terça-feira, 5 de junho de 2012

O Cavaleiro do Reino Petrolífero (15). Reino Jingola, algures no Golfo da Guiné.





«A própria insuficiência de governo torna mais difícil a construção da capacidade de governo. É da insuficiente capacidade democrática de governo que surgem as nossas impressionantes polarizações entre ricos e pobres. A partir de um certo grau de concentração de renda, esta já não representa apenas um problema de justiça social, e sim um fator de desequilíbrio de poder político, tanto para os pobres como para os ricos.»
In A Reprodução Social Ladislau Dowbor http://www.dowbor.org/

- É verdade chefe.
- Acompanhei a chegada dos géneros e não vi nada de anormal.
- Chefe… o problema é a produção nacional… tudo aldrabado… tudo pirateado.
- Quero um relatório, ou uma comissão de averiguação!
- Chefe trago-o comigo... vinte quilos de tomate, de batata, arroz, açúcar, leite, couves e outras coisas.
- Vinte quilos de tudo estragado. Só vocês é que não se estragam. Bantus, cafres. Nenhum macaco se estragou?
- Infelizmente não servimos isso, é mais para Norte. Apesar que adoro… posso retirar-me?
- Sim!.. Para acabar com esta merda o melhor é contratar guardas mercenários e pessoal estrangeiro para as cozinhas, pagando-lhes dez mil dolos por mês. Vocês não servem para nada. Prometo-vos que hei-de descobrir os roubos que estão a fazer! Retira-te!
Depois do cozinheiro sair, Epok aguardou alguns momentos. Virou a sua atenção para a porta. Quase berrou:
- Ó Pinturas!
- Sim! Cavaleiro sem figura!
- Olha, não me fales mais assim. Senão vais para o olho da rua.
- Tenta só, vá. O rei gosta muito de mim, não sabes?
- Não quero ser incomodado por ninguém. Tenho que estudar os dossiers que o rei me deixou… vai-te.
Antes de fechar a porta por completo, ela deixou escapar de modo que Epok ouvisse.
- Desgraçado, mal-educado, racista!
- Porra… não sei como é que o rei consegue aturá-las. Desejo que ele não se demore.
Haviam vários dossiers com capas de várias cores. Epok pegou no único de cor vermelha. Abriu-o e viu uma folha de papel que o sobressaltou.
ESTÁ PROIBIDO DE TOMAR QUALQUER DECISÃO SOBRE O LÍQUIDO NEGRO. VÁ PARA O ASSUNTO A SEGUR. Pensou: vou ocupar essa que está aí na porta. Quero estar à vontade. Sei muito bem que são hábeis espias, mais perigosas que as do Kadafi. Chamou-a:
- Ó pinturas!
- Sim, diga grande chefe da cor de permeio!
- Cale a boca sua burra. Vá nas cozinhas e elabore um relatório completo do que se passou nas últimas vinte e quatro horas.
- Incluindo com quem elas dormiram durante a noite?
- Sim, e com quem tu dormiste durante a noite.
- Oiça Epok, ou lá como se chama. Tira o cavalo da chuva que daqui não levas nada. Isto é propriedade real, percebes?
Epok certificou-se se a espia saíra do local. Abriu a porta, ficou satisfeito. Ninguém à vista. Fechou-a e trancou-a por dentro. Insistiu no conforto do seu assento. Respirou fundo. Olhou para o próximo documento muito atentamente. O que lia não era para menos. Será que o rei se tinha distraído? Ou seria uma armadilha? Para depois ter um pretexto e enviá-lo como embaixador cientifico algures numa estação dos gelos da Antártida? Os documentos estão aqui comigo, devo seguir em frente.
O documento falava para ser efectuado um inventário aos diamantes que se encontravam nos cofres particulares do Banco Real de Investimentos. De quem seriam estes diamantes? Outro decreto real que cria uma nova empresa a Única Cargas Real. Terá uma frota de camiões novos. Actuará nos portos e aeroportos. Cinquenta por cento das vendas mensais serão entregues aos Cofres Reais do Grande Saco Azul.
Havia uma observação. § Único. As empresas privadas obrigam-se a reter vinte por cento das vendas mensais para o Saco Azul. Serão consideradas como custos do exercício.
Mais um decreto. Cada vice-reino terá um orçamento anual de vinte milhões de dólares. Na realidade receberão apenas cinco. A diferença será justificada com o argumento de que os recursos colocados à sua disposição foram desviados.
O que é que temos aqui? Epok esfregou as mãos de contente. Pontes, escolas, viadutos, estradas. Prefiro as escolas, são rápidas de construir. Acciono os contratos para dez escolas e ganho de uma assentada cinco milhões de dolo. Vou receber cinquenta por cento adiantado, mando pôr na minha conta no estrangeiro. Depois sou exonerado, vou-me embora para tratamento de uma doença no estrangeiro, e estou safo.
Comunicados de manifestações? Enviados para aqui pelo vice-rei Jingola? Ele não quer assumir o papel de mau. Hum! Com receio de tomar decisões. Ou melhor, tudo para aqui, seja o que for. Isso da centralização dá cabo da cabeça de uma pessoa. As coisas não deviam funcionar assim. Vejamos o que dizem estes comunicados:
ADERE, Associação dos Dementes do Reino Jingola.
Exigem que os malucos andem à vontade nas ruas. Que não sejam internados. Porque os verdadeiros malucos já andam há muito tempo nas ruas. Já não sei quem é maluco. Quer dizer nós somos malucos, e eles, os verdadeiros são os sãos.
ASURE, Associação dos Suicidas Reais do Reino Jingola.
Queremos um prédio decente, moderno, com pelo menos vinte andares. Para nos atirarmos e apreciarmos a paisagem na queda. Aquele donde nos atiramos não tem as mínimas condições. Tem lixo por todo o lado. Podemos apanhar uma doença.
Como vão construir um hotel bem alto, terão direito a uma boa refeição durante o voo. Força aí suicidas. Matem-se à vontade.
ASARE, Associação dos Alcoólicos Reais do reino Jingola.
Queremos beber dia e noite sem qualquer restrição. Queremos uma percentagem dos vinhos dos Tonéis Reais, ou acesso a bebida a crédito. Isso é pedir muito? Viva a união dos alcoólicos de todo o mundo. É melhor propor ao rei a mudança de nome do reino. Reino dos Alcoólicos de Jingola.
APRE, Associação das Prostitutas Reais do Reino de Jingola.
Queremos melhores condições de trabalho. Aqueles a quem prestamos serviços, há meses que não nos pagam. Vamos fechar as nossas pernas e acabou-se. Protestamos contra a concorrência das estrangeiras. Estamos a ser discriminadas. Elas baixam muito os preços. Se não aceitam as nossas reivindicações, vamos oferecer a coisa de borla durante um mês. Cuidem-se minhas senhoras nobres. Vão ficar sem maridos.
Estas putas perderam o juízo. Vou perder o negócio das minhas casas clandestinas. Antes que seja tarde vou importar algumas asiáticas.
AFRE, Associação dos Feiticeiros Reais de Jingola.
Antes dos Portugueses chegarem, nós já cá estávamos. O nosso povo pratica a feitiçaria como um acto normal de soberania. Faz parte das nossas tradições. Em troca de qualquer coisa, praticamos e inventamos novos ritos. Exigimos o tratamento por médicos tradicionais. Senão lançaremos um grande feitiço sobre o reino.
Isto preocupa-me. Este reino está cheio de feiticeiros e feiticeiras. São mais poderosos que os republicanos.
ASARE, Associação dos Analfabetos Reais de Jingola.
Não queremos livros, não queremos ensino. Não queremos universidades, estamos fartos de estudar. A nossa cabeça não aguenta. Não aos livros! Ainda bem. Estes ao menos são honestos. Grande poupança nos sacos azuis.
AERE, Associação dos Esfomeados Reais de Jingola.
Exigimos apenas vinte navios com comida, que será vendida e paga daqui a dez anos. Senão vamos saquear tudo o que se mexer.
Vão mas é trabalhar. Querem tudo de borla. Ir para os campos? Não aceitam. Só querem ficar na capital do reino, reais sacanas.
UNTRE, União Nacional dos Trabalhadores Reais de Jingola.
Queremos acabar com o assédio sexual nos locais de trabalho.
Isto é uma manobra de diversão. Se tivessem bons salários, acabava-se o assédio sexual. Deviam exigir mais dinheiro, mais condições sociais.
O Partido dos Republicanos da União Total, exige eleições livres e justas, já! Os republicanos estão sempre a falar de eleições no reino. Estão loucos?! Nunca! Jamais! Ninguém conseguirá alterar o sistema de planificação centralizada do reino e vice-reinos.
Um documento carimbado com as palavras, MUITO SECRETO, chamou-lhe a atenção. Era do marquês do Santo Oficio.
Meu rei, levo ao seu superior conhecimento:
Muita atenção aos republicanos da família dos Areópagos da árvore Andrade (Persea venosa). Não é a primeira vez, nem será a última que tentam tomar o poder. São muito inteligentes e devem estar permanentemente vigiados pelo nosso Santo Oficio. Um deles candidatou-se a presidente da futura República. Outro faz muitos comentários. Falam muito e à vontade na rádio dos republicanos, que assim não dá. Apelam com camuflagem à revolta. Acho que é hora para a nossa secreta dar-lhes uns bons açoites. Acabar com eles e como sempre deixar no esquecimento. Republicanos chatos. O culpado é quem inventou isso das repúblicas e das democracias. Porque não nos deixam em paz?! Estamos há mais de trinta anos no poder. E sentamo-nos e sentimo-nos bem. Porque não esperam mais trinta anos para lhes darmos as condições adequadas? Invejosos!

Imagem: omundosokz.zip.net

domingo, 3 de junho de 2012

O Cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na Demanda do Santo Graal (20)



Parece que foi há momentos, mas já sete anos se acumularam. O tempo mostra-se insensível perante a efémera aventura da vida. Os nossos pais esmeram-se para nos garantirem o melhor possível, mas o impossível dos homens maus persegue-nos, e a infelicidade que nos impõem é a nossa luta constante do ver nascer e o morrer dos dias.
Quando fazíamos longas viagens pelas estradas recordo a tua ânsia de mostrar-me o mundo desconhecido que cercava a minha juventude, e que eu me esforçava por fotografar para mais tarde me lembrar. Todos os momentos são perenes de vida, mas essas, digamos, abstracções, perdem-se porque vivemos aspirações momentâneas, que buscamos tranquilizar nos enredos do amor, e quando finalmente a porta da felicidade se nos abre, já estamos preparados para receber o prémio da morte, o Além que nos acena constantemente e que nós fingimos não ver, como se a morte não nos arrebatasse, como se nos convencêssemos que vamos viver muitos e muitos anos, na vã tentativa de que os outros à nossa volta embarcam para o paraíso funéreo, e nós não.  
Quantos e quantos gestos de ternura e encontros na alcova do amor recusados porque havia, há, um trabalho que não se pode adiar. Sim, para termos êxito temos que desprezar, adiar quem nos ama porque as câmaras de televisão e do cinema esperam-nos já quase ou de facto celebridades. O que é mais importante, o amor daqueles que nos rodeiam, a quem devemos amar sobre todas as coisas, ou o êxito efémero da nossa carreira empresarial, política, mundana? E depois, já celebridades, figuras públicas, regressamos à nostalgia do afinal perdemos o nosso precioso tempo a amar as coisas mundanas, quando o amor da nossa amada jaz abandonado, tudo em esforços perdidos. Recusar, desprezar o amor é aniquilar o nosso corpo, como o fumador que prefere destruir-se porque não tem ninguém a quem amar. Porque quem não ama o seu corpo não pode amar outrem, e se o faz postula as leis da hipocrisia. Se não te amares nunca poderás amar ninguém.

Nesta epopeia do silêncio da hipocrisia das igrejas, destacam-se os tsins: não estão aqui para ajudar o povo jingola. Estão sim, para apoiar uma elite religiosa que branqueia os dólares da sua congénere petrolífera que nos governa. Nada, nada vem em benefício das populações, porque dia após dia a miséria escancara as portas a belzebu. Jingola serve sim para resolver o problema do desemprego tsin. E como é aterrador, próprio de uma ditadura, afirmar que Tsin é a principal potência económica mundial, e que o seu socialismo científico triunfou, pagando salários de miséria aos seus trabalhadores.
Numa Igreja onde a pedofilia é uma obra-prima, e onde também o Banco do Vaticano é um profundo crente da corrupção, mas não há problemas, porque o Espírito Santo está vigilante e guia a Igreja. E um cónego e alguns padres decretaram-se ditadores dos campos petrolíferos. Também deles beneficiarão. O apoio incondicional que prestam à ditadura petrolífera, utilizar a religião para defesa dos seus interesses pessoais, é a edificação do Ruanda de Jingola. Este vírus das igrejas divide-nos, arrasta-nos para a morgue.
Quando há bem pouco tempo comprei uma toalha made in Tsin, e logo ao utilizá-la se desfez... amigo leitor, lembra-se da história do ferro de engomar da revolução soviética?
As ditaduras apoiam-se na realização dos tais tratados de amizade e cooperação eternos. Com tamanha invasão do internacionalismo tsin, já ninguém está descansado na sua casa.
Jingola é por vontade própria, o paraíso dos desempregados estrangeiros.
Parece que ninguém da oposição repara, ou finge que não sabe, aliás como tudo o mais, que existe um plano macabro de despedir massivamente os jingolas, para empregar estrangeiros. Estão nesta linha da frente os emboabas? Visitem-lhes as empresas e verão. O autor destas linhas já foi vítima de tais sevícias. Chegaram, e conseguiram desempregar-me. Nesta linha da frente do neocolonialismo, uma escada do novo Inferno se renova. O meu filho, além da humilhação de um falso engenheiro de informática português que não sabe o que é uma pen-drive, e mesmo assim apanhou-lhe o lugar… despediram-no. Este procedimento está tão vulgarizado, porque o governo emboaba abriu as portas, apoia a corrupção dos Lordes.
Vislumbra-se um horizonte de trevas aterradoras, porque as coisas em Jingola estão deveras complicadíssimas. E o grande chefe dos Lordes quando fala, é uma infindável colecção de mentiras, mais atiça o ódio e a fortíssima tempestade que se aproxima.
E nós presos neste campo da tortura de Jingola, mantemo-nos na dúvida constante: além da arrogância e das ameaças dos Lordes novos-ricos e das novas-ricas, Jingola está inchada de amantes. E nunca sabemos se hoje teremos água, energia eléctrica, ou se nos nacionalizarão o emprego. Das outras misérias não é necessário comentá-las. Um ambiente de oásis para potenciais investidores… que invistam na desornada neocolonização.
E os bancos, os principais mentores da nossa destruição moral e social, os arquitectos da nossa miséria total e completa onde não se exerce vigilância apertada sobre os movimentos bancários, porque os bancos dos Lordes lavam, levam muitos biliões de dólares. E os bancos da lavagem esperam-nos com os seus detergentes. Os preços do petróleo sobem, e os armazéns da fome atulham-se com cimento tsin e mercenários para que não haja lugar a manifestações.
O povo está muito chateado por causa da lei de Murphy, que sob o efeito borboleta do: quem se manifestar vai apanhar… então, roubam-nos tudo, e ainda nos ameaçam com porrada?
Já não se chama Jingola, mudou o nome para: República do Grupo Restrito da Sonanjingola. Assim tudo concentrado para que seja mais fácil roubar e espoliar.
A nossa rádio, TV, jornal, cónego e alguns padres Kin-Il-Sung, querem arrastar-nos para o matadouro.

O crepitar da ditadura é o exaltar do espatifar das palavras dos caquécticos das mediocracias, quanto mais tempo no poder mais a democracia se consolida, no escangalhar das teclas do piano da democracia. Como é tão pirotécnico o lavrar das chamas esqueléticas dos ditadores a darem-nos lições de democracia. As ditaduras estão muito doentias, de podridão tal que os seus excrementos soam em todas as latitudes. Ditadores, o vosso fim chegou, e o nosso futuro alterou, finalmente libertou.

O Poder há muito que boicota todos os acessos à cultura, quase quarenta anos de obscurantismo. Por incrível que pareça, as igrejas surgem como suas aliadas, afinal as ditaduras apoiam-se e complementam-se. Afinal, a ditadura celeste em nada difere desta terrena. Quanto mais tempo nas trevas, mais tempo no poder. Havendo acesso ao conhecimento, o nível da oposição sobe, estabiliza-se, restabelece-se e o poder soçobra. Ainda me recordo no tempo anterior, que é da família deste, estava eu numa unidade militar com um livro vulgar, o Capital do Marx, e o comandante apreendeu-mo, porque era considerado literatura subversiva. Não é por acaso que o regime mantém os preços dos livros muito elevados, só acessíveis à camada que absorve todos os rendimentos petrolíferos, mas que promovem o analfabetismo, porque também o são, analfabetos. Por exemplo: se o jingola tivesse acesso às principais obras dos mestres da literatura universal, a oposição ficaria imensamente perene para vencer as batalhas da democracia. É que nem uma biblioteca em condições nos oferecem, apenas as “bibliotecas” das inúmeras amantes que recheiam na abastança mundana. E por isso mesmo a nossa ditadura insiste no ensino miserável, que na prática não existe. Sendo apenas para alguns convidados, os tais pagos para nos garantirem que a ditadura LORDES-SONANJINGOLA é o paraíso africano. Sem acesso ao conhecimento as ditaduras vão-se mantendo, e por isso também mesmo, neste momento o seu fim tem os dias do apanhar contabilizados.
Resta ao jingola e tchavolas a cultura jornalística do SS Jornal do Povo Jingola, seus colegas, e as parabólicas.
O poder foge-lhes, o pânico persegue-os.

Um poder produtor de miséria que:
Nestes poços petrolíferos
nos lodaçais plantados
jorram promessas de novas vidas
gemem milhões de espoliados


Até atingir o seu clímax, o amor vence, salta muitos obstáculos. E tu? Quantos muros da vergonha e da incompreensão moveste até te apaixonares pelo teu amor?
A cumplicidade das portas fechadas, dos locais: «aqui estamos mais à vontade, ninguém nos chateia», na disposição dos objectos, no constante cabeças no ar. É esta a poção da sintomatologia do amor.
Quando as portas do amor se fecham, fica complicado reabri-las. É como um cofre valioso que apenas raras pessoas conhecem o segredo da sua fechadura. E o amor é como um cofre, muito segredoso que só se abre com a paixão do segredo dos amorosos.

BWALA PRESS. Os cidadãos são o que o Governo é, isto é, se o Governo é bandalho, as populações vivem na bandalheira



Já não consigo distinguir, se é a política que é medíocre, ou se os políticos é que o são.
O segurança
Luanda, 28 de Março, pouco depois do reabrir da manhã, próximo do Cacuaco. Num táxi “candongueiro” um segurança pessoal vai como passageiro. Entram novos passageiros, três jovens, que através de uma borracha do feitiço detectam que a passageira ao lado do segurança tem um saco com dinheiro. Ela, desconfiada, ou avisada pelas artes da feitiçaria, passa o saco ao segurança dizendo-lhe que contém sete mil dólares e outra quantia em kwanzas. O segurança esconde-o atrás das suas costas. Mas os jovens apercebem-se do movimento efectuado, e um deles tenta sacar bruscamente a pasta, mas o segurança, um kuanhama possante, repele-o. Entra em cena outro jovem, um reforço para acabar o trabalho, mas o segurança saca da sua pistola e dá-lhe um tiro numa perna. Instala-se o sururu a bordo. A polícia chega e faz justiça, isto é, carrega o segurança e deixa os jovens paz, perante os protestos dos povos pela injustiça praticada. Um dos polícias arrasta o segurança e tenta agredi-lo, mas ele safa-se e dá-lhe uma chapada. Então, segue tudo para a esquadra. Lá instalados, a polícia tem o saco do dinheiro muito bem guardado, tentam surrar o segurança, mas ele consegue ligar do seu telemóvel para o seu patrão, um novo-rico da nomenclatura, este não demorou a chegar. Já na esquadra fala com o chefe, e o segurança é imediatamente libertado, a pasta do dinheiro não, não se sabe o que é que lhe aconteceu.
Concessionário chinês
18 de Maio, Rádio Ecclesia: a cidadã angolana comprou num concessionário chinês um carro também chinês. Ao conduzi-lo verificou que tinha vários problemas técnicos. Reclamou, e um engenheiro chinês disse que a caixa de velocidades necessitava de substituição. E que quando virava a direcção para direita, não dava, o carro só seguia para a esquerda. E capotou.
Apenas um leve comentário: a propaganda comunista sempre foi e assim será.
Perseguição impiedosa às kinguilas
Luanda, rua da Liga Nacional Africana, 17 de Maio pelas 09.00 horas.
Houve-se uma curta rajada de tiros, rapidamente os seus autores, o BP não conseguiu saber quantos, acercam-se de três kinguilas, analisam-lhes os sutiãs e biquínis. A uma delas limparam-lhe oito mil dólares, outra três mil dólares, e a mais outra que pretendia refugiar-se num minimercado, os sem petróleo foram-lhe no encalço e roubaram-lhe o saco.
Seitas religiosas
Segundo a LAC – Luanda Antena Comercial, 05Mar, cerca das 08.00 horas, no bairro Golfe 2, só numa rua existem duas seitas. Começam as algazarras das suas maratonas diariamente às zero horas com brutas aparelhagens, dessas das festas, até ao amanhecer. Numa das seitas o pastor fugiu à reportagem da LAC. Na outra, o apostolo Paulo, explicou ao repórter da LAC que a barulheira infernal deve-se à cura do feitiço nas crianças. Garantiu que agora não fará mais barulho, mas continuará com a erradicação do feitiço nos anjos inocentes. Afinal as crianças angolanas são todas feiticeiras? Só nos faltava mais esta. Não é mais que tempo de acabar com as seitas religiosas antes que elas acabem connosco? Ou já nos dizimam, e agora só com um pogrom é que elas silenciarão? Pois é, não dá, porque também se servem e servem a corrupção radical.
Os políticos são como os bancos, estão em falência. E quem acredita num político, é como acreditar num banco.
No El-Diablo Angola, o trabalho dignifica os estrangeiros e a nobreza petrolífera.
Luanda, algures numa empresa angolana de informática devidamente partidarizada. O português ganha mensalmente e pontualmente os dez mil dólares da praxis. Os mwangolés vão a caminho, ou já lá chegaram, de há dois meses que não lhes pagam, porque não têm direitos, os míseros vencimentos. E ninguém esclarece o que se passa. Mas que leninismo tão ortodoxo. Alguns novos-democratas já os imitam.
"A oposição não tem condições para ganhar eleições" – Diz Rui Falcão.
Duvido muito que um partido leninista que se preze saiba o que é oposição. Pois, se ele governa como partido único, como pode falar de oposição e democracia? Faz-me lembrar o Fidel Castro a dar lições de democracia.
Luanda continuará com restrições de energia eléctrica até ao final do ano de 2016, disse, João Batista Borges, ministro da Energia e Águas. O consumo é insuficiente porque no tempo do calor agrava-se porque se ligam os ares-condicionados. Depois de 2016 haverá estabilidade plena. In Rádio Ecclesia. Há quarenta anos que escutamos esta horrível sinfonia, e de quatro em quatro repete-se o estribilho.
Um partido da vanguarda da classe operária leninista que se preze, tem o direito histórico de comandar as massas, é por isso que só existe um partido, não pode existir outro. No tempo do Darwin (1809-1882), ninguém aceitava que o Homem descendia do macaco. E as coisas são mesmo assim, quando um partido (?) involui, outro evolui e toma o comando da evolução.
O que o nosso Politburo manda executar na TPA e na ZIMBO, ao passar imagens da manifestação nacional da UNITA, como se fossem apenas meia dúzia de pessoas, quando na realidade foram milhões, cultivando as saborosas vitórias leninistas, fomenta o tribalismo, o racismo e a divisão de Angola entre a tribo do petróleo, e os zerados. É sem dúvida nenhuma o bisturi da ruandização de Angola. O Politburo, sem se dar conta, transformou-se num partido tribalista e racista. É que no Facebook, a Comandante Chica Lukumga, escreveu, que na TPA, no comício do Politburo na Cidadela, só se viam mulatos e mestiços, (Sic). Os intelectuais de pacotilha do Politburo fazem a involução, antes fizeram a revolução, agora arrasam-nos para o emergir sem futuro, excepto a lixeira em que se transformou ao admitir nas suas fileiras actuais, membros que ficam aquém do que é escrever. Significa que a menos-valia do défice intelectual é uma mais-valia. Isto também se aplica muito bem a alguns débeis novos-democratas.
Bom, a seguir vou acabar o trabalho que ainda não consegui devido aos constantes apagões. Mas, oh! A luz vai faltar, quer dizer, nem dá para programar nada.
Bom, vou aproveitar e vou carregar água com o meu filho, enquanto a mamã carrega os bidões. E passadas algumas horas a mamã chega e: «não há água!» É assim que os partidarizados da miséria desejam o nosso viver? Uma mais-valia?
O partido no Poder, quarentão, e o mais que lhe vier, então, acumulou erros e mais erros. A única coisa que funciona é as torneiras do petróleo dia e noite, um petróleo corrupto que nos inunda de corrupção, e que se alarga com os tais acordos gerais de cooperação. Se este Poder já degenerado e ainda convicto de que é a maior força política no país, como é que se arroga o direito emanado pelos seus habituais e inseguros bajuladores, um bajulador é um desorientado, não pensa com a cabeça pensa com barras de ferro, pensa com a boca, como um recém-nascido, de dar, impor conselhos e advertências aos partidos da oposição? É ou não isto, ainda a senda perdida do comboio a vapor leninista?
Se Angola mantém cooperação, amizade e laços estreitos com os principais países mais desenvolvidos do mundo, porquê Angola não tem energia eléctrica, água, só miséria, corrupção, etc. O que é que está errado? É só rapinagem?
O detentor da verdade não é o que está no Poder, mas sim aquele que exerce o seu dever, o seu direito de oposição. Porque quanto mais tempo no poder, mais o exército da mentira alimenta a corrupção, até que já não é possível mais mentir, porque já ninguém acredita, e muito menos confia em mentirosos.
Um peso e duas medidas que nos afundam
A renovada hipocrisia sustenta as milenares relações entre as nações poderosas e os humilhados que ao longo da História lutam para se libertarem da escravidão imposta como lei. Finalmente pouca resta para esmagarem as grilhetas dos últimos ditadores que descendentes de Deus, ainda impõem a espada do poder de vida e de morte sobre os seus condenados povos.
Os ditadores africanos e o imperialismo chinês
Vale tudo para que um ditador permaneça eternamente no poder, incluindo a venda do seu país e das suas populações a qualquer negociante inescrupuloso. Os chineses aproveitam invocando a não intromissão nos assuntos internos dos países. A hipocrisia chinesa é de facto proverbial.
Deputados de tempos passados
Deputados da mediocracia alimentados pela vilania do Estado. Onde há mediocracia coexiste sempre o ridículo poder do viver em palácios rodeados por miseráveis, que de mãos estendidas à injustiça social aflorada nos discursos dos políticos corruptos, que cegos não vêem os olhares perdidos das promessas de uma vida melhor, sempre pior.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Cavaleiro do Reino Petrolífero (14). Reino Jingola, algures no Golfo da Guiné



CAPÍTULO X
A FUNCIONÁRIA REAL

Epok está sentado na cadeira do gabinete real. Uma funcionária do protocolo, muito bela, muito alta, muito magra, muito escura, com cabeleira postiça muito pintada com uma cor que ela inventou, óculos muito escuros, com as faces muito pintadas, os olhos, os lábios e as unhas dos pés também tudo sobrecarregado, muito pintado, aproxima-se e proclama independente.
- Senhor cavaleiro regente Epok, o chefe das Cozinhas Reais apresenta-se. Devo embaraça-lo ou entrá-lo?
- Desculpe-me real senhorita, move-me uma pergunta!
Ela sentiu algo de inesperado. Talvez fosse pela farta cabeleira que na ausência do rei aproveitou para caprichar. O rei era muito crítico nesse aspecto. Gostava de ver as suas funcionárias com o que tinham, com o que nasceram, e nada de imitar costumes importados de outros reinos, especialmente o Ocidental. Pôs as mãos por baixo dos seus cabelos, levantou-os e afirmou:
- Pois não, podeis mover-me com real à vontade.
- Presumo que acabais de sair da real exposição de pintura?!
- Ai é!? Seu presumido, acaso não gostais das minhas nobres pinturas?
- O reino já está muito escuro, demasiado encoberto, para quê escurecê-lo mais? Aclare-se devidamente, especialmente nas suas ideias. Na verdade evite confundir-se com as noites sem luar. Faça das noites dias claros, seja mais clara no seu comportamento.
- Estúpido imitador racista! Enquanto o rei estiver fora, vou-te fazer a vida muito negra. Ah!.. Filho da puta racista… vais ver... vou-te queixar no rei!
- Pronto! Não se pode falar nada, levam tudo para o racismo. Assim não vamos a lado nenhum. Não sou obrigado a gostar de tudo o que é escuro. Não sou o rei. Ele que vos ature, porra! Suas feiticeiras de merda! Diga no chefe cozinheiro real para aguardar. Ponha-se lá fora, que depois gritarei por si.
Apesar do ambiente climatizado Epok sentiu suores frios. Passou a mão na testa. Forçou o seu corpo para o fundo da cadeira, uma consola em madeira dourada Luís XIV. Depois considerou: porra! Esta merda do racismo, parece que não, mas existe com muita força, escondido, disfarçado, como as noites muito escuras, em que não se consegue ver quem é quem.
Participou num debate sobre racismo na NetReal, acessível a poucos, devido a razões compreensivas… preços Reais, filiais e irreais, péssimos, sem concorrência. A sua intervenção limitou-se apenas a dizer que: Os brancos não gostam dos mulatos nem dos negros. Os mulatos não gostam dos negros nem dos brancos. Os negros não gostam dos brancos nem dos mulatos. Não entendia o porquê de tanta hipocrisia. No computador Real procurou um artigo que lhe enviaram pelo e-mail Real. Achava muito interessante o modo como o autor abordava o racismo. Ainda mais era um súbdito do reino, que preferira o exílio no poderoso reino dos Grandes Estados Unidos. O texto apareceu no monitor Real, especialmente fabricado para o rei. Dizia:
«ABREU KUSSUYA abreukussuya@yahoo.com
1.                  Muitos dos argumentos que estão a ser feitos aqui não são inéditos no continente Africano e em vários outros lugares aonde existe uma disputa do poder entre raças, grupos étnicos etc. No continente Africano, em países Anglófonos, por exemplo, o processo da “Africanização” do sistema governamental e das altas escalas das empresas públicas não foi encarada positivamente por grupos que, tradicionalmente, pertenciam ao topo – os brancos e Indianos. E o descontentamento deste grupo que se sentia, de repente, destronado, manifestava-se através de argumentos que aparecem hoje neste site quando se debate o predomínio dos brancos e mulatos nas instituições Angolanas. O acrescentamento de quadros indígenas, argumentava-se, resultaria na mediocridade. Enumerava-se então os grandes defeitos do negro – a sua suposta preguiça perene; a sua incapacidade de planificar, organizar e implementar; a sua falta de pontualidade; a sua incapacidade de seguir regras e normas; a sua inabilidade de superar vícios carnais, como querer dormir com as secretarias ou dar emprego às suas amantes; o seu espírito permanente vingativo e invejoso; a sua inabilidade de captar relações abstractas de vários fenómenos relacionados ao seu trabalho; a inabilidade de pensar estrategicamente etc. A lista dos defeitos do negro é quase interminável.
2. Estes argumentos serem mesmo considerados como fazendo parte do arsenal do PRECONCEITO INTERNACIONAL. Nos Estados Unidos, o mesmo foi dito sobre os Afro-Americanos. Na Inglaterra, o mesmo foi regularmente dito sobre os Irlandeses, que só tomaram a sua independência em 1920. Os Europeus do Norte diziam as mesmas baboseiras à volta dos Italianos, Espanhóis e – claro – Portugueses. Os Japoneses, diziam a mesma coisa sobre os Chineses e Coreanos quando reinaram sobre esses povos. Os Russos – esqueçamos da propaganda comunista – diziam as mesmas coisas sobre indivíduos vindos dos estados Asiáticos da União Soviética, como o Kazaquistão. Os Indianos, para justificar o sistema de casta, aonde os Dalits (os ditos intocáveis) permanecem sempre em baixo, como os Nganguelas e Chokues em Angola, também invocam os mesmos argumentos sobre as deficiências desta classe supostamente baixa e que não é dada a mobilidade social.
3. O que é triste, neste nosso debate de Angolanos, é que os nossos irmãos mulatos ainda restam na fase da Catinga. Os pretos, para eles, cheiram a catinga, são corruptos e incompetentes; ergo, não podem assumir ou mesmo reclamar lugares de chefia no seu próprio país. Há várias razões que explicam esta arrogância tão barata do mulato Angolano. Em primeiro lugar, o preto Angolano dá muito valor ao mulato e à sua pele. Em outros países Africanos, o mulato é filho do branco, concebido em muitos casos em circunstâncias enojantes, e acabou. Nestas sociedades, só ascende o mulato que pode provar ser competente etc. Em Angola, isto já não é o caso – não há, no mundo, um indivíduo tão enfatuado consigo próprio, com uma noção do seu próprio valor tão irreflectida como o mulato de Angola! Para constatar isso, basta só uma visita a uma das capelas dos nossos compatriotas claros – como a discoteca Palos na Petrofaminta. Isto tudo advêm de uma certa veneração que o negro Angolano tem para com o mulato. Não é invulgar, em Angola, encontrar um negro licenciado, culto, sofisticadíssimo, capaz de falar varias línguas etc., que, depois de uma tarrachinha, começa logo a gaguejar perante uma mulata semianalfabeta.»
«4. Um outro factor que explica a arrogância desmedida do mulato Angolano é o tão louvado lado Português. Até recentemente, o índice da evolução humana em Portugal, relativamente ao resto do mundo, era notavelmente baixo. Os Portugueses que foram forçados para emigrarem para as colónias – criminosos, atrasados mentais, filhos ilegítimos etc. – era a escumalha, sem dúvida, de Portugal. Será que, há por exemplo, uma única família de mulatos Angolanos que pode dizer ser oriunda da aristocracia Portuguesa? Quais são os mulatos Angolanos descendentes dos Braganças ou dos Bourbons?
5. Os únicos mulatos em Angola com antepassados que tem uma certa história com algum peso são os Cohens de Benguela que foram criados por um judeu peripatético que eventualmente veio a ser Cônsul Britânico em Angola. Depois, também, há os Daskalos, primos dos Laras, também de Benguela, moldados, com muito carinho e fervor, por um aventureiro Grego. Francamente, se há mulatos em Angola com verdadeiro sangue azul eu não os conheço. Como é, então, que gente com raízes sem valor pode ser comparada aos Aristocratas do Bailundo, descendentes da família real Bakongo que partilham o mesmo sangue com o rei Mandume e outros Angolanos valentes. (Não cito aqui a rainha Ginga porque ela é que começou com a prática tão vergonhosa de negras quererem casar com brancos. Nos últimos anos da sua vida, a grande rainha acabou por ser uma concubina de um Português comum em Lisboa).
6. Esses nossos mulatos, que agora andam por aí cheios de tantos ares e tão orgulhosos dos seus genes lusos, esquecem-se, por muitas vezes, que eles vêem do extracto mais baixo da Europa. Um outro ponto que deve ser salientado: os Portugueses não são caucasianos puros – muitos tem sangue Árabe e, por mais desconcertante que isto seja para muitos mulatos de Angola, também sangue negro Africano. Houve até um tempo em que o atraso Português era atribuído à suposta hibridação dos seus genes. O mongrelismo, não pode esquecer, também resulta em deficiências mentais e em ilusões de grandeza.
7. Sou Angolano – um indígena com raízes inalteradas, algo que me dá muito orgulho. Ascendi neste mundo através do meu próprio esforço. Já fiz todo o tipo de trabalho na vida incluindo, nos anos 80, sobreviver como empregado de uma discoteca em Lisboa onde os mulatos de Angola me trataram como se eu fosse lixo. Sim, limpar as pias dos brancos! Trabalhei na Alemanha, onde, não obstante a má reputação Teutónica não tenho queixas nenhumas – mesmo na Bavaria. Consegui instalar-me nos Estados Unidos onde pretendo continuar com os meus estudos e escrever sobre os grandes mitos de Angola.
8. Não pertenço a nenhum clã das redes de influência tradicionais Angolanas. Pertenço, porém, a um partido que adoro com todo o meu coração. Este partido chama-se – ANGOLA!» In Abreu Kussuya abreukussuya@yahoo.com

Epok acreditou que era uma boa análise desapaixonada sobre um assunto proibido. Ninguém gosta de o abordar. Será por isso que o reino está a ser destruído? Epok não tinha dúvidas sobre isso. O racismo camuflado destrói tudo. Inclusive as piranhas. Ah! Que se fodam os racistas! Antes que esta merda dê o berro, vou ganhar as minhas comissões na sobrefacturação, enviá-las para o estrangeiro, e depois que se matem uns aos outros. Epok despertou:
- Senhorita das pinturas… envie o chefe das cozinhas!
- …..
O homem entrou. Epok fingiu que não estava ninguém. Não se pode dar importância a esta gente. Ao mínimo sorriso tornam-se abusadores. Notou a sua imensa barriga, aliás como todos, incluindo elas que pareciam grávidas. As cozinhas reais eram uma bênção do rei. Todas e todos imensamente gordos. Aleluia meu rei. Epok afirmou de modo brutal:
- Diz lá… tenho mais que fazer que aturar-te!
- Chefe… os géneros acabaram-se!
Epok sentiu-se na cadeira de um avião de combate, que depois de perder o controlo ejecta-se.
- O QUÊ???