quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

José Eduardo Agualusa na Rádio Vaticano


Acabo de ouvir, 12 de Dezembro de 2012, mais ou menos das 14.20 às 14.30 horas, na Rádio Ecclesia de Luanda, a curta entrevista que José Eduardo Agualusa deu à Rádio Vaticano aquando da sua passagem por Roma, no lançamento da sua obra, Barroco Tropical, na versão italiana. JEA falou do seu trabalho que se pode apreciar, como segue na edição da editora D.Quixote:
“(Chamo-lhe romance. Gosto da palavra, do sabor dela, mas podia dar-lhe outro nome qualquer: testemunho, relato; talvez acatar a sugestão de Kianda e chamar-lhe um elucidário. Escrevo para compreender e aceitar.
Escrevo para tentar perdoar-lhe.)”
(pág. 329)

Começa por parecer um romance. E será um romance. Ou não… Do que se trata, decerto, na minha modesta opinião, é de um manifesto. Político, de amor, sarcástico. Clarividente, sobretudo.
Só no início nos apercebemos de que estamos a ler um romance futurista: Luanda, 2020 – assim nos avisa o texto da contracapa. Com o avançar da leitura isso fica para segundo plano, tal é a realidade actual que nos entra pelos olhos dentro.

“Estamos mergulhados na luz. Estamos afundados no obscurantismo e na miséria. Somos incrivelmente ricos. Produzimos metade dos diamantes vendidos no mundo. Temos ouro, cobre, minerais raros, florestas por explorar e água que não acaba mais. Morremos de fome, de malária, de cólera, de diarreia, de doença do sono, de vírus vindos do futuro, uns, e outros de um passado sem nome” (pág. 93).

Agualusa atreve-se a denunciar, não há dúvida. Com ou sem liberdade poética, a denúncia espreita a cada página. Mas não derrota. É no próprio sogro do escritor do romance que coloca as palavras: ”O país caiu nas mãos de quimbandeiros e de aventureiros sem escrúpulos. Não podemos baixar os braços. A luta continua. A vitória é certa” (pág. 331). Porque o escritor – o protagonista da história, Bartolomeu, ou o autor, Agualusa – é um artista: “Deixem-nos a nós, os artistas, sentir muito – o nosso ofício é sentir muito. Médicos, advogados, políticos, engenheiros, prostitutas, proxenetas, psiquiatras, militares não podem sentir muito. Sentir muito prejudica-os na sua actividade” (pág. 321).

Sentir e pensar. A denúncia vinda do futuro, ou o presente a projectar o futuro: “Ninguém quer pensadores neste país. É coisa que desagrada quer aos dirigentes angolanos quer a todas as empresas e governos que aqui têm interesses. Angola vai muito bem. Continua a crescer, mesmo sem o petróleo. Dá dinheiro a ganhar a muita gente. Os pensadores costumam ser enviados para o aeroporto, ou então para o Tata Ambroise [centro de saúde mental]. Alguns morrem pelo caminho, coitados. Pensar prejudica a saúde” (pág. 242).

Ao longo das quase 350 páginas deste Barroco Tropical, Agualusa conta-nos uma história. Aliás, várias histórias. Fala de etnias e problemas étnicos; defende a Língua Portuguesa. Por mais que o escritor pretenda escrever sobre outras coisas, mais sociais, mais políticas, a ancestralidade está sempre presente. A África profunda, o fantástico, o maravilhoso, apesar do ambiente citadino da novela (?), a surgir no homem com asas, no búzio que soprou o verso de “Barroco Tropical”, o êxito musical que dá nome ao livro.

A história é, também, a de uma estrela da música… ou outra estrela qualquer! Que, como todas as estrelas, como a vida:…

“As noites estão cheias de estrelas e no entanto vê como são escuras. O brilho das estrelas não ilumina caminho algum” (pág. 132).

Se é possível que os sentimentos, mormente o amor, sejam definíveis, José Eduardo Agualusa fá-lo de uma forma magistral no trecho em que se define o título do livro.

“Os sonhos são inapreensíveis” (pág. 123). Não o será, também, o amor?
Joaquim Gonçalves, Maio 2009
In http://adasartesleituras.blogspot.com/2009/05/barroco-tropical.html

Depois JEA, abordou, o que se pode chamar, aspectos da teoria da literatura. Falou sobre a riqueza cultural dos países de expressão portuguesa, sem apoios. E que não existindo leitura nos primeiros anos de vida, não há literatura.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O advogado que não é regado com petróleo, é ilegal, e por isso mesmo nunca terá lugar na Ordem dos Advogados




Tribunais + justiça = a injustiça?
Somos todos presos políticos?
O Governo sempre a/trabalhar/a água e a luz sempre a/faltar/ e a mana “Santa Isabel” sempre a/ privatizar.
Luanda é a capital da tragédia mundial, porque devido ao intenso fumo dos geradores a sua população está cancerosa, e os estrangeiros também não escapam aos seus escapes.
Consultei os serviços de uma empresa de feitiçaria, e o feiticeiro de serviço garantiu-me que a nossa água e a energia eléctrica estão na China, onde se vendem a granel.
E que quem nos governa não são angolanos, são chineses devidamente clonados como angolanos.
E resta ao Minoritário e seus camaradas o grande mérito, o feito da destruição de Luanda e dos seus habitantes.
A água e a luz são bens preciosos para uso exclusivo dos palácios reais?
Entretanto, a oposição, as igrejas da santa invasão cristã e sempre as mesmas figuras públicas da mediocridade regam-nos com a imprecisão das suas palavras. Pois, palavras sem decisões que as levem à prática não passam de exibicionismo barato. Oh! E como eles adoram exibirem-se. Luanda está muito bonita, de tantos palhaços engalanada.
E quem não sabe fazer, nada resolver, é claro que apenas uma coisa lhe resta: destruir, desfazer.
BEM-VINDOS A LUANDA!
Atenção, não temos água nem energia eléctrica.
Paz, democracia, água e luz racionados.
As Organizações Minoritário e o seu principal grupo empresarial, transformaram-se numa empresa de venda de geradores e noutra de camiões-cisternas de venda de água e combustíveis ao domicílio. E sobre a espoliação da água e da energia eléctrica nenhum partido é capaz de fazer uma manifestação? Democracia da “tuji” não é?
Este petróleo é muito hipócrita, traiçoeiro, mortífero e tumultuoso. É muito abençoado pelas igrejas da maiuia que dele recolhem fartas recompensas, porque Deus é imensamente bom e protege os seus sacerdotes. E por isso mesmo Luanda impregnou-se de perfume petrolífero. Até já petróleo se compra e vende nesssas igrejas à revelia do Senhor. Estive no Céu e de lá fugi intoxicado, em perigo de vida. Um dia destes acontece-nos uma grande desgraça, é que no Céu só se vê petróleo por toda a nuvem. Uma grande trovoada de petróleo nos espera, nos desabará?
Variações divinas sobre a água e a luz
O conhecimento é a sabedoria de Deus, então as igrejas são quadrilhas religiosas?
E as igrejas seguem pregando o evangelho em nome de deus Minoritário.
Mas o povo votou nos partidos políticos ou nas igrejas?
Segundo um presbítero de uma seita religiosa: “ a Igreja não falha, a Igreja mobiliza.”
E assim teremos um novo Governo muito antigo.
Será que as igrejas que utilizam o santo nome de Deus em vão, são o mais diabólico disfarce da pedofilia de todos os tempos?
Há povos que nasceram para sobreviver, outros nasceram para destruir.
E o futuro de um povo e de um país depende do serrar ferros.
Como é possível um partido que não fez nada pelas populações, muito pelo contrário, arrasou-lhes e espoliou-lhes tudo, como é que ganha eleições a setenta e tal por cento? Só isto é a plena garantia de fraude eleitoral.
Entretanto as igrejas deste reino perdido estão sem líder, daí as aparições de prelados loucos.
Deus está moribundo?
E com a vitória eleitoral dos apagões vão-se vendendo mais algumas toneladas de geradores, pois por trás disto existe uma bruta negociata.
E de Acordo com a nova Constituição que legaliza a fraude eleitoral, a partir de agora, finalmente, toda a ilegalidade daí dimanada se legaliza.
Em Angola, são os políticos ou é a política que está acometida de tuberculose?
A democracia é coisa de honestos, e é uma fraude quando corruptos a impõem.
Angola ainda não é um país, é um templo religioso da Idade Média em cima de poços de petróleo.
Campeonato nacional do desemprego
Portugueses que até já actuam como num campeonato de futebol. O português muito orgulhoso de tão tal feito, pela sua contribuição no desemprego de Angola, e consequentemente na sua destruição, insulta: «Só na minha empresa já despedi vinte e três angolanos.»
Atroz neocolonialismo que permite que portugueses e outros deformados geneticamente, cometam atrocidades criminosas que nos países deles não o fazem.
Será verdade que entrará em cena as tais quotas de emprego que beneficiarão os mwangolés? Ou é mais uma fraude?
Não houve fraude eleitoral? Então a fraude da água e da energia eléctrica não o provam? É um Poder das fraudes e para as fraudes? Um Poder sempre com o mesmo naipe, sempre com a mesma equipa dopada, desclassificada, perdedora.
A propósito: porque não fazem dos estádios de futebol abandonados, estabelecimentos comerciais?
Os governos onde não há lei nem ordem são muito perigosos para a humanidade.
O que se pretende é habituarem-nos à ideia da permanente escassez, até ao desaparecimento definitivo, da água e da energia eléctrica, o trivial da elite.
E sem água e energia eléctrica ainda é um dever revolucionário.
Luanda sem água e luz mas com muito fornecimento, extracção de petróleo.
Luanda sem água e luz, mas os paços da realeza têm muita luz, muita água, porque lá os poços petrolíferos ardem intensamente e a água tem uma conduta pessoal.
Conversa, muita conversa, que sem uma tomada de decisão não tem nenhuma importância, apenas serve de pasto aos tagarelas.
Será que eles estão a fazer um ritual de feitiçaria com a água e a luz? Dadas as circunstâncias, creio que é muito provável.
A selva atrai a selva.
Será que os angolanos são incapazes de construir um país?
E se todos os habitantes de Luanda tiverem um gerador, como será o destino desta m…. ?
Cada cidadão é e deve sentir-se necessariamente um gerador?
Sinceramente, mas agora uma selva também se chama país? Onde iremos parar então? E a manter-se este cataclismo, os prédios, o que deles resta, vão desabar porque as suas estruturas carcomidas não suportam a vibração dos geradores. Entenderam?! Claro que não!
Será que o angolano tem uma certa propensão para a escravidão?
Só nas traseiras onde ainda consigo viver são dez geradores, três deles gigantescos. Como é possível viver assim? Malditos sejam os que assim pensam e apoiam esta trampa.
E o director de uma empresa de consultoria disse que gasta mensalmente com o seu gerador quatro mil dólares, não mencionou os gastos com as cisternas de água.
E o Invencível Minoritário prometeu o que cumpriu: libertar o povo angolano para o colocar definitivamente na grande miséria nacional. Basta ver os hospitais da Huíla que na realidade são morgues. A política dos campos de concentração do Invencível Minoritário está conforme o seu programa maior: o morticínio do povo angolano.
Se “Angola sobe um lugar no índice de boa governação em África”, não é necessário imaginar como é que está a boa governação em África. Está péssima, horrível, trágica, horrorosa, imprópria para seres humanos. Significa isto que a África é o continente do contingente da eterna escravidão?
Os caudais dos rios descem, secam, dizem, mas os biliões de dólares sobem nos bancos deles, que foram criados para eles abrirem lá as suas contas e lavarem o dinheiro que sujaram que é propriedade do Poder do Povo.
Imagem: professoralbione16.blogspot.com

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

As Aventuras de Akalesela (03). O Mistério do Prédio Enfeitiçado




Akalesela fortalecia a sua alma com dois passatempos: tocar alaúde e compor poesia de laivos medievais. Acariciou o instrumento e viajou - mas precisa de viajar mesmo? - para a Idade Média. Ela gostava imenso de o ouvir. Às vezes ficava pior que o gato nas carícias. Podia-se até dizer que pareciam um casal de gatos. Ele cantou-lhe:

Saltitante a minha princesa
no tumulto da multidão
Agitado, perseguia-me o seu sem coração
Perguntei à multidão
Viram-na, ela, o meu amor?
responderam-me:
Ficaste sem coração, um príncipe levou-a
para o seu reino sem oração
do enquanto eterno amor petrolífero

O telemóvel toca, ela atende-o.
- Sim, faz favor.
- Preciso de um feitiço para praticar o sessenta-e-nove.
- Quem é que fala?
Mas já do outro lado não havia ninguém. Akalesela aborrecido, frustra-se:
- No nosso e-mail passa-se a mesma coisa.
- Podes estar tranquilo que vou fazer a um deles sabes o quê?
- Não.
- Muitos seiscentos e sessenta-e-noves.
Ele continua-lhe a alaudar:

O príncipe saiu do seu castelo
do seu reino à caça duma princesa
da sua amargura
Milhões de esfomeados
perseguiram-no à fartura
Entretanto a sua princesa
não o aguardava ansiosa
deliciava-se com outro
na sua cópia de segurança
Contrariava-se quando
fujia, fingia o encontro
com o seu cavaleiro
depois de muitos anos (?)
Resistindo às peripécias
do amor petrolífero
do seu cavaleiro diamante
que tinha muitas damas
Finalmente não compreendeu
que a princesa do amor tinha
um novo-rico

Ela trouxe duas cervejas. Sacou-lhes as tampas e poisou-as. Depois abraçou-o ternamente e beijou-o várias vezes nos lábios. Estava a excitar-se, a exercitar-se. Ele liberta-se, ouve barulho e  diz-lhe que estão a bater à porta. Ela foi escancará-la. É Injandanda que fala num tom muito sério.
- Uma senhora quer falar com Akalesela.
- Diz para esperar.
Rapidamente arrumam o local. Ela enfia um mini vestido pela cabeça. Ajeita o cabelo enquanto se mira  no espelho colocado logo a seguir à porta de entrada. Ordena para Injandanda:
- Manda entrar.

Entra uma senhora com cerca de quarenta anos, baixa e bem nutrida. Kakulu-Ka-Humbi, antes espreitou pela cortina da janela e viu um soberbo jipe, desses da moda. Identifica o perfume dela: sem dúvida alguma, é Coco Chanel número cinco de 1922. Veste uma blusa transparente azul-escuro onde sobressai um sutiã branco que se esforça por suportar os seios opulentos. Uma saia de linho leve revela-lhe as coxas protegidas por um saiote. Como manda a praxe um par de sapatos de salto alto combinam com a blusa. Akalesela faz as honras da casa:
- Queira desfrutar o que temos para lhe agradar.
- Que bom, muito agradecida.
Akalesela convida-a com galantaria:
- Acomode-se por favor.
Ela optou pelo aconchego de uma extremidade do sofá, enquanto ele ocupou a outra. Kakulu-Ka-Humbi sentou-se na cadeira do computador a aguardar pelo rol dos acontecimentos. A visita parece pretender iniciar o diálogo sem cerimónia:
- Senhor… Aka…
- Akalesela.
- Esse nome é Sul-africano?
- Não, é mwangole… angolano.
Ela aperta as pernas e encolhe o corpo com receio do gato que entretanto optou pela vigilância ostensiva. Ela olha-o e sente receio por causa dos seus olhos: Ele tranquiliza-a:
- É um korat tailandês. É suave e manso, de olhos verdes grandes e luminosos. Na Tailândia dizem que trás sorte. Aqui a sua função principal é afugentar os ratos.
- É, costumam garantir-me que os ratos têm muito feitiço.
- Creio que querem é obrigar-nos a que os “ratos” façam parte das nossas famílias.
Akalesela olhou-a um tanto ou quanto atrevidamente. Ela sentiu porque se remexeu. Ele sacanamente torna-se incisivo:
- Admiraveis dotes físicos... faltam os atributos da sua linhagem.
Ela entendeu e antes de se apresentar olhou para o quadro e desvaneceu-se:
- Ai meu Deus, essa pintura dá-me arrepios... chamo-me Sadina Ma Yuan Elizabeth Dupont Abu Bakar
- Muito bem… divorciou-se de um português, de um chinês, de um inglês, de um francês e de um árabe.
- É complicado, nada disso… parece-me que quer imitar o Sherlock Holmes. Bom… mudei de nome. É a moda actual para abrir as portas em qualquer ministério. Sabe, eles são muito sensíveis a estrangeirismos.
- Diria, seguidores do surrealismo.
- Não, do atavismo.
- Então como prefere…
- Bom, deixe-me ver. Dada a actual conjuntura pode tratar-me por Ma Yuan.
Claro que Akalesela duvida. Calcula que é mais uma amante de um novo-rico. E envereda pela tentação do óbvio.
- Creio que tem boas ligações… boas experiências patrimoniais.
- Sim, não me posso queixar. Aproveitei bem a nossa independência.
- Essa aspiração que todos desejam mas só poucos beneficiam. Tem ocupação profissional?
- Sou médica e oficial da polícia. Mas, por favor não me pergunte como consegui isso.
- Com feitiço… deduzo.
- Claro, claro… com muito feitiço.
Ela assustou-se. Apontou com o dedo para o tecto. Recolheu-o e colocou a palma da mão na boca. Ele socorre-a.
- Não receie. É uma vulgar osga inofensiva que come insectos. Apanha mosquitos, ajuda-nos a evitar o paludismo.
A energia eléctrica retornou. Kakulu-Ka-Humbi diz que vai desligar o gerador. Ma Yuan devaneia:
- Como se chama um governo que nos rapina a água, a luz, nos espolia as casas, as terras e deposita tesouros na Ilha do Conde de Monte Cristo?
- Um governo para o povo das cavernas.
Ela examina os tempos novos:
- Nos tempos de hoje é inconcebível. Mas ainda existem dessas coisas. Acho que é um governo de militantes militarizados. Não acredito que seja possível existir democracia, quando os mesmos que fizeram a guerra conduzem o poder. Como não querem passar à reserva, acham que são imprescindíveis para continuarem o ciclo cavernoso.
Kakulu-Ka-Humbi apressou-se porque sentia a infernal curiosidade feminina. Ligou o disjuntor geral e abismou-se na conversa: 
- África negra dos lamentos eternos. Com a liberdade renascida e sempre recusada, a retroceder nos milénios perdidos.
Ma Yuan acrescenta:
- África negra do oiro, dos diamantes e do petróleo. Dos rios e das terras vastas e férteis onde se morre de fome e de sede.
Akalesela replica ultra convencido:
- A melhor maneira para aguentar esta coisa é imaginar que estamos na selva.
- De facto assim é. – Confirmou Ma Yuan.

Imagem: unblivre.blogspot.com