Por favor salvem esta menina. Apelo de Viana. Angola. Filha de 5 anos de idade que acerca de 2 anos está doente com Neoplasia Vesical (um tumor maligno na zona genital). O pouco que cada um pode dar já é muito para quem precisa, não precisamos ter muito para ajudar. Se cada um de nós depositar um pouco podemos ajudar a salvar a vida dessa menina. Quem puder ajudar pode depositar na conta: 000005001760033 ou IBAN A006.0034.0000.0500.1760.0334.1 de Lidia Manuel no banco Millenium

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

CRÓNICA DE MAIS UM ESTADO FALHADO



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
Apelo aos nossos bispos para que orem intensamente para que Deus nos liberte deste comunismo.

Quando Angola conseguir uma liderança como Simon Bolívar, Emiliano Zapata, Fidel Castro, Che Guevara, etc., então será verdadeiramente livre e independente. Até lá é pelo milagre aguardar, e falar, falar, falar… e morrer de fome.
Muangolés! Cuidado! O ordens superiores vigia-vos dia e noite.
Característica fundamental de um estado falhado: Há cerca de vinte e poucos dias fiz uma recarga na Net da Unitel de 500Mb e só me carregaram 250Mb. Quinze dias depois fiz outra recarga e aconteceu a mesma coisa, só me carregaram 250Mb. Reclamei mas até agora nada, limparam-me 500Mb. Um amigo disse-me que lhe limparam saldo. E um familiar que carregou o seu telemóvel com 1.250.00 kwanzas com direito a bónus de cem por cento, mas era mentira. Esse familiar garantiu-me que está toda a gente a fugir da Unitel. A Unitel terá que mudar a sua publicidade para: Unitel, o saque mais próximo.
Quando falta a energia eléctrica, o banco millennium-atlântico na rua Rei Katyavala, em Luanda, liga um gerador industrial instalado nas traseiras e demonstra o que é um estado falhado, porque inunda as traseiras de fumo e nos prédios têm que se fechar portas e janelas, proibindo-nos de trabalhar, de viver. As crianças estão em perigo permanente de morte. Apesar das inúmeras reclamações, nada, é o deixa andar, o que interessa é eles trabalharem e abastecerem-se de dinheiro por cima dos nossos cadáveres, porque estamos também numa república de cadáveres. Se isto não é incitamento à violência e à revolta, então é o quê?! Caramba! Então na condição de escravos em que nos encontramos, temos o direito à revolta porque sentimos a morte dos que querem facturar, dos que querem nos matar. Somos condenados como hereges porque ainda estamos no tempo da maldita Inquisição.
A energia eléctrica está outra vez de rastos, são interrupções, pode-se dizer, todos os dias, que demoram várias horas ou vinte e tal horas. Não se consegue planear seja o que for, destruindo as esperanças de recuperação da miséria que aumenta drasticamente deixando-nos na escravidão como outra vez no colonialismo, se é que alguma vez ele daqui saiu, muito pelo contrário, vai de mal a pior. Apesar de ao longo de quarenta e um anos sempre nos impingirem que a energia eléctrica se vai normalizar, coisa que já ninguém acredita, começa o nosso cérebro a chamar-nos a atenção de que temos que fugir daqui porque as nossas vidas acabarão tristemente. A água é sorte consegui-la, e quando isso acontece tem que se pagar o transporte, o que implica duas despesas, uma da Epal e outra dos que a carregam, levando-nos para a indigência.
Se só a corrupção funciona, então é mais um estado falhado.
Se as manifestações estão devidamente consagradas e autorizadas na CEA, Constituição dos Escravos de Angola, e depois se reprimem com violência, prisão e perseguição estalinista sobre os manifestantes, isto é uma prova mais que evidente de mais um estado falhado.
Parafraseando Galileu Galilei (1564-1642): a corrupção, a miséria, a fome, e contudo elas se movem.
Diariamente aprofunda-se o abismo da bancarrota de Angola, onde já não há dinheiro para pagar a militares, como acontece em Luanda com mais de quatrocentos militares do PCU, posto de comando avançado, que foram sumariamente despedidos.
Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles. (Schopenhauer, 1788-1860)
Quem não está do lado dos manifestantes, com certeza está do lado dos corruptos. (Autor desconhecido)
Ao empurrarem para os chineses a solução dos seus problemas, os muangolés provam a sua notória incapacidade, até ser um provérbio, ou melhor, já é proverbial.
Fiquem atentos, isso mesmo, mantenham-se vigilantes, ditadores africanos, fujam, que Donald Trump está a chegar, preparem os sacos do que resta do erário público, está na hora de bazar.
E a miséria e a fome ganharam o estatuto de utilidade, e como tal instituíram-se como forte instituição de utilidade pública.
Uma coisa é certa, o muangolé já da escravidão não consegue sair.
Comemorou-se mais um ano de independência, o 41º, de esperança perdida, de miséria extrema sempre renascida, o próximo aniversário será comemorado por ossadas humanas que não resistiram à fome, mas quem é que resiste à fome?
Oito horas da manhã de céu a prever chuva, assim falam as nuvens, não é que um carro da poluição sonora religiosa de mais uma seita satânica, a propósito, vale lembrar que estas seitas são o suporte da corrupção. Com um altifalante montado no tejadilho do carro, dele saem poderosos berros para os famintos se acalmarem, não desesperarem porque o fim da fome está próximo, aliás Deus já tem as covas preparadas, e são tantas, tantas que ninguém as consegue contar porque esse é um trabalho que compete a Deus controlar, mas Ele está tão ocupadíssimo a contar a mortandade de Angola que como Omnipotente não o consegue fazer, tal é a grandiosidade da tarefa que O ultrapassa. O altifalante berra, berra e os famintos param como se daí viesse a sua salvação, “a vida é curta, cuidado com a feitiçaria.” Quando a falsa religião, qual é a verdadeira? prega que o dia do juízo final está próximo, e que se preparem que Deus está a chegar, mas porque cargas de água Ele não chega, porquê?!, pois entreguem tudo o que têm para Ele e da morte se salvarão.  A África negra é a desgraça das religiões porque qualquer uma se impõe e se legaliza. È caso para dizer que qualquer seita religiosa governa a África negra.
Um mais velho branco está na esplanada de um café. Sentado, admira a paisagem dos famintos que não pára de crescer conforme o enunciado mais elementar da lei da corrupção. Enquanto aguarda que o sirvam, encostam-se duas lascivas trintonas, uma, chocolate escuro, e outra de café com leite que quase lhe segredam: “Ó senhor!, dá-nos o número do teu telefone.” E ele deu.
E aqueles que se entregaram de corpo e alma pela causa da independência, mais tarde ela abandonou-os. Mas que independência sacana, malvada, sem carácter. Uma independência que só olha para corruptos, e que ainda se defendem dizendo que isso são calúnias.
M, o grandioso líder dos famintos, o promotor do desemprego e da fome.
Entretanto, um ou outro porta-estandarte dos partidos políticos da oposição vai-nos dando alguns salpicos de democracia. É melhor que nada.
A tirania gera a iniquidade.
Na Rádio Despertar, no programa Angola e o mundo em sete dias: Elas procuram trabalho nos condomínios e também se oferecem para, “se o chefe também quiser uma rapidinha também aceito.” São esposas e mães que os maridos e filhos desesperados aguardam em casa que elas tragam algo para comer.
Esta selva tem muitos papagaios políticos.

Só andando é que se conhece o caminho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ditadores africanos, fujam, Donald Trump está a chegar



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
Apelo aos nossos bispos para que orem intensamente para que Deus nos liberte deste comunismo.

«Quem é? donde vem? para onde vai?» “É o poeta Bocage/ Vem de casa do Nicola, / E vai para o outro mundo/ Se lhe dispara a pistola.” Este fecho eloquente, em Portugal abria as portas do Santo Ofício por conter uma impiedade. Infelizmente o tribunal do fanatismo estava mais suave do que a Polícia do cesarismo; foi fácil ao intendente Manique obter dos inimigos literários de Bocage qualquer denúncia, e papel qualificado de sedicioso e incendiário, Bocage não tinha casa, e se vivera algum tempo com o padre Macedo, ou com Bersane Leite, agora achava-se em convivência doméstica com um poeta insulano e morgado, que comungava como ele as mesmas ideias liberais. O intendente lançou-lhe a rede dos seus esbirros; vejamos por este documento inédito o que arrastou: «Consta nesta Intendência que Manuel Maria Barbosa de Bocage é o autor de alguns papéis ímpios, sediciosos e críticos, que nestes últimos tempos se têm espalhado por esta corte e Reino; que é desordenado nos costumes, que não conhece as obrigações da Religião (In Bocage (1765-1805) sua vida e época literária. Teófilo Braga.)
O incrível acontece porque há quem governe durante dezenas de anos com sucessivos fracassos, e considere que isto é que é boa governação. O aberrante é a mixórdia da imprensa subserviente ao serviço dos fracassos, noticiar, transformar esses fracassos em vitórias e evidenciar a loucura de que se constrói um paraíso, onde infindáveis batalhões do exército de famintos são usados como prova de que se atingiu os objectivos do milénio. Ainda por incrível que possa parecer, um retrocesso para o tempo do extermínio das populações perante o silêncio da comunidade internacional, que já ninguém sabe o que isso é. A desilusão nesta civilização é intensa porque creio que nunca tantos tubarões dizimaram tanto peixe miúdo como nestes tempos de indiferença. A incerteza apodera-se do poder e está tudo certo. Crianças abandonadas à morte, aos apetites sádicos de quem as queira matar, e gente não falta, é o que há demais, porque isso faz parte do concerto das nações. Mentes diabólicas tecem planos para forçar populações a viverem ao relento como apátridas sem direitos à terra onde nasceram e que lhes pertence, mas na nova desordem internacional as quadrilhas que assaltam o Estado e contratam estrangeiros para o gerir oferecendo-lhes como espólio benesses pelos serviços prestados, enquanto os donos da terra já nem mendigar conseguem porque nos campos de concentração perecem pela fome comandada pelo ressuscitado Estaline. Antes, jovens, e agora também adultas, mais que adultas, quase avós, para conseguirem um miserável sustento, entregam-se patrioticamente à prostituição como uma maravilhosa conquista da independência. E atrozmente classificam de democracia e de plena liberdade a miséria e a fome. Um outro exército de corruptos acotovela-se no constante saque das verbas públicas sob os aplausos da imundície dos focinhos dos porcos estrangeiros que na chafurdice criada dizem que isto é a economia que cresce. Contemplados com o saque regressam com os seus opulentos quinhões da corrupção. Quer dizer, nos seus países são democratas, aqui são corruptos, mas não são investigados porque democracia é isso mesmo. Sugar Angola e afirmar que, “estamos a apoiar o desenvolvimento dos angolanos e de Angola, esse portentoso país que tem um grande futuro pela frente, e que sem nós portugueses, Angola não tem hipótese nenhuma, pois nós somos imprescindíveis.” Sim, futuro para eles e para nós, sempre a incerteza, o infuturo. E estes portugueses são defensores intransigentes da corrupção. É que um violento terramoto de corrupção sacode Angola. É a isto que hipocritamente se chama independência. É inacreditável que perante uma crise de corrupção financeira, os estrangeiros ocupam lugares de chefia para a voraz rapina e nós já praticamente nada temos para nos movermos. Esses estrangeiros como lacais aplaudem as forças do desastre económico e social, não se importando com o que acontece com a população. Incentivando a escravidão apostam no desaire final que já nos cerca. Violentas tempestades deste Elnino se formam no horizonte, sem abrigos não há escapatória. Quando a fome avança, as serpentes movem-se como no documentário Planeta Terra, na perseguição da iguana acabada de nascer. Assim, nós somos essa iguana e as serpentes são a governação e os seus asseclas estrangeiros. Claro que nem todos, a questão é descobri-los. Não creio que isto dure muito tempo. Quem procura acha, é que diariamente a violência recrudesce e facilmente se pressente o que daí virá. Está-se a sentir que o pior está para vir, de tal modo que até já se tornou um lugar-comum. Quando num país os aventureiros se instalam significa que o naufrágio está iminente, a fuga dos ratos presente, no caos bem assente. Esta aventura é o meio mais eficaz que leva à desventura. É o transporte mais eficaz que carrega a desventura.
Caramba! É que não existe nada que não esteja corrompido. Às crianças só lhes ensinam o “vou-te bater, vou-te matar!” O colapso é total, mas as forças do mal não o admitem. Q     uem semeia analfabetismo colhe o quê?, claro, colhe searas de desgraça.
Cegos, surdos e mudos, a receita que cura a idiotice. A orquestra dos políticos demagogos, tanto no poder como na oposição, ainda não conseguiu afinar-se, e pelo modo de actuação dificilmente o conseguirá. Sem ensino não há educação, há ladrão. Sem cabeça e sem pernas não se pensa, não se move uma nação. Nesta sociedade de serpentes e de seitas satânicas não surpreende que haja um elevado número de jovens que optam pela solução do enforcamento, pois o demónio da corrupção persegue-os implacável. Isto não é um país, parece um bando atípico de abutres. Ditadores africanos, fujam, que Donald Trump está a chegar, e vai prendê-los pessoalmente.  
Com muito gosto, à Idade Média regressaremos e de lá jamais sairemos. E entristece-me muito o facto de muitos mercenários incentivarem a nossa escravidão para garantirem nos seus países o seu ganha-pão. É extremamente vergonhoso, pois mesmo que isso lhes perigue a vida, pois, viver rodeado por um exército de famintos, tudo o que é desgraça é muito fácil acontecer. No final colherão a ira das populações que ajudaram a escravizar.
Luanda, o paraíso dos fora-da-lei. Creio que o mais notável exemplo da intolerância política é a publicidade. Por exemplo, na Rádio Despertar e no Folha 8, as empresas não publicitam porque são partidárias, isto é primitivismo político.
Demagogia, mais uma epidemia. Angola é e será por vontade própria, trincheira firme da desgraça, da miséria e da fome, da corrupção, e por isso mesmo Angola é uma fraude. A vitória da destruição é certa.
Devido aos preços proibitivos, a telefonia móvel e a Internet são meios de comunicação de alto luxo, apenas para uso exclusivo de uma minoria. Sem comunicações, resta ao povo os sistemas alternativos da Idade da Pedra, ou os modernos do envio de pombos-correios e dos sinais de fumo, sistemas muito acessíveis, os chamados sistemas de comunicação avançados das massas populares.
“Nós prometemos um milhão de casas, mas não como prometemos, como as iríamos fazer.”
“Já estamos com uma inflação de cinquenta por cento.” (Filomeno Vieira Lopes na Rádio Despertar)
Os cérebros de Angola estão em crise, tomados de ferrugem fazem a crise de Angola. Cérebros em crise, país paralisado.
Angola, o refúgio, o paraíso dos traficantes de armas. O último é um português de nome, Taveira, denúncia o Elmundo.
“Estou a trabalhar para estrangeiros.” Disse uma jovem vendedora de um mercado do bairro do Cazenga, aquando da visita de Isaías Samakuva.
O maior erro do M é o de entregar Angola aos estrangeiros.
Nesta banda a política está a ficar uma coisa sórdida, de não acreditar, em ninguém confiar, assim como se estivéssemos a fugir de prostitutas.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

OS PRIMITIVOS



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Fugi do país onde um só exerce todos os poderes: é um país de escravos. Todos os povos do mundo que lutaram pela liberdade exterminaram no final a seus tiranos. (Simón Bolívar (1783-1830)
Angola está mesmo acabada, primitiva, porque lhe resta um palácio, uma bandeira, um hino e uma guarda presidencial.
Os primitivos da primitiva discoteca nas traseiras do hotel Katyavala, junto ao largo Zé Pirão, continuam com a infernal algazarra. Não se consegue descansar, dormir, não se consegue estar em paz. Há meses que este inferno nos golpeia como presos inocentes numa prisão torturados. Mais uma vez com som de partir vidros das janelas, começaram às vinte horas e acabaram pelas dez horas da manhã. O Governo da Província de Luanda num comunicado disse que ia acabar com isso, mas são as habituais balelas. E os bêbados saem da discoteca e vêm mijar à vista dos moradores dos prédios. Na selva de Luanda eles gostam de viver assim. Eles são a lei… da selva. Por aqui se vê o que será Luanda nos próximos dias. Sempre a subir para as altas escarpas do abismo para depois nele, felizes, se lançarem. E que assim é que está bom, é assim que gostamos. Já não há nenhuma esperança que salve isto, excepto o apregoado primitivismo das falsas igrejas que a esperança é a última coisa a morrer. Mas como, se ela já há muito que se foi. Sim, a esperança é a invenção que permite dominar os escravos numa coisa que não existe, porque basta qualquer energúmeno religioso ou dos partidos políticos da oposição falar em Deus, que ele é a esperança, e os pobres diabos vão para o matadouro cantando hinos de louvor como faziam no holocausto das arenas romanas, agora angolanas. Sim, esta cidade tem muitos matadouros. Sim, está certo, lugar dos primitivos é nas cavernas.
E com tal primitivismo os muangolés não conseguem fazer nada. Mas são hábeis mestres em apresentar números e apostas imaginárias próprias de um reino da fantasia que inventaram. Angola parece mesmo como aquelas coisas das misteriosas cidades do oiro e das ilhas encantadas. Vende-se Angola aos chineses e pronto, os problemas dos muangolés estão resolvidos, porque eles têm uma varinha mágica, é o paraíso muangolé. Antes ludibriados que seriam livres da escravidão que afinal há quarenta e um anos que estão subjugados por outra, e a seguir com a venda de Angola a prestações aos chineses, outra severa, feroz escravidão lhes desaba como uma forte tempestade ciclónica. Sem liderança, os partidos políticos da oposição empurram a carroça da miséria e da fome. A desorientação é total, a desordem também.
O receio era mesmo esse, mais uma epidemia que já está na moda, a dos adultos violentarem crianças. E fazem-no de tal modo que os anjos, as indefesas criancinhas vão parar nos hospitais devido ao matadouro sexual em que esta cidade de Luanda dos leilões de escravos recebeu foros, sim, violentar crianças é moda. Nesta cidade maldita, os satânicos ditam ordens. Creio que a feitiçaria comanda mais este regresso às trevas. Violentar crianças ganhou também foros de desporto nacional, e tudo o mais que se diz nos órgãos de informação da cegueira nacional de que as crianças têm os direitos garantidos e que vamos criar legislação para acabar com essa actividade de liquidar o futuro de Angola, que isso tem os dias contados. Depois vem um número de telefone que não funciona e rapidamente nesta república amnésica tudo se esquece. As leis não são para se cumprir é para nos distrair. É a cidade das seis leis: roubar, violentar crianças, feitiçaria, alcoolismo, festas e corrupção.
Angola está governada por generais porque conforme os seus planos militares a população é um exército de soldados, e como está sob lei marcial pode-se matar quem bem se entender ou apetecer.
Sem líderes não há revolução, resistência e sacrifícios, há miséria e fome. Está na História. E a História é a história da hipocrisia humana. E como a África negra não quer sair da idade Média, então deixem-na ficar. 
Ainda que fosse apenas a fraude eleitoral, mas não. É uma fraude geral em que todos sem excepção participam, senão vejamos o esclarecedor advento de um amigo, “ a fraude eleitoral é já uma tradição entre nós para a vergonha das democracias africanas, infelizmente.” Uma ouvinte denunciou na Rádio Despertar que nas igrejas estão a fazer registo eleitoral ou a recolher os cartões.
É notório que na promessa de construir um milhão de casas, partiu-se um milhão de casas. Mas que satânica promessa.
Não há lei, há sim senhor, a lei faz-se a tiro.
Declaração: para os devidos e legais efeitos se declara que este declarante está devidamente abrangido pela lei da miséria e da fome em vigor, nada mais tendo a exigir ou a reclamar.
Afinal a independência foi para fazer grandes negociatas. As demolições para fins inconfessos são o exemplo mais flagrante. A independência foi uma negociata para a venda de Angola a prestações.
Quando num país enviamos mensagens por todos os meios de informação possíveis a várias personagens dos mais variados extractos sociais sobre os mais variados assuntos e ninguém nos responde, significa que é tempo de fugir desse país porque a nossa existência está em perigo. Não adianta nada pensar em futuro porque ele já não existe, porque aqueles que assim procedem não são pessoas, são genuínas monstruosidades.
Se Angola tem recursos inesgotáveis – não é isso que toda agente diz, especialmente estrangeiros, como arrombar uma porta aberta – então porque é que as populações já vivem na extrema miséria, e as portas da fome abrem-se de par em par.
Mas que interessa pagar a água e ter as contas em dia, se os vândalos da Epal chegam e cortam-na, e quando chamados à razão ficam a rir. Então não interessa pagar porque a água nos vão cortar. É de pasmar quando fico a pensar que o M ultrapassou os extremos da matumbice. Para quando o fim das tácticas estalinistas? Talvez que um dia a tal dita oposição acorde da sua hilariante hibernação. Angola é e será por vontade própria trincheira firme do estalinismo em África.
“Embaixador de Angola no Quénia acusado de "viver à grande" enquanto funcionários permanecem sem salário há cinco meses.” (In Novo Jornal, citando o jornal queniano Daily Nation.)
Carlos Rosado de Carvalho no Expansão: “seria bom que os vendedores de ilusões deste País caíssem na real e ganhassem consciência que, no curto prazo, não será possível diminuir a grande dependência do País em relação ao petróleo.”
Só no que diz respeito à Sonangol, a Rolls-Royce terá conseguido, em escassos cinco anos, cerca de 110 milhões de dólares em contratos que, agora, estão sob suspeita de terem sido conseguidos graças a esquemas de corrupção. In Novo Jornal, citando The Guardian)


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

AS ÁGUAS TURVAS DA LAGOA DOS CACUSSOS



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Aguardo com muita impaciência que surja a voz a anunciar que, Angola está libertada!
Os corruptos enriquecem, os honestos empobrecem.
Creio que o estafado espírito patriótico é para quem apoia a corrupção. Quem não o faz é cognominado de falta de ética e antipatriota.
A fraude eleitoral da água: “Um homem pode ser destruído mas não derrotado.” (Hernest Hemingway 1899-1961).
O M está completamente corrompido, desorganizado, derrotado. M, o paraíso do vandalismo. Ham, ham, a vizinhança… é buerere porque a Epal anda a serrar os canos da água – porquê só agora ao fim de 41 anos e porque não no início, porque não montam o pré-pago como fizeram na energia eléctrica? Porque da Idade da Pedra não querem sair e quem não estiver que se mude. Angola há muito que tem apenas um dono, o M – deixando muita gente, centenas, milhares, milhões (?) de eleitores sem água. Quem tem as contas em dia não escapa do satanismo, também lhes cortam a água, e quem faz isto não vai preso?, ah! ah! ah! ah! E tão vasto número de eleitores para dar mais raiva, agora privados de água, juram que vão votar na UNITA. Porra!, qu’esta merda não está nada boa, cada vez pior, ah, ah!, ah!
Também os restantes veículos políticos, esses pobres coitados da oposição, são incipientes e de intelectos vale sempre lembrar que só temos a família Andrade, o que sobra é uma medíocre equipa de demagogos. Mas quem é que quer este M?, ninguém, claro! Não é por acaso que M é a primeira letra da palavra miséria. É incrível como ainda há gente que vive num mundo tão incrivelmente primitivo, e tudo fazem para dele não sair. Será que estamos em presença de um mundo perdido do período mesozóico dos dinossauros? É muito bem possível. Numa terra de analfabetos, quem sabe das coisas, quem sabe trabalhar e não tem mácula, é excluído, considerado um inimigo perigoso. O detentor do conhecimento da sabedoria é um alvo a abater e para garantir a sua sobrevivência tem que exilar-se num país acolhedor. Entretanto lá vai mais um, Jacob Zuma, o presidente sul-africano vai ser ruado por corrupção.
Nos últimos dias, devido à estação das chuvas, que forte, fortemente como nunca fazia, abastecia a lagoa que estava bem gorda, bem viva, movimentada de água. No céu, nuvens escuras queriam dizer que mais água viria. Mas isso não impedia que à volta da lagoa a vida continuasse. Cada um vivia ou improvisava como podia. E os clientes da lagoa iam chegando, não em número habitual porque a chuva prejudicava os investimentos e muitos não se podiam deslocar devido à intransitabilidade das ruas que lá iam dar. No entanto, pode-se dizer que, no resto, estava tudo estabilizado. Ouvia-se (quer dizer, não se pode dizer taxativamente que se ouvia) a terrível barulheira de uma aparelhagem musical comandada por jovens que a abasteciam com a música mais horrivelmente estridente possível. De tal modo que até para falarmos tínhamos de aproximar a boca aos ouvidos uns dos outros, aos gritos, é claro. Quase deixávamos de ser pessoas, assemelhando-nos mais a animais numa selva aterradora. Falar com os jovens para que baixassem o som não adiantava. Eles ainda o aumentariam mais. Será que é isto o que resta da identidade cultural do muangolé? Até nos hábitos alimentares as coisas mudaram bastante: agora comem-se sandes com muita mostarda e muita maionese. Poucos saberão, por exemplo, os estragos que a mostarda provoca no nosso estômago. Mas isso se vê facilmente: pegamos numa moeda bem usada, daquelas que quase não se consegue ver nada das inscrições; despejamos-lhe um bocado de mostarda nas duas faces e depois enrolamo-la num papel de guardanapo e deixamo-la descansar durante uns dois minutos; depois retiramos o guardanapo e a moeda surge como que acabada de sair da cunhagem; tudo nela desaparece. Em face disso, já se pode imaginar os estragos que a mostarda faz no nosso estômago. Quando ainda jovem, depois de ver essa demonstração, nunca mais comi nada com esse condimento. Voltando à conversa dos cacussos, dizer que, com o arrastar do lixo da água das chuvadas, a lagoa também ficava afectada, turva, sem oxigenação, o que resultava na diminuição do pescado bom para se comer, uma vez que os peixes morriam antes de caírem nas armadilhas. Então, as receitas não compensavam o esforço dos pescadores como se fosse tempo de defeso. De repente ouve-se um grito estridente de uma criança: o homem olha na direcção do som e vê os seus dois filhos pequenos agitados. O mais velho, de uns seis anos, vem em sua direcção e grita: «Pai, ele me mordeu!» «Pois, tu passas a vida a fazer-lhe judiarias e o coitado enerva-se e morde-te», ralha o pai. E gritando na direcção do mais pequenino de dois anitos berra: «Ó seu bebé piranha, não mordas mais o teu irmão! Anda, vai p’ro pé da tua mãe!». Mas, como diz a sabedoria popular que um mal nunca vem só, passados alguns minutos, eis que novamente se faz ouvir a voz do filho mais velho. Todavia, desta vez, o grito é bem diferente: «Pai!!! Pai!!!». «O que é, porra?!», indaga o homem bem chateado. «Pai, são os chineses! Eles estão aí com os camiões deles para despejarem lixo na lagoa», explica o pequeno. «Oh, oh, mas que merda esta! Vai p’ra casa e fica lá com a tua mãe e o teu irmão, anda!», grita para o filho. Pouco depois, convoca uma reunião de emergência de um denominado, alto comité da buala para análise de situações. Entretanto, preparados para o pior, as mamãs, os petizes e os jovens já armazenavam pedras e outras tralhas para repelirem os invasores chineses. A reunião de emergência do alto comité decide-se pelo envio de uma comitiva para estabelecer conversações com os invasores inimigos da Natureza. A delegação chefiada pelo pai, marcha ao encontro dos chineses, que logo viram que a numerosa comitiva não estava para festejar a sua chegada. Os chineses já estavam a preparar-se com o maior à-vontade que lhes é consagrado na Constituição, para poluir a lagoa com escombros das obras de construção civil. O pai faz então o discurso de apresentação: «Quem são, de onde vêm e para onde vão?». Um chinês usa então a artimanha dos prevaricadores da Lei, que consiste em afirmar que a desconhecem e assim praticar todo o tipo de ilícitos a bel-prazer. E tenta safar-se: «Chinês não saber falar português.» Mas o pai não se deixa desarmar: «Estes chineses são o máximo. Além de fazerem da China o país mais poluído do mundo, querem fazer de Angola o país mais poluído de África». E faz um sinal com as mãos de que pode haver problemas sérios se eles não se forem embora. No entanto, o que parece ser o chefe dos chineses não desiste. Entrega um telemóvel ao pai para falar sabe-se lá com quem. O pai nega e volta a assinalar que é melhor que eles partam. Os invasores acatam o conselho, pegam nos seus camiões que desta vez eram apenas três, e bazam. Claro que foram despejar os seus detritos poluentes num outro lugar qualquer, à socapa. E é assim: num lado se constrói e noutro se destrói.

Chegou a hora do almoço. Além do pai, a esposa e os dois filhos, não estava mais ninguém à mesa. Isto sem contar com os três cães e quatro gatos que habitualmente montavam guarda quando a piroga voltava da faina da lagoa, pelo menos pareciam saudáveis. Aliás, o segredo da longevidade da gataria é comer peixe fresco. Quanto aos vira-latas qualquer coisa lhes serve, mas também estavam bué fixes. Era esta reduzida família que se abastecia à mesa porque normalmente ninguém mais aparecia, porque pobre é assim, ninguém o visita. O pai que tencionava fazer uma oração de graças ao Senhor pela comida concedida acaba por discursar contra a invasão aos seus domínios: «Pois é, andam práqui estrangeiros a dizer que querem fazer da nossa lagoa uma estância de turismo, dando-me como compensação dois barcos a motor, combustível e salários para quem neles trabalhar. Mas, se saio daqui, vou mais trabalhar aonde? E a manutenção dos motores? Não, isso não é aposta segura para nós». No íntimo, decide-se então a resistir até aonde for possível ao assédio dos estrangeiros para deixar o seu torrão. E pergunta à mãe: «Já mandaste comprar gasóleo para o gerador? Possas, sabes quando é que vamos ter energia eléctrica da rede pública?». Claro que ela diz que não, que revolução à africana é assim, e que nem sabia sequer o que era isso de rede. O pai lembra-se então que faltava algo para completar o almoço. Chama o filho e ordena: «Ó menino vai à cantina do ‘sênê’ e lhe diz que o pai pediu dois litros de vinho. Mas, lhe diz que é para pôr no kilapi. Vai, faz rápido, que a comida vai esfriar!». E enquanto esperava pelo tintol, foi chegando à amarga conclusão de que Angola, por esse andar, sem liderança, outros colonizadores se instalam para substituir os anteriores. São assim de facto e de jure as independências africanas porque os seus políticos são formados nas melhores universidades da demagogia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

SEM LIDERANÇA NÃO HÁ RESISTÊNCIA E A FOME AVANÇA



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Silêncio é desprezo.
Ao anunciar resposta violenta à manifestação da UNITA, prometida por Samakuva, pelo professor universitário de direito e deputado João Pinto, do M, um homem que antes falava muito mal do M e que agora procura a qualquer custo protagonismo para alcançar um alto lugar para grandes voos alçar, então proibir qualquer manifestação da oposição, excepto as do partido M, então estamos presidiários num campo de concentração nazi. Creio que há a intenção do nosso extermínio pelos métodos de Estaline. Mas há ou não graves irregularidades no registo eleitoral?! Pelo que se ouve aqui e ali há sim senhor. Partir milhares de casas e lançar populações para a miséria e fome, isso é que é subverter a ordem. O brutal e desumano aumento da recarga de telemóvel de 900 para 1.250.00 kwanzas também merece uma mega manifestação. Não podemos ser como porcos neste matadouro executados. O tratamento que é dado às pessoas diariamente se exaspera até fatalmente rebentar porque tudo tem limites, tem um fim. Colocar as pessoas na indigência e ter que se manter no silêncio de escravo, NÂO, NÂO, BASTA! Um governo da repressão e para a repressão, não, os tempos mudaram, estão sempre a mudar, e quem neles não quer entrar da democracia forçosamente tem que sair. Quer dizer que nós não temos direitos, o único direito que temos é a morte praticada por monstros. Como é possível neste caos económico e social onde empresas atrás de empresas a falirem ou a atirarem para o olho da rua desempregados, vão pagar o quê? Então como é possível um exército de desempregados pagar impostos, taxas e subidas anárquicas de preços que surgem tipo, última hora. Mas ser pirateados pela desgraça do piorio da extrema má governação, é só mesmo num campo de concentração nazi. Pelos vistos parece que a guerra ainda não acabou, recomeçou. Estão a arrasar-nos tudo incluindo a vida. 
No dizer de Maria Luísa Abrantes, os partidos políticos são tribalistas e todos parecidos: a propósito, alguém viu por aí o BD-Bloco Democrático? Hibernou? Desfaleceu, morreu, desmaiou? Paz à sua alma.
Do M nada há a dizer, aldraba-nos, passa o tempo a fazer-nos promessas que nunca cumpre. É o campeão mundial da corrupção e da hipocrisia.
A CASA aparece de vez em quando, lança umas bocas, o refrão, que depois das eleições tudo será resolvido. Usa uma política confusa, débil, não convence, parece a política dos políticos sem escrúpulos. Há vários anos que a UNITA promete fazer manifestações, mas depois desmarca-se. Garante que depois das eleições será o paraíso. Mas até lá os eleitores perecerão pela fome estalinista. Cito o mano Samakuva, que disse que pensava que as irregularidades do início do registo eleitoral se deviam à inexperiência dos jovens brigadistas. Fiquei estupefacto porque o mano Samakuva ainda desconhece (?) a metodologia de trabalho do M. Uma coisa é certa, pelos vistos o partido da fome vencerá as eleições, pois quando um partido gasta os seus recursos financeiros na defesa e segurança nada há a fazer, é tudo para f.o.d.e.r, e a oposição quixotesca se render. FNLA e PRS, de partidos só têm as siglas, nada mais havendo a acrescentar. Enfim, é uma trapalhada generalizada.
Se começassem pelos corruptos tinham o meu apoio incondicional, mas como não é o caso, nunca o será, discordo com todas as forças contra este moderno estalinismo. Por incrível que pareça, mas não o é, já em período eleitoral, porque a barbárie comanda, partem-se casas, espoliam-se os haveres das populações, mata-se impunemente, carrega-se a fundo no acelerador da destruição, da morte permanente. Quarenta e um anos depois selvaticamente serraram as tubagens da água por falta de pagamento. Porque é que não começaram logo após a independência? Porque diziam que no comunismo, numa república popular, o Estado é que paga. Nesta pátria estalinista onde se extermina pelo desemprego e logo pela fome que se lhe segue, como é possível exigir dinheiro aos que não o têm. Excepto os corruptos e seus comités de especialidade ninguém mais tem dinheiro. Tentei explicar que apenas por menos de dois anos que estou em falta devido à invasão dos estrangeiros patrocinada pelo M que saqueiam esta m.e.r.d.a. Roubaram-me o emprego, e que até um vizinho português do terceiro esquerdo é mula, está de viagem constantemente para Portugal carregar malas com dólares e decerto recebe os seus cinco por cento de comissão, ainda tentei explicar ao batalhão da Epal, oito funcionários e uma jovem para serrarem tubos de água?! Tão mal fizeram o serviço que no rés-do-chão deixaram água a pingar, a entrada do prédio está sempre alagada. Danificaram um contador e uma torneira por não saberem trabalhar. Pois, neste e nos próximos tempos vou agradecer intensamente ao M.
Oh! Como é horrível viver, saber que o dia de amanhã será igual ou pior ao de hoje. Certamente que será mais um dia de miséria e de fome.
A igreja não moraliza, desmoraliza.
Sem líderes, os famintos estão isentos de revolução, sacrificados pela fome não têm hipótese de resistência. Resta-lhes pois a gloriosa morte da fome.
Se a corrupção desaparecer as divisas vão aparecer.
Muito brevemente, isto é, finalmente o caos!
Rui Manuel Manuel: “é tudo verdade é uma dificuldade tremenda para tratar de qualquer assunto no BAI e BPC. Xana Gonçalves:  ...em qualquer Banco hoje em dia. Está feia a situação!!!  Renata Micaello Rodrigues: Eu no Atlântico, após 3 semanas sem cartões multicaixa, lá tive a sorte de ir a um balcão que tinha. Duas horas de espera e cartão na mão... Ufff... Maravilha. CONCLUSÃO: já passaram 3 semanas e o cartão não está ativo. RESPOSTA DO BANCO: tem de aguardar. Lol”

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Frases de Aimé Césaire (1913-2008)



Quem não me compreenda não compreenderá o rugido do tigre.

Assassinei a Deus com minha preguiça minhas palavras meus gestos e meus cantos obscenos.

A poesia nasce com o excesso, a desmesura, com a busca perseguida pelo vedado.


Não me enterro num particularismo estreito. Mas tampouco quero perder-me num universalismo descarnado. Há duas maneiras de perder-se: por segregação amuralhada no particular ou por dissolução no “universal”. Minha concepção do universal é a de um universal depositário de todo o particular, depositário de todos os particulares, profundeza e coexistência de todos os particulares.

África já não é, pelo diamante do infortúnio, um negro coração que se estria; nossa África é uma mão fora do guante do púgil, uma mão direita com a palma até adiante e os dedos muito juntos; é uma mão tumefacta, uma-ferida-mão aberta, estendida, brancas, morenas, amarelas, a todas as mãos, a todas as mãos feridas do mundo.

E sobretudo corpo meu e também alma minha, ficar de cruzar os braços na atitude estéril do espectador, porque a vida não é um espectáculo, porque um mar de dores não é um proscénio, porque um homem que grita não é um urso que baila…

Sou o que canta com a voz algemada no suspiro dos elementos. É doce ser nada mais que um pedaço de madeira, uma cortiça, uma gotita de águas torrenciais do começo e do fim. É doce abandonar-se no coração destroçado das coisas.

Se os negros não fossem um povo, digamos, de vencidos, um povo de desventurados, um povo humilhado, etc.; se, se invertesse a História e se fizesse deles um povo de vencedores não existiria a negritude. Eu não defenderia a negritude, me pareceria insuportável.

Nós, homens de cor, neste preciso momento da evolução histórica, tomados pela possessão, na nossa consciência, de todo o campo de nossa singularidade e estamos prontos para assumir em todos os planos e em todos os domínios as responsabilidades que se derivam desta tomada de consciência.

Fazei de mim o executor destas altas obras que chegou o tempo de lutar como um homem valente mas fazendo-o, coração meu, livra-me de todo o ódio, não façais de mim esse homem de ódio para quem só tenho ódio.

Ao morrer o amanhecer… move-te, diz-lhe, focinho de polícia, focinho de vaca, move-te, detesto os lacaios da ordem, às abelhas da esperança.

Fonte: apanhado na Net
Imagem: http://saintheron.com/featured/black-history-month-musings-aime-cesaire/


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O HINO DAS CRIANÇAS DO ZANGO DE VIANA


A fome vence as crianças de Angola
Porque é isto que se lhes deve dar
Porque elas merecem
Toda a desgraça para as crianças
E em constante desengonço
Se diz que as crianças
Têm futuro

Sim, se até nos caixotes do lixo
Procuram qualquer coisa
Para comer
Portanto nada mais há
Para esclarecer

E com tal país que só aposta
Nas derrotas
Vitórias ninguém sabe
O que isso é
A única aposta que se lhes
Concede como solução
É a benzida corrupção

A pátria da criança angolana
É a rua
Da fome
Da miséria
Estado que abandona crianças
Abandona tudo

Criança só tem nevoeiro
Primeiro
Nem tem palheiro
Criança é matéria-prima
Da morte que não se importa
Se exporta
Nunca se esgota

Eis o seu hino

“Angola avante revolução
Pelo arroz com feijão

Levantemos nossas tropas
Com chapada
Pela glória dos povos africanos
Mas temos combatentes angolanos

Liberdade dos povos europeus
Sabório de revolução
Pelo arroz com feijão

Batata frita
Massa com frango
Vou comer com uma boa gasosa”



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

RÉPLICA AO DISCURSO SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO



Os desempregados estão
De plantão
Os corruptos roubam-lhes o pão
E dizem que é assim na nação

Os desempregados o que farão
Para se libertarem da corrupção
Maltratados sob a imposição
Do poder da escuridão

Morte à população
Ordenou o patrão
Há muito na solidão
No palácio da exterminação

Os políticos da oposição
Falam, vociferam em vão
O poder os afugentarão
Cão que ladra não é salvação

A Igreja desfia o seu sermão
Despeitada pelo corte do quinhão
Já não consta da lista do filão
A santa pedofilia beatificarão

Faminta a criança estende a mão
E o corrupto: sai daqui, senão!
A Polícia arrasta-a para a prisão
E no navio dos escravos a soldarão

O preço do petróleo subirá
Mas como, se descerá
Por completo a nação falirá
E tudo isto se espatifará

O poder as eleições ganhará
A corrupção vencerá
A repressão não descansará
Angola juncada de cadáveres estará

Se já se sabe quem é o vencedor
Então para que serve o eleitor?
Para engrandecer o seu senhor
È outro Cristo nosso salvador

Greve a oposição não consegue fazer
Após as eleições tudo se vai resolver
Uma vida maravilhosa vamos ter
E que até os cegos vão ver

Angola está condenada
Dela não se espera mais nada
As empresas estão em debandada
Sem cérebros é uma palhaçada














terça-feira, 25 de outubro de 2016

O ESTADO SATÂNICO DE LUANDA



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

Diplomacia é a arte de exterminar povos.
O jovem Francisco, com vinte e tal anos, vende chourição para se safar do que o petróleo já, nem nunca, lhe pode dar. Na companhia de outro jovem também empreendedor do chourição, estavam em plena aula laboral quando como uma rajada de vento ciclónico, polícias lhes caíram em cima. Fizeram-nos embarcar no seu carro dizendo-lhes que iam para a esquadra do Nzinga, ali para os lados do Largo Primeiro de Maio, para lhes fazerem o registo, - não, não é registo eleitoral - dos seus pertences. Assim uma espécie de auto de apreensão. Revistaram-nos de cima abaixo, ao Francisco apreenderam-lhe o chourição, o telemóvel e treze mil kwanzas. Ao seu amigo não deu para ver porque ele vendo o polícia sem porrete nem arma disse que ia à casa de banho, então começa a correr para a liberdade, mas é apanhado, retiram-lhe a roupa deixando-o completamente nu. Depois atiram-lhe água de uma mangueira e três polícias dão-lhe porretada até se cansarem. O jovem saiu de lá todo amassado. O Francisco que entrou lá às dezassete horas só saiu da prisão às vinte e três, a pé até ao Cacuaco, porque tudo os que os polícias lhe tiraram não lhe devolveram nada, distribuíram entre eles. O Francisco tem mulher e filho, e agora completamente na miséria é mais uma família que vai passar fome, juntar-se às fileiras do exército nacional dos famintos. De salientar que também nesse espaço de tempo, vinte de Outubro de 2016, deram entrada na esquadra, quatro bandidos algemados e os polícias não lhes fizeram nada, disseram-lhes que depois iriam para a esquadra da Ilha onde seriam julgados.
Porra! Mas que merda é esta!? Olho para o relógio, são três horas e trinta minutos da manhã, o barulho é daquele de estremecer tudo, incluindo o de rebentar tímpanos, fazer subir a pressão arterial, matar. Este satanismo já vai para três meses. É esta actividade da banal barbárie que os satânicos impõem nas nossas vidas. O barulho da música parece o de bater tampas dos contentores do lixo, vem da improvisada discoteca satânica instalada nas traseiras do hotel Katyavala do general Ledi, na rua rei Katyavala em Luanda. Satã está muito contente porque os seus discípulos satanizam Luanda. É caso para dizer que quem está ligado ao poder não tem problemas, é da lei deles satanizar tudo e todos. Alcoolismo e satanismo são a feliz parceria que Satã apoia. Apesar da última legislação de que quem não deixasse ninguém em paz com festas satânicas que os fiscais do Governo da Província de Luanda lhes cairiam em cima. Mas, apesar das inúmeras queixas apresentadas à Polícia, não serve de nada porque quem é do poder pode acabar com as nossas vidas conforme lhe apetecer. O M não liga aos votos que perde e isso é muito preocupante, cheira a futuro colossal esturro. Claro que isto não durará para sempre porque quando uma tribo satânica pretende dizimar as outras, acaba por perecer como que por artes mágicas que é só aguardar. Neste estado satânico de Luanda já nem dormir se pode. E o dinheiro para essas festas de alcoolismo e satanismo, onde mais velhos acompanhados de mocinhas ninfetas vem de onde? Dos nossos bolsos, claro, com os impostos, taxas e a corrupção que nos caem em cima como moscas.
Se o Ocidente abandonou a África, com o que se passa com o deixa andar das guerras eleitorais, significa que está cansado, que a África é um caso sem solução.
No noticiário da rua circula que o M tem um sistema secreto de tirar fotografias durante o acto de voto. E quem nele não votar vão-lhe matar. Povo educado pela Igreja e igrejas fica assim.
Há muitos, muitos bairros em Luanda que não têm registo eleitoral, e nas províncias também. Sdiangane Mbimbi
De um bajulador de serviço na RNA, Rádio Nacional de Angola, justificando o apocalipse de Angola, “estamos a aprender democracia.”
De certeza absoluta que isto nada tem a ver com Angola, “satisfação e motivação no trabalho são a base de tudo.”
Adalberto Costa, da Unita, “ há três meses que os partidos políticos com assento parlamentar não recebem os seus subsídios.”
“Dizia um ministro francês, a propósito dos levantamentos populares, que antes de se procurarem os chefes se procurassem as ideias que sugeriam esse movimento. A luta do constitucionalismo com o despotismo foi ferrenha e canibalesca; propagavam-se as ideias à cacetada, calavam-se os descontentamentos com a forca, e era normal o confisco dos bens dos que seguiam princípios opostos aos dos que usavam do poder. As ordens religiosas, absorvendo cada vez mais a riqueza territorial pelas doações do fanatismo, apoderavam-se das inteligências educando-as no sentido das doutrinas que mais convinham à sua associação egoísta. Reinava a mediocridade nos espíritos e a estupidez nas multidões. O povo, idólatra há dois dias, é hoje filósofo, daquela filosofia da ignorância e de corrupção, que vós e só vós lhe ensinastes. Se continuarmos a caminhar assim por esta estrada de perdição, o lio mais forte da sociedade, o sacerdócio, desaparecerá; o templo do Crucificado cairá em ruínas, mas a nação ficará esmagada debaixo delas. Ai dos que abominam a cruz, porque a cruz é eterna. E o professor de certa Academia célebre, que dava a razão de serem as viagens do Brasil mais demoradas de lá para cá, do que de cá para lá, do seguinte modo: – Meus senhores, forçosamente assim há-de acontecer, porque para lá desce-se; e para cá sobe-se. Quando nas altas regiões do poder se desmente por tal modo as regras mais triviais do bom governo; quando se tolera que os instrumentos da ordem pública se convertam impunemente em instrumentos de anarquia; quando assim estalam os laços da vida civil, ao homem honesto, mas inabilitado pela sua condição social para obstar a esses abusos extremos, só resta encerrar-se no santuário da vida privada e deplorar a ruína da república.” (In A Vida de Alexandre Herculano, de, Teófilo Braga. História do Romantismo em Portugal II)
A cliente mais velha e de longos anos de um minimercado conversa com a sua chefe, vê as prateleiras vazias e observa-lhe que isso se deve à crise. Mas a chefe argumenta que para eles, do M, não há crise porque eles têm dinheiro. Então termina com a pergunta, “qual crise?”
Pelo que se ouve daqui e dali, sugere que há fraude no registo eleitoral e que está generalizada em todas as províncias. Entretanto, a instabilidade política e social também alastra em todas as províncias. E mais entretanto, um militante do M afirma categoricamente que sob nenhuma circunstância o M deixará o poder.
E a oposição fala, fala… o M vai ganhar outra vez folgadamente as eleições e tudo vai ficar como dantes, isto é, muito, muito pior.
A seis dias do fim do mês de Outubro de 2016, já vamos aqui na buala com dez cortes de energia eléctrica. De salientar que esta área estava muito privilegiada mas pelos vistos deixou de o ser. Não se entende como a governação insiste em que a energia eléctrica à cidade de Luanda não teria mais problemas, excepto um ou outro corte de vez em quando, mas não é o caso. Lá vamos outra vez, sempre, para a desgraça, para a república das falências. Uma dúvida me assalta e que necessita de esclarecimento: Luanda caminha para a Idade Média ou para a Idade da Pedra? Pelos factos verificados do fingir que tudo funciona, é mais uma aposta governamental. Como disse André Mingas, “é nacional, eu gosto, é bom.” Quer dizer, só haverá contentamento quando tudo estiver destruído. Bem hajam!
Há duas Angolas, uma dos palácios e outra da Idade Média, do desemprego, da miséria, da fome, etc.