domingo, 23 de julho de 2017

DEPOIS DAS ELEIÇÕES



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos


E depois das eleições com uma vitória arrasadora dos partidos políticos da oposição, o Mpla proclama vitória por maioria relativa ou simples (a que reúne um número de votos superior àquele dos outros concorrentes, mas inferior à maioria absoluta). A oposição contraria e mostra provas. Porém, o versado matreiro Mpla desarma argumentando que a sua vitória é por demais evidente e que não oferece dúvidas. E mais esclarece que os resultados eleitorais da oposição são uma pura invenção, mais uma fraude, pois o Mpla nunca perdeu, nem jamais perderá um pleito eleitoral, pois a esmagadora maioria da população angolana confia e segue cegamente o Mpla desde e antes dos gloriosos tempos da independência. E mais adianta que a oposição tem que se habituar a contentar-se com as suas derrotas e com a sua vulgar e reles insignificância. E a oposição em bloco contesta e diz que vai levar o pleito para o Tribunal Constitucional. E assim fez. Entretanto o Mpla esfrega as mãos de contente, pois que tal tribunal parcial há muito que é um órgão partidário e foi instituído para sempre julgar a seu favor. A oposição (mais uma vez, muitas vezes) viu contrariados os seus desejos. Depois de infindáveis dias, uma eternidade, tecnicamente falando viu o seu pedido rejeitado, mais tecnicamente viu o seu pedido indeferido. Confesse-se que nada aconteceu de anormal pois tal veredicto já era de contar, normal. Vai daí, a oposição recorre à instância máxima da Lei, o TS, Tribunal Supremo. Muito confiante aguarda que se faça justiça, pois tudo está a seu favor. De facto está mais que provado e a nação inteira sabe que a oposição derrubou o célebre contendor Mpla, pois tudo e todos estavam já demasiado fartos (isto é favor, o correto é dizer-se demasiado fartíssimos) de o aturar. Mas, para quê espantar?, o TS declarou perenptoriamente da sua suprema justiça, a injustiça de que o Mpla é de facto e de jure o aclamado, o proclamado vencedor das eleições de 23 de Agosto. Logo de seguida e perante tão flagrante injustiça, a oposição ameaça sair às ruas numa grandiosa chuva de manifestações. O Mpla aconselha que não, pois a oposição tem que felicitar o vencedor e não fazer marchas tumultuosas. A oposição tem que aceitar, se contentar com a sua derrota. O Mpla faz sair um comunicado onde nele realça que se a oposição quer fazer confusão, então o seu devido lugar é na prisão. Mas a oposição não desarma, forte, poderosa, nunca desarmou, como a isso sempre nos habituou, que fará uma surpresa, que vai mesmo sair para as ruas, porque o poder sempre esteve, lá mora. O Mpla replica que não tolerará nenhuma agressão interna e externa e invoca que um governo devidamente constituído tem o supremo direito de se defender, a si e às populações que democraticamente o elegeram. As coisas sobem de tom pois outra coisa não seria de esperar. O Mpla convoca todos os seus instrumentos de defesa e segurança e envia-os para prenderem os insurrectos e preferencialmente eliminá-los para sempre sob o escudo da acusação de células terroristas devidamente implantadas e organizadas. Mas a oposição não se deixa intimidar, porque batalhadora como nunca, pois contra qualquer injustiça sempre lutou. Começam os tumultos com barricadas nas ruas, com muitas nuvens de fumo provenientes de pneus e outras tralhas a arder. São milhões de manifestantes que não aceitam, dizem, mais o jugo do comunismo. O Mpla decide-se pela sua vitória certa, final, ordenando a todas as forças de ar, mar e terra que disparem a esmo, sem dó nem compaixão contra tudo que se mova. Sente-se no ar a pólvora e o cheiro acre dos corpos queimados pela fornalha de tão colossal metralha. Os nossos santos Bispos declaram que Angola optou pela solução da RDC, nada mais tendo a declarar ou reclamar. Como sabido, de lei, a diplomacia internacional é a arte da hipocrisia internacional. A comunidade internacional volta, faz o seu papel, cumpre o seu dever, a olhar de soslaio finge tomar conta da situação. Mostrando-se impotente deixa andar, é o deixa-andar, deixa-disso universal, excepto um não perenptório quando lhe interessa, quando os seus poderes e interesses geoestratégicos estão directamente ameaçados, retira-se sub-repticiamente e é o nascimento de mais um estado africano que cai, que se entrega à barbárie, à mais elementar crueldade onde as crianças ficam, são aos milhões, biliões?, sem UNICEF.
Crónica de uma morte eleitoral: “Todos os intervenientes do processo eleitoral afirmam que querem um processo eleitoral livre e justo, implicando por conseguinte um processo transparente. Para falarmos de transparência necessariamente temos de exigir o cumprimento da lei. É exactamente nesta questão (do cumprimento da Lei) que a CNE tem deixado muito a desejar. Neste momento, faltando 38 dias para o pleito eleitoral, o plenário da CNE quer agora aprovar o Regulamento sobre a Organização e Funcionamento dos Centros de Escrutínio, estabelecendo a lei que "A Comissão Nacional Eleitoral deve estabelecer e publicitar no prazo de 30 dias a contar da DATA DA CONVOCAÇÃO DAS ELEIÇÕES, a estrutura, a organização e o funcionamento dos centros de escrutínio, bem como os sistemas de transmissão e tratamento de dados e os procedimentos de controlo a utilizar nas actividades de APURAMENTO e ESCRUTÍNIO, em conformidade com os artigos 116.º e 117.º da Lei Orgânica Sobre as Eleições Gerais". Estive a citar o número 1 do artigo 30.º da Lei n.º 12/12, de 13 de Abril - Lei Orgânica sobre a Organização e
O Funcionamento da Comissão Nacional Eleitoral Não cumpriram com a lei de propósito e agora querem a correr aprovar um regulamento que viola a Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais no que à transmissão das actas diz respeito, pois pretendem que essa transmissão seja feita a partir das ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS e não das Assembleias de Voto (será que querem adulterar os resultados????? E já agora por que razão escolhem as Administrações Municipais e não as Comissões Municipais Eleitorais???). POR FAVOR CUMPRAM SÓ COM A LEI!!!!” (Mihaela Webba, deputada da Unita)
Propaganda eleitoral da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Luanda: “ministérios da criança. “Convite. O ministério da Criança convida-o a participar na semana de oração infantil que acontecerá de 15 ao 22 de Julho na Igreja Central de Luanda. Será uma semana repleta de bênçãos celestiais. Participe! Traga a sua visita. Abrace este ministério!”
Viver no reino da mentira é permanentemente viver na miséria e assim continuando acaba-se no reino do inferno da fome. Antes era o colonialismo, agora é o colonialismo. “O estrangeiro vem, tem emprego. O português vem, tem emprego. O brasileiro vem, tem emprego. O chinês vem, tem emprego. O angolano anda aí na rua a vender a jinguba. (Isaías Samakuva, em Ondjiva, Cunene)
A crise não é de agora, já vem de longe, já há quarenta e dois anos que nos invade.
Em Angola chove muito, há quarenta e dois anos que as casas estão inundadas de miséria, pelo mar, pelo dilúvio de fome.
A coisa mais pavorosa que me é dada a observar, é o ver exércitos de famintos que a única riqueza que têm, claro, é a fome. E ver alguns novos-ricos a desfilar com os seus carros de luxo, ostentando e esbanjando o que ilicitamente conseguiram e conseguem. Creio que isto é sem dúvida alguma a essência da revolta e do terrorismo que eles provocam. Este é um Estado declarado de expropriados.
No país dos expropriados a terra não é de quem a trabalha, é de quem a rouba com metralha. E o mais importante é criar pretextos para fazer cortes de energia elétrica e com isso vender mais alguns geradores. É que a diversificação/diversão/desertificação da economia resolve-se com o uso massivo de geradores. Com o sistema de geradores domésticos ou industriais, dentro de pucos meses esta economia será imparável. Até qualquer bajulador do FMI declarará que ela inigualável será.
E esta torpe sociedade vai evoluindo com festas muito barulhentas a qualquer hora do dia ou da noite. Beber até desmaiar, até morrer, até não mais levantar.
Trabalhar é criar, inovar. Quem isto não faz, não trabalha, desfaz. Está a brincar, é como um autómato teledirigido.
É bazar porque não deixam, é impossível pensar, trabalhar. Quando quiserem, deixarem pensar e trabalhar, então é hora de voltar. Mas receio que seja demasiado tarde.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

DESTRUIR TAMBÉM É UMA ARTE



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

 

Sim, destruir também é uma nobre arte. Assim o afirmam os destruidores de tudo, incluindo as nossas vidas. Convém notar que também se destaca muito bem a actividade de destruir o outro, tornando-se assim o elemento chave da destruição física ou não. O jogo da intolerância encaixa-se muito bem nisto porque quando o diálogo não funciona devido à fraqueza do intelecto, a intolerância salta para fora com força em cima do outro. Pois, ser intolerante é a disciplina principal que nos causa muito mal. Tal uso sistemático de destruir é o principal pilar que sustenta a desgraça, a escravidão, a miséria e a fome que são os filhos da destruição.

Povo abandonado é povo renegado. 

Sonhei que estava preso. Na prisão declarava a todo o momento que fui preso por engano mas ninguém me dava atenção. Insistentemente perguntava qual era a acusação, mas também ninguém me respondia. Parecia que eram todos surdos e mudos. Mais tarde alguém foi ter comigo e disse-me que fui preso por engano. Que seria imediatamente solto o que aconteceu. Foi-me apresentado um pedido de desculpas. Ainda no sonho, declarei em gritaria que, Angola para mim acabou!!!, não quero mais ouvir esse nome. Amigo leitor, não é difícil de imaginar quando acordei com tal pesadelo bem fresco ainda a pesar-me na mente. O chato é que se parece com uma coisa tão real que é passível de nos acontecer.

Ao que chegámos! Por incrível que pareça, os “governos” democraticamente eleitos são os garantes da instabilidade política, económica e social. É que os ardilosos conseguiram o disfarce da frágil capa da democracia.
Sobretudo, seja um indivíduo culto, esforce-se, pois sem isso o futuro é-lhe muito incerto, leia o Jornal de Angola.
E os aventureiros das guerras vão deixando, vão semeando cadáveres pelos campos. É isto que agora se chama agricultura.
E a literatura do petróleo está bem servida, guarnecida pelos génios escritores, poetas e outros campos de prospecção petrolífera/literária, pois, sem petróleo jamais existiria tal imensidão de génios ligados às artes.
Há homens que fundam a democracia, outros afundam-na.
Não será nada mau se em Angola existirem dois ou três democratas.
Por mais que se tente evitar a escalada da desgraça angolana, Angola não é igual nem melhor que os outros países africanos mergulhados na debandada dos seus povos como errantes, como farrapos humanos.

Há mais de quarenta anos que o governo está em testes, e até agora não passou em nenhum, e parece que nunca vai passar, porque comete sempre os mesmos erros. Quem no erro reincide nada decide e sempre na mesma aposta apostar é delirar.

Não dá mesmo viver com um povo prisioneiro da feitiçaria. Não, não é possível.

Implementar a corrupção é a chave para a diversificação/desertificação da economia.

Aqui nunca há descanso porque todos os dias são o inferno.

Há constituições que são como uma casa muito bonita por dentro, mas por fora cai aos pedaços, vai desabando.

Aqui vive-se como se estivesse numa sessão de tortura numa prisão.

Uma coisa notável que tenho visto é a fuga generalizada do pessoal à responsabilidade. Assumem os compromissos mas muito raramente os cumprem. Sempre de cabeças no ar, os únicos compromissos que assumem são os da feitiçaria. Povo na feitiçaria é epidemia, é razia. Assim não dá para se safarem, e como já é demasiado tarde para o fazer, é óbito que vamos ter.

Seguindo o exemplo de África, Angola também aposta na produção da fome: Cerca de 38% das crianças angolanas apresentam malnutrição crónica.” Mas acredito que seja o dobro.

… coincidiu com a recepção de um email onde nos era apresentada publicidade de um casting, imaginem os nossos leitores, um casting para a escolha de candidatas e candidatos que participem na "1ª edição do concurso Miss e Mister Literatura Angola"... !!! Inqualificável? Absurdo? Inacreditável? Não. Entre nós, tudo é possível... Como escrevemos atrás, há fronteiras que têm de ser urgentemente delimitadas. Há urgência em pôr um travão em desmandos como o atrás contado. Angola não é esta gente nem pertence a estes espécimes, cuja actividade cerebral não é certamente igual à da esmagadora maioria da nossa população. (Editorial, In Novo Jornal 07/07/17)
Entretanto Angola, África, ardem. Por incrível que possa parecer a África só serve para saquear, não serve para mais nada, e as elites políticas são um desastre. Isto não é nada de novo, toda a gente sabe, mas nunca é demais lembrar, a desgraça anunciar.
Quando as igrejas se intrometem na política como entidades privilegiadas, e Angola tem muito disso como se fosse tradição. O país retrocede mostrando as nuvens brumosas do passado da corrupção inquisitorial.
E o mais preocupante que pode acontecer a um país, é as igrejas servindo-se do nome de Deus e de Jesus, manobrarem os políticos para conseguirem algo em troca. Isto é o que se pode chamar de divina corrupção. Pois, é a diversificação/desertificação da economia angolana. 
Oh! Oh! Oh! Como é assustador ver os jovens fugirem de África, mas é bom confessar que não fogem de África, fogem do inferno sem esperança sem liderança, fogem do continente do presente sem futuro, do agigantar dos problemas sem solução. Os tagarelas não resolvem, não decidem nada, incitam à desordem, criam a violência no enxame africano, como se fosse uma milenar maldição.
Então a África vive e vai vivendo de doações como se fosse lei aprovada por um parlamento. Ah! África sempre de celeiros vazios. E não se avista algo que ponha fim a isto. Portanto, em África nada melhora, tudo piora.
Esclarecimento: fome também é guerra, por isso não adianta falar que estamos em paz, que a guerra acabou, etc.
Quando se mistura política com comércio… estamos em Angola.
Mas cavam-se tantas sepulturas para quê?, para quem? Não se preocupem porque em breve verão satisfeitas as suas preocupações.
“Nos Camarões, damos alguns exemplos, e na Nigéria recordam certas mulheres que dirigiram migrações, fundaram e conquistaram reinos. Ainda permanecem na galeria dos heróis nacionais. No antigo Ruanda, a mãe do Mwami, a «Umu-Gabe-Kasi», era corresponsável no governo. São famosas as rainhas Jinga de Angola, Anima dos Haussas, Aura Pokú de Bule, Lovedu na África do Sul, a rainha viúva de Baganda e as celebradas amazonas do Benim, temíveis guerreiras que se lançaram em guerras de conquista e resistência, apesar de os monarcas do país costumarem exercer tiranias extremas. A «Mafo» dos Bamiliké era considerada mulher-chefe. Entre os Bemba, a «Caudamukulo», parente uterina mais velha do rei, gozava de grande poder político; fazia parte do conselho dos anciãos e regia numerosas aldeias. No reino Ngoyo, Cabinda, as princesas gozavam de estatuto especial. Eram livres na escolha do marido, que não podia recusar, pois passava à condição de semiescravo; saía sempre guardado à rua. Em Angola, como em outros países bantus, encontram-se mulheres-chefes. Assim as Sobasmmaholo e as Muangana luenas; também aparecem com frequência entre lundas e ksokwes. Os cuanhamas recordam as rainhas Nekoto e Hanyanha.” (Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas.)


terça-feira, 11 de julho de 2017

O ÚLTIMO COMBOIO DE LUANDA



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Finalmente, o abismo está concluído.
“A oposição cala-se. Não vai à rua. Não se mobiliza. Não protesta. Esconde-se... Reclama e reivindica, em “soft”, regra geral, no conforto das poltronas dos gabinetes com ares condicionados ou refastelados nos Lexus. Por todo este descaso, mais uma vez, desconsigo acreditar estar o país tão sem rumo, face aos bilionários e vergonhosos roubos financeiros, que poderá avocar a tese tão cândida no socialismo, face às dificuldades económicas e sociais, porque vive a maioria da população: “Estão criadas as condições objectivas para a revolução”. (William Tonet in Folha 8, edição 1324, 01/07/17)
Importante, fundamental, uma sociedade sem regras não sobrevive, comete suicídio, e esta é a tragédia de Angola que dá por concluído o seu abismo final. Pelo catastrófico avolumar para outra RDC vamos navegar. E por isso mesmo o abismo, o fim está próximo., a chamar.
Para onde vai este comboio sem democracia? Para a grande desgraça que se anuncia. Em Angola o comboio da democracia não para porque não tem estações, e não se sabe quando as terá. Talvez que a inspiração da RDC seja a solução, ou que o fim da democracia está próximo. E também se esqueceram que o comboio da democracia para circular necessita de carris, até disso se esqueceram porque as mentes estavam – estão – demasiado ocupadas no saque. O comboio sem democracia só transporta lagosta, a mandioca atira-a para os cães que a olham de lado rosnando de raiva, muito desconfiados pois até a mandioca desapareceu, já não é dos pobres, é também dos lagostas, não é comida de pobre, é comida de ricos. 
Não havendo oposição há corrupção. Na verdade tal oposição é o sustentáculo do comboio da corrupção.
Se um partido político resolve tudo pela violência, não dá para ver como ou qual será o futuro de Angola. Quando o poder é violento a violência o esmagará.
Aqui diz-se que se defende tudo, incluindo a liberdade, só não se vê quem defende a liberdade dessa liberdade.
O RETRATO DE LUANDA: E o muangolé continua notável na sua destruição. Por exemplo, consegue alugar o seu apartamento, a beneficiária costuma ser uma amante – são tantas – parte os mosaicos e os azulejos recentemente instalados pela anterior amante, para tirar o feitiço da outra, só pode – numa altura destas como conseguem tal fortuna para tão vultuosos gastos? – o apartamento do vizinho é destruído, tudo bonito por dentro e por fora a desabar. Assim continuando – claro que vão continuar pois se não sabem fazer mais nada – e devido à penúria financeira vigente prevê-se que os muangolé viverão como ratos, desculpe amigo leitor, as populações já não são pessoas, são ratos, piores que eles pois os roedores têm regras que respeitam, enquanto os roedores humanos não respeitam regras… nada nem ninguém. Por isso os ratos sobrevivem e os seres humanos não. No apartamento das obras, está por baixo outro que, como foi dito aos jovens que executam o trabalho de partir tudo e até erguer mais paredes, o que conforme lhes foi explicado não dá para suportar mais peso. O prédio já ronda os cinquenta anos, foi erguido até ao terceiro andar. Depois o proprietário decidiu fazer aqui morada. Ergueu mais dois andares, o quarto andar destinado a arrendamento e o quinto andar fez dele um escritório. Ambos têm como característica o não serem construídos em betão armado o que leva a que a qualquer momento desabem. A varanda das traseiras está com três fendas, uma delas a mais saliente, vai até ao meio da casa de banho. Na cozinha tem uma fenda de um metro de comprimento por cima da chaminé. Os tectos da cozinha e da casa de banho estão a desabar, já se vê o tijolo. A varanda que dá para a rua tem duas fendas, uma delas chega quase a meio da sala. Num dos extremos da varanda a parede está-se a desfazer, e no outro extremo um pilar tem uma fenda a toda a altura. Num quarto que dá para as traseiras tem uma fenda preocupante que chega a meio do tecto. Por baixo da viga tem também uma fenda que a acompanha a todo o comprimento, cerca de cinco metros. Mas os jovens não estão interessados nisso, o que querem é facturar conforme um deles anuiu de cabeça quando confrontado com a desgraça à espreita. Foi-lhes dito que mostrassem a licença da obra, disseram que está com o encarregado. Então que digam ao encarregado da obra que há que falar com ele para a responsabilização dos prejuízos que aí vem. Passam os dias e nada de encarregado. Devido à envergadura da obra facilmente se fica a saber que o apartamento foi vendido a uma senhora que trabalha num banco, conforme dito por vizinhos. Também se pediu a sua comparência mas não resultou. Há fuga intencional, só que a senhora e quem possa estar por trás dela ainda não sabem que irão residir como se estivessem num navio prestes a afundar-se. Ela quando disto tiver conhecimento decerto desmaiará ou terá um ataque cardíaco. Claro que está a fazer um muito mau negócio, a deitar dinheiro para o lixo. Contas feitas por alto a obra é capaz de estar nos cinquenta mil dólares. E de novo vem o assombro: as empresas estão com impressionante contenção nos gastos, e como este ano a coisa não melhora, mais despedimentos serão feitos. A crise é de tal monta que faz com que os investimentos fujam, e quando isto acontece há a inevitável fuga de divisas que aqui fica muito fácil de fazer devido à república da corrupção instalada. Claro que chovem perguntas: Como é possível tal esbanjamento? Tal dinheiro foi ganho honestamente? Como foi conseguido? Como é possível num ambiente de miséria e fome haver quem ostente riqueza tão agressivamente? Num ambiente quase de pleno desemprego há para quem o dinheiro caia do céu. Escravidão, desgraça, miséria e fome deveriam ser as palavras de ordem seguidas. Neste teatro de plena injustiça milhões de almas clamam por justiça, e quanto mais ela tardar mais os próximos dias serão de arrepiar. Como isto é incrível, ao nível que esta gente chegou, sem cérebro, onde construir é destruir. Há dez dias que não se consegue trabalhar porque a barulheira é por demais infernal. Isto passa-se na rua Rei Katyavala, no prédio 109, no quinto andar direito.
No noticiário da rua, um cidadão mal ou bem informado, disse que se a Unita ganhar as eleições, o Mpla vai retirar todo o dinheiro dos bancos – pessoalmente não sei que dinheiro porque isso é coisa que não há, como se diz na gíria, o dinheiro está muito difícil porque está a ser desviado para a campanha do Mpla – para que a Unita no poder encontre os bancos vazios.
Se os democratas de fingir continuarem na democracia de fingir, decerto que na hora da prestação de contas vão fugir, sem saberem onde cair não conseguirão se redimir.
Isso de falar e não fazer nada fica grotesco, é palhaçada. E palhaços não nos faltam, tudo isto se encaixa perfeitamente na tragédia final do palco infernal. Democracia sem democratas é isso o futuro que nos querem presentear, ludibriar, na miséria e na fome continuar.
Pelos vistos os muangolé ainda não conseguem conviver com o próximo, e se até hoje não o conseguem jamais o conseguirão. Isto faz parte da grande tragédia de África que se desintegra a olhos vistos, como se caminhasse para o fim da sua civilização.
X-FILES: “Noutros ordálios fica inocente quem consegue extrair uma agulha do fundo de uma panela de água a ferver. Outras vezes, submetem-se à «prova da agulha»: se não sai sangue depois de picar a língua, o lóbulo da orelha ou as pálpebras, fica provada a sua inocência. Também é inocente quem consegue pisar com lentidão, várias vezes, as brasas, sem queimar os pés. Mais perigosa, aterrorizante e frequente a prova do veneno, usada sobretudo para esclarecer a acusação de feitiçaria. Em muitas regiões de Angola denominam-se «mbambu». o adivinho conhece as propriedades altamente venenosas de certas plantas.” (Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas)
Majores pennas nido: asas maiores que o ninho. Expressão de Horácio (Epístolas, I, 20-21), que se aplica aos que, vivendo em condição medíocre, aspiram a altos destinos. Malesuada fames: a fome ruim conselheira. Virgílio (Eneida, VI, 276), enumerando os monstros que guardam a entrada dos Infernos, qualifica a fome de ruim conselheira, isto é, de inspiradora de crimes e de más acções. (Dicionário Lello)  


quarta-feira, 5 de julho de 2017

IRRESPONSÁVEIS +HIPÓCRITAS = OUTRA RDC



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Faz com que todos os dias não sejam iguais. Não te deixes ir nas ondas onde todos navegam. Nunca penses no dia de hoje, pensa sempre no dia de amanhã.
Aviso! Aqui não se criam empregos, só se aposta no desemprego em larga escala.
E que o dinheiro está difícil, mas para alguns está muito fácil. Porquê? Vê-se no esbanjamento.
Nelson Gonçalves Bastos: Normal. Também já passei por isso. Duas idas ao Lubango e devido ao mau tempo não conseguiam aterrar. Quando fui reclamar em Luanda o "chefe" estava com uma bebedeira que nem se segurava. Nem viagem, nem bagagem... Berrar até aparecer a polícia e resultado: a culpa foi minha. Falta de respeito. Raul Costa: Esse é o estado geral em Angola. Indiferença em vésperas de eleições. Cada um por si.
Se o partido no poder faz o que quer e bem lhe apetece, isso revela que a oposição é fraca. O que esperamos da oposição é uma atitude construtiva que mostre aos cidadãos que há genuína vontade em resolver problemas. Pois, pois, tudo se resolve com o voto em 23 de Agosto. Lamento que a oposição seja débil, senão vejamos o desempenho negativo do líder da Unita, Samakuva, em que, por exemplo, nos seus discursos sobre a fraude eleitoral prometeu uma chuva de manifestações, antes prometeu uma surpresa, ainda antes jurou que não aceitaria as empresas Indra e Sinfic, mas elas foram adiante. As repetitivas conferências de imprensa que por isso se tornam cansativas, porque sempre a ouvir a mesma coisa não dá, etc. Isso cheira a esturro porque quem promete agora e não cumpre o que diz fica tudo na mesma. E que se vencer as eleições promete que logo o povo angolano será feliz, quando isso é muito fácil de provar como uma grotesca mentira eleitoralista. Serão muitos anos de recuperação económica, e se os investidores internacionais fingirem que apoiam então será uma eternidade. Hoje de manhã fartei-me de rir quando ouvi na TPA do vizinho, como muangolé do exército de surdos e de sem noção de convivência, põe o som muito alto. Escutei então que no noticiário desfilava mais uma vez, e sempre, a propaganda do Mpla, ri-me muito, porque os partidos da oposição lamentam-se – lamentam tudo, apenas lamentam e isso não resolve nada - que os órgãos de informação do Mpla só fazem propaganda desse partido, mas até agora a oposição não conseguiu mudar o quadro e até ao final das eleições não o conseguirá. A Unita não é confiável. DA CASA, o que tenho notado são as intervenções, creio que sem interesse eleitoral, quero dizer, não convencem o eleitorado por não dizer nada de novo e também entrar na órbita do cansativo. Já lá vai um mês que não oiço estações de rádio nem vejo TVs e similares. Limito-me a ouvir os títulos dos noticiários do almoço e da noite. Definitivamente não ouso ouvir mais políticos da praça porque são confrangedores e um atentado ao meu e nosso intelecto. Claro que não estou só, comigo comungam muitas almas. Vamos para outra RDC? Parece-me que sim, oxalá que não.
"Para fortalecer os sistemas de saúde, garantir a segurança sanitária e proporcionar um melhor acesso aos serviços de saúde, os países devem esforçar-se por alcançar o mínimo de oito dólares por habitante recomendado pela OMS" (Rebecca Moeti da OMS In Novo Jornal 28/06/17)
E andam todos e todas no frenesim dos quimbandeiros para ficarem ricos e ricas. Ela queria ser rica e para o conseguir foi no quimbandeiro. Ele disse-lhe para arranjar um peixe grande e entregá-lo na mãe para o escamar. Ela entrega o peixe na mãe que se recusa a escamá-lo. Insiste mas a mãe continua a não aceitar. É então que surge o neto ainda criança e sussurra no ouvido da avó, “avó, eu ouvi a conversa da mãe com o quimbandeiro, não escames o peixe porque a mamã quer ser rica.” E a avó devolveu o peixe. Então a mãe escamou o peixe e depois morreu.
Esta ouvi numa rodada de cerveja que creio revela profundamente o busílis da sociedade angolana: “Se os políticos de uma maneira ou de outra são todos corruptos, então prefiro continuar com os habituais corruptos porque já sei como eles são, e por isso vou votar no Mpla.”
Mãe angolana abandona filhos na embaixada do Canadá em Luanda, na rua Rei Katyavala. As crianças que aparentam ter, uma, nove e outra cinco anos de idade foram abandonadas hoje 26/06/17 na embaixada. As crianças foram vistas a brincar em frente da embaixada. Uma funcionária foi-lhes comprar comida. O pai, canadiano, foi-se embora para o Canadá e também as abandonou. Entretanto, do Canadá, o pai mandou recado para a mãe a dizer-lhe que virá a Luanda para levar os filhos para o Canadá. É muito triste ser criança em Angola, não é?
Além disso temos buereré de políticos, os tais democratas/opositores, que muito falam, falam, mas não dizem nada. E quem perde tempo com eles é pior que eles. Esta gente durante dezenas de anos viveu na ilusão dentro de um castelo de nuvens. E demasiado tarde, já o rebanho no precipício, se apercebeu disso.
Jamais se esqueçam disto: tudo o que é repetitivo cansa. E sobretudo, mamos e manas, também jamais se esqueçam de como David venceu Golias.
Viver com primitivos é regressar para o tempo das cavernas.
Quanto mais tempo se perder com a falsa religião mais burros ficarão. Não, não estou a sonhar não, está tudo falido.
No início o amor é como um escritor que também no início escreve muitos livros, depois desse intenso fulgor desvanecem na procura mística de outras asas para outros ninhos.
Estes manos cada vez estão piores: então quem não fizer todos os meses recarga do pré-pago da energia eléctrica leva multa. Isto é Angola, é África cada vez melhor. E os cortes da energia eléctrica continuam como que obedecendo à estratégia das venda de geradores. A propósito, desde Janeiro até Junho de 2017 em cortes no fornecimento foi um ror de 517 horas.
Angola, o país onde as pessoas andam sempre com as calças nas mãos. Creio que é fácil de adivinhar, como Angola vai acabar, pois se anda tudo a roubar.
Não são só os cães, mas também: as cadelas ladram mas a caravana passa.
E já se destacam os sinais da nova vida, do tudo vai melhorar. A mana Santa, que é quinguila, como o negócio já há muito tempo não anda, está a vender cigarros e saquinhos de uísque. Mas não é só ela não, são muitas, muitos que brevemente farão com que a designação oficial de Angola mude de nome para: república do exército de famintos de Angola.
Ainda sobre o abandono das crianças de pai canadiano e mãe angolana: Hoje 28/06/17 a mãe voltou com os filhos na embaixada canadiana. Ela não vive, está numa Igreja com as crianças porque o pai não lhes deixou nada e a família não a quer, não lhe liga devido aos filhos serem mestiços, daquelas famílias racistas. Apesar de o Canadá ser um dos países mais avançados do mundo, o pai abandonou as crianças e não lhes manda nada, não quer saber. Entretanto os coitadinhos vestidos com roupas encardidas e muito magros o que indica estarem a passar mal, brincam indiferentes, sorridentes perante a maldade humana, neste caso canadiana. Mais tarde um carro da embaixada levou as crianças para, segundo dizem, falarem com o pai via Internet.
Noticiário da grande tragédia: Se não conseguem fazer nada, por exemplo, o alho já ronda os seis mil kwanzas o quilo, uma cebola duzentos kwanzas, é pá, entreguem isto aos brancos. Caramba! Porra!
“Um país que só olhava para o "ouro negro" esquecendo tudo o resto. Nunca quiseram saber de Pescas, Agricultura, principalmente a agricultura, Ensino, Saúde, Turismo...” (Comentário de Mário Metelo no Facebook)
Um homem na Argélia foi condenado a dois anos de prisão, depois de ter pendurado uma criança na janela de um prédio, só para conseguir "gostos" nas redes sociais. "1.000 gostos ou vou deixá-lo cair", foi assim a descrição que o homem usou na fotografia publicada no Facebook. (Sic Notícias)
O regresso do infernal tempo da escravatura, do tempo em que a fome mata: em Benguela, jovem empregado é morto à pancada pelo patrão por ter roubado um quilo de arroz.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

PROFISSÃO: TRAPACEIRO E DEMOCRATA/OPOSITOR






República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos


Parafraseando o jornalista Orlando Castro: a lagosta ilumina os cérebros dos que nasceram no mar de petróleo. E a mandioca apaga os cérebros do exército dos sem direito a salários do outro exército de famintos. Esta mandioca é a revolta que nos sufoca.
Entretanto aguardo pela chuva de manifestações da Unita.
Se anda tudo a roubar então onde vamos parar? Levados na corrente do esgoto para o mar. Ou como na RDC acabar e na Lunda-Norte refugiar.
Os trapaceiros instituíram a terra do mal e riem-se mostrando o poder do desdém depois do dinheiro ensacado dizem como que impolutos, eis o adeus a Angola. Mas continuam na soberba que a luta pela democracia e justiça continua, que está nas suas mãos, que só eles têm esse poder. Na verdade já não se sabe quem é democrata porque a democracia está tão prostituída que está difícil saber onde reside a virtude. Sim, manos e manas, a democracia está uma vulgar prostituta. Com tal exército de trapaceiros pode Angola sobreviver? É muito claro que não. Por exemplo, a RDC está aí a rebolar no chão à procura da democracia e não a encontra. Viver sob escolhos de trapaceiros é ficar presos em nevoeiros, prisioneiros de atoleiros. Os trapaceiros são mais que o povo e por isso ele não se pode libertar.
É a cultura do enriquecer a roubar há muitos anos entranhada. Os trapaceiros têm a função lembretes nos seus telemóveis, mas mesmo assim – já nasceram sacanas – argumentam muito convictos que se esqueceram, que já não se lembram, ou o mais normal, pura e simplesmente não ligam, porque a função principal do trapaceiro é a irresponsabilidade. 
A questão é que há saturação, tanto com o partido da situação como os da oposição.
Nesta terra do mal, dizem que na África negra é geral, enquanto o génio vive da mendicidade, os trapaceiros vivem da vigarice e da sua falsa e medíocre democracia, e num ápice se fazem muito ricos.
Primeiro é limpar o lixo humano porque sem isso nada há a fazer. Parece que não, mas há muito deste lixo para varrer, é às montanhas e até ultrapassa o outro lixo, aquele que sai das nossas casas.
Neste inferno onde as chamas não param de arder porque há muito combustível humano para as manter, e a manutenção do mal mantem-nas constantemente em ebulição, e os maldosos com isso se regozijam. Gozam a vida da cultura exclusivamente só deles. Ó pobres diabos que caminhais para o suplício, porque quem as chamas ateia também se incendeia e nelas acabará, se queimará.
Há aí muitos, muitos muangolés muito precavidos, porque muito inteligentes quando engravidam a primeira mulher, logo depois engravidam a segunda, e em seguida a terceira, e finalmente a quarta, quinta, sexta mulher e por aí fora. Isto é como uma fábrica onde se fabrica miséria. Mais filhos para andarem por aí nas ruas a pedir qualquer coisa para comer, mas como as coisas estão e com o advento da grande tragédia, não sei não. Ah, eles é que sabem.
Mas que diabo de empresas são essas onde o muangolé tem muitas mulheres e assim esvai os recursos financeiros e outros desvarios nelas. Assim, o muangolé não está a gerir empresas, está a gerir mulheres. A trama fica dramática quando o muangolé ao viver intensamente no esbanjamento obriga os trabalhadores a ficarem sem salários como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E a coisa complica-se muito mais quando se trata de democrata/opositor que lança toda a espécie de farpas ao poder vigente, “que o poder não paga aos trabalhadores mantendo-os no cativeiro da escravidão”, mas o democrata/opositor segue-lhe as pisadas e ainda dá risadas sarcásticas. Isto é a extrema podridão da grande tragédia desta nação.
E só se ouve falar de eleições e mais eleições enquanto o país se afoga na grande tragédia. Como se as eleições fossem a varinha mágica, o condão do tudo se resolve num ápice. Por favor não mintam às pessoas que após as eleições - a oposição vai vencê-las - e em seguida vem o paraíso, quando na verdade sair deste inferno demorará muitos anos, ou uma eternidade porque já sabemos muito bem como é que as coisas funcionam em África. Ainda mais com a certidão de óbito da comunidade internacional em apostar nas aventuras dos democratas/opositores.
Não havendo vocação empresarial, qualquer um alimentando-se do petróleo é genial, e insistindo nesse desaire deixa de haver tecido empresarial, fica como retalhos, resíduos nem sequer aproveitáveis, que nem dão para reciclar.
Mas que raio de eleições são estas se a fome grassa e dizima os eleitores. Então os democratas/opositores não fazem campanhas de recolha de alimentos para alimentar os eleitores de modos que eles vivam para poderem votar. É preciso ver que a população vive na condição de refugiada.
Os democratas/opositores vivem apenas para projecção pessoal, para darem nas vistas, tipo, eu sou o melhor desta bagunçada, os outros são lixo. Tais democratas/opositores não estão interessados no bem-estar das populações, o que eles querem é apanhar alguns espaços numa rádio e ditarem balelas de justiça, liberdade, democracia e outras coisas de bocós. Portanto, extremo cuidado com o democrata/opositor porque é como el-rei nosso senhor.
Uma das táticas do democrata/opositor onde é professo e confesso, consiste em atiçar a plateia para actos revolucionários e quando alguns ficam presos políticos, o democrata/opositor finge que os defende, esquece-os, abandona-os, engaveta-os no esquecimento, não levantando um dedo para os apoiar, muito menos para os libertar. Claro que também há o comité de especialidade do democrata/opositor.
E sobretudo não olvidem o que se passa na Lunda-Norte com a invasão da grande tragédia dos refugiados que na RDC já lhe chamam conflito tribal em larga escala, porque também para lá caminhamos para outra RDC. E o democrata/opositor nem a isso se refere, como se fosse coisa de somenos importância, está-lhe no sangue. O democrata/opositor preocupa-se em alcandorar-se no poder e outra ditadura fazer, acontecer. Apoiar outro Hitler, não!
Há também, como não podia deixar de ser, aqueles ou aquelas que estando fora de Angola, dão fortes sinais de oposição. Mas aqui chegados e poisados sobre os petrodólares, demitem-se das suas funções remetendo-se ao silêncio porque passam a militar no partido do paraíso do dinheiro e nele se fazem acérrimos militantes eternos… do dinheiro. Angola está no continente do garimpo e cada garimpeiro chama a si o seu dinheiro.
Noticiário da grande tragédia: “em Luanda "há empresas, sobretudo chinesas, que vão buscar adolescentes às províncias de Benguela, Cunene e Huíla", que depois acabam "quase aprisionados". "Aquilo é um trabalho de escravo", reforçou o responsável, com base num inquérito realizado pela CGSILA no ano passado. Segundo esse levantamento, as crianças são "acantonadas", sem condições de alojamento e com refeições "muito precárias", para além de terem de trabalhar como se fossem adultos. "Nós denunciamos isso, mas infelizmente as nossas autoridades não colocam um travão nisso", lamenta Francisco Jacinto. (Novo Jornal Online 16/06/17)
"Jovens angolanos tornaram-se vítimas de tráfico humano, com a maioria a ser explorada como vendedores ambulantes ilegais em grandes cidades [da Namíbia] como a capital Windhoek", escreve a publicação, acrescentando que muitos estão detidos, à espera da deportação. "Há denúncias da população de namibianos a traficar jovens angolanos para exploração em serviços domésticos, prostituição e outras actividades.” (Novo Jornal Online 19/06/17)
16/06/17, supermercado Nosso Super Express, na rua da Liga Africana, com as prateleiras vazias.
Segundo a Rádio Despertar, no hospital municipal do Cacuaco, arredores a Norte de Luanda, aos doentes e seus familiares pedem-lhes para trazerem velas e lanternas.



quarta-feira, 21 de junho de 2017

AINDA O RELÓGIO



Já não se sabe quem é quem
O relógio horas vai dando
Apenas horas para alguém
Dará horas até quando?

O relógio a tocar
A miséria a estalar
Farsantes da oposição
Outro fardo da escravidão

Pobres coitados
Sós e abandonados
Nas eleições esperançados
Outra vez na onda levados

O relógio dá a hora
Para os donos se irem embora
Os ponteiros em movimento
Da falsa democracia do tormento

O relógio opulento
Do condenar sem julgamento
Ó pobres coitados
De alguns opositores malvados

Bajuladores por todo o lado
Burlam-nos com o seu fado
Movem-se como centopeias
Nos castelos sem ameias

Alguns democratas estupores
Formam redes de malfeitores
Não parece, são muito perigosos
Como o vírus dos cães raivosos

Um grupo os cofres esvazia
Está-lhes de feição a maresia
Já um coro de vozes se levanta
A matilha do poder se espanta

Poder que nas armas confia
De tudo desconfia
Há que intensificar a repressão
Do poder não sairemos não

Que fazer?
Muitos copos beber
Para esquecer
Não tem que saber

Se vai para a escola com fome
O não aprender lhe consome
Na batalha do ensino perdida
É o alcoolismo da vida


sábado, 17 de junho de 2017

A CONTINUAÇÃO DA GRANDE TRAGÉDIA



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Pequena história de África: a África foi colonizada, libertou-se e foi outra vez colonizada. Depois libertou-se e outra vez foi colonizada. Voltou a libertar-se e o resto já se sabe.

Manifestação contra a corrupção? Jamais, não! A propósito, quando é que sai o imposto para pagar a corrupção?

Como costuma dizer o jornalista Orlando Castro: uma é a democracia da lagosta, a outra, a do povo, é a democracia da mandioca.

O que é que está errado aqui? Há quem continue a ir passar, apesar do tormento da miséria e da fome que nos consome, o fim-de-semana na ilha do Mussulo em casa alugada com piscina.

O que os nossos deuses ainda não sabem: “o que é necessário é um governo que governe, quadros que dirijam e trabalhadores que trabalhem.” (Assim falou, António de Sommer Champalimaud. 1918-2004)
Uma quitandeira falou assim em estilo enigmático que quando é a semana dos chineses elas ficam sem peixe. O que sugere que os chineses carregam o pescado para a China. Depois será também a vez do mar? Será que por tal andar ficaremos sem mar?
Amigo leitor, diga-me lá, ajude-me, creio que isto se parece mais com uma república dos arrotadores de postas de pescada, estou certo, não é?

A grande tragédia, sempre a grande tragédia: foi decretado que o vencimento mínimo nacional será de 16.000 kwanzas. Um salário para escravos, a reforçar que o colonialismo e a escravidão jamais daqui sairão. Quer dizer que os trabalhadores, isto é, os escravos onde trabalharem serão obrigados para sobreviverem a roubar e carregar qualquer coisa para comer porque os filhos famintos em casa os pais estão a esperar. Têm que roubar para os filhos conseguirem sustentar. Isto dá mesmo vontade de chorar. Quando e como é que esta desgraça vai acabar? Só o demónio o pode declarar.

Quando tudo está fora de lógica significa que pouco ou nada falta para a grande tragédia. Noticiário da grande tragédia: “Já há armas de fogo envolvidas na disputa político-partidária em Luanda… Perigoso! No último sábado, (10/06/17) na Maianga, jovens supostamente afectos à JMPLA, armados com armas de guerra, retiraram bandeiras que jovens da JURA estavam a colocar nas ruas daquela circunscrição administrativa... Segundo os referidos jovens afectos à JURA, os jovens que julgam pertencer à JMPLA faziam-se transportar numa viatura de caixa aberta, e traziam consigo armas de fogo e uma escada que utilizaram para retirar as bandeiras!” (Emanuel Malaquias In Facebook 13/06/17)

“Engendrando todo tipo de batota, como a de conferir, exclusivamente, ao MPLA, cerca de USD 5,00 (cinco dólares) por barril de petróleo exportado. CONFIRMADO é um roubo doloso, passível de procedimento criminal, por associação de quadrilha, cuja engenharia é a delapidação contínua de património comum...” (William Tonet In Folha 8 edição 1321 de 10/06/17)
“O exemplo mais acabado foi a arrogante e recente supressão dos canais e programas da estação televisiva portuguesa SIC da plataforma DSTV.”  “Neste país, a formação técnica e académica não são garantia de bom emprego ou de remuneração decente. Já ser sabujo ou adulador profissional é o segredo que abre as portas do sucesso e das fortunas.” (Correio Angolense)

“Sonangol "em suspenso" até eleições, perde "muitos milhões de dólares de grandes companhias petrolíferas internacionais" avisa o director do Programa África do Instituto Real de Assuntos Internacionais do Reino Unido, Alex Vines. "Não vou dizer quais são, mas eu sei que há muitos milhões de dólares de investimento de grandes companhias petrolíferas internacionais que estavam reservados para Angola e que agora vão para outro lado", disse o responsável, em entrevista à agência Lusa. Segundo o especialista, essa 'fuga milionária' deveu-se ao cancelamento da ronda de licitações para um novo bloco no mês passado, desfecho que, no seu entender, "mostra que a Sonangol percebeu que não consegue atrair as licitações de que precisa". (Novo Jornal Online)

Alarmante: São cinco quinguilas que habitualmente poisam aqui na banda, mas hoje não estava nenhuma. Decidido a desvendar o mistério do desaparecimento das quinguilas consegui saber perguntando aqui e ali, não foi difícil, obtive a informação que foram todas, cada uma para o seu óbito. Isto também é para anexar ao noticiário da grande tragédia, porque as pessoas estão a morrer de tal modo que chegado o dia 23 de Agosto para a votação eleitoral, quantos eleitores sobreviverão?’ Quantos eleitores votarão?

Agora já não é impossível viver, é impossível sobreviver. A Save the Children diz que Angola é o segundo pior país do mundo para ser criança.

Sempre existirão crédulos, sempre existirão igrejas e sacerdotes que deles se servirão, e os crédulos para tal exército trabalharão. E depois quando houver aglomerado de crentes, a peregrinação, edifica-se um santuário e nele se coloca uma estátua de um santo padroeiro. Depois vem a evangelização, a civilização.

Será que esta gente ainda não sabe que caminha para a grande tragédia?  

E com isso das taxas do lixo, na ENDE, a empresa que não consegue distribuir energia eléctrica, já há preocupações devido à queda brusca das receitas, podendo inclusive levar a ENDE a ter problemas de tesouraria, pois as taxas do lixo dão pouca margem para os pagamentos dos clientes, sejam recargas do pré-pago ou não. É mais o avolumar da grande tragédia sem fim. Já na ENDE se diz que os mentores da cobrança das taxas do lixo terão que procurar outra via para a sua cobrança.

Outra vez os desmaios nas escolas: Recomeçaram na escola António Jacinto em Luanda. Cerca de cinquenta adolescentes desmaiaram num corredor devido a um forte odor e foram socorridos no Hospital dos Cajueiros. Três ou quatro em estado crítico. Até hoje esse mistério continua. Qual é a origem dos desmaios? Até agora, apesar de muitas investigações com apoio de laboratórios internacionais não se conseguiu chegar a nenhuma conclusão. Extraterrestres em Angola?

Falar, falar, e nada mais acrescentar, é como os corvos a grasnar. Tudo é utilizado para nos ludibriar. E à revelia se promete defender a causa da democracia. E em romaria marcham os democratas para o túmulo da democracia.

Os cães ferozes que despedaçam crianças continuam impunemente a circular nas ruas com os seus donos. Quer dizer que os seus donos também são animais ferozes.

Sobre os assassinatos atribuídos ao SIC-Serviço de Investigação Criminal, e agora também sobre os seis cadáveres encontrados na pedreira do Cacuaco, arredores a norte de Luanda, a Polícia diz nada ter a ver com esses crimes e que está a investigá-los. Depois disto lembrei-me da outra grande tragédia de 1992, porque, creio, os sintomas parecem os mesmos.

Oh, como os porcos estão felizes, rebolam no chiqueiro da democracia. Mais um país que embarca no cortejo fúnebre da democracia do para onde vais Angola, para onde vais África. Com tanta gente que mente, para a democracia não vai certamente. Confrange ver estupores, impostores que só nos trazem dissabores. Eis a grande tragédia que edificaram, e a democracia tramaram. Ninguém apresenta soluções, só desilusões. Qualquer gato-pingado do poder ou da oposição, na rádio e na televisão apregoam a sua vaidade, a sua exibição, a sua ambiguidade. Falam, falam, e pronto, estão os problemas resolvidos. É vê-los nas vestes de grandes democratas salvadores da pátria, libertadores da opressão que fortemente fustiga a população. É falsidade, leviandade, porque logo saídos do palco regressam à sacanagem do chiqueiro dos porcos democratas. Esta é a vinha do chiqueiro democrático onde os porcos da democracia chafurdam. Democratas em tempo de eleições e de outras aparições. Então, para onde vais Angola? Para o banho no chiqueiro democrático. Até parece que se perdeu a noção do que é e para que serve um partido político da oposição.

Mais danação não! Vão-se catar!

 



segunda-feira, 12 de junho de 2017

“ NADA IMPORTANTE ACONTECEU HOJE.”




Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica. Ano em que a oposição, a UNITA, fez manifestação. Porque até hoje nunca se fez uma manifestação contra a corrupção?

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

O rei Jorge III foi rei de Inglaterra quando os EUA declararam a independência em 1776. Anotou no seu diário que em 4 de Julho de 1776. “ Nada importante aconteceu hoje.”
X-Files: Os membros da sociedade «Jindungo», Cabinda, foram, na sua origem, agentes secretos do rei do Congo. Recolhiam informações, denunciavam os abusos dos poderosos e faziam abortar qualquer intento de revolta. Cobravam também as dívidas, apresentando-se mascarados na casa do devedor. (Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas)
Desgraça, escravidão, miséria e fome, a ementa desta tragédia pronta a servir que nos consome.
Mais um sinal da tragédia: o bispo do Caxito, arredores a norte de Luanda, D. António Jaka, deu a entender na Rádio Ecclésia no dia 02/06/17, que a cidade de Caxito está abandonada pelo governo.
É uma grande tragédia porque só se fala e ninguém faz nada. Mas porque não se faz manifestação contra a grande tragédia? Como que vinda do nevoeiro cerrado a grande tragédia aproxima-se.
Quando os democratas de fingir forem obrigados a fugir, então Angola terá paz, democracia e desenvolvimento social.
“Cuidado com os lobos, vão-te devorar.”
28/05/17, um amigo convidou-me para beber uns finos numa esplanada algures no Miramar. Ao sairmos do carro somos abordados por duas crianças com cerca de oito anos. Não têm ar dessas crianças abandonadas na rua porque apesar de estarem de tronco nu, estão vestidas de calças e chinelos em boas condições. Portanto não estão mal vestidas e o cabelo está penteado, não apresentam ar de abandono. Uma delas fala que a mãe lhes mandou pedir esmola porque não tem dinheiro para lhes comprar comida. Noto que as crianças falam verdade. Queria dar-lhes algum dinheiro mas estava liso, já há sete anos que ando sempre nisso, sem lisura nem transparência. Peço socorro no meu amigo se tem alguma moeda de cem kwanzas mas ele disse-me que não. Entretanto as crianças seguem-nos convictas de que conseguirão alguma coisa para comer, mas um segurança impede-lhes a caminhada e as coitadas correm em debandada. Depois fiquei a refletir que esta cidade é como um mundo-cão, um campo de concentração.
Só loucos é que se deixam dominar por outros loucos ou loucas.
Quem não pensa no dia de amanhã está f.o.d.i.d.o.
Aconteceu no Zimbabué: um pastor arrastou os seus fiéis para verem-no a caminhar sobre as águas como Jesus. Para isso preparou-se durante uma semana onde orou intensamente dia e noite. Na margem do rio onde se preparava para caminhar, alguns crentes advertiram-no que o rio estava cheio de crocodilos. Mas insensível aos apelos dos crentes iniciou a sua caminhada. Logo foi engolido pela água, afogando-se. Três crocodilos atacam-no e pouco depois viam-se na superfície restos das suas roupas interiores e o resto da camisa.
Alguns têm dinheiro para comprar relógios de quinhentos mil dólares, outros, milhões, não têm dinheiro para comprar comida. Isto é, nem a fome se pode comprar. 
Se não parece é, refiro-me à espécie de extermínio que está em curso porque constantemente os vizinhos e outras pessoas falam-me que a irmã, a tia, o irmão e outros familiares faleceram. A última foi de uma amiga que disse que a sua irmã faleceu no Lubango por falta de uma transfusão de sangue. Não parece mas isto está mesmo um morticínio. A corrupção é a bandeira desta nação. A corrupção não manda, comanda.
O Robim dos Bosques continua a fazer muita falta porque um vizinho pagou dez mil kwanzas, agora é assim com todos viva a Idade Média, para pagar as taxas do lixo que sustentam a corrupção, de Janeiro a Abril de 2017, sob a ameaça de que se não pagar não aceitam o pagamento da recarga da energia elétrica. Angola atingiu o auge da tragédia porque sem energia eléctrica não se consegue trabalhar. O tecido empresarial está descosido, desemprego, não há dinheiro, há-o para alguns, a bancarrota é visível, o caos económico é um facto consumado. Miséria e fome são as palavras de ordem que perseguem o exército de famintos. Isto que está a ser feito é para provocar a instabilidade social, tumultos e os inimagináveis assaltos. Mas que grande tragédia.
A promiscuidade é impressionante, ainda se está muito além.
Empresários do petróleo que sem ele não são ninguém.
Divisa do muangolé: Não te preocupes com a vida, ela é que tem de se preocupar contigo. No dia em que alguém em Angola se preocupar com o intelecto das pessoas, os que trabalham e sabem trabalhar, Angola irá avançar. Até lá é esperar no recuar.
Por aqui continua tudo ao contrário: semear para depois colher, não, é colher para depois semear.
Dos erros do passado ressurge a violência no futuro.
O problema não é as eleições. O problema é o votar no partido político que cumpra o que promete.
O viver na actual conjuntura obriga-nos a muitas preocupações desnecessárias. E isso dá-nos cabo da vida. É uma espécie de terrorismo social.
Continuo sem entender porque é que as igrejas intervêm nas eleições. Creio que elas actuam como partidos políticos. Quer dizer que não há separação entre o estado e as igrejas? Como se todos comessem no mesmo prato. Também isto é tragédia.
E está perigoso ficar ou andar na rua porque há quem se acompanhe de cães grandes muito perigosos, e as crianças são sempre as vítimas preferenciais. Se o peso da lei, coitada ela está cada vez mais leve, não se faz sentir sobre tal gente é porque são membros do comité de especialidade dos cães perigosos.
Ao renegar o acorde de Paris sobre as alterações climáticas, Donald Trump não vai criar mais empregos, como o reabrir de minas de carvão, não, vai é encher os hospitais de doentes. Criar um mundo de moribundos em nome do dinheiro.
Pelo que se depreende das actuais reuniões com os chineses, pretende-se que eles entreguem dinheiro tipo de mão-beijada, façam tudo através das suas empresas e os muangolés, como sempre, não fazem nada? Isto cheira a grande tragédia não é?
Tudo se define assim: quem está no poder há mais de quarenta anos, tudo fará para dele não sair, e como é evidente muita violência vai vir. É a isto que se chama também de grande tragédia.
Pelo prato do dia que nos é assiduamente servido, fico com o pressentimento de que as eleições não se realizarão. Digo isto devido à confusão diária que se instalou na arena eleitoral. As dúvidas não param, acumulam-se, até agora nenhuma se solucionou. E isso é motivo bastante para o descrédito que se sente. É o retorno forçado às eleições de 2012? Se for, então teremos o principal capítulo da grande tragédia. Os partidos políticos da oposição apontam as fraudes, a UNITA já iniciou uma manifestação contra, diz que fará mais, inclusive uma chuva de manifestações, nas creio que isso ficará como a última reivindicação verificada com a nomeação da mana Isabel para o cargo da presidência da Sonangol. Tantas manifestações judiciais se fizeram e deu, como esperado, em nada. Os mentores, segundo parece indicar, espero estar errado, cansaram-se ou desistiram. Com as manifestações contra a fraude eleitoral acontecerá o mesmo, se tal acontecer isso é como evocar a grande tragédia.
Entretanto já há relatos que as FAA-Forças Armadas Angolanas travam combates com as milícias da RDC.


Imagem: autor desconhecido