terça-feira, 6 de novembro de 2012

Rua das Sirenes dos Serviços Prisionais PRESS




LUANDA
AQUI JAZ
A ÁGUA
E A ENERGIA ELÉCTRICA
1975 – 2012
PAZ ÀS SUAS ALMAS

A Protecção das crianças
Protecção das crianças com milhares de geradores que lhes lançam nuvens densas, intensas de mortandade, que elas respiram e que a morte as enlaça nesta Luanda, a cidade do martírio, a cidade-cemitério.

O assalto ao chinês
Luanda. A acção decorreu no dia vinte e dois de Agosto nas imediações da Discoteca Valódia, próximo da Sagrada Família. Um gatuno, que até agora não conseguiu saber, nem nunca saberá o que é dinheiro do petróleo, cheirou um chinês, estes mwadiés amandam bwé de feitiço, e detectou que ele carregava basta pasta bwé de bala. Então, inicia o assalto, mas um polícia atento interveio e deu-lhe um tiro numa perna. É caso para comentar que este nosso police tem muita acertaria, mas mesmo assim o gatuno despetrolizado conseguiu fugir.

A fuga da miséria para a outra miséria
Luanda, 25 de Agosto. Eleições. Notícia acabada de chegar na nossa redacção diz que muita gente já está a vender os seus bens.

A escolta da paz e da democracia
Luanda, mais ou menos sete horas da manhã do dia 11 de Setembro de um cacimbo que nunca mais acaba, até o clima se corrompeu. Estou na casa de banho nas actividades matinais da manutenção do meu corpo, porque isso do lugar-comum da pressa e descurar o corpo para não perder tempo depois tem consequências funestas. Primeiro tratar do nosso corpo e o resto que se lixe. Vale lembrar a célebre máxima: só nos lembramos da saúde quando estamos doentes.
Ah sim, a escolta, pois, já estava na fase dois da manutenção corporal, na higiene dental, quando oiço o habitual som aterrador das sirenes que pelo barulho musical me levaram a pensar que era a escolta CRP – Comboio Rodoviário Presidencial. Oh! É o presidente de todos os angolanos a estas horas já na rua em actividade de batalha campal, presidencial? Ué, não pode, abandonei a casa de banho mais rápido que a minha velocidade, e com travagens bruscas para não chocar com os móveis consegui chegar à varanda para ver o meu querido presidente passar. Vi as primeiras motos, mas de imediato me desiludi porque eram aquelas motos que trazem dois police de farda escura. E mais me desiludi porque afinal era a escolta dos presos para julgamento. No total eram cerca de oito veículos e todos com sirenes. Agora pergunto: o porquê de imitarem a escolta presidencial? E porque fazem mais barulho que a escolta do PR que quando circula são para aí uns vinte veículos? É caso para comentar, quando o pai não sabe educar os filhos, estes na tentativa vã de o imitarem só fazem asneiras, burricadas.

A Filó
A Filó é de Benguela, decidiu-se e fugiu da paz e da democracia. Para sobreviver refugiou-se em Luanda, e criou num passeio da via pública uma empresa de venda de frutas e verduras. E como esta actividade não necessita do tal guichê único de empresa, em menos de um minuto nasce mais uma empresária dos passeios.
É sexta-feira e a Filó está aflita, parece que não conseguiu nada vender e quando chegar em casa não haverá o que comer. Ela carregou a sua banheira, subiu as escadas do prédio mesmo em frente da sua empresa e bateu na nossa porta. Mal entrou desbobinou: «Tenho aqui banana pão, olha em Luanda está difícil, é só ver a Antónia, ela não está a vender banana pão assada.» «Filó, e estes dois pepinos?» «Cada um é cem kwanzas.» «O quê, um pepino tão pequenino, tinha cerca de dez centímetros de comprimento, a Lwena, a minha esposa, refilou-lhe que isso assim não dá, não pode ser, é um abuso.» Então veio o acto da consumação: «Também há falta de pepino, os carros não estão a vir de Benguela por causa das eleições.

Conversa no Táxi, dois dias depois do infausto eleitoral.
No táxi revive-se o afresco da pintura do sapateiro eleitoral. Várias jovens entumecidas seguem os acordes da kizomba eleitoral e a mais espevitada sobressai-se: «Porra! Mas agora quando votamos sai sempre burla?!» E o motorista: «Mas vocês votaram em quem?» E elas em uníssono: «Nós votámos no CASA.»

O mistério das sirenes
Luanda, domingo 21 de Outubro, 12.50 horas
Dois batedores da Polícia de Trânsito, um, depois o outro, super rápidos, desbravam caminho, abrem novos mundos ao mundo da desgraça, da anarquia instituída, muito estridentes como lhes compete por lei. Pelo aparato é com toda a certeza alguém muito importante, quem será?! Os olhos ficam atentos à espera do cortejo que será vasto a tão tonitruantes sirenes. Mas um pormenor salta: é que a rua está deserta, melhor, de vez em quando circula um carro, portanto não se compreende tamanha azáfama. A personalidade tem que ser necessariamente alguém muito importante, o presidente?
E a frota automóvel aproxima-se veloz, devem ser para aí umas dezenas de carros, e começa a contagem deles: um, dois, três, quatro… jipes de vidros fumados… e uma carrinha de caixa aberta com cerca de uma dúzia de sacos plásticos escuros, desses vulgares utilizados nas compras. Alguém consegue desvendar este mistério? (será que transportavam kumbú?)

O fumo tóxico do neocolonialismo
E depois não há regras. O vizinho coloca um tubo de escape e envia o fumo para o outro vizinho ao lado. Outros são a barulheira intensa. Até nisto, e em tudo o mais, não há regras. A única lei que funciona com êxito é aniquilar o próximo.
Por exemplo, o gerador do português da Teixeira Duarte SA, no terraço encostado ao edifício da Angop lança toneladas de fumo, porque ele sabe que em Luanda, em Angola, não há lei, incentiva-se o crime, e assim ele goza de impunidade.
E com o fumo dos geradores, o Invencível Minoritário é também o grande promotor do cancro em Luanda. E assim o Invencível Minoritário prossegue com a sua infindável destruição de Luanda.

A política dos geradores do Invencível Minoritário
O Supermercado Alimenta em Viana, foi-se, desapareceu nas chamas. Volatilizaram-se vastos milhões de dólares. Sem a energia eléctrica da rede não adianta investir em grandes, nem em pequenas superfícies porque serão pasto das chamas dos geradores do Invencível Minoritário.
E onde será o próximo grande ou pequeno incêndio?
E o que é que o INADEC – Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, tem a dizer sobre a Idade Média em que estamos, sem água nem luz’ Não dá né? O INADEC é todo partidarizado?
Para reparar uma estrada o governador de uma província de Angola depende do Governo Central. Tudo depende dele, do Governo Central, até nós, claro, isto é ou não é um Estado leninista?

José Severino
Segundo, José Severino, presidente da AIA, 15 de Outubro na Rádio Ecclesia, para que não acontecesse o actual desastre, foram avançadas pela AIA a proposta de grupos térmicos para a estação de água de Kifangondo e Kikuxi, que naturalmente não foram aceites pelo Poder. Igualmente também centrais térmicas para resolução do desastre da energia eléctrica, que o Poder também não aceitou. Talvez José Severino desconheça que o Poder não aceita sugestões de ninguém, pois ele é demasiado clarividente. Entretanto, José Severino afirmou que devido a estes dois desastres, os preços subirão astronomicamente, o que não será novidade. Também afirmou que mesmo depois do nível normal da água na barragem de Kapanda, os apagões vão continuar. Caminhamos para uma sociedade canibal?

Para concluir nada melhor do que a resenha lúdica dos cortes de energia eléctrica. Com tanto “bombardeamento” dirigido, concentrado sobre a barragem de Kapanda… não há barragem que resista. Luanda, a cidade com biliões de petrodólares e sem energia eléctrica. Apagões Outubro:

30Out 07.42-20.28 horas do dia 31Out, 27Out 10.34-09.36 do dia 28Out, 26Out 07.36-23.29, 25Out 07.49-06.00 do dia 26Out, 24Out 17.18-00-28 do dia 25Out,23Out 07.56-17.31, 22Out 13.21-14.43, 21Out 10.41-00.20 do dia 22Out, 20Out 13.06-03.51 do dia 21Out, 19Out 07.35-17.03, 18Out 08.29-11.18, 15Out 18.55- 06.00 do dia 18Out, 14Out 07.24-10.50, 13.20- 09.21 do dia 15Out, 12Out 00.58- 05.36 do dia 13Out, 10Out 08.45-1746, 08Out 08.45-22.40 do dia 09Out, 07Out 20.10-20.42 06Out 06.15-09-05, 04Out 13.10-14.07, 03Out 12.24-19.24, 02Out 15.56-01.26 do dia 03Out
 








sábado, 3 de novembro de 2012

FRASES CÉLEBRES. onde a soberania odiava populações, ordenou-se o corte da luz e da água




Do prestigiado Jornal de Angola, (Jornal do Povo) órgão oficial do partido leninista local, edição de 22 de Julho de 2012
Quarenta anos depois: “Novas construções para o Icolo e Bengo
Quatro escolas, um hospital e várias residências estão em fase de conclusão.”

AJVM – Associação dos Jovens Voluntários do MPLA
A associação dos amigos e simpatizantes do MPLA (AJVM), dentro da sua agenda política no apoio direto ao cabeça de lista do MPLA, vem por este meio exortar a todos os seus membros, associados e a sociedade em geral, com idade eleitoral, aderirem as assembleias de voto no dia 31/8/2012, para a escolha do futuro Governo e Assembleia nacional, e os angolanos já têm a escolha. O presidente da associação. Maximiano Roque dos Santos.

Feito em Angola. A qualidade do que é nosso.
Crescer em paz e aumentar a oferta de água cada vez mais. Venha construir o seu próprio futuro! Empresa argentina tem lote completo de mel e vinho ao melhor preço.

Mensagem recebida no meu telemóvel, 16.08 horas, 24 de Julho 2012. Movicel, recarregue o seu telemóvel com 400.00 Kz ou mais, e fale de borla das 23.00 até às seis horas da manhã, durante sete dias.

E eu vi uma bela coisa que os continuadores da nossa revolução faziam debaixo dos lençóis do petróleo: num reino amaldiçoado pelo petróleo, onde a soberania odiava populações, ordenou-se o corte da luz e da água. E também se ordenou ir de casa em casa e de porta em porta cortar a luz e serrar os canos da água a quem não pagou os consumos. Mas mesmo assim, aqueles que tinham as contas em dia também lhes desligaram a luz.
Se a falta de água e luz são endémicas, como a cólera, porquê propagandear nos meios de informação vigilantes do ódio, e obrigar os entrevistados a dizerem que, sim senhor, estamos muito satisfeitos com a luz e a água que o nosso Governo nos dá. O nosso Governo está a trabalhar muito bem pelo povo.
Porra! Isto está demais! Então, de prédios em ruínas, com fissuras internas que não se observam do exterior porque os chineses andaram a pintá-los para dar a entender isso mesmo, que estão novos, mas nas traseiras os chineses não os pintaram, aqui é que se observa bem o estado de ruína, pois os mwangolés andam em obras, segundo a última moda é alugar de preferência a estrangeiros, claro, mas se os apartamentos correm o risco de desabar como é que os estão a alugar? Isto só pára quando acontecerem mortes, e isso não está muito longe. Quer dizer, os estrangeiros pagam um alto balúrdio e desconhecem que alugaram caixões.
Em Angola as leis que se cumprem são as dos chineses, portugueses e brasileiros. As leis angolanas não são para cumprir. E uma nova, velha, empresa no mercado da república de Luanda se faz, anunciada: a DI –UEE – Destruições Ilimitadas – UEE
Estou irremediavelmente intramuros, ou pior, emparedado. À minha direita, a parede marxista-leninista. À minha esquerda, uma parede estalinista. À minha frente o betão leninista. Na retaguarda, as milícias das barras de ferro. E finalmente encimado, o muro da “maldição do petróleo”.
O Estado é o Povo, e se o povo é inculto, irresponsável, intratável, analfabeto, etc., o Estado também o é, é a origem. Ademais como milenarmente já dito, o que está em baixo é igual ao que está em cima. E esta luta de libertação libertou o neocolonialismo. No neocolonialismo está a continuação da nossa luta. Mas quando é que esta república dos sovietes acaba?
Angola ainda é um continente perdido, e os aventureiros que nela estão, e os que a ela aportam, fazem tudo por tudo para guardar segredo da sua localização, para que ninguém mais saiba, pois tem muitas riquezas para explorar e um povo para continuar a escravizar.
Segundo a Rádio Ecclesia, 04 de Julho de 2012, a nossa Polícia Nacional acaba de informar que colocou, ou vai colocar, à disposição da população números de telefone para denúncias anónimas de malfeitores. Significa que finalmente vamos ficar sem Governo e sem corruptos?
Toda a governação fraudulenta é violenta. Má governação há só uma, a da ditadura e mais nenhuma.
Atenção! O ciclone Fraude Eleitoral, o primeiro da temporada, aproxima-se velozmente da costa angolana e rumará para o seu interior nos próximos dias. Esperam-se inesperadas rajadas de vento da ordem dos duzentos quilómetros horários ou superiores, seguidas de copiosas chuvas humanas.
Nem os fontenários escapam, não dá mais para acreditar nesta desgraçada conjuntura à Texas City. Desgraçar as nossas vidas é o lema principal da seita nacional e internacional que nos neocolonizam. Segundo a Rádio Ecclesia, 05 de Julho, no bairro Bom do Chapéu, algures em Luanda, o único fontenário foi demolido para lá construírem mais uma centralidade desastrosa.
Não fazem nada para o bem-estar das populações, tudo o que fazem é para as desgraçar.
E a nossa revolução atingiu a perfeição. Até já nas caixas dos elevadores no rés-do-chão dos prédios instalam reservatórios de água. E a seguir que mais farão? Mais nada, porque em cima deles os prédios lhes desabarão.
Em Angola existem escritores, jornalistas, poetas e outras igualhas sem nexo? De certeza que é apenas mais uma fraude, que de tantas e tantas já se tornam impossíveis de contabilizar?
O MPLA perde as eleições mas ganha-as com fraude. In um comentador na Rádio Ecclesia, 07 de Julho.
Um jovem vizinho com cerca de vinte e cinco anos, de repente aparece vestido com a farda da nossa Polícia Nacional. Pessoalmente sei que ele nunca foi polícia. Como é que isto é possível?
E este Governo afunda-se, tudo se afunda incluindo a ponte-cais de Cabinda… também se afundou.
Onde há corrupção não há habitação, há cidades fantasmas.
Estou mais que convicto que o povo angolano é o recordista mundial da hospitalidade. Vejamos porquê: qualquer estrangeiro que desemboca em Angola, o angolano oferece-lhe de imediato o seu emprego. Sem dúvida alguma que isso prova que somos muito hospitaleiros. Mas a hospitalidade não se fica por aqui, também oferecemos de bandeja as nossas terras e os nossos casebres que o nosso Governo manda demolir para lhe oferecer. Mais hospitalidade que isto é impossível. E politicamente também é demasiado hospitaleiro porque habituou-se a votar em fraudes eleitorais.
Nós não estamos contra os estrangeiros, os estrangeiros é que estão contra nós.
Diz-me qual é a tua política, e dir-te-ei qual é a tua fraude eleitoral.
É necessário evitar a todo o custo que a selvajaria se instale em Angola. É que pouco falta para isso, ou já é demasiado tarde?
Neste momento, 23.18 horas, os chineses estão a vasculhar, a trabalhar nos escombros de Angola. São super homens escravizados porque também trabalham de noite surripiando o trabalho mwangolé, sempre à margem da lei incomodando quem necessita de descansar. Angola é um cantão chinês de obras.
Só não entendo uma de várias coisas: porquê os angolanos são obrigados a cumprirem as leis e os estrangeiros não? E por mais que tente não consigo entender-me com a democracia chinesa, brasileira e portuguesa em Angola, porque nos países deles têm uma democracia e em Angola usam outra.
Quem está no terreno é que sabe como dirigir a batalha.
A verdade nunca se pode esconder sob a capa da xenofobia, porque isso é o paradigma da imposição da escravidão.
Sempre ao longo dos tempos, quando o escravo se submete ao seu senhor estrangeiro, faz-se-lhe a apologia como um neocolonialismo útil e disciplinado. Mas quando o escravo se revolta, o único direito que lhe assiste, algumas ONGs e defensores dos direitos humanos apressam-se em atirar-lhe para cima o espectro da xenofobia. Mas a teimosia da submissão conduz à revolução. Assim, o ser humano vive em revolução permanente contra a espoliação desenfreada dos seus milenares senhores que não aceitam mudanças, isto é, o fim da escravidão. Mas a Natureza e o Universo estão em constante transformação, e o ser humano não?
Mas quem denunciar a actividade do imperialismo chinês e dos outros subimperialismos em Angola e em África é xenófobo?
O chinês a trabalhar, Angola e o minoritário a desabar. E tudo o que o chinês faz, logo depois se afunda, se desfaz.
E a cada momento, o minoritário faz das nossas vidas um horrível tormento.
A luta de libertação não é para o nacional, é para qualquer vulgar internacional.
Quase todos os dias, ou todos? ouvimos nos noticiários e fora deles, que um polícia disparou e matou um ser humano. Como é abominável saber que qualquer um de nós pode morrer a qualquer momento vítima deste tempo muito palustre. Mas uma coisa não deixa de me intrigar: e os corruptos sempre incólumes?
Angola é um país com um partido formado essencialmente por estruturas de pontes-cais construídas por chineses, e que fatalmente desabam uma após outra.
Ao proclamarem a independência de Angola, os seus proclamadores já tinham em mente a sua neocolonização?
Quando os brancos promovem campanhas contra os de outras cores, chama-se civilização. Quando os de outras cores promovem campanhas contra os brancos, chama-se xenofobia.
Quando o Poder estremece, as perseguições políticas excedem as lotações das prisões.
Porque será que em Luanda tudo funciona a escape livre?
Um país onde qualquer um faz o que quer, vale-tudo, que futuro aguarda esse país? Feras contra feras?
A maré humana quando se revolta, é como a do mar, ninguém a pode conter.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eleições?! Que eleições?! O correcto é, impugnações




Estas eleições não têm valor nenhum, mas as impugnações que se lhe fazem, sim têm valor, porque é um direito democrático que lhes assiste, senão jamais sairemos do esgoto. É que a rataria tende a aumentar.
E estas eleições foram mais uma vez livres, justas e transparentes, como mandam as boas regras da corrupção. Nunca tão poucos f…… tantos.
Instituir eleições fraudulentas equivale a uma proclamação de guerra?
E o apoio divino das igrejas da maiuia fazem do Senhor um deus tribalista.
Toda a escória do Mal mundial aqui se juntou, e o demónio implantou.
É necessário que os ratos não façam morada na merda que produzem. É que trazem a Peste à democracia. E quando os ratos nos invadem, nada lhes escapa. Os ratos são o terror, o fedor da democracia. E trazem-nos muitas epidemias, a mais mortífera delas é a Peste Negra que dizima os democratas, e claro, a democracia. Portanto, activemos a palavra de ordem, VAMOS CAÇAR RATOS! Para que os esgotos funcionem, se limpem, para que haja saneamento democrático.
É de louvar o papel das igrejas petrolíferas nesta confrontação entre o demónio religioso e a pureza democrática. Sacerdotes heréticos que mais não são do que vulgares inquisidores ao serviço das fogueiras da inquisição. Rudes, vulgares feiticeiros da corrupção que não têm o direito de conviver com pessoas sãs. Também são ratos, e resta-nos colocar-lhes ratoeiras armadas com isca, o que é muito fácil, algo que eles logo nelas fiquem presos. Inúteis que proclamam o MAL, a discórdia e a corrupção, promovem um Deus corrupto. E há muita, muita corrupção, há falsa religião, tal como as eleições fraudulentas. Estes demoníacos religiosos pregam-nos a fraude, incendeiam o país. Como é possível viverem no lodaçal da corrupção que abençoaram? O Inferno mora ao vosso lado, e dele não escapareis. Estes feiticeiros religiosos trazem-nos mais guerra, mais destruição.
Sacerdote: não corromperás o santo nome de Deus em vão.
E Angola escorregou definitivamente no clube dos corruptos. Mais uma vitória, uma conquista do nosso grande Anunciador. De tal modo que a seguir se organizará o campeonato mundial da fraude eleitoral e da corrupção. E a taça ser-lhe-á entregue pelo Deus dos corruptos. E as igrejas petrolíferas cantarão hinos de louvor em honra do nosso deus e também nosso senhor.
Se antes já era impossível viver com a corrupção, e agora? Bom, agora será quotidianamente catastrófico. Ninguém viverá em paz na sua casa porque a multidão de bajuladores/bófias vigiará e denunciará como nos tempos gloriosos do marxismo-leninismo. Tempo que ainda não acabou e com a fraude eleitoral se pretende reforçar. A fraude eleitoral não foi praticada contra os partidos políticos, mas contra todo o povo angolano.
São tantas, tantas as igrejas fraudulentas que se instalaram em Angola, e continuam, cada uma com a sua estúpida doutrina. E qual é a religião do mwangolé? A feitiçaria.
E como vencedores das eleições não permitiremos manifestações, porque isso promove a arruaça e a destruição dos nossos bens democráticos. É isso mesmo, conseguimo-los com muito esforço e suor dos nossos corpos. Aos democratas nem um palmo da nossa ditadura.
A minoria do Poder deste petróleo/ mata-nos, fá-lo violento/ nadam na podridão da riqueza/ este Poder é muito virulento. Este petróleo é muito traiçoeiro/ só alimenta corruptos/ este petróleo é muito fraudulento/ de um reduzido grupo, os dissolutos. Este petróleo sabe, cheira a morte/ este petróleo só sabe matar/ petróleo do falsário poder/ de eleições nos defraudar
Cuidado! Votem na paz e na democracia!
Agora já sei porque existem guerras. Porque os seres humanos estão divididos entre eleições e fraudes eleitorais: Já nascem assim, e enquanto os corruptos não forem geneticamente modificados à nascença, a guerra e a destruição da Humanidade prosseguirá. Os corruptos estão no poder, isso significa que teremos mais fraudes eleitorais, mais impugnações, mais canhões.
É a continuação dos nossos novos-ricos outra vez vencedores da corrupção.
Acho muita piada a alguns mwangolés. Fazem obras nos seus apartamentos, isto é, destroem os apartamentos debaixo, dos vizinhos, e metem os seus na renda sob pena de desabamento. Depois de receberem um ano do aluguer desprezam os vizinhos porque já são pessoas ricas e poderosas. Mas também é verdade que entram na desgraça, porque o dinheiro desaparece-lhes nas amantes e na bebida. Todos os dias bêbados, doentes, defuntos, tal como a fraude eleitoral.
Os chineses vendem-nos computadores, bugigangas, e já presidem no Poder? Os portugueses, brasileiros, todos os estrangeiros também nos vendem tudo. E os mwangolés vendem o quê? Os ratos e as sobras das eleições fraudulentas.
Não há países pobres. Há é governantes metafísicos que nunca saberão o que é governar.
E nesta outra fraude eleitoral está a salvação da miséria do trabalhador chinês, do português, e de toda a restante malvadez. Do mwangolé nem vale a pena falar só lhe resta o, era uma vez.
E esta fraude da governação do tempo usurpado repete diariamente que a miséria do povo está a diminuir, ou que vai acabar já. No terreno, só quem não quer ver, a miséria é galopante, imparável. Não são as palavras que nos satisfazem, mas as acções que não se praticam porque a incompetência há muito que nos comanda.
Os poetas, escritores quase nenhum, dá muito trabalho, pastar, defraudar na poesia é muito fácil. Há um maremoto de poetas por aqui, de poesia palaciana, mundana, se fundaram, finaram, há quase quatro dezenas de anos injustificados. Poetas da realeza sem nobreza. Poetas servis do vil Poder. Poetas com almas maculadas da poesia e demais escritos para os príncipes no poder, sem valor, sem conteúdo, de obras que a fogueira da história riscará, apagará. Poesia premiada nos pódios da miséria conquistada, à população outorgada. Sempre os mesmos com tudo e mais ninguém sem nada. Este reino é obra de poetas. Estes poetas veneram os templos dos barris de petróleo do Poder, preparam-lhe o cadafalso. Poetas que cantam os feitos do regime, em ver tudo desfeito. Os palácios do Poder infestam-se de poetas. E as suas masmorras incham-se de presos sem liberdade de expressão e eleições fraudulentas. E nas ruas ouvem-se as ameaças dos canhões.
Eis-nos ancorados, desembarcados do navio deste tempo corrompido, ao sabor do deus-dará, submetido. E os feitos instituídos e as estátuas da miséria saúdam-no. Como as amantes do amor corrompido, vivem às escondidas, e esquivam-se como os ratos que se refugiam nos esgotos da vida.
E nas muralhas do Poder/feder assomam, refugiam-se reis, príncipes e sobras da nobreza, do que resta do Poder naufragado. Há muitos e muitos anos que vivemos das brincadeiras de mau gosto.
Um membro do comité de especialidade dos poetas/escritores/jornalistas/deputados inflamou a opinião pública, como é de seu direito, ao defender as células revolucionárias das colmeias partidárias. Os negócios do reino correm-lhes, movem-se sempre de feição.
As maratonas imorais e insociais originaram as facadas das desavenças amorosas. Tudo se resolve, tudo depende das facadas. E a seguir, que mais o cume da miséria nos bafejará? Nada melhor, tudo pior com certeza será.
A miséria move-se nos sub-reptícios corredores do Poder, nos projectos da nova vida tumular, na corrupção e na inspiração dos nossos poetas dos paços reais. Honestamente falando: como é que estes malvados parnasianos conseguem louvar os feitos do Poder dos punhais insalubres, desbotados, nos rios de correntes secas na devassidão da opressão, na chinesa poluição da angolana aquisição.
Num ambiente prenhe de dúvidas eleitorais e omissões, prenuncia-se que nada de bom irá suceder. O Poder reforça as muralhas da opressão nos grilhões de ferro e algemas da escravidão. Sim! O Poder não serve, serve-se.
É o analfabetismo ímpar que o Poder forçou e segue no mesmo batucar. Exterminou a identidade cultural angolana, e a da população está em curso. Reduziu-a ao zero, a um zé-ninguém. E nos discursos oficiais ou não, os representantes dos agora eleitos de Deus na Terra, os governantes do Poder fraudulento sentem-se orgulhosos, extremamente felizes por tal feito.
Não são os prédios, as torres, os condomínios, os estádios torra dinheiros e as fissuras chinesas mal erigidos pelo Poder e seus asseclas batuqueiros que lhes retiram o estatuto de mais um estado falhado.
Nesta conjuntura de zorra total, os honestos amealham para construírem casebres. E as matilhas de cães ferozes nacionais e internacionais afastam-se dos seus palácios inseguros rodeados de seguranças. E destroem, fazem voltar ao pó a pobreza a que condenam o povo, agora mais do que nunca pária, estrangeiro.
A selva eleitoral terminou, e nada mudou, excepto o nosso futuro que perigou, expirou. Depois o habitual silêncio do repouso dos animais, excepto alguns muito barulhentos, esses das festas do Poder da selva que estão à vontade para o não cumprimento da Lei, porque isso por estas paragens, são ainda miragens.