terça-feira, 23 de janeiro de 2018

folha 8, mais do que um jornal

o exemplo da mediocridade humana


domingo, 7 de janeiro de 2018

COVA SEM FUNDO





Creio que nunca perdem o Norte, porque um charlatão nunca o perde. Pelo mergulhar do submarino Angola, não sei por quanto tempo conseguirá não vir à superfície. Enquanto for só conversa e não actos palpáveis, materiais que se vejam, ficamos na mesma. Entretanto há que barrar os caminhos aos charlatães, que tudo fazem para que fiquemos como antes.

Só a crítica pode cortar pela raiz o materialismo, o fatalismo, o ateísmo, a incredulidade dos espíritos fortes, o fanatismo e a superstição, que se podem tornar nocivos a todos e, por último, também o idealismo e o cepticismo, que são sobretudo perigosos para as escolas e dificilmente se propagam no público.
Se acontecesse um dia chegar o cristianismo a não ser mais digno de amor, então o pensamento dominante dos homens deveria tomar a forma de rejeição e de oposição contra ele; e o anticristo [...] inauguraria o seu regime, mesmo que breve (baseado presumivelmente sobre o medo e o egoísmo). Em seguida, porém, visto que o cristianismo, embora destinado a ser a religião universal, de facto não teria sido ajudado pelo destino a sê-lo, poderia verificar-se, sob o aspecto moral, o fim (perverso) de todas as coisas. (Immanuel Kant (1724-1804)

Carlos Lopes
Acho que tenho de ir a Lisboa ao Hotel Marriott de 4 ESTRELAS para receber os SEIS MESES EM DÍVIDA!!!!!!

folha8, o castelo vampiresco do jornalismo irresponsável.

Duas coisas: Creio que é muito preocupante o governo até agora não se pronunciar sobre a calamidade do veneno tala. Por exemplo, segundo noticiado na imprensa, só na província de Benguela a mortandade deste feitiço está a levar à falta de quadros.
Até agora não vi nada dos prometidos carros da fumigação, e já lá vão alguns meses. Entretanto os mosquitos picam felizes, infetam e matam, muito, mas muito. Será que exoneraram os carros? Ou melhor dito, para que o negócio da venda de antimaláricos se mantenha? Creio que não há dúvidas sobre isso.

Damia Gameiro, 21/12/17, 12.14h
Caros compatriotas, venho aqui partilhar com vocês a maravilha que tem sido a minha viagem para Benguela, caso alguém esteja para vir...
Bem, o caminho até Cabo Ledo, tranquilo... Depois de Cabo Ledo, alguns desvios, curtos, para picadas… nada de causar o pânico…
Continuando até ao Sumbe, alguns percalços mas ainda vai...
Depois do Sumbe meus amigos, é pôr em pratica as boas orações que aprendemos na igreja lol O CAOS!!! Picadas de 20km sempre a dar com a cabeça no tejadilho, um verdadeiro miminho... mas lá chegámos!!
E quando pensamos que vamos curtir uns dias sem muita preocupação, não há combustível no país!!!
Ficámos presos em Benguela porque não há gasóleo em lado nenhummmm....
Fora isso, o tempo está agradável. Bastante calor e ventinho.
Azar não custa!!!
BOAS FESTAS A TODOS.
P.S.: Se vierem de Luanda para Benguela, tragam combustível! Beijocas.

Pobreza extrema cresce em Angola: Mais de 8 milhões de angolanos vivem com menos de 1,25 USD por dia
Trinta por cento da população angolana vive em situação de extrema pobreza, ou seja, com menos de 1,25 dólares por dia, problema que tem vindo a aumentar no país, indica o World Poverty Clock, ferramenta online que mede, em tempo real, o peso da pobreza nos diferentes países do mundo. (Novo Jornal 25/12/17)
A implementação do cronograma de estabilização macroeconómica vai exigir o aumento do preço dos combustíveis, das taxas de água e luz, de alguns impostos como o IRT e a maior cobrança do Imposto Predial Urbano, diz o documento divulgado nesta quarta-feira. (Expansão, 05/01/18)
Bancos africanos com perspectiva de evolução negativa
A agência de notação financeira Moody’s considera que a Perspectiva de Evolução dos ‘ratings’ dos bancos africanos vai manter-se negativa em 2018, salientando a exposição às finanças públicas e o abrandamento económico como as principais dificuldades. A análise foi feita a 41 bancos em 11 países africanos, dos quais apenas o Banco Angolano de Investimentos foi contemplado entre os bancos nacionais. A Moody’s afirma que os seis itens de avaliação (Ambiente Operacional, Risco dos Ativos, Capital, Lucros, Financiamento e Liquidez, e Apoio Governamental) estão todos a deteriorar-se em Angola, sendo aliás o único país africano onde isto acontece. “Os bancos angolanos vão continuar a enfrentar fraca qualidade do crédito, bem como riscos de gestão e desafios de cumprimento das regras”, refere a agência. (EXPANSÃO 15/12/17)

Locke dizia que todos os homens, ao nascer, tinham direitos naturais - direito à vida, à liberdade e à propriedade. Para garantir esses direitos naturais, os homens haviam criado governos. Se esses governos, contudo, não respeitassem a vida, a liberdade e a propriedade, o povo tinha o direito de se revoltar contra eles. A falha do Estado de Natureza leva à tal invasão da propriedade e, devido a tal, cria-se um contrato social para que haja transição do Estado de Natureza à Sociedade Política. As pessoas podiam contestar um governo injusto e não eram obrigadas a aceitar suas decisões. Locke ainda diz que se o governo viola ou deixa de garantir o direito dos indivíduos à propriedade o povo tem o direito à resistência ao governo tirano. O que define a tirania é o exercício do poder para além do direito, visando o interesse e não o bem público ou comum. (Vikipédia. John Locke, 1632-1704)

Há mais de duas semanas que o gerador do banco da morte, banco millennium, na rua rei Katyavala não pára de lançar fumo mortal sobre os moradores. SALVEM AO MENOS AS CRIANÇAS! Roubaram o terreno, têm ordem para matar. A impunidade é lei. O crime compensa. Enquanto existirem tais quadrilhas que destroem a economia… é tudo para destruir. Isto é uma delinquência de incrível impunidade. Isto é deles e por isso matam, matar para facturar.

De um “maluco” na rua: O nosso galo já não voa! O nosso galo já não voa!

01/01/18, 10 horas e quarenta minutos. Apenas se ouve o canto de algumas aves. Como que por magia a cidade ficou encantada, nem carros nas ruas, nem pessoas, todos os sons habituais despareceram, excepto, repito, os das aves. Desejei que todos os dias fossem assim.
Mas nas traseiras de três prédios está o gerador do banco millennium, já há quase duas semanas a lançar fumo mortal. Esta cidade ainda tem muitas quadrilhas perigosas que facilmente se pode ver que neste ano, 2018, os deserdados promovidos a bandidos incrementarão assaltos mortais. Pois, vida de campo de concentração é assim, morrer como cães abandonados pelos seus donos.

Segundo informação da vizinhança, a escola primária da Liga, na rua da Liga Africana, encerrou para dar lugar a negociata. O Ministério da Educação sabe disto?
Para a macabra estratégia isto generaliza-se como um vírus trojano. Os gestores do crime não pagam aos trabalhadores, obrigando-os a abandonarem os locais de trabalho. Depois, os vampirescos donos da gestão contratam outros, e assim o ciclo repete-se infindável. E como a lei finge que funciona, eles viajam para Portugal dizendo aos trabalhadores que isto está duro. Mas lá chegados esbanjam dinheiro… roubado aos trabalhadores. Há vários anos que isto já dura. Porque é que a lei não lhes cai em cima? Porque, só pode, há conivência, há benesses. Estão à espera que isto rebente? Então que rebente de uma vez por todas.
Na rua trocam os kwanzas dos salários dos trabalhadores por dólares, marcham para Portugal abandonando-os à fome e mais as suas famílias – não é muito difícil de imaginar os filhos a pedirem pão para comerem, e a mãe e o pai a dizerem-lhes que não têm dinheiro para o comprar - e quando chegam aqui há que pavonear numa rádio. Um desses pavões infelizmente muito conhecido, desfralda as suas falsas penas numa rádio que lhe dá guarida, e com isso essa rádio desacredita-se, pois apoiar a charlatanice e a vigarice de um falso proclamador da revolução, da justiça, da liberdade, da democracia e de outros desaforos psicopáticos é destruir todos os valores positivos que regem uma sã sociedade. Vão na conversa dele(s) vão, acabarão noutro campo de concentração, muito, muito pior que o da anterior gestação.
E o mais horripilante é que os FDP não dão nenhuma satisfação, explicação aos trabalhadores. Pudera, isto ainda é uma república de escravos. Os sindicalistas são uns pobres coitados, se é que existem, salvo uma ou outra rara excepção. A LGT-Lei Geral do Trabalho, está apodada de LGTE-Lei Geral do Trabalho Escravo.
A minha divisa é: primeiro os trabalhadores, sempre os trabalhadores.

Há 14 dias que o terrorista banco millennium, na rua rei Katyavala, lança fumo do seu gerador. Para estes criminosos matar é vulgar. Não há ninguém que os possa combater, pois isto é deles, estão no lugar ideal, estão no inferno.
Entretanto, ontem, 04/01/18, pelas 20.30 horas, uma vizinha chegou fugida do largo do Zé Pirão, a dizer para quem estava na rua que fugisse para casa, pois estava uma quadrilha de jovens a assaltar armados com paus, e que a Polícia já lá estava a tomar conta da situação.

Para que serve um banco se quando lá vamos para levantar dinheiro, não o tem ou está sem sistema? Serve para as moscas.
Gatos-pingados, de mal formados doutorados. Angola ainda está fortemente dominada por fortes feudos criminosos, que actuam, assaltam-nos em todos os domínios. E a cada dia a situação agrava-se, complica-se. Angola ainda é o lugar ideal para a prática criminosa. Angola, ainda é a capital do crime compensa. E com gangues formadas os ajustes de contas estão frequentes. A conjugação do verbo roubar está omnipresente. Quem conseguirá fugir, escapar à onda de assaltos que já é o terror quotidiano? Quem? A miséria está, ainda mais vai ficar intransponível, e não há nada que a justifique, mas quadrilhas financeiras sabem-no justificar. Angola, como uma forte explosão voa em pedaços.
Uma sociedade engolida pelo roubo, pelo crime, uma sociedade de actividade criminosa.
Sem formação faz-se o ladrão.

Banco millennium na rua rei Katyavala, um banco inútil.
Dizem que a Ende cortou a energia elétrica a este banco por falta de pagamento, e que é por isso que estão há 15 dias a trabalhar com o gerador. Este banco está sob gestão da tuji de uma jovem da geração do tempo da destruição ainda em vigor, porque como é possível manter um gasto exorbitante de combustível, manter tão elevado esbanjamento de dinheiro? Não admira que este banco dê prejuízo. Por isto é muito fácil provar que é incompetente e pouco ou nada entende de gestão. Então, como foi lá parar? É muito fácil de adivinhar. É a promoção do que resta da incompetência e analfabetismo marxista-leninista. Porque tem que se manter a incompetência permanente, deprimente. Porque não a demitem? Porquê? Que lado obscuro se pretende esconder?

A gestão muito danosa do banco millennium
Recorde-se que um dos investimentos da petrolífera nacional no sector da banca com maior potencial de perda é o BCP, em Portugal, o maior banco privado daquele país, onde, no ano de 2016, estava a perder mais de 350 milhões de euros tendo em consideração o valor do banco em bolsa e o valor pelo qual foram adquiridas as acções inicialmente, as primeiras já em 2007. (Novo Jornal Online 06/01/18)

Imagem: Sérgio Piçarra. Novo Jornal Online.









quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Três consequências da desvalorização da moeda que muitos economistas se recusam a aceitar





(Resenha)

1. Aumento dos preços
Essa é a consequência mais imediata e mais visível.
Uma moeda fraca, longe de afetar exclusivamente os preços dos importados, afeta também todos os preços internos, inclusive dos bens produzidos nacionalmente. Isso é óbvio: se a moeda está enfraquecendo, isso significa, por definição, que passa a ser necessário ter uma maior quantidade de moeda para adquirir o mesmo bem.

Mises.org.br.

Essa é a definição precípua de moeda fraca: é necessária uma maior quantidade de moeda para se adquirir o mesmo bem que antes podia ser adquirido com uma menor quantidade de moeda.
Não tem escapatória: moeda fraca, carestia alta. Sem exceção.
Não são apenas os preços dos produtos importados e das viagens internacionais que ficam mais caros. Bens produzidos nacionalmente também encarecem, pois as indústrias produtoras certamente utilizam insumos importados ou, no mínimo, peças importadas.
Já em países ainda em desenvolvimento, dotados de governos bagunçados e políticos insensatos, o câmbio não flutua; ele afunda. E junto com ele vai o padrão de vida da população.
Não tem escapatória: moeda fraca, carestia alta. Sem exceção.
Uma simples firma que utiliza computadores e precisa continuamente de comprar peças de reposição vivenciará um grande aumento de custos.
Pior ainda: os preços dos alimentos são diretamente afetados pela desvalorização da moeda.
2. Desestímulo aos investimentos
Além de ser o meio de troca, a moeda é a unidade de conta que permite o cálculo de custos de todos os empreendimentos e investimentos. Se essa unidade de conta é instável — isto é, se seu poder de compra cai contínua e rapidamente, principalmente em termos das outras moedas estrangeiras —, não há incentivos para se fazer investimentos.
Quando investidores investem — principalmente os estrangeiros —, eles estão, na prática, comprando um fluxo de renda futura. Para que investidores (nacionais ou estrangeiros) invistam capital em atividades produtivas, eles têm de ter um mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno que valha alguma coisa.
Mas se a unidade de conta é diariamente distorcida e desvalorizada, se sua definição é flutuante, há apenas caos e incerteza. Se um investidor não faz a menor ideia de qual será a definição da unidade de conta no futuro (sabendo apenas que seu poder de compra certamente será bem menor), o mínimo que ele irá exigir serão retornos altos em um curto espaço de tempo.
3. Desindustrialização
O primeiro grande problema é que, no mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores. Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo. Uma mineradora e uma siderúrgica têm de utilizar maquinário de ponta para fazer seus serviços. E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. O mesmo vale para a indústria automotiva, que adicionalmente será prejudicada pela redução da oferta de aço no mercado interno (dado que agora mais aço está sendo exportado).
Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.
E o motivo é óbvio: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra. Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão. E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui.
A desvalorização cambial faz com que haja um aumento generalizado dos preços. Consequentemente, a renda real das pessoas diminui. Com a renda em queda, as pessoas consomem menos. Consequentemente, as vendas do comércio diminuem e os estoques se acumulam.
Ato contínuo, a primeira medida dos comerciantes será a de diminuir a encomenda de novos estoques. Se há geladeiras, fogões, televisões e móveis se acumulando nos armazéns das lojas, então a encomenda de novos estoques será suspensa.
Logo, os fornecedores — o setor atacadista — reduzirão suas encomendas para as indústrias. E as indústrias, por sua vez, reduzirão sua produção.

Yonatan Mozzini 27/08/2015 19:36
Uma pequena aula de lógica para keynesianos e desenvolvimentistas, que sofrem de baixa acuidade intelectual, com sete passos claros para eles não se perderem: 1. Desvalorizar é o mesmo que depreciar; 2. Depreciar é o mesmo que perder valor econômico; 3. Perder valor econômico é o mesmo que perder poder de compra; 4. Perder poder de compra é o mesmo que adquirir menos insumos; 5. Adquirir menos insumos é o mesmo que gerar menos produção; 6. Gerar menos produção é o mesmo que permitir menor consumo; 7. Permitir menor consumo é o mesmo que diminuir o padrão de vida. Agora é só colocar "moeda" nessa linha raciocínio e se obterá a resposta sobre a valorização ou desvalorização da moeda ser boa ou ruim para a economia.
Leandro 28/08/2015 12:23
Bons pontos, Pedro. De fato, a desvalorização é uma política por meio da qual a população do país, ao perder seu poder de compra, subsidia os ricos importadores estrangeiros. É incompreensível que a esquerda defenda essa redistribuição de renda às avessas: dos pobres dos países pobres para os ricos dos países ricos.
"Imprensa foi feita pra não informar"; "Na guerra quem vence é a mentira".

Imagem: Sérgio Piçarra. Semanário EXPANSÂO.


domingo, 31 de dezembro de 2017

Ficam os pérfidos de coração à espera da exoneração



As almas caridosas lá vão
De tanto sofrimento em vão
Ficam os pérfidos de coração
À espera da exoneração

Para me libertar
Tenho que acordar
Não me deixam despertar
Os sonhos realizar

Meio século resistiu
O trono dos intocáveis ruiu
O vigilante da história decidiu
O palácio dos dólares extinguiu

O amor está na miséria
Já não é coisa séria
Antes era abundante
Agora vende-se num instante

O dia e a sua aurora
Estão lá fora
Já vão embora
Não perdem pela demora

O sol está a levantar
Crianças famintas a acordar
Não têm onde encontrar
A fome tem que enfrentar

Muitas dívidas a nos assombrar
Amarram a nossa mente
Sem forças para lutar
Dizem que não somos gente

Que ainda é propriedade pessoal
Um grande vasto quintal
Que de tão desigual
Ergue-se vasto curral

O tempo vai passando
Nós de plantão esperando
A crise económica agravando
O dia de amanhã adiando

Tempos novos a anunciar
Que tudo vai mudar
Ordenam-nos para confiar
Que a miséria vai acabar

Antes que enlouqueça
O ministro aperta a cabeça
Antes que tudo escureça
E ninguém lhe obedeça

Imagem: Sérgio Piçarra, Novo Jornal








quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O AMOR FOI EXONERADO





Deste deserto o amor fugiu
Nunca mais se viu
Por anos e anos a fio
Ninguém a sua falta sentiu

Foi-se a noção de amar
Que isso é pecar
Do amor se estão a afastar
Nisso não querem pensar

Que fazer do amor anormal
Desumano bestial
O que era natural
É tido como grande mal

Amar esta sociedade corrupta
Arrastados pela cadavérica luta
Da vil gente poderosa dissoluta
De opositores de falsa conduta

Estava eu a sonhar
Muito, muito além-mar
A pérfida beleza contemplar
Frio desejo de não te amar

País de cadáveres vamos ter
De moribundos a beber
Se Deus mandou sofrer
Então não dá para esconder

E navegando culturalmente
Este meio é muito deprimente
Castelã principesca indecente
Do monopólio poluente

Surgiu grande ventania
Na política nova melodia
Tempos novos novo dia
Nada se fala da economia

E do passado há lembranças
Das boas e más andanças
E o tempo vai passando
E os projectos adiando

Ficar estátua não há evoluir
Não se vê o que vai surgir
Faz sono, dormir
De olhar fixo sem porvir

Viva a corrupção
Quem não paga salários têm sempre razão
Não se pode denunciar senão
Vamos todos para a prisão















segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

TÚMULOS




Beethoven (1770-1827) e a surdez aos vinte e seis anos: “Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!”

O banco da morte
Há três dias que o gerador do banco millennium-atlântico, na rua rei Katyavala não pára de despejar fumo da morte. Esta Luanda é um campo da morte. O banco da morte não pára, há energia elétrica normal, eles fazem isto apenas por prazer sádico e psicopático, que é o que aqui mais abunda. Como vulgar quadrilha de criminosos assim facturam não importando quem se mata. Em Luanda o crime compensa. Como é possível um banco matar pessoas com fumo de gerador? É, em Luanda tudo é possível, porque as corjas de facínoras agem impunemente.

Os sovietes ainda não foram desmantelados, continuam horrendamente descomandados.
Outra vez o banco millennium-atlântico, na rua rei katyavala, está há dois dias com o gerador ligado, apesar de não haver problemas com a energia eléctrica, está devidamente estabilizada. O fumo obriga ao fecho de portas e janelas para as pessoas não morrerem. Há anos que isso se mantém, porque isto é deles, dos sovietes. Luanda é deles. Roubaram o terreno nas traseiras do prédio, junto à Pomobel. Muitas vezes já lhes chamaram a atenção, mas os FDP sorriem como resposta. Eles matam-nos como se fossem assassinos profissionais. É a terra dos criminosos e de alguns democratas/opositores.
Mais atrás, cerca de vinte metros, está a discoteca do general Ledi, que há quinze dias, tinha cessado a sua actividade por causa das reclamações, ressuscitou como um vampiro, a partir das vinte horas jorra torrentes de ruídos. Os outros que se lixem, são merda.
Também aos fins-de-semana na Liga Africana sai barulho tão intenso, de loucas colunas sonoras de loucos sem cabeça, confesso que por este andar não demorará muito tempo que perguntarei: quem nesta república soviética a tem?, que até faz ricochetes nas paredes de outros prédios,  a mais de cem metros. Tudo na impunidade dos sovietes.
Outro costume de vez em quando, duas ou três vezes por semana, é sentir o cheiro de lixo queimado pelas vinte e três horas que vem da Liga Africana, ou presume-se, do minimercado Jofrabo, poderosamente tóxico, pois sente-se o cheiro de plásticos queimados, etc.
Outra calamidade é o frequente escutar, já é moda, “agarra o gatuno!” seguida de louca correria e de vozes, “já devia estar matado!”
Outro mal vampiresco é o não pagamento dos salários por parte de patrões criminosos que fogem para o estrangeiro e lá ficam em grande fausto a gozarem o dinheiro dos trabalhadores legalmente roubado.
Por quanto mais tempo esta trampa permanecerá? Isto está a melhorar ou a piorar? Os sovietes continuam intocáveis, como nunca irresponsáveis. Como isto terminará? Ainda não se sabe, ou melhor, sabe-se muito bem, demasiado bem.

Os angolanos estão reduzidos, dir-se-ia dentro de uma aberrante legalidade, à condição de escravos porque os seus patrões abandonam-nos e vão para o estrangeiro opíparos com o dinheiro dos trabalhadores escravos. Subsídio de Natal e subsídio de férias não pagam e até o mês de dezembro também não estão a pagar como é por exemplo o caso na empresa STI.
Abandonados à fome a coisa ganha contornos dignos de campo de concentração, como é o caso noticiado na Rádio Despertar, onde os trabalhadores revoltados mataram o patrão chinês porque teimava em não lhes pagar. Um caso dramático que pode a qualquer momento transformar-se em forte tempestade, como mais uma revolta dos escravos.

Folha 8, o comboio do nazismo que estridentemente apita em Angola.

Aberrações de Luanda
william tonet deve-me cinco anos de subsídio de Natal, dois anos de serviço no blogue do folha 8. Serviços de informática do meu filho que quando ia para lhe pagar, disse-lhe que foi assaltado e roubaram-lhe o dinheiro… até hoje. Entretanto a Rádio Despertar dá-lhe guarida como um grande defensor da democracia e da justiça. Aberração que conduz Angola e os angolanos para a macabra democracia.

Muito brevíssima história de Angola:
Adoeceu
Faleceu

Enquanto a dupla democrata/demonista do folha8, william tonet/orlando castro, não pagarem o que me devem e ao meu filho, NÃO ME CALO!

folha 8, a dívida a não honrar, e a dizer-me que o Sinfo é que tem de pagar.
Já estive várias vezes para abandonar o Facebook, ainda não o fiz devido a duas ou três pessoas que me  incentivam para ficar.
E não vejo aqui os grandes democratas da nossa praça virem em meu socorro, não vale a pena citar-lhes os nomes, pois todos sabemos quem são, e não me socorrem porquê? Guardam silêncio porquê? Porque são amigos e defendem-se entre si. Isto está a ficar muito ridículo, muito, muito ridículo. É caso para dizer que em Angola as pessoas não mudam.

Será que ouvi bem na Rádio Ecclésia? O economista, José Severino, disse que em Angola não há divisas porque estão a fazer lavagem com o dinheiro do petróleo. É pá! Isto é gravíssimo, é crime de lesa-pátria.

Isto é Angola, o país do faz de conta.
O chefe da empresa STI foi passar o Natal e ano novo em Portugal, abandonando os trabalhadores à fome. Ainda não receberam o mês de Novembro, não vão receber o mês de Dezembro, os subsídios de férias há anos que não são pagos e o subsídio de Natal também. Quantos mais trabalhadores de outras empresas estão na mesma situação? Não há por aí nenhum deputado que trabalhe e investigue isto, até porque tiveram aumentos salariais e os trabalhadores nem a salários têm direito, pois é um luxo apenas para deputados. PQP!
A Lei não lhes cai em cima porquê? Quem os protege? Quem?! Adivinham-se dias muito maravilhosos em Luanda, pois do resto de Angola nem vale a pena falar. Malanje já vai em seis dias que está sem combustível, está tudo parado. Quem é que disse que saqueadores de empresas estão aptos para as dirigir? Se os psicopatas e irresponsáveis não forem já sacudidos, quem segurará os trabalhadores revoltados? Quem?! Meus caros irresponsáveis, os trabalhadores vão começar, ou já começaram, a roubar equipamentos do local de trabalho para venderem, para sobreviverem à fome que barbaramente lhes é imposta.
O mais espantoso é que andam por aí armados em grandes revolucionários e grandes justiceiros que defendem as causas do povo oprimido… como um tal william tonet. PQP!
Isto é Angola, o país do faz de conta.

folha 8, mais do que um jornal, uma feroz ditadura.

Creio que a situação está extremamente confusa, na minha opinião, muito grave, um exemplo: Samakuva disse que ganhou as eleições, e que não aceitaria a provada fraude eleitoral, agora diz que as perdeu, e que o Mpla as ganhou. Considero isto altamente preocupante e muito desestabilizador da situação política e social de Angola.

Muitas pessoas que ainda são adeptas destas teses marxistas-leninistas, (orientações das políticas públicas) à boa maneira soviética, continuam no MPLA, embora se manifestem menos e procurem camuflar estas suas preferências ideológicas e que só prejudicaram o País durante muitos anos. Estará João Lourenço capaz de inverter esta situação? (Alves da Rocha, no Expansão, 08/12/17)

folha 8, o jornal que não tem nada para ler.

Tomem a devida nota: são casos como este, do banco millennium-atlântico, que inspira, dão força, originam o terrorismo, que neste e na multidão de outros casos torna-se a única arma de defesa dos escravos encurralados na morte do vil capitalismo selvagem. É isso, contra a selvajaria do capitalismo, a defesa do terrorismo. E assim o exército de terroristas aumenta até se tornar impossível de conter. Veja-se o que se passa na Europa. Não, nada disso, não estou a defender o terrorismo, mas apenas a contribuir para esclarecer qual é a sua origem… de milhões de condenados à morte pelo capitalismo selvagem, do cataclismo que mata, cuja principal ocupação é facturar sob um imenso rasto de cadáveres.
Multidões de seres humanos abandonados à morte que utilizam o que resta das suas vidas para a destruição massiva, estilo, se vou morrer, levarei muitos comigo.
É como uma espécie do efeito borboleta.



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

SOMBRAS DO PASSADO PRESENTE





Mais de quarenta anos passados
De destinos frustrados
Vilmente enganados
Nos escombros soterrados

Nas sombras do passado
Do tempo resignado
Do país adulterado
No país aprisionado

De modas estrangeiras nunca esgotado
Às ditaduras sentenciado
Aos falsos democratas amordaçado
Numa praça de armas sitiado

Na lei marcial enclausurado
Sem medicamentos hospitalizado
Do democrata/opositor estouvado
De pobres revolucionários, alucinado

Alguns jovens patetas revolucionários
De ideologias falsamente estudadas
Na revolução excedentários
Como dejectos humanos às manadas

Impor a manifestação
Para protestar
Sem nada para solucionar
Não dá para acreditar

Onde nada se simplifica
Tudo se complica
Deixa de ser república
E fica coisa selvática

Mergulha-se no anedotismo
E dele não se sai
E em tal anacronismo
Angola e a classe política se esvai

Os falsos democratas espreitam
Nisso se deleitam
Os trabalhadores com fome se deitam
Os patrões do seu sangue se alimentam

Emboscados estão os traidores
Tiranos e outros opressores
E muitos falsos opositores
Com planos muito aterradores

















A PRISIONEIRA DO CASTELO E O CAVALEIRO DO LUAR




Ó cavaleiro da minha aurora
Não me deixes aqui abandonada
Leva-me daqui embora
Porque eu sou a tua amada

Neste castelo foi-se o luar
Há muito que o quero abandonar
Estão-me a amordaçar
Cavaleiro do luar

Neste castelo, nas suas ameias
Vive a paredes-meias
Um terror que governa
Numa caverna

Vem meu doce cavaleiro
De corpo inteiro
Quero saborear-te primeiro
Como nas colinas do outeiro

Só vejo sombras ao meu redor
Basta, isto está cada vez pior
Não há quem saiba fazer melhor
Basta olhar ao redor

Meu cavaleiro do luar
Vem-me salvar
Esgotei o chorar
E as forças para caminhar

A ponte levadiça está sempre fechada
E eu no castelo sempre encerrada
Como se estivesse emparedada
Já não sou mais a tua amada

Cospem fogo os dragões
Incendeiam os portões
Vampiros são aos montões
Sangue aos borbotões

Está noite com luar
Meu cavaleiro faz-te anunciar
Leva-me ao altar
O ditador vai-me raptar

Faz a tua montada esporear
Acossa-a, fá-la voar
Não te podes mais demorar
Os monstros estão-me a arrastar

Eu sou o teu cavaleiro
Chego sempre primeiro
Desembainho a minha espada
E acabo com esta bagunçada



















segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A CASA AMARELA



Angola não tem gestores
Angola tem saqueadores
Que não pagam aos trabalhadores
Vão para Portugal com os seus amores.

folha 8 mais que um jornal, a liberdade de fazer muito mal.
Quem nasce parvo e burro disto nunca passará, inteligência nunca conseguirá, é por isso que Angola está como está.
"Pintores de verdade não pintam as coisas como elas são... Eles pintam como sentem que são". (Van-Gogh, 1853-1890)
O demónio/patrão que deixa os seus trabalhadores no Natal sem salários e subsídios e vai para Portugal no gozo da abastança, merece a pena capital. Enquanto isto permanecer, é que está demasiado vigente, como que se de um decreto-lei se tratasse, não sei, tudo é possível, não há ninguém que suporte descomunal pressão permanente sem rebentar, não há.
O sistema bolchevique ainda montado alimenta alguns opositores políticos que mascarados de falsos revolucionários e iluminados vampiros democratas, sugam os trabalhadores, enriquecendo facilmente e declarando cinicamente em privado que não têm dinheiro, o que é uma ultrajante, uma farsante mentira. Aparecem em público como grandes defensores do povo, ultra defensores da liberdade e da justiça, quando em privado são carrascos, déspotas e escravocratas., tratando os seus trabalhadores como imundos caixotes de lixo.
Folha 8, mais que um jornal, um terror, muitos terrores.
Como aprendizes de nazis, pelo menos sigam o exemplo deste célebre nazi:
“Hess (Rudolf Hess, 1894-1987) não construiu uma base de poder nem sequer juntou seguidores à sua volta. Era motivado pela sua lealdade a Hitler e a um desejo de lhe ser útil; não procurava poder ou prestígio nem tirava partido da sua posição para enriquecer. Vivia numa casa modesta em Munique.”
De um outro pequeno empresário que diz que está falido, um vizinho enviou-lhe um sms a dizer-lhe que a sua vizinha foi assaltada e levaram tudo, dinheiro e joias. No outro dia ligou-lhe a perguntar como é isso da vizinha. Ele disse que se ele aqui estivesse a vizinha não seria assaltada. Ele respondeu que estava em Portugal e que regressaria daqui a duas semanas. O vizinho agitou-se, porque se não tem dinheiro na empresa, como o tem para viagens e estadias em Portugal?
Angola é a pátria dos patrões/ladrões e dos trabalhadores escravos e ninguém põe cobro a isto, como se o governo finja que não sabe o que se passa. Continuando assim creio que o prognóstico é muito fácil de diagnosticar.
Se juntarmos a isto as empresas que não pagam o mês de Novembro, Dezembro, subsídios de férias e de Natal, onde empresários gatos-pingados do mais baixo-nível como se uma empresa fosse um bordel, circulam com carros de luxo conduzidos por motoristas particulares, e mantêm, uma, duas, até oito mulheres ou mais. Vão para Portugal e lá ficam durante dois meses ou mais a gozar os lucros dos roubos dos trabalhadores abandonados à fome, pretextando que não têm dinheiro para lhes pagar, reforçando que isto está duro. E os trabalhadores não têm coragem de se manifestar pois o que se pretende é a continuação da manutenção deste campo de concentração. E ninguém se pode queixar porque eles ainda são os donos absolutos desta morgue.
Só sabem roubar, roubar, não tem noção que Angola estão a arrasar, à fome todos a obrigar, assim como isto está pelos ares vai saltar.
Por mais que uma pessoa tente se safar eles cortam-nos as asas não nos deixam libertar, só pensam em nos escravizar, então qual é a alternativa…
Quem é que disse que não há opositores políticos corruptos? Quem foi? E como fica as empresas que não pagam o mês de Novembro, Dezembro, os subsídios de férias e de Natal? Nas calmas, a lei não lhes cai em cima? É só roubar, roubar e nada a condenar? Isto é prática criminosa, o veículo seguro que conduz ao enriquecimento fácil, ilícito... e ao provável derrube do governo que foi declarado unanimemente eleito democraticamente pelos partidos políticos da oposição.
Outra vez o tristemente célebre mercenário do jornalismo angolano, orlando castro, que convencido que está seguro, longe da lei angolana, ataca tudo e todos, porque lá na sua ilha dos corsários jornalistas ninguém o ataca, então é despejar pestilentas farpas por todos os lados, como um radical fundamentalista.
orlando castro não esgota o esgoto onde no folha 8 defeca, não sei como os eleitores suportam o cheiro nauseabundo  da lixeira em que se tornou o folha8. Só porque reclamei os meus modestos salários de três meses que o william tonet me deve, e também ao meu filho e não paga. Pagará no inferno disso não tenho a menor dúvida. O sindicato dos jornalistas de Portugal tem conhecimento disto, uma vez que orlando castro está lá inscrito? Decerto que não, alguém que lhe faça chegar este texto por favor, este mercenário jornalista está sob a jurisdição dos jornalistas de Portugal, onde reside, ou sob a jurisdição do sindicato dos jornalistas de Angola (SJA)?
Isto já deve andar nos ouvidos do SJA e não actua porquê? Porque william tonet é impune a tudo. Por isso faz o que quer e o que lhe apetece. Então tudo acaba mal porque está mal.
Um jornalista de verdade escreve textos assim? O sindicato dos jornalistas de Portugal deve retirar a carteira profissional a este otário que se faz passar por jornalista, é que ele não sabe escrever.
29/09/17. “Companheiro, Sentes-te feliz ao tornares pública uma situação que, mais uma vez, fornece balas aos nossos inimigos? Procuraste compreender os problemas do William Tonet e as dificuldades que tem? Tentaste entender que, tantas e tantas vezes (como bem sabes), ele faz das tripas coração para honrar os seus compromissos? Consegues compreender que atitudes como a tua, como esta do Facebook, não são uma solução para o nosso problema mas, antes, um problema para qualquer tipo de solução? Sabes que o Folha 8 não vive do erário público, não tem a chave dos cofres da Sonangol ou do Fundo Soberano. Mesmo assim achaste por bem "cuspir" no prato que te dá, que nos dá, comida.
Lamento a situação que, certamente, deve estar a provocar um orgasmo nos nossos inimigos. Como me disse um jornalista de outro meio, "com amigos assim não precisamos de inimigos".
Falsos jornalistas como este vão para tribunal e depois para a prisão.
Todos falam de política, todos são formados em política, a única formação que têm, raramente alguém fala de economia que é o mais importante. Como um navio superlotado a evacuar pessoas de uma batalha, torpedeado e a afundar-se sem salvação. Isto é Angola, é África, deixa andar, nada há a fazer.
Ó angústia que daqui a pouco fico sem saber quem é o presidente de Angola.
País sem contabilidade é país morto, pasto das feras.
Um amigo acaba-me de dizer que telefonou para a empresa onde trabalha e perguntou quando é que pagavam o mês de Novembro. De lá responderam-lhe que só em Janeiro lhe pagarão o mês de Novembro, Dezembro e Janeiro, porque agora não tem dinheiro. Sabe-se entretanto que os directores (?) estão em Portugal a levar vida rica, e os trabalhadores a passarem fome. Como é possível ainda existirem destas coisas horrorosas? Quando é que esta selvajaria acaba? Angola ficará assim eternamente sem lei? Então, se sim, como é que isto vai acabar? Mal, muito mal. Não são diretores, não são gestores, são malfeitores que agem a coberto da lei. Claro que quando chegar Janeiro, dia 08, na empresa dirão aos trabalhadores que receberão em Fevereiro, etc. Viva a selvajaria.
Isto está tão corrupto, tão corrupto, que até os corruptos já dizem que foram eles que implantaram a democracia.
Vê-se logo que é mais uma empresa dos tais muangolés. Como não há a mínima noção de gestão, para eles, gestão é conseguir dinheiro pelos meios mais sórdidos, e gastá-lo na fila de amantes que não pára. Viajar para o estrangeiro e armar-se em ricaço com duas ou três amantes e declarar que a empresa não tem dinheiro. Depois, o mísero director ordena a um trabalhar que vai a caminho de três meses que não recebe salário, para ele ir a determinado local e reparar a máquina de um cliente que está avariada. O trabalhador que já antes lhe enviou um sms a dizer-lhe que “estão a matar-nos à fome”, diz-lhe que não tem dinheiro para apanhar o táxi para fazer o trabalho.
Ó “energúmenos” então não sabem, não têm cabeça para ver que economicamente estão a rebentar com tudo, e que tudo em cima das vossas cabeças vai desabar. Se não entendem nada de nada, não sabem trabalhar porque nem sequer contabilidade tem, fogem sistematicamente ao fisco, e se a tem é a fingir.
Não sei o que será de vós, e muito sinceramente, nem um pouco, nada me interessa. Como semearam muito mal, a colheita será zero, será o vosso fim.
Com gestores da túji e jornalistas que atiçam ao ódio e à violência, não é possível ter economia sóbria, apenas economia de cantineiros, de cambalacheiros.
Diz-me com que ditador andas e dir-te-ei quem és.
Um homem muito rico muito pobre de espírito inveja um homem muito pobre muito rico de espírito.
O efeito dominó: mais uma, é a empresa STI-Soluções de Tecnologias de Informação e Consultoria, Lda. Ordenaram aos seus trabalhadores que fiquem em casa até ao dia 8 de Janeiro de 2018, porque não tem… dinheiro. O mês de Novembro e o de Dezembro não serão pagos, e claro que o mês de Janeiro também não. São mais doze trabalhadores ao serviço das empresas da escravidão. É a falência garantida, não assumida.
Não parece, mas estou muito inclinado a ver a perspectiva de que Angola não tem hipótese nenhuma de escapar do abismo econômico em que mergulhou. Não parece, mas já não acredito mais em nada. A miséria intelectual é tão abundante que não dá campo para manobras. A classe política parece dizimada, hibernada, obsoleta, primitiva e demais adjectivos desqualificativos. É impossível continuar assim, não há futuro, só miséria, fome e escravidão.
Do Fernando Vumby do Facebook
"PN-Polícia Nacional, PASSA "PENTE FINO" NO MÁRTIRES DE KIFANGONDO E APREENDE USD MILHÕES E LARGAS SOMAS DE KWANZAS
Oito milhões de dólares, 16 milhões de euros, uma quantia indeterminada de rands, francos CFA e largas somas de Kwanzas, moeda angolana, é o resultado de um operação desencadeada na madrugada desta sexta-feira pela Polícia Nacional no bairro Mártires de Kifangondo, em Luanda.
A referida operação, que terá sido da iniciativa do novo Comandante-Geral da Polícia Nacional, Eduardo Mingas “Panda”, apreendeu igualmente duas máquinas de falsificação de moedas de diversos países."
Já estive várias vezes para abandonar o Facebook, ainda não o fiz devido a duas ou três pessoas que me incentivam para ficar.
E não vejo aqui os grandes democratas da nossa praça virem em meu socorro, não vale a pena citar-lhes os nomes, pois todos sabemos quem são, e não me socorrem porquê? Guardam silêncio porquê? Porque são amigos e defendem-se entre si. Isto está a ficar muito ridículo, muito, muito ridículo. É caso para dizer que em Angola as pessoas não mudam.