quarta-feira, 4 de março de 2015

O “Estado Islâmico” de Angola





E naquela maresia
Não sei o que acontecia
Só sei que tudo se fodia
De noite e de dia

Os chineses mostram o cartão habitual
De militantes da guarda presidencial
Depois do regresso ao sistema tribal
E tudo permanece tão natural

A oposição não pode piar
Nem ideias pode manifestar
Há duas constituições a subjugar
Uma no papel e outra no larapiar

O dólar chegou aos vinte e dois
Depois para os doze baixou
A especulação lucrou muito depois
Ninguém foi preso, o pobre se lixou

O petróleo é a nossa eterna fonte
O poder eterno diz que nunca secará
E que permaneceremos neste horizonte
E que pela graça de Deus se abençoará

As estradas vão para o palácio do poder
É lá que está a nossa salvação
Não sei quem dele nos irá defender
Essas estradas são a nossa perdição

E do petróleo eles degolam-nos a alma
Com os preços altos são inteligentes
Com os preços baixos não são vivalma
E a nós chamam-nos de indigentes

Quem sobreviverá à onda dos assaltos
Do exército do crude dos desempregados
Do contínuo viver em sobressaltos
Da confrontação social dos desamparados

E nesta pátria só para estrangeiros
Notabilizada pelos seus esgares
Dos privilégios sempre os primeiros
E nós nem nos últimos lugares

E muitas mais desgraças virão
É muito propícia a ocasião
Onde há muita corrupção
Também há muito ladrão

Veremos supermercados vazios
Conforme as leis da revolução
Continuaremos vítimas dos arrepios
Na pátria do tudo sem solução








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