para os devidos e ilegais efeitos…
Muitos democratas, pouca democracia.
E a jovem desesperada suspirava: eu quero dormir e não quero acordar mais.
O carro isento de roubos
Há poucos anos estava em casa de um amigo bebendo algumas cervejas na companhia de um comandante de uma esquadra de polícia. A certo momento a nossa conversa centrou-se no roubo de carros e seus acessórios. Informei que na minha rua todas as noites pelo menos um carro estacionado ficava sem piscas, sem os faróis, sem o rádio, e até sem os vidros pára-brisas. O comandante não se mostrou nada surpreendido e acrescentou que sabia muito bem os locais onde os roubos aconteciam. Então, decidi-me, desvendei-lhe que o meu carro era o único da rua que nunca foi assaltado, talvez por respeito para com o seu dono, sei lá. O comandante solicitou-me que lhe desse a matrícula do meu carro, assim fiz, convicto de que agora ficaria ainda mais protegido. No outro dia de manhã quando me dirigia para o trabalho, chego ao meu carro e noto que lhe faltavam todos os piscas da parte da frente e da parte traseira. A partir desta data, por mais que tentasse, o carro sofria roubos constantes, as lâmpadas dos piscas sumiam.
Dicionário Bwala Press: Petróleo
Óleo natural escuro que serve para enriquecimento ilícito de um punhado de pessoas, que espoliam milhões de outras, e que, como se não bastasse, ainda se arrogam no direito de que tudo lhes pertence.
A moto da acrobacia mortal da meia-noite
26 de Março, 00.30 horas. As nossas ruas mais parecem um circo de exibição de acrobacias, tipo poço da morte, onde um motociclista a grande velocidade circula pelas paredes de tubos e chapas de ferro num círculo sem cair. Os nossos jovens executam várias acrobacias tipo pilotos de provas, uma exibição muito arriscada porque até nem capacete ou qualquer outra protecção usam, dir-se-ia que circulam numa missão impossível, numa situação de suicídio. Pela meia-noite, tornou-se hábito ouvir o estrondo de uma moto em alta velocidade com escape livre a imitar um poderoso bólide, deixando atrás de si o terror nocturno do intencional não deixar ninguém dormir, tal é a barulheira do escape transformado em tiro de canhão, que por onde passa os alarmes dos carros estacionados disparam para gáudio do motociclista. E durante dias, meses, muitos meses o espectáculo prosseguia, nunca faltava, as noites esperavam-no. Alguém insistia que um dia isso acabaria porque não se pode brincar assim com a morte. 00.30 horas, ouve-se o ruído da moto que se aproxima ainda em velocidade  lenta. Pára, acelera, faz muitos pum! pum! pum! pam! pam! pam! E de repente acelera a alta velocidade, levanta a roda dianteira e aí vai na sua demonstração de acrobacia. Mas hoje mostra-nos uma novidade: vem com uma jovem agarrada a ele. Chega na zona da Pizaria Tropical, a da rua que dá acesso à da Embaixada de Portugal, e tarde demais apercebe-se de um carro, a rua já há vários dias que está mal iluminada, que faz pisca para entrar à sua direita. Bate-lhe violentamente, ouve-se por momentos o barulho de objectos partidos. Ele foi projectado contra uma árvore, ela voou, estatelou-se e ainda gemeu durante pouco tempo, mas infelizmente acabou por falecer, talvez por falta de socorro porque quem passava não manifestava nenhum interesse no seu transporte para uma unidade hospitalar mais próxima. Ele, apesar do trauma, crânio partido, e outras mazelas facilmente imagináveis, foi para o hospital onde veio a falecer algumas horas depois. Fazer da vida o acto de desafiar a morte é de facto um alto risco, um suicídio.
Mais sirenes
27de Março, 06.28 horas. Ouve-se a algazarra das sirenes que mais parece uma maratona, da primeira escolta do dia. Será que os componentes da escolta vão muito apressados, porque muito preocupados na implementação das novas centralidades? isto é, partir casas?
Sirenes para a praia?
Ouvi, Domingo, 25 de Março, 15.12 horas, o estridente barulho de sirenes de mais uma escolta. Rápido, corro para a varanda e ainda consigo ver um jipe daqueles dos mais luxuosos em alta velocidade, e em último lugar uma carrinha de caixa aberta com apetrechos de praia. Ah, agora também há dirigentes e irresponsáveis que vão para a praia de escolta?
Na Casa do Futebol Clube do Porto
Luanda. A recusa à entrada de mwangolés na Casa do Futebol Clube do Porto, já se tornou bastante notória, corriqueira. Um mwangolé quando pretendia entrar para assistir ao jogo do Futebol Clube do Porto, viu-se também renegado, recusado, e com a agravante da chamada do célebre epíteto, NEGRO!!!. Perante tão odiento tratamento, o mwangolé pegou numa garrafa e atirou-a brutalmente contra o português que não ficou nada bem, claro.
Farmácia  Mecofarma da Sagrada Família
«Foi em Fevereiro de 1997 que a Mecofarma de Angola iniciou a sua actividade laboral visando um serviço de qualidade e de dedicação ao povo angolano.» In, site da Mecofarma Angola
Luanda, 21 de Março, cerca das 17.00 horas
Há já vários dias que dois portugueses insistiam no despedimento sumário dos mwangolés que trabalhavam na Farmácia Mecofarma da Sagrada Família, alegando nova gerência, pretexto para empregarem os seus patrícios, quem é que não sabe disso? Conseguiram o despedimento sumário, também não lhes é nada difícil, dados os acordos de “corrupção” existentes entre Portugal e Angola. Mas uma mwangolé resiste-lhes heroicamente, não aceita o despedimento sumário, ilegal, tipo demolição da sua casa, ou não me partam a minha casa, ou vais para as tendas ou para a Tchavola. E os dois portugueses assediam-na: «Sai daqui, estás despedida!» E ela, com a dignidade que ainda resta aos mwangolés vítimas do neocolonialismo, riposta da sua escravatura: «Não saio daqui, isso que me querem fazer é ilegal.» E os dois portugueses lá iam, desanimados por uma simples galdéria negra lhes resistir, a eles, senhores vindos do reino da miséria e aqui investidos de poderes senhoriais, ditatoriais à moda da actual conjuntura em exercício. No outro dia, talvez aconselhados, mal, decidiram-se a acabar com o heroísmo da nossa mwangolé. Chegaram e: «Sais ou não sais?!.» «Já disse que não saio, esse despedimento é ilegal.» Então, o incrível aconteceu, ou melhor, o normal aconteceu, isto agora virou país neocolonialista, foram-se a ela, à escrava da pátria espoliada, e surra para cima dela. Ela consegue refugiar-se na casa de banho com câmaras de vigia instaladas, mas os dois portugueses não a largam, redobram de brutalidade e mais surra, surra. Mas, a nossa heroína consegue fugir-lhes. Chega à rua e grita por socorro. Claro que todo o mundo pára pelo insólito acontecimento. A sua imagem não deixa dúvidas, com escoriações bem visíveis num braço, roupa rasgada, tipo barras de ferro. Os mwangolés vão-se juntando, e assim que tomam conhecimento do sucedido, avançam na procura dos portugueses e começam a desancar-lhes forte e feio. Já os mwangolés se movimentam para tumultuar a farmácia e lincharem os portugueses, mas a mwangolé já tinha accionado a chamada à Polícia. Esta chegou e carregou os dois portugueses que, notava-se bem, tinham os narizes partidos e a sangrarem. Escaparam à justa.
Reforma fiscal.
Em que os ricos paguem mais impostos.
Os bancos pagam apenas dez por cento de impostos, restantes tributados é, trinta e cinco por cento. Os bancos estão isentos de impostos, o Estado subsidia-os.
Os nossos ricos não pagam impostos, só os que trabalham por conta de outrem.
0,94 por cento do OGE para combate à pobreza. 40 por cento do mesmo orçamento para investimentos púbicos em Luanda.
In economista Carlos Rosado de Carvalho, docente universitário da Universidade Católica. Análise ao Orçamento Geral do Estado. Rádio Ecclesia
Comentários:
É por isso que temos uma invasão de bancos da nomenclatura?
Claro, é por isso que eles não querem contabilidade.
Isto não é combater a pobreza, é solidificar a miséria.
Uma obra improvisada é uma coisa boa. Cidadão embarcado na propaganda da RNA – Rádio Nacional de Angola, 13 de Março, noticiário central das treze horas.
Em Angola há poucos jornalistas, os outros são funcionários. Alexandre Neto Solombe, jornalista correspondente da VOA.

Mais de um milhão de visitas.



Meus amigos e amigas. Nos meus blogues acabo de ultrapassar o milhão de visitas. Em número redondo já vão um milhão e trinta mil visitas.
A todos o meu muito obrigado.
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