quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CEGOS, SURDOS E MUDOS





República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 184 dias de importação.

«Não há decadência quando as ideias se agitam; mas quando em um grande império a sociedade, que se sente oprimida e doente, não concebe alguma grande e nobre esperança, quando em vez de avançar para o futuro ela não invoca senão as lembranças e imagens do passado, é então que a decadência é verdadeira; pouco importa o tempo que uma sociedade leva a cair; desmorona-se com uma ruína incessante.» Guizot, (1787-1874), François Pierre Guillaume Guizot, historiador e político francês. Segundo a Vikipédia “ não apreciava o dinheiro e morreu pobre”
É aterrador como a TPA- Televisão Pública de Angola e similares de desinformação, tratam o PR José Eduardo dos Santos, como se fosse Lenine, Hitler, ou da dinastia Kin da Coreia da Norte e todas as sinistras personagens da História. Demonstrando um total desconhecimento da História, entram no clube dos instrumentos desafinados da informação. Junto com a equipa das igrejas que mais não são do que vulgaríssimas tascas, tugúrios do mais reles que há, inculcando a incultura do apunhalar a população sem lideres políticos. Angola prepara-se, vai para o fatal desmoronamento à mercê dos escorpiões que a consomem. Estamos pois perante um dos maiores fracassos da História. É fantástico como ainda se continua a culpar os portugueses, afirmando que abandonaram Angola e que a deixaram sem quadros, quando na verdade na altura nas rádios em línguas nacionais se noticiava que deviam correr com os portugueses. Foi o maior erro de todos os tempos. Claro que ficaram sem quadros, pois se correram com eles. Não queriam ver em Angola nenhum resquício ocidental. Era um povo que caminhava muito contente para o suicídio, e conseguiu-o… total e completo. Angola R.I.P., paz à sua alma. Angola até conseguiu um novo rio que se chama, rio dos cadáveres. Angola aposta no não quer ser nação. Que fazer de um país que não tem jornalismo nem oposição política, onde tudo é de fingir?, nada, absolutamente nada!
Os clientes do Banco de Poupança e Crédito (BPC) estão há mais de uma semana sem conseguirem levantar os seus salários em algumas agências da cidade de Luanda por falta de dinheiro, situação que demonstra a grave crise de liquidez que o maior banco estatal angolano atravessa actualmente. Esta situação assume contornos mais sérios porque o BPC é o banco onde, preferencialmente, o Estado faz as transferências dos salários de largos milhares de funcionários públicos. Numa ronda feita hoje pelo Novo Jornal Online nas agências 4 de Fevereiro, no Cazenga, Lara, no Zé Pirão, na Ingombota e 10 de Dezembro, na Mutamba, foi possível constatar a ausência total de movimento e os clientes que entravam, voltavam a sair depois de informados de que os cofres estavam vazios. De acordo com uma fonte oficial do BPC, são poucas as agências que actualmente têm dinheiro nos balcões.
Ler é o caminho certo para abrir as portas da liberdade e da democracia.
A política do muangolé é, o outro que se lixe. Tudo o que se fala com o muangolé, ele não liga, ou melhor liga, mas logo em seguida diz que se esqueceu, assim não dá. Desconfio que é do funji de mandioca. E também tem uma certa propensão para a irresponsabilidade. Os muangolés são todos políticos e é muito raro ouvir algum a falar de algum livro que leu. O muangolé não lê, alguns, mas isso é uma gota no rio kwanza, e assim não é possível Angola sobreviver. Por exemplo, a onda de criminalidade praticada pelos jovens não é da inteira responsabilidade da Polícia, deve-se ao colapso económico e social que formou quatro partidos políticos sem assento parlamentar: o alcoolismo, a feitiçaria, o igrejário e o da prostituição, aqui até já há mercados de prostituição no Lubango, conforme noticiado pelo Novo Jornal.
Da intolerância em geral
Mas, a intolerância política não vem só do Mpla, porque opinei no Facebook sobre a UNITA, a CASA-CE, o BD e uma ou outra personalidade e contemplaram-me na lista negra da intolerância política, porque nunca mais voltaram, e isto será oportunamente resolvido. Pois fiquem sabendo que Angola está enxameada de intolerância política e de outras intolerâncias, e pouco falta para se consagrar como mais um estado islâmico. O que sugere que as forças políticas disputam o jogo do todos contra todos. Creio que num sectarismo deprimente o que interessa é o poder a todo o custo, nem que para isso tenha que se deixar o caminho pejado de cadáveres. Mas é necessário notar que há por aí um ou outro Hitler que aspira à perseguição impiedosa do poder. Portanto, Angola ainda não conseguiu sair dos cuidados intensivos. Pode ser que um dia Angola tenha líderes, por enquanto não os tem. Angola não necessita de dirigentes, necessita de deuses e isso é o que não falta.
Pelas contas do Expansão a partir dos dados da instituição financeira internacional divulgados este mês, (Outubro 2016) Angola terminou o ano passado com uma dívida pública bruta de 66,1 mil milhões USD equivalente a 64,2%, uma revisão em alta face à Primavera. Em Abril, o FMI apontava para uma dívida pública bruta de apenas 64,2 mil milhões USD equivalente a 62,3%. (Carlos Rosado de Carvalho no semanário Expansão.)
Caso a multinacional norte-americana recorra a esse direito, a Sonangol poderá entrar em default junto de outros parceiros internacionais, nomeadamente bancos, por ter contraído empréstimos que viriam a ser saldados com petróleo bruto, desencadeando assim um brutal efeito dominó de incumprimentos. Esta redução no acesso aos direitos petrolíferos por parte da Sonangol, além das relações mutuárias, poderá afectar relações económicas, designadamente com a China, que, como se sabe, vê os seus empréstimos pagos em petróleo. (Makaangola: se a Sonangol não pagar US $300 Milhões à Chevron.) Default: Termo de origem francesa que significa a declaração de insolvência do devedor decretada pelos credores quando as dívidas não são pagas nos prazos estabelecidos. In Novíssimo Dicionário de Economia. Paulo Sandroni

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ANGOLA, OS CARNEIROS SAÚDAM-TE



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 191 dias de importação.

Psiu! Não despertem os carneiros, deixem-nos dormir.
Do Novo Jornal: Protesto de rua para o dia 26 de Novembro contra a nomeação de Isabel dos Santos como presidente da Sonangol. A missiva foi subscrita, entre outras personalidades, pelo antigo primeiro-ministro Marcolino Moco, pelo jornalista William Tonet, pelo professor universitário Fernando Macedo e pelos activistas Luaty Beirão e Sizaltina Cutaia.
Mas que ideologia empresarial é esta que proíbe os trabalhadores de receberem o subsidio de natal, de férias, e obriga os trabalhadores ao regime de escravatura? Será comunismo?
Às quatro da manhã, já lá vão mais de dois meses, o barulho da música violenta da improvisada discoteca do general Ledi nas traseiras da Pomobel, junto à Igreja Adventista do Sétimo Dia, e junto ao largo Zé Pirão, não deixou ninguém dormir. Se só a essa hora fazem isso com o som de rebentar paredes é porque o álcool os comanda, sim, esta Luanda depende do álcool, e como tal se vê o seu futuro. Os alcoólicos às 21.15 horas estão outra vez com o som muito elevado infernizando a vida de centenas de pessoas que decerto não votarão no Mpla. Já saiu um comunicado do Governo da Província de Luanda, a dizer que iam fazer caça a tais infernos mas pelos vistos é para criar falsas expectativas porque quem está ligado ao poder não as cumpre. Creio que com este filme se vê para onde Luanda vai, já está no inferno. É um retrocesso à incrível barbárie, à selvajaria sem limites.
Os presos quando saem das prisões ficam piores do que quando lá entraram, como se as prisões formassem criminosos.
Se a população é responsável pelas manifestações, então para que servem os partidos políticos? Creio que isto é charlatanismo político, é a política à africana.
A política não se faz com palavras, faz-se com acções. Um político sem imaginação é um charlatão.
O que interessa é saquear Angola, a África, subjugar as suas populações. Fazendo com que elas não se ergam, aclamando falsos libertadores. A África é o continente da escravidão onde pequenas elites nacionais e estrangeiras enriquecem facilmente. África, a vitória do saque.
E a vizinha que entrega o dinheiro na IURD, e que agora está aflita porque não tem dinheiro para comprar medicamentos para uma erupção de borbulhas na pele.
Esta gente parece viver noutra dimensão do tempo, porque perdeu os resquícios de civilização. Completamente confinados como numa trincheira da Primeira Guerra Mundial, e sem noção de solidariedade, de responsabilidade, como loucos isolados, abandonados pela sociedade, tombam como mosquitos atacados por insecticida. Este povo escolheu o suicídio colectivo. Infectados pela doença de uma classe política que na generalidade finge democracia, o poder é o que mais importa, o resto que se dane, o retrocesso no tempo é um facto para os mais tenebrosos tempos da história dos massacres humanos. Isto não está mau, está péssimo, horrível. Com as suas incipientes e carnavalescas posturas, estes políticos são os impostores da história. E Angola retrocede perdendo-se no tempo da feitiçaria que já domina por completo o quotidiano. Em tudo está presente. Parafraseando Agostinho Neto, Angola será por vontade própria trincheira firme da feitiçaria em África.
E tudo foi destruído. O descrédito é total., e por isso mesmo quem é que acredita nisto. Angola está como um doente terminal.
Uma pergunta que decerto não terá resposta: mandar despir para violentar mulheres no zango de Viana, isso é legítima defesa? Angola é um campo de batalha onde militares atacam… mulheres.
É urgente que a população faça o saneamento político. A classe política foi tomada por charlatães e como tal faliu.
A Lei do Ventre Livre, da qual foram declarados livres todos os filhos de escravos nascidos a partir de 28 de Setembro de 1871, em vigor no Brasil, mas em Angola ainda não. Pela escravidão ainda em vigor em Angola, facilmente se nota que em Angola esta lei ainda não está em vigor. Continua adiada sine die.
No registo eleitoral há um vastíssimo exército de eleitores, a pergunta é: eles vão votar no partido de Deus? Há dezenas de anos que a África está em permanente revolução. E quem salva a África da Idade Média’
Custa-me a entender que um povo dado a festas, há-as pelo mínimo, por qualquer pretexto. E desconcerta-me o facto da não realização de festas, por exemplo, pelo início e fim do cacimbo. Custa a entender não é?!
Mas o que mais me preocupa é o como sobreviver na selva humana, e isso é extremamente complicado. É como um jogo de vida ou morte, em que a qualquer momento se pode perecer.
Vivemos das sobras da luta de libertação nacional.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

SER OU NÃO SER EIS A CORRUPÇÃO



A corrupção
É a heroína da nação
É dinheiro para a corrupção inundar
E nós sempre a mendigar
O teatro da fome nos vai apoiar
A morte nos vai libertar
Com o amor acabaram
Os nossos corações confiscaram
Eles nunca amaram
A corrupção conquistaram
Agora registo eleitoral
Depois batalha campal
Amiúde as sirenes passam
A liberdade que devassam
Nada de novo neste amanhecer
Também não ao entardecer
Outra vez o desespero do anoitecer
E já é oficial
África no campeonato mundial
Continente da fraude eleitoral
E da lei marcial
E depois o cheiro acre
Dos eleitores, o massacre
Para o lixo e a sua podridão
Com taxas se castiga a população
Para o lixo acabar é fácil a solução
Basta taxar o lixo da corrupção
Ver a TPA televisão
Faz mal ao coração
Porque a TPA não é televisão
É um caixão
O horrível chumbo do ser
Em quem vou votar
Se na oposição não posso confiar
Quantos mais opositores conheço
Mais desfaleço
Os homens nascem iguais
A corrupção fá-los desiguais
Quando a cabeça só pensa em roubar
Não há nação que se possa salvar
Aqui não se pensa só se obedece
Casas arrasadas, o negócio que floresce
Mais desgraças vão vir
Já não temos forças para sorrir
Se o exército da corrupção não acabar
Do seu massacre ninguém vai escapar
Democracia com generais no poder
É a lei marcial manter
Até o poder se derreter
De um momento para o outro se perder
Os regimes ferozmente corruptos
Despedem-se tragicamente, mal
Porque nas entranhas, dissolutos

Um réquiem angolano será a moral

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O INFERNO DE LUANDA, A CIDADE DOS DESALOJADOS



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 198 dias de importação.
Do Novo Jornal: INAC-Instituto Nacional da Criança deve vinte e três milhões de Kwanzas, vai ficar sem seguranças.
Há cerca de dois meses que nas traseiras da Pomobel, localizada na rua Rei Katyavala em Luanda, está difícil, impossível dormir devido à louca algazarra e som de música de partir paredes numa improvisada discoteca no hotel Katyavala do general Ledi. Nos dois primeiros dias e noites até se temia que os edifícios desabassem tal era o ribombar. São algumas centenas de moradores que estão a ser torturados, inclusive um hotel que dizem ser da mana Isabel, com funcionários das companhias petrolíferas. Algumas vezes fomos surpreendidos ao acordarmos às 04.30 horas devido ao som que mais parecia tiros de canhão. As chamas do inferno de Luanda alastram-se porque já não nos é permitido dormir. Aos poucos todos os direitos são-nos ultrajados até cairmos na condição de escravos, aliás, já caímos. Mas como o Governo da província de Luanda emitiu um comunicado a dizer que as festas passam a transgressões administrativas quando não autorizadas e que os fiscais estão-lhes com os olhos em cima, a ver vamos.
É domingo, são 04.30 horas da manhã, acordo como se um tremor de terra sacudisse a cama, é outra vez o barulho infernal da música que patrocinada pelo álcool mostra o inferno a que chegámos. E as portas do inferno abrem-se. Angola nele entrou, Angola dele gostou, e dele não mais quer sair. Angola está no local indicado. É mais uma aposta de Angola para diversificar o inferno. Cada povo merece o que tem, o povo angolano tem o inferno. E a classe política maravilha-se com o estado de coisas do inferno. E acordou-se que para os políticos da deserção as portas do inferno sempre se escancararão. E há quem apresente sugestões para que a designação oficial de Angola passe para, república do inferno de Angola, e um comité de especialidade para festas anárquicas será criado. E a anarquia está instituída e os seus forçados aderentes serão identificados com um ferro em brasa com as iniciais do seu partido. E uma nova centralidade se construiu no inferno, e logo de seguida se constituiu o necessário comité de especialidade do inferno. E Angola aposta na sua destruição, e quem quiser um pedaço que o apanhe para recordação. Inferno é o que Angola chama. Sem cérebros, porque se os houvesse Angola não se abismaria no caos económico e social, o inferno está garantido, e mais um mandato será cumprido. O inferno de Angola é único no mundo, é exclusivo. E o inferno de Angola exporta-se para toda a África, e os dividendos em divisas são imensos, e Angola explora com sucesso tamanho filão. E a vida deste inferno enche-se de sorrisos da mais doce e terna felicidade. E já mais santuários se edificam para glorificar o seu nome: santuários do deus do inferno. À miséria e fome chegarás, do inferno de Angola não escaparás.
Eugénio Costa Almeida e o dinheiro chinês: “Venezuela parece que já nem a China “dá” dinheiro a Maduro.  Pelo que se pode verificar no artigo anexo os chineses estão a fechar a torneira financeira ao Governo Bolivariano de Nicolas Maduro concebendo a ideia que o Governo de Maduro já não aguenta nem tem capacidade financeira para se sustentar e pagar aos credores. Não esquecer que os chineses pautam a sua política externa e económica por nunca se imiscuírem nos assuntos internos dos outros países na linha do que exigem para si mesmo. Ora, quando eles, publicamente, fazem este aviso e exigem o pagamento dos empréstimos vencidos e não liquidados sob pena de nada mais emprestarem - nem mesmo, pelos vistos, com o habitual recurso do petróleo como garantia (e isto é um aviso sério para outros países) - é porque Beijing reconhece que o Governo de Maduro já perdeu capacidade política, financeira e social para se sustentar e sobreviver”.
Alerta para com os militantes do PCP-partido comunista português, que andam por aí a vender desestabilização, explico: quando se publica algo, especialmente no tocante à carência de divisas em que Angola muito dificilmente sobreviverá porque não tem produção interna e não pode contar com o petróleo, e por isso Angola endivida-se, afunda-se no abismo das dívidas, saltam logo esses militantes com acusações de que isso é alarmar e desestabilizar. Ma como se pode desestabilizar o que já está desestabilizado? Claro que pensar com uma sanita atestada de trampa na cabeça não dá. É como essa do aumento da recarga de telemóvel de novecentos para mil duzentos e cinquenta kwanzas. As pobres almas não sabem, claro que não pois se o soubessem não estariam aí na delapidação, que se baixassem o preço para setecentos kwanzas o consumo aumentaria, e que assim nos mil e duzentos e cinquenta kwanzas o consumo vai estagnar fortemente. Pois é, administrar e governar são ciências, não são penicos.
Estou rodeado, assediado por trapaceiros de todas as latitudes. Não vejo possibilidade de sobreviver numa teia dessas. O futuro está muito ardiloso, há que procurar outras aragens, perecer nesta selva não. Há que salvar a família e conduzi-la para porto seguro. Como é que isto vai melhorar se a cada dia está a piorar.
Para o doutoramento em hipocrisia, sem dúvida alguma que a Igreja é a melhor universidade, pois nesta matéria os seus professores são competentíssimos.
E assim esta desgraça vai andando, com a miséria e a fome aumentando. E em todas as áreas de actuação, os governantes dizem que, “ o nosso trabalho é sempre positivo.”
Será que Angola está como está, na miséria e na fome por ter demasiados doutores?
E pouco mais falta para que isto fique como os guardas da revolução do Irão.
Que fazer destes povos que passam a vida a lamentar-se, à espera de alguém… de algo que resolva os seus problemas, como por exemplo o de atirar lixo acompanhado de água de diversas lavagens com restos de comida onde as moscas pastam à vontade em completa liberdade livres da repressão governamental, criando vectores epidémicos. Por mais que se lhes explique as regras de higiene e limpeza e as mais elementares mornas de conduta social, não ligam, riem-se, não querem saber de nada. São muito teimosos a pender para o lado negativo, claro que viver assim faz a vida efémera, depois sempre os mesmos lamentos, “isto é feitiço que me fizeram.” Depois vem a barulheira infernal da música, não se pode conseguir o que é muito importante, dormir, logo vem a tortura do não se poder pensar, e sem isso não há futuro, mas quem pensa nisso se os sinos dobram amiúde a finados.
No bairro do fortim foram muitas casas demolidas e hoje, 23 de Setembro de 2016, chuva fraca caiu na zona de mais sequestrados de Angola… são aos milhares, em breve serão, ou já são?!, aos milhões.  Outro morador vítima da demolição confessou que os militares não deixam retirar nada das casas que são demolidas mesmo assim com tudo lá dentro e que as pessoas são torturadas.
Angola está assim numa crise que diariamente se acentua, Angola está no ano do apocalipse dos angolanos. E a crise vai piorar, muito, muito porque nada se faz para a debelar. Como se a economia de um pais se resolvesse com discursos, com palavras em que já ninguém acredita em falsas promessas. E as crianças sempre as principais vitimas, viverão abandonadas porque não há nada nem ninguém com o menor interesse em as salvar do apocalipse angolano.



"Rainha Ginga" de Agualusa semifinalista de prémio literário no Brasil



O romance "Rainha Ginga", de José Eduardo Agualusa, é um dos 50
semifinalistas do Oceanos-Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, que
distingue autores lusófonos com obras publicadas no Brasil. O escritor
angolano foi seleccionado de um lote de 740 participantes, e disputa
agora um lugar entre os 10 finalistas à eleição final, marcada para 6 de
Dezembro.

Novo Jornal
Foto: /DR/

Oceanos-Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, com a obra "Rainha
Ginga", José Eduardo Agualusa concorre agora a um lugar no grupo de 10
finalistas, que serão conhecidos no próximo dia 18 de Novembro, três
semanas antes da revelação dos quatro vencedores - um por cada categoria
a prémio.
Os candidatos ao galardão, distribuídos pelos géneros poesia, romance,
conto e crónicas, vão dividir um "bolo" de 230 mil reais, equivalente a
cerca de 71 mil dólares.
De acordo com os organizadores, a presente edição do Oceanos bateu
recordes de participação, com 740 inscritos, e um número crescente de
autores não-brasileiros, como o angolano José Eduardo Agualusa ou os
moçambicanos Mia Couto e Lica Sebastião.
Nesta primeira etapa com um júri composto por 42 especialistas, a
próxima fase do concurso vai incluir a crítica literária Flora
Süssekind, os escritores Cristovão Tezza, José Castello e Rodrigo
Lacerda e os poetas Heitor Ferraz e Sérgio Alcides.

Os quatro vencedores serão anunciados a 6 de Dezembro.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ANGOLA, MAIS UMA PILHA DE CADÁVERES?


República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Angola só tem reservas líquidas para 205 dias de importação.
“O mundo civilizado tornar-se-á nada mais do que uma pilha de cadáveres?” Papa Bento XV (1854-1922) referindo-se à Primeira Guerra Mundial, e que até aos dias de hoje não necessita de comentários.
Quando sinto saudades dos entes queridos que na sua jornada eterna onde há muitos anos que eles e nós não nos vemos, e que viajam por aí, nunca se sabe onde estão, excepto na morada do nosso coração. Pai, mãe, irmãos, filhos, outros familiares e amigos, que quando vivos estavam presentes na maravilha de ser humano. E depois deixamos de os ver para sempre, restando o intenso amor da sempre carinhosa recordação da sua presença que nos consome, faz chorar, ferir de extrema saudade o nosso coração. Nascer, viver, morrer, como uma passagem de nível de comboios: pare, escute, olhe. Creio que a vida não tem nenhum sentido. 
Os inquisidores do comité de especialidade dos jornalistas da TPA, entrevistaram, massacraram Abel Chivukuvuku, que não esteve bem porque repetiu as mesmas palavras dos discursos que nos adormecem, a corrupção, a má governação… o verbo encher. Nem uma palavra sobre os presos políticos. Acho que se distraiu. Creio que se espalhou quando respondeu à pergunta sobre como acabar com a bandidagem, Abel respondeu que para acabar com isso tem que se urbanizar e depois acabar com a fome. Acho que não é bem assim, porque primeiro tem que se acabar com a doença epidémica que nos governa, depois criar empregos, o resto virá naturalmente. Sem produção interna e com a corrupção a dirigir, não há salvação.
E sobretudo não façam publicidade no jornal Folha 8, Rádio Despertar, façam-nos de proscritos porque eles não são angolanos, não são patriotas porque estão ao serviço da democracia.
A Igreja de Angola vive na intensa luz da corrupção, e o papado nada faz para que ela se demita, para a condenar. Isso sugere que a Igreja de Angola, e por extensão a Igreja de África não existem, apenas estão aqui e na África para saquear em nome de Deus.  
Para o ser humano ludibriar, dinheiro do próximo sacar, inventou uma coisa a que deu o nome de Deus. E à conta disso essas tempestades enchem-se do dinheiro alheio. E quando se aliam a governos corruptos numa parceria estratégica político-religiosa, ah, então é o fim da humanidade. Onde a igreja e as igrejas estão, surge o mar da desolação. A Igreja e as igrejas são o demónio que usurpa a terra, que aniquila as nossas vidas. Esta é a república das demolições onde tudo é demolido, mas onde se conserva e defende tudo o que é corrupto. Até hoje nenhum corrupto foi demolido. É assim que a Igreja e as igrejas têm permissão para dizimarem povos. Na verdade vos digo meus irmãos que essas actividades religiosas têm um comportamento de polícia secreta, assim tipo uma Gestapo oficiosa. Evangelizar é pois semear para os frutos do inferno apanhar.
Esta Angola mais parece uma ilha cercada de campos de concentração religiosos por todos os lados.
Em tudo o que fizeres, ou aguardares por decisões, conta sempre com a maldade humana, aqui então é o fim, e não terás, não serás surpreendido por desgostos.
Jornal de Angola e TPA, os símbolos da liberdade de imprensa.
Os governos ditatoriais são como os padres que dizem que na Igreja não há, nunca houve pedófilos. Como os alcoólicos que dizem que não bebem. Como os que fumam que vão já deixar de fumar. Como os gatunos que dizem que não roubam. Como os corruptos que dizem que o não são. Os governos do autoritarismo dizem constantemente que são democráticos.
Um mais velho já quase nos sessenta anos está com problemas de saúde porque faz alguns anos que partiu um braço que foi mal curado e necessita de uma intervenção cirúrgica, mas o médico não o quer operar porque o sangue está cheio de álcool.
De um amigo português recém-chegado de férias em Portugal: “os cigarros SL estão a ser carregados de Angola e vendidos em Portugal.”

Poema de um poeta muangolé para a sua amada: “És a única flor no árido deserto de Angola.”

terça-feira, 4 de outubro de 2016

OS CHARLATÃES SUBJUGAM ANGOLA



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

E que, parece que não, mas há o risco, se é que ele já não está omnipresente, de toda a classe política cair no ridículo.
Seis horas de pânico e tortura no "Zango das Demolições". O Zango é uma zona em guerra. Militares armados atacam residências, roubam bens, espancam homens e mulheres e destroem residências em nome da "Pátria" que dizem defender. A ordem de demolições é da ZEE, (zona económica especial) mas os militares acrescentam à missão um rol de barbaridades. Uma equipa do NJ caiu numa "emboscada" e foi detida durante seis horas. In Novo Jornal
Na Rádio Despertar: militares do PCU (posto de comando unificado) no zango de Viana, além de arrasarem casas, roubam dinheiro e obrigam as mulheres a despirem-se para as violentar.
 “José Eduardo Agualusa receia prejuízos para a comunidade portuguesa em Angola com a presença de partidos portugueses no congresso do MPLA. Com a África do Sul no tempo do “apartheid”, quando se apoiou o “apartheid” até ao fim. Isso não beneficiou nada a comunidade portuguesa, pelo contrário, prejudicou imenso a comunidade portuguesa, que ainda hoje é vista como uma comunidade que apoiou o “apartheid”. A longo prazo, esta atitude não beneficiaria em nada a comunidade portuguesa, que hoje já não é vista com bons olhos em Angola. É vista como uma comunidade que sustenta o regime. Há muita gente em Angola que vê os portugueses como oportunistas, pessoas que vão apenas em busca de negócios, tentando fazer dinheiro rápido e esse tipo de apoio ao partido no poder. o que acontece é um agravamento diário da situação social. Os dias actuais são muito perigosos, o que pode acontecer a seguir é muito perigoso. Até há pouco tempo era muito difícil escutar vozes dentro do próprio partido a contestar José Eduardo dos Santos. Tudo isso são sinais de grande descontentamento. Eu não tenho dúvida nenhuma que José Eduardo dos Santos vai cair, a dúvida é como vai cair.” (In José Eduardo Agualusa, em entrevista à Rádio Renascença.)
Quando um cão ladra os outros também ladram.
Sempre apresentando as mesmas políticas no mesmo engenho, isso revela falta de imaginação da oposição. Angola vai terminar, ficar no caos à africana.
Entretanto vivemos a paz dos ratos de esgoto.
A macacada a dirigir e os carneiros a aplaudir. Nos currais os porcinos, nos galinheiros os galináceos, e nos imensos chiqueiros a chiqueirar, embrenham-se na propaganda pseudo-intelectuais que desaguam nas lixeiras do infortúnio das coisas banais.  
Angola é como um imenso jardim infestado de plantas daninhas, para o qual urge contratar um excelso jardineiro que se encarregue de as limpar. Há muito trabalho e quando no jardim as plantas daninhas desaparecerem, então as flores libertas desabrocharão e a beleza do hino democrático cantarão.
Para alguns há sempre dinheiro, para milhões há sempre um pardieiro.
Oposição que dorme o Mpla leva.
Uma vizinha disse que esteve quase toda a manhã a espairecer na porta do prédio e não viu ninguém entrar no banco Millennium-Atlântico na Rua Rei Katyavala em Luanda.
Uma reportagem do Novo Jornal sugere que a moeda nacional, o kwanza, está como o dólar, sumiu. O que também sugere que a banca está no lugar que lhe compete, na bancarrota. Mais reportou o Novo Jornal que as empresas estão em maus lençóis porque não conseguem levantar dinheiro dos bancos, e os trabalhadores só com sorte conseguem levantar os seus salários. E que há comerciantes que amontoam kwanzas. O que significa que ninguém deposita dinheiro nos bancos porque eles não são de confiança, são bancos da maiuia, do desgoverno.
Angola atingiu finalmente a grande derrocada. Angola é por excelência o país do saque dos eleitos por Deus e dos estrangeiros. Angola ainda é o paraíso do nadar no enriquecimento fácil. Angola está abandonada no centro do furacão. O rebanho de Angola – a sua população – está também em poder dos vampiros da Igreja e das igrejas que não se cansam do banquete da corrupção. Entretanto, o português Paulo Portas veio a Angola para fazer negociata com a sua empresa de construção civil. E os comunistas comodistas/comunistas do PCP-partido comunista português, apostam outra vez na incitação à violência, pois o PCP é a aposta segura da política da terra queimada. São como um supermercado que só vende incêndios. O PCP é por excelência o partido dos mercenários portugueses, hábeis construtores da destruição. O PCP está sempre solidário com a miséria e a fome dos povos. Entre ele, a Igreja e as igrejas não existe diferença nenhuma, pois o que lhes interessa é chupar o sangue fresco da morte. São a Bíblia do sangue e da pólvora. Os patronos dos cemitérios.
E que destino esperará quem insiste na aposta de partir casas, atirar para a rua sem eira nem beira, pessoas a dormirem ao frio e na muita humidade e atirar para a morte crianças indefesas perante o silêncio dos direitos humanos da comunidade internacional. Que além de lhes saquearem os bens, dispararam na cabeça de uma criança de catorze anos matando-a atrozmente, mostrando que a vida em Angola não tem valor. Porque isto faz lembrar a notícia publicada no Brasil de que num acidente de viação morreram quatro pessoas… e um negro. Militares envolvidos em operações especiais de partir casas a esmo, pilharem os bens, roubarem o dinheiro, violentarem mulheres conforme denunciaram na Rádio Despertar, o que sugere que Angola foi vítima de um golpe de estado militar silencioso.
Enquanto no VII congresso do Mpla eternamente no poder se publicita que a sua principal preocupação ao longo de quarenta anos foi e é o bem-estar da população, a hipocrisia e a corrupção governam, fazem como que Angola desaparecesse do mapa.
Não há dinheiro, é necessária austeridade, controlo dos gastos, dizem repetidamente os que naufragaram a nação. Mas há muito dinheiro para lançar fogos-de-artifício na cidadela desportiva em homenagem a mais um aniversário do PR José Eduardo dos Santos. É de acrescentar que só em comemorações por toda a Angola para este festejo, gastam-se mares de dinheiro que multiplicados por dezenas de anos dão um astronómico saldo de dinheiro que daria para tirar Angola da fome em que se encontra. Então, há ou não dinheiro? Com o marasmo da oposição tudo indica que corruptos unidos jamais serão vencidos. Quer dizer que a estratégia para a saída da crise resolve-se com fogos-de-artifício e muitas laudas festas. Quem não sabe fazer mais nada além disto, é o jamais visto, inacreditável. Mas, quando é que Angola sai da Idade Média? Quando? Jamais? Aqui governar é de dinheiro se inchar.
Os mesmos que nos naufragaram, para o abismo nos atiraram, são os mesmos que nos vão levar para a superfície nos salvar? Não! Vão ainda mais nos esfomear, até os ossos nos vão tirar.
A fome é quem mais ordena.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

OS GOLPISTAS



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
A África negra não dá para investir, só dá para saquear. Angola, África é de quem as saquear. E que vença o melhor… saque.
Em África os golpistas são quem mais ordena na corrupção. Angola terra da mortandade, a corrupção é quem mais ordena dentro de ti ó Angola, diria José Afonso.
O último a sair que apague a luz! Será que posteriormente Angola será terra de ninguém?
E dizia um membro de um partido político da oposição que, “tem que haver diálogo." Não sei como porque um tubarão não aceita diálogo.
Quem pedir pão leva tiro.
Reprime-se tudo mas a santa corrupção não, muito pelo contrário, está muito defendida, bem fortalecida.
A origem de todos os males é a desinformação, e por isso não admira nada que a África teime na manutenção de fantoches no poder.
As atrocidades cometidas por militares nos zangos de Viana, mostram o panorama do futuro a curto prazo. Angola e a África esforçam-se intensamente para o seu período do tempo mais negro. Angola e a África desejam o Holocausto, o estabelecimento da vida da Idade Média. É um desejo profundo que move cérebros há muito empenhados na loucura da constante violência do viver para aniquilar o próximo. Angola e a África perdem-se no tempo, e depois o tempo não se lembrará, se esquecerá.
Partem-se milhares de casas, mata-se à vontade quem se quiser para entregar terras a alguns nacionais e miríades de estrangeiros. Como cérebros atrofiados não reivindicam, não se manifestam, e quando uma centelha de inteligência ilumina algum, desperta-o para a realidade vigente, é de imediato eliminado sob a acusação de atentar contra a segurança do Estado e de pretender eliminar a montanha de dirigentes que nos governam, na realidade qualquer coisa parecida com isso, ou sob a alegação de que são agentes ao serviço de países que pretendem impor-nos a democracia, é de imediato sancionado e até com a maior desfaçatez eliminado. E com cérebros corroídos pela ferrugem intelectual, fácil é Angola saquear e populações sem cérebros dominar. Para que só com um cérebro a funcionar demasiado fácil é governar.
Só com um cérebro a funcionar, muito fáceis eleições é ganhar. A comunidade internacional as mãos está a esfregar porque fácil é apenas com um cérebro dialogar. Com uma nação de carneiros é o paraíso da democracia. E à Igreja e às igrejas é muito fácil a extorsão do que resta do dinheiro desses pobres cérebros errantes. E a Igreja e as igrejas dizem que isso é bom porque é um dom de Deus. Claro, não havendo cérebros, continuamente se diz que o povo angolano é muito - que esta Angola é tudo do muito - pacífico, não faz mal a uma mosca. E Angola mergulha na escuridão da corrupção, pois sem cérebros não há oposição. Dá para tudo, até para vampiros que confiscam e se lambuzam com o sangue dos indefesos corpos de cérebros apalermados que teimam que os vampiros são mosquitos. Com milhões de cérebros danificados e apenas um que funciona, Angola é considerada o local ideal para o gado estrangeiro pastar. De Angola nada mais há a esperar. Angola é para aniquilar. Angola é para queimar. Angola é para saquear. Angola é para defraudar. Angola é miséria e fome. Angola é o paraíso da escravatura. Angola foi alugada pela Igreja e pelas igrejas. Angola é o maná dos dízimos. Angola que há quarenta anos está dominada, governada por um ciclone político. As rajadas de vento e chuva fortes impedem-na de seguir o curso de um país normal. E devido a essa tormenta, Angola não resiste ao caos das romarias. Se ao menos um dos seus milhões de cérebros despertasse, a salvasse, mas não, isso é sonhar. E viver de ilusões não dá. Talvez alguém consiga descobrir o antídoto para a epidémica desgraça que devora os cérebros da populaça. Mas não, porque a África e os africanos estão abandonados, ninguém lhes liga. Perante a comunidade internacional são considerados como moscas incómodas. O caos do projecto inviável de Angola prossegue. Mais uma desgraça de país se contempla.
Palavras não enchem barrigas.
Já soam vozes a clamarem que o registo eleitoral está uma trapalhada. Sim, Angola é a república da grande trapalhada. E o soba no zango 4 em Viana, pergunta à população da república das demolições se vão votar no Mpla, e os presentes gritam em uníssono “não, não vamos votar no Mpla!”
Angola é também a república do gatilho, porque nele fácil é carregar, até qualquer criança o faz a brincar, é fácil disparar porque para matar não é preciso pensar. O poder está… é o gatilho. Quer dizer, para usar o gatilho não é preciso cérebro, e assim a função diária é matar, apenas pelo prazer de o fazer. E quem está habituado a matar não consegue parar, e por isso mesmo os cadáveres não param de aumentar.
Pelo idêntico comportamento semelhante à queda do império romano, creio que não há hipótese de sobrevivência.
"O agente público que, contra o que esteja legalmente estatuído, conduza ou decida um processo em que intervenha, no exercício das suas funções, com a intenção de prejudicar ou beneficiar alguém, é punido com prisão maior de dois a oito anos", artigo 33.° da Lei da Probidade Pública. (Citado por Fernando Macedo)
Grandes fortunas em Angola subiram 318% nos últimos 10 anos: Temos 6.400 milionários. O número de ricos com pelo menos um milhão de dólares no país aumentou 318% entre 2005 e 2015, indica a consultora britânica Knight Frank, especializada em "medir o pulso" do mercado imobiliário de luxo. In Novo Jornal
E se eu confessar que até é muito bom que o Mpla ganhe as eleições – não tenho dúvidas nisso porque a máquina eleitoral da destruição da oposição marcha em grande ofensiva – porque de certeza absoluta não aguenta mais um mandato no poder. Portanto, creio que não vale a pena a oposição ir para as eleições porque o tempo substitui a oposição.
Antes era, vamos todos para Angola. Agora é, vamos todos fugir de Angola.
Acabo de saber que um familiar está em casa porque a empresa onde trabalha, uma empresa do ramo metalúrgico gerida por portugueses, não tem dinheiro para pagar aos trabalhadores, o que significa que é mais uma empresa que faliu.
De um mais velho: “Mas eles lá na televisão põem tudo bonito, mas cá fora é só miséria. É melhor desligar”.

As palavras do célebre Dr. David Mendes ainda me martelam no cérebro como o martelo demolidor desta república das demolições: “Não vamos substituir uma ditadura por outra.” Isto é, não vamos sair de um inferno e entrar noutro pior. É necessária muita cautela com os impostores políticos que os há como que a granel. Creio que nesta Angola sem oposição, coitada da população.