Por favor salvem esta menina. Apelo de Viana. Angola. Filha de 5 anos de idade que acerca de 2 anos está doente com Neoplasia Vesical (um tumor maligno na zona genital). O pouco que cada um pode dar já é muito para quem precisa, não precisamos ter muito para ajudar. Se cada um de nós depositar um pouco podemos ajudar a salvar a vida dessa menina. Quem puder ajudar pode depositar na conta: 000005001760033 ou IBAN A006.0034.0000.0500.1760.0334.1 de Lidia Manuel no banco Millenium

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

SEM PUDOR



República das torturas, das milícias, das demolições e das fraudes eleitorais

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.

Quando alguém da governação utiliza a expressão “pode-se produzir” está-se mal, porque significa que não se vai produzir nada.
Estrangeiro, em Angola sê corrupto!
A corrupção, a miséria e a fome, são a santíssima trindade angolana.
Se a Unita continuar a engolir sapos, vai-se engasgar, sufocar e morrerá por falta de ar.
Quando só se dá atenção e se premeia bajuladores, significa que a corrupção está no seu máximo, a sociedade apressa o seu fim e a miséria e a fome são a catapulta do estertor final.
A revolta dos escravos parece iminente, só falta Spartacus ordenar.
Quer emprego? É muito fácil! Basta ir a um bom corrupto, demonstrar-lhe que se deixou corromper, mostre-lhe o seu currículo, e logo de seguida tem emprego garantido.
Quem vive de quimeras, os inúteis sorriem-lhes.
O que mais admiro nos políticos da nossa oposição, é o serem pessoas extremamente ocupadas porque raramente estão disponíveis. Praticamente indisponíveis fazem disso o seu mote. São políticos, como direi, absolutistas.
A oposição ladra, mas a caravana do M passa.
Jamais se deixem dominar pela religião porque da escravidão não se libertarão.
Povo analfabeto fanatizado pela força da religião e da corrupção, só lhe resta um caminho, a fome.
Preferem manter-se no abismo político fingindo que lutam para dele sair.
Que fazer numa sociedade dominada por alcoólicos, bandidos assaltantes, famintos desesperados, fanáticos religiosos, fanáticos políticos e corruptos. Não havendo liderança que comande, tal sociedade será devorada pelo monstro exterminador.
Já não há empresas, há fazendas de escravos com capatazes que os chicoteiam e a quem chamam o nome pomposo de empregados. São escravos dóceis que além de serem comandados pelos mercadores de escravos do poder, onde a tal comandita da oposição política também disso faz jus. Não se sabe quem é quem porque todos são capatazes de escravos.
Nas empresas os muangolés fingem que trabalham, o outro faz o trabalho e outro diz que foi ele quem o fez.
Estamos na eleição dos dias corruptos e ferozes.
Jovem feiticeira de vinte anos caiu numa escola primária do zango 4. Nua, há alunos que dizem ter fotos nos seus telemóveis.
“Quando as pessoas perdem o respeito pelas leis, elas passam a usar da força física para prevalecer seus interesses”. (Luis Sapori, especialista em segurança. República do Brasil)
A partir de 2010 decidi anotar os constantes cortes de energia eléctrica. Assim, no ano de 2010 totalizaram-se 538 horas, em 2011, 916, em 2012, 1.084, em 2013, 622, em 2014, 573, em 2015, 311, e no ano de 2016, 336 horas. O que dá um total de 4.380 horas, dias 183, e em meses, 6. Com estes números não admira que Angola esteja na miséria e na fome.
“Luanda continuará com restrições de energia eléctrica até ao final do ano de 2016, disse, João Batista Borges, ministro da Energia e Águas. O consumo é insuficiente porque no tempo do calor agrava-se e porque se ligam os ares-condicionados. Depois de 2016 haverá estabilidade plena. In Rádio Ecclesia, 21 de Maio de 2012.
Há mulheres que no início se apresentam como almas bondosas. É, meu amor para aqui e para ali. Pouco tempo depois, meses, um ano, ou com muita sorte dois, revelam a sua face escondida de demónio. Para cada mulher o seu homem escravo e para cada filho o seu calvário.
Quase todas as pessoas têm por hábito o darem maus passos, não dando ouvidos à experiência dos mais velhos, dos pais. E que mais tarde originam a destruição das suas vidas.
Do Novo Jornal: “A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que Angola e Moçambique estão entre os países africanos que vão enfrentar os maiores problemas de liquidez este ano devido à queda dos preços das matérias-primas”. “A empresária Isabel dos Santos possui a 8.ª maior fortuna de África, concretizada num património avaliado em 3,2 mil milhões de dólares, calcula a revista Forbes”.
Sdiangane Mbimbi disse no programa Angola e o mundo em sete dias da Rádio Despertar, do dia 8 de Janeiro de 2017, que um operativo do Sinfo, polícia secreta, foi a sua casa e lhe preveniu que já estão grupos montados para a qualquer momento o assassinar. Também o presidente da Unita Isaías Samakuva se ele insistir em fazer comícios nos bairros de Luanda, e de modo geral todos os líderes da oposição e todos os que insistem em manter a sua posição crítica ao regime e os demais que insistirem em abrir os olhos do povo. Pretende-se a repetição da matança de 1977, para que o Mpla não tenha nenhum opositor que o incomode e facilmente ganhe as eleições.
A bancarrota omnipresente e omnisciente: funcionários portugueses da embaixada de Portugal recebem do banco os seus salários em euros a conta-gotas. O banco faz-lhes o favor de lhes arranjar um pouco de dinheiro. Há empresas que ainda não pagaram o mês de Dezembro. Um português ligado às companhias petrolíferas disse-me que muita gente está a abandonar Angola porque as empresas em que trabalham despedem pessoal e que são muitas empresas que estão a falir. Terminou dizendo que isto está muito mau. Aqui ocorre-me perguntar: porque é que a oposição não faz um levantamento das empresas que faliram, das que estão em vias de seguirem o mesmo caminho e quantos trabalhadores nacionais e estrangeiros foram para o desemprego. Ah, já sei, isso não compete à oposição, pois a sua única função é o período menstrual, desculpem, período eleitoral, tudo o mais se resolve depois das eleições. Entretanto o poder promete que 2017 será melhor que 2016, mas todos sabemos que será muito pior. E o poder como sempre não sabe nada disso. E tem raiva a quem sabe. 

“Anularam os meus diplomas de licenciatura e mestrado em Direito e, com isso, um acordo educacional entre duas universidades: a American World University e a Universidade Agostinho Neto. Esta tresloucada decisão não teria pernas para andar, não houvesse a magistral (segundo fontes palacianas), “Ordens Superiores” de José Eduardo dos Santos, visando atirar-me para o desemprego, para vegetar nos esgotos da indigência, miséria e fome, afectando, com isso, também, a minha família”. (In William Tonet no Folha 8 de 7 de Janeiro de 2017)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

FICÇÃO CIENTÍFICA. AS CRÓNICAS DO MARCOS (01)




Ao Marcos
meu neto

Os cientistas advertiam sobre os perigos que corria o planeta Terra. Falavam das inundações diluvianas e os economistas seguiam-lhe as peugadas sobre os investimentos em áreas consideradas muito vulneráveis, e por isso não adequadas a investimentos na agricultura, porque as alterações climáticas acabariam por inundar os campos e os investimentos perderem a sua rentabilidade. Exceptuando uma minoria, é sempre assim, os governos mundiais estavam alertados com informações sempre actualizadas mas não criaram órgãos devidamente atempados para evitar a catástrofe das populações. Limitando-se a criar impactos nos noticiários internacionais quando a catástrofe surge para forçar a ajuda da caridade internacional. É mais fácil colocar nos noticiários internacionais uma grande calamidade com corpos a flutuar nas águas, do que trabalhar para que tal não aconteça. E a desculpa vem sempre, de que há uma crise económica. Sim, a corrupção gera crise, gera o caos económico.

Em uma nota mais obscura, tanto o Mistério de Sírio de Temple e o Décimo segundo Planeta de Sitchin foram adotados avidamente por cultos OVNI que buscam fornecer um fundo mítico e histórico para sua Nova Era de que alienígenas benfeitores salvarão os eleitos na Terra em uma astronave. Em 1998 o culto Heaven's Gate cometeu suicídio em massa enquanto esperavam que uma astronave logo atrás do cometa Hale-Bopp recebesse suas almas para transportá-las a um planeta Plutão oco, que Lovecraft chamou de Yuggoth, a casa dos Antigos alienígenas.
(Não me recordo qual é a fonte deste texto.)

As civilizações nascem e tornam-se impérios, depois morrem e talvez nasçam outros impérios. Quando surgem grupos de indivíduos que anunciam a salvação no suicídio e depois se espalha por todo o lado, estamos em presença de quem queira gerar por todos os meios o Apocalipse, o fim da humanidade. Infelizmente parece haver a tendência no ser humano para o suicídio global, a destruição total. Depois os que sobrarem edificarão uma nova Bíblia, ou inventarão uma com um novo deus. Sempre foi assim e sempre assim será, porque a religião é o suprassumo da dominação, da subjugação do ser humano que supersticioso por natureza atiram-lhe com um livro jurando-lhe que foi escrito por um deus, e facilmente se convence, facilmente se deixa dominar.


A NAVE DIVINA

“Avô, a nave espacial ainda não chegou”!
Era o meu neto Marcos a apresentar-me o seu relatório diário sobre a nave espacial. Tudo começou quando há duas semanas ele me disse que estava a jogar no seu computador contra uma invasão de naves espaciais, então tive a ideia de lhe dizer para ele ir para a varanda vigiar que uma nave espacial viria e lhe convidaria para nela viajar, brincar. O Marcos tinha cinco anos, e claro, de manhã à noite era só brincar. Incansável, não parava um bocadinho, como se tivesse um poder desconhecido, excepto quando via um filme ou jogava no seu computador, mas passado um bocado o tédio atacava-o e lá continuava com as suas travessuras. De vez em quando o seu irmão Daniel já quase nos dez anos de idade aparecia de férias escolares e juntos ocupavam grande parte do tempo na brincadeira dos saltos mortais. Por isso o Marcos costumava chamar-me e dizia-me como se acabasse de fazer uma grande façanha: “Avô, anda, vem ver os meus saltos mortais”!
Chegada a noite pedia na avó que lhe desse o leite e lá para as vinte e duas horas, às vezes vinte e três ou meia-noite adormecia a ver um filme de desenhos animados do Tarzan, dos dinossauros, do Rango, etc. Eu e a avó dele fazíamos o possível para que ele dormisse bem, e várias vezes fazia um sono reparador de doze horas. Quando acordava, levantava-se, abraçava a avó e ia para a mesa da cozinha onde o seu leite descansava. Gostava de o beber no biberão, de vez em quando bebia-o na cama, mas preferia ligar o computador e ver um filme, sentindo-se feliz na companhia do seu leitinho.
Quando a avó saía para comprar algo para casa, ele fazia questão de a acompanhar e depois teimosamente ajudava-a a carregar um saco, mas não conseguindo suportar o peso arrastava-o pelo chão enquanto a avó protestava para que ele não estragasse a comida, pois já tinha problemas em andar devido às pernas cansadas, desgastadas, doentes pela idade que quase se recusavam a obedecer-lhe. E a avó lamentava-se que odiava ter de subir as escadas até ao quarto andar, porque lhe fazia dores e ela quase gemia. Chegava, sentava-se, respirava fundo e quase como numa prece, “Ai meu Deus, as pernas doem-me, quase que já não posso andar!”

Estávamos em Angola, situada na zona sul do Continente africano, na zona costeira leste, entre os 12º 30' Sul e os 18º 30' Este. Vivíamos na sua capital, Luanda, que devido a uma grave crise de corrupção que já ia em quarenta e dois anos e que tal como o império romano atingiu o seu auge. Assim, era ver Angola entregue à miséria e à fome com um monumental exército de famintos que se tornava impossível de suportar. As verbas do último Orçamento Geral do Estado contemplavam os serviços de defesa e segurança como se o país estivesse ou se preparasse para uma guerra. O império, propriedade de uma família desmembrava-se, o que indicava que a repressão imperial não conseguia aguentar a pressão dos famintos e que o seu fim era um facto lamentável, irreparável e funesto conforme a moda africana há muitos anos em voga. 


SITIADOS



REPÚBLICA DAS TORTURAS, DAS MILÍCIAS, DAS DEMOLIÇÕES E DAS FRAUDES ELEITORAIS

DIÁRIO DA CIDADE DOS LEILÕES DE ESCRAVOS


Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.

Oposição que se lamenta não nos sustenta.
Angola a arder e os Neros a ver.
Quem é que já ouviu um discurso semelhante a este? “Possuímos hoje uma poderosa Wehrmacht, (forças armadas) no coração de uma Alemanha poderosa, porque a Providência nos deu um chefe de uma energia inquebrantável. Nesta hora solene, queremos assegurar ao nosso Fuhrer que a Wehrmatch, na totalidade, executará sempre as suas directrizes com tanto ardor como audácia. Partistes com a ordem de combater, voltastes com a certeza de serdes vencedores!” (In Hermann Goering (1893-1946), comandante nazi da Luftwaffe (força aérea) na Segunda Guerra Mundial. Grande Crónica da Segunda Guerra Mundial, Selecções do Reader’s Digest)
E em 2017, as eleições foram geralmente não livres, não transparentes e injustas. Por aqui facilmente se vê quem foi o vencedor.
Há mais de quarenta anos que os sitiadores obrigam os sitiados às mais depravadas privações. Pelos vistos este será o último ano em que os sitiados devido à fome se renderão sem condições. Sitiados, estamos a ser devorados pelas feras tal como se fez com os cristãos nas arenas romanas.
Amiga do álcool não é tua amiga, não é tua namorada, nunca poderá ser tua esposa. Amiga do álcool é tua inimiga.
A imposição do terror pela acusação de feitiçaria periga as vidas porque de livre-arbítrio qualquer inquisidor acusa quem bem entender de feitiçaria decretando-lhe morte imediata. Viver com tal terrorismo é mais um abismo que engole Angola.
Não é possível viver com pessoas que gostam de viver no sofrimento.
E depois da destruição da economia resta ao exército de famintos como derradeira sobrevivência, a venda do que for possível nas ruas. Mas de todo o lado surgem feras humanas que intitulando-se de guardiãs da ordem pública, saqueiam e matam indiscriminadamente e impunemente como entretenimento nazi do tiro ao alvo. Este país é obra de carrascos.
 E lá no céu, os anjos fizeram manifestação contra Deus, porque Ele há muito que abandonou Angola, abandonou o mundo, deixando tudo ao deus-dará.
Angola, onde qualquer pega numa bíblia abre-a ao acaso e logo é chamado de pregador, mais um enviado de Deus, mais um demónio para destruir Angola.
Onde reina o analfabetismo é muito fácil reinar, é demasiado fácil matar. Fazer ver a um analfabeto que a sua postura está errada, é como dizer a um fanático que quem nos governa não foi eleito por Deus.
Não havendo dólares, não há importações, pois tudo vem de fora, e não havendo importações não há kwanzas.
Angola parece ser o maior produtor mundial de bandidos. Angola tem tudo pela negativa e nada pela positiva.
E como esta cidade dos leilões de escravos está infestada de geradores, quantos mais prédios arderão, como aconteceu com o prédio da Ecil na Marginal de Luanda? Quantas mais residências sucumbirão de presente às chamas? Quantas mais pessoas morrerão? E se também os ministérios começarem a arder? Ainda não é chegada a hora de checar as instalações eléctricas? Pois, no caos instalado a desgraça alastra rapidamente, como se Luanda fosse devorada pelas chamas de geradores. Até parece que estamos governados por piromaníacos. Com a utilização desordenada de geradores, sem normas de segurança de instalações eléctricas, cada um faz de electricista improvisado, poluição sonora e ambiental, gastos de combustível não programados que conduzem à ultra miséria, Luanda vai desaparecendo. A miséria e a fome não mandam, comandam. Parafraseando José Afonso: a miséria e a fome é quem mais ordenam dentro de ti ó cidade.
É necessários que nos libertemos da actual política sem política dos partidos políticos da oposição, porque isso não nos leva a lado nenhum. Política titubeante que reforça o partido no poder, e que facilmente se vê vai ganhar as eleições. Na verdade não há oposição, há submissão.
Todos os apoiantes da corrupção, quando a justiça chegar, ela lhes será implacável, das grades não escaparão, os honestos libertadores virão.
Se tudo é controlado pelo Estado, então não há liberdade, e a democracia anda muito afastada, há muito renegada.
E um decreto-lei sobre o acto de pensar será publicado.
Eles nos palácios e nos castelos fortificados, e nós às feras que eles criaram lançados.
Amigo leitor, preciso que alguém me explique como é possível viver normalmente com um exército de famintos. É o inferno, afinal o inferno existe sim senhor. E Luanda é a capital do inferno de Angola.
E com a aprovação da Lei de Imprensa, a cortina de ferro renasce e cai sobre Angola.
Quando tenho coragem de assistir a um noticiário da Tpa, fico a pensar como é possível gozar com as pessoas, utilizando a desinformação como nos tempos mais ortodoxos do comunismo.
Em Angola as portas da corrupção nunca se fecham, estão sempre com sistema, funcionam 24/24 horas, porque há uma grande azáfama e os corruptos nunca se cansam, e a corrupção também não. Entretanto reforçam-se as medidas contra a honestidade. Mas levianamente os corruptos defendem-se que a corrupção existe em todo o mundo, à escala planetária. A corrupção tem muitos caminhos, a miséria e a fome têm apenas um. Os maldosos têm o extermínio que merecem. Desgraçada Angola e África negra onde até a merda de uma sarjeta também é poder. Pergunta a um corrupto como é que ele conseguiu o dinheiro, ele fica como um padre quando se lhe fala de Voltaire (1694-1778).


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

ANGOLA NÃO TEM CURA PORQUE NÃO TEM MÉDICOS



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

2017, mais um ano de exacerbada miséria nos espera, nos desespera.
2017, pelo que se vê também será o ano do fiasco dos partidos políticos da oposição, não têm liderança credível, e da grande fome.

Algumas divisas do governo de Angola: aposta, deverá, será, poderá, produzirá, empregará, desenvolverá, alimentará.
Amigo leitor, por quanto tempo um governo pode governar na corda bamba?
Esta Angola não é para todos, é a aposta de um projecto moribundo de alguns.
O comité de especialidade dos jovens alcoólicos está em constantes reuniões para debater a nossa famigerada cultura sob o lema: beber cerveja e uísque sem parar é um acto cultural, faz parte da nossa cultura. Beber é diversificar a nossa cultura. Festeja-se a nossa identidade cultural, porque beber é um acto de cultura. A nossa identidade cultural é beber até cair, ou nunca mais se levantar. Esta nação é obra de alcoólicos.
Impor a cultura do outro, de um país sobre o outro, a sua cultura, a isso chama-se colonizar, parece-me que estou certo, não é.
26 de Dezembro, 09.33 horas. Esta cidade parece um túmulo, pelo menos no local onde me encontro junto da Liga Africana, excepto o vento forte que sopra, não se ouve mais nenhum som.
27 de Dezembro, 10.00 horas. Com a manhã a anunciar chuva, o que parece indicar que o tempo chuvoso regressou. Na rua circulam poucos carros como se fosse um dia feriado. O dia 28, o dia 29 e seguintes assim continuarão inertes, de estrangeiros de férias no estrangeiro. Mais logo, à noite, alguns táxis hiaces passam em alta velocidade talvez devido aos seus motores especiais que alimentados pelo álcool fazem com que me sinta a rezar pelas vidas dos seus jovens motoristas que como único passatempo que nesta nação – ainda se chama nação? – lhes resta, é o álcool. Beber é viver, é sobreviver, mas não é isso que o cemitério deixa ver. Jovens a beberem altas doses de uísque, é para beber ou morrer? Decerto que para viver não é.
Entretanto, comentário de um jovem angolano que conseguiu arranjar dinheiro para pagar a passagem aérea e fugir de Portugal: “ Lá em Portugal não está bom, mas aqui em Angola está muito pior.”
A religião na cabeça de uma pessoa é como o abundante lixo numa casa, numa cidade, num país onde nunca se o limpa. Por isso mesmo a religião é uma grande fábrica de lixo. Os sacerdotes que se servem da corrupção para sobreviverem também padecem dos males que afectam a população, que na penúria não podem pagar os dízimos, e os sacerdotes tentam inutilmente convencer os carneiros de que é muito importante o dízimo, pois as quantias dizimadas vão directamente para o lugar seguro do céu, os cofres-fortes de Deus, rodeados e protegidos por um exército de anjos seguranças.
O mundo está como um circo romano, creio que sempre esteve e estará.
Esta gente, tanto quem está no poder como na oposição, creio que já não se distinguem, não se cansa de propaganda política, como se fossem concorrentes de um qualquer concurso. Sim, nesta Angola disputa-se o campeonato nacional do propagandista político. E a fome vencerá! E tamanha hipocrisia, falta de seriedade e com muito egoísmo, a fome vencerá. Defendem-se interesses pessoais, mórbido protagonismo político, enquanto as populações são chamadas a exercer o seu direito de voto. Votar em quê? Em quem? Votar noutra ditadura?
E com a crise os bosses estão a fugir das amantes.
Há sempre quem ganhe bem a vida escrevendo a fazer lavagens das ditaduras.
Um mais velho português disse-me que de noite não consegue dormir por causa dos mosquitos. Muito intrigado perguntei-lhe se usa a rede mosquiteira e respondeu-me que não, que não gosta de dormir com rede mosquiteira. Não lhe disse, mas pensei que ele gosta de morrer de paludismo.
O que está na moda é a demagogia. Demagogo é um lugar de futuro.
E manos e manas, não se esqueçam de todos os dias acompanhar a telenovela fabricada em Angola intitulada, Os Nossos Trapalhões. Recomendo-a porque é muito interessante.
De todos os lados se ouvem milhões de vozes de protesto contra a desgraça em que um grupo de corruptos nos mergulhou. Será que vão seleccionar métodos estalinistas para silenciar tão imenso exército de vozes?
E na África do futuro já não virá mais nenhum abutre debicar o seu bocado porque ela não terá nada para debicar, os abutres já debicaram tudo.
Os principais líderes da miséria e da fome são, a irresponsabilidade, a indisciplina e a corrupção. A miséria é a riqueza desta nação. E destruir uma nação é muito fácil, basta infestá-la de fanatismo religioso.
“Deste facto psicológico, que assinala as épocas de profunda decadência moral, deriva principalmente a hipocrisia; a hipocrisia, que é a anemia da alma. A altivez insolente do poder que se coloca acima do decente e do legítimo e que ri das invectivas da opinião indignada, como de um clamor sem sentido, tem o que quer que seja grandioso, como o raio de luz que serpeia ainda na fronte do anjo das trevas: … Cada conde ou governador de distrito, tendo necessariamente, em virtude do estado de guerra contínua, juntos em suas mãos todos os poderes militares, judiciais, administrativos, era quase um verdadeiro rei, e nada mais. … Onde falece o amor da pátria, onde os vícios mais hediondos vivem à luz do Sol, onde a todas as ambições é lícito pretender e esperar tudo, onde a lei, atirada para o charco das ruas pelo pé desdenhoso dos grandes, vai lá servir de joguete às multidões desenfreadas, onde a liberdade do homem, a majestade dos príncipes e as virtudes da família se converteram em três grandes mentiras, há aí uma nação que vai morrer.A ruína do país, aos olhos das pessoas prudentes, parecia inevitável, porque a decadência moral era extrema. Os homens de probidade e ciência viviam desprezados e esquecidos, e os que se apoderavam das magistraturas públicas ajuntavam à cobiça e ao orgulho completa incapacidade. No meio de guerras civis, feitas sem entusiasmo, sem glória e só por causas abjectas, ao passo que a agricultura se definhava e as artes esmoreciam, o povo deixava aos ambiciosos tratarem das armas, e os homens de guerra habituavam-se a combater mais com os enredos do que com o ferro.” (In História de Portugal I de Alexandre Herculano (1810-1878)

Amigo leitor, falta-me coragem para lhe desejar um feliz ano novo. Apetece-me desejar-lhe um feliz ano novo repleto de miséria, fome, sem água, sem energia eléctrica, etc. Mas enchendo-me de coragem oro para que lute por melhores dias, porque é isso que devemos fazer, lutarmos por melhores condições de vida porque senão a jangada em que navegamos sem dúvida alguma que naufragará e para os escolhos dos sem vida nos lançará. (in)FELIZ 2017.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A FRAUDE DOS PARTIDOS POLÍTICOS DA OPOSIÇÃO



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

2017, será o ano da construção de milhares de jangadas.

Sem oposição estamos com as calças na mão. Esta democracia é uma grande porcaria. Oposição descontrolada é a debandada da manada, é a vitória da carneirada.
Atingiu-se o inimaginável, a classe política, a do poder e a da oposição já não os escuto, estou como se diz por aí na gíria, de costas viradas, fujo deles como se fossem animais com peçonha. Entretanto, os contactos com pessoas também estão a ficar impossíveis porque esta gente está, creio, demente, porque a resposta recebida é quase sempre, “estou numa actividade”. Estão como que carregados de esclerose, estão danificados sem hipótese de reparação.
Por incrível que pareça não há liderança, o que leva Angola a atingir o cume da mediocridade humana. E para fazer alguma coisa é de facto impossível, porque em tal sociedade tão primitiva não há incentivos porque ainda não se sabe o que isso é. Angola já nem tábua de salvação tem. Atirada ao abandono, desapareceu. O líder de Angola chama-se analfabetismo. Cercado de analfabetos, às foices da morte não lhes falta trabalho. Angola, o campo de escravos eleito pela comunidade local. Os muangolés gostam de viver na miséria e na fome. A hipocrisia vencerá as eleições.
O que eu esperava de Angola era justiça e uma vida livre de colonialismo e escravidão, mas infelizmente enganei-me. Lixei-me e agora sofro, sofremos tamanha desilusão. Há a falsidade hipócrita, há a falsidade selvagem, canibal.
As pessoas super ocupadas, da oposição em geral, são inacessíveis, e em Luanda é o que mais se vê. Os da oposição como sempre super ocupados estão, quando se lhes pede solidariedade não nos ligam porque estão sempre… super ocupados, não têm tempo para nada. É alarmante, muito decepcionante que os problemas políticos da África Negra ainda sejam resolvidos por estrangeiros.
Quem não muda o seu destino deixa-se arrastar, deixa-se matar.
Produzir não é preciso, miséria e fome é preciso.
E devido à não-aceitação da alternância do poder, é demasiado fácil ver que a África Negra será definitivamente votada ao abandono, outra vez presa fácil de mais colonização. Depois das independências, a África Negra é uma grande desilusão.
Para quê acreditar no que se vai extinguir. Quem só sabe destruir acaba muito mal.
O mais velho foi ver o saldo bancário da sua conta. Viu com espanto que não tinha nada, foi transformado em zero. Não lhe deu muito trabalho para descobrir que o seu filho rapinou-lhe todo o dinheiro. O mais velho dominado pelas forças do mal resolveu a questão, encontrou a solução. Ingeriu veneno e saldou a sua vida não devendo nada à morte.
Como se a poluição religiosa e a poluição da propaganda política decidissem a cura desta nação incurável. A desgraça habita a todo o instante nas nossas portas.
Não percam tempo a dizer às pessoas o que devem fazer, demonstrar-lhes o quanto estão erradas, pelo contrário, apresentem-lhes soluções, mostrem-lhes o caminho da solução dos seus problemas. Por exemplo, dizer que o povo angolano está abandonado à sua sorte, isso não se diz, não resolve nada. A demagogia atrofia as mentes, faz com que as pessoas acreditem na filosofia da hipocrisia. Em tempo de ambulante miséria e fome, os demagogos também abundam, porque tais duas desgraças se fabricam em série.
E a hipocrisia é grande destruidora de amizades e de nações. Para quando o nascimento da maturidade? Pelos vistos, jamais!
A conversa da enfadonha oposição não é solução, é destruição, é evasão.
O império do petróleo caiu, finge-se que não mas tudo ruiu, o investimento fugiu, tudo faliu.
Quando um império da corrupção cai, entregam-se envelopes e despedem-se angolanos para estrangeiros empregar.
Quem menos trabalha ou não trabalha é quem mais ganha.
E continuo na batalha da estupefacção porque nem em contabilidade se consegue trabalhar, porque quando a anarquia e a corrupção reinam, a contabilidade é desnecessária, é um alvo a abater, torna-se um instrumento de trabalho dos charlatães. E nação assim é presa fácil da extorsão, no rumo da África, do continente berço da humanidade da miséria e da fome.
E o M afunda-se, afunda-se, mal se lhe vê o vulto, já não se sente, já não se vê.
No supermercado Descontão, um gerente português recém-chegado não deixa os trabalhadores fazerem compras por imaginar que eles vão roubar. Viva Angola!
Na Frescangol, mais de quinhentos trabalhadores ficam no desemprego porque a empresa estatal declarou falência.
Amigo leitor, este filme, The Thinning, de 2016, dá uma visão aterradora do que nos pode acontecer no futuro. É que os ditadores estão sempre à espreita para nos desferir o seu habitual golpe fatal, que é a nossa total escravidão para que eles se mantenham eternamente no poder, e com isso as nossas vidas não têm nenhum valor, passam a meros jogos, a um sorteio que no dia-a-dia não se sabe quem vai morrer. Eis a sinopse da Net: “The Thinning, de 2016, nos coloca num futuro pós apocalíptico onde o controlo da população é ditado por um teste de aptidão do ensino médio. Quando dois estudantes (Logan Paul e Peyton List) descobrem que o teste é falso e secretamente monitorizado escondendo uma grande conspiração. Eles precisam lutar contra o sistema para expô-lo e derrubá-lo”. 
“Esse quadro, no qual poderemos resumir em breve espaço multiplicados horrores, dar-nos-á uma ideia perfeita do estado moral daquela época, e do que é a aliança do fanatismo e do poder absoluto, ambos livres para exercerem acção ilimitada. A realidade dos factos era que o País se achava reduzido a tais termos, que se podia dizer quase exausto de forças. O rei, (D. João III) além de estar pobríssimo, com uma enorme dívida pública dentro e fora do Reino, e de ser obrigado a pagar avultadíssimos juros, era detestado pelo povo e ainda mais pela nobreza; não porque fosse de má índole, mas em razão dos conselhos que lhe davam e das obras que faziam os que o rodeavam. Um dos males que mais afligiam o Reino era a excessiva multidão de sacerdotes. Tal era o estado económico desse mesmo país, que expulsava do seu seio ou assassinava judicialmente os cidadãos mais activos, mais industriosos. Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas. Um carácter impetuoso, ardente, inflexível e absoluto nas suas opiniões. Que a uma índole destas se associem profundos sentimentos religiosos, e ter-se-á um fanático. A Inquisição, na plenitude do seu terrível poder, ia enfim apresentar-se rodeada dos instrumentos de martírio sobre um trono de cadáveres. Apontavam na súplica as principais tiranias que suportavam: prendiam-nos sem indícios suficientes, retinham-nos nos cárceres anos e anos sem processo, e continuavam a queimá-los sem piedade, apesar de expirarem nas fogueiras como verdadeiros cristãos, invocando o nome de Jesus”. (História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal III de Alexandre Herculano (1810-1878)
Amigo leitor, perante tamanha miséria moral, social, económica, política, e sobretudo a hipocrisia, a fraude dos partidos políticos da oposição, por mais que queira não me é possível desejar-lhe um Feliz Natal.

Imagem: autor desconhecido


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

TERRÍVEIS SINAIS



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
Apelo aos nossos bispos para que orem intensamente para que Deus nos liberte deste comunismo.

Creio que é necessário fazer uma manifestação contra a inépcia dos partidos políticos da oposição.
“São frequentes na história os exemplos de estados onde os governos pretendem iludir-se a si próprios sobre a ruína que os ameaça encobrindo-a debaixo de vãs e pomposas aparências. O desenfreamento da soldadesca, um dos piores males de qualquer país onde o poder é constrangido a afrouxar o rigor da disciplina para ter a seu favor a milícia”. (In História de Portugal I de Alexandre Herculano (1810-1878)
No púlpito da isolada governação: Que a miséria esteja convosco! E contigo também!
Devido aos preços proibitivos, utilizar o telefone ou a Internet por motivos profissionais, tais meios de comunicação são alto luxo. Apenas para uso exclusivo de uma minoria. Aliás como tudo nesta Angola, é só para uso exclusivo de uma minoria que nos governa em estilo medieval. Sem comunicações resta ao povo os sistemas primitivos da Idade da Pedra.
Ainda e sempre no rumo do desconhecido porque “nós prometemos um milhão de casas, mas não como prometemos, mas como as iremos fazer”.
Filomeno Vieira Lopes mostra o abismo económico com números, “já estamos com uma inflação de cinquenta por cento”.
A crise que atormenta Angola, que os clérigos dizem ser um castigo de Deus, porque eles não sabem dizer mais nada, é a revelação de que o que está em crise são os cérebros tomados pela ferrugem e a crise de Angola se lhes deve. Cérebros em crise, país paralisado.
Angola, o refúgio, o paraíso dos traficantes de divisas e de armas. O último é um português de nome, Taveira, denunciou o EL Mundo.
Os políticos da oposição discursam como grandes democratas, grandes justiceiros, mas a miséria e a fome aumentam, e que estas – todas – desgraças acabarão quando a oposição ganhar as eleições e Angola verá de imediato o paraíso bíblico.   
No jornal Expansão: “BNA segura bancos em dificuldades com empréstimos de mais de 2 mil milhões USD”.
Disse uma vendedora num mercado do Cazenga em Luanda: “Estamos a trabalhar para estrangeiros”.
A poluição religiosa e a poluição da propaganda política confundem-se numa só. Ai de quem deixar minar a sua mente, pois ficará como um farrapo intelectual, um atrasado mental.
Quando aprenderem que a chefia não se impõe, que nasce naturalmente, a democracia será um facto. Até lá deixem-se narcotizar e hipnotizar pela TPA.
 A desventura que nos conduz na insustentável amargura de quarenta e um anos, creio que não, devem ser muitos mais, perdidos na selva da corrupção, da miséria, fome, de promessas nunca cumpridas, de terror constante para que ninguém ouse levantar a voz. Flagrante nepotismo como se estivéssemos na Idade Média. Fazer de Angola refém de uma família. Perseguição sistemática a quem ouse enfrentar a corrupção para reivindicar os seus mais elementares direitos. Fingir que existe uma Constituição e muito, muito mais, tudo isto obriga à preocupação da feitura de manifestações, como a imensa preocupação da incerteza eleitoral.
É que chegámos ao ponto em que a repressão é total e completa. E os escravos não têm o direito de se manifestarem, isso leva sempre a que por isso mesmo resignados acabem revoltados. E isto está consagrado na CEA, Constituição dos Escravos de Angola. Onde não há instituições que funcionem, nada funciona, fica como castelos de senhores feudais.
E os senhores do petróleo abandonam as suas amantes, são tantas que o dinheiro do petróleo já não dá para as sustentar.
Dos noticiários: a situação financeira da Sonangol é muito pior do que se pensava. Branco americano mata jovem afro-americano de quinze anos alegando que é um bocado de lixo.
Mas que partidos políticos da oposição são estes que não movem um dedo, não exagero pois não?, de devida oposição sobre as conjuras das demolições que continuam a alimentar os cambalacheiros das negociatas? Com tal postura não vejo como é possível lutar contra a corrupção. Isto não é oposição é rendição. A hipocrisia política ganhou foros de legalidade. Sem credível oposição o pleito eleitoral será engolido pela corrupção.
E criminosos de Luanda unidos jamais serão vencidos.
“Os jornalistas têm salários miseráveis”. (Teixeira Cândido, secretário-geral do sindicato dos jornalistas angolanos.)
Estamos a partir as vossas casas porque vocês votaram no MPLA. Se vocês estão a apoiar o MPLA então têm que estar no sofrimento. Comentário de um militar durante nova onda, intermináveis, de partir casas no zango 3 em Viana, arredores de Luanda, seguida de pilhagens.
O amigo leitor sabe quem é o realizador e produtor do filme de terror, Eleições de 2017?
Declaração de guerra no estilo inconfundível da Guiné-Bissau? “Interviremos sempre que os nossos interesses estejam ameaçados”. Ameaça do generalato da casa civil do PR sobre a sua saída do poder.
Na actual conjuntura é absolutamente natural que o nosso terno e eterno governo nos deseje um Natal muito infeliz e um novo ano cheio de desgraças. 2017, o segundo ano do apocalipse dos angolanos.
“Nas monarquias absolutas, quando uma ideia fixa ou uma paixão violenta preponderam no ânimo do chefe do Estado, é quase impossível que, mais tarde ou mais cedo, essa ideia ou essa paixão não venham a traduzir-se em factos. Os cavaleiros sabendo que tinham triunfado sem combaterem, (cruzada contra os albigenses) perguntaram ao abade de Cister como haviam de distinguir os católicos dos hereges, ao que ele respondeu com aquelas célebres palavras: Matai-os todos: o Senhor distinguirá quais são os seus. O abade de Cister, como envergonhado de tal horrível matança, diz numa carta ao papa que apenas tinham morrido quinze mil pessoas mas a opinião comum é que morreram sessenta mil. (In História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal 1 de Alexandre Herculano (1810-1877)
Um banco satânico, o millennium-atlântico na rua rei Katyavala em Luanda: Os criminosos chegaram, chegam, e dizem que, “ Satã enviou-nos para aqui para vos matar, esta cidade é dos demónios. Acredito que a justiça está a chegar, sempre mais dia, menos dia ela vai voltar e quem é criminoso não lhe vai escapar, como soe dizer-se, têm os dias a contar, e os canibais vai condenar, durante muitíssimos anos os vai enjaular, porque os seus crimes têm de pagar. Agora estão impunes, mas depois muito vão chorar. E com satanizes o M jamais ganhará eleições, até porque ainda continua com demolições, são os terríveis sinais. Além de pilhar o terreno, há vários anos que este banco lança muito fumo do seu gerador industrial instalado nas traseiras por mercenários portugueses canibais matando lentamente os moradores de três prédios. A gerente muangolé já recebeu inúmeras queixas sobre o impossível que é viver e a morte que provoca, muito especialmente nas crianças, mas como nesta cidade satânica só criminosos têm o futuro assegurado e quem não o é mata-se. O crime a rodos comanda esta cidade maldita. O clamor de vozes de revolta ergue-se dia após dia. Os canibais atacam-nos por todos os lados sob o comando da voz sempre presente que grita, “ nós canibais, daqui não arredamos pé”. Estamos aqui para facturar nesta população que é para matar”. Ó malditos criminosos, canibais e vampiros, do Inferno não escaparão!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ANGOLA MORIBUNDA


Angola moribunda
Pelo poder que a inunda
E a faz imunda

A moribunda vida a arder
População eliminada pelo poder
Que confirma que é a sua missão
Reforçar a satânica corrupção

A corrupção
É o lampião
A chama do caldeirão
Que incendeia esta nação
Quanta mais violenta a repressão
Mais violenta é a revolução

Angola vai falir (já faliu)
O Estado vai ruir (já ruiu)
Os estrangeiros estão a fugir
E os angolanos na jangada querem ir

Nesta nação naufragada
Pela corrupção abalroada
Com a população enjaulada
Rebenta com as prisões, revoltada

Cada dia que passa
Mais se arrasta a nossa desgraça

Estando na miséria extrema
E tendo que suportar
A entidade suprema
Ó Angola que na Idade da Pedra cais
Mas o que é isso de fazer revolução
Com tal gente inapta de ocasião

Gemem as sirenes do poder
Fora disso nada vamos ter
Vida de muangolé é beber
Para a pátria esquecer

E da miséria se faz futuro
Já se pode colher o fruto maduro
Quando o poder se diz imprescindível
A nossa vida será mais horrível

E contra um poder terrível
Jaz a indolente oposição sofrível
Quando o poder exila intelectuais
Aprisiona jornais

Decreta leis que são vendavais
E condena em falsos tribunais
A democracia decapita-se nas leis capitais




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

CRÓNICA DE MAIS UM ESTADO FALHADO



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
Apelo aos nossos bispos para que orem intensamente para que Deus nos liberte deste comunismo.

Quando Angola conseguir uma liderança como Simon Bolívar, Emiliano Zapata, Fidel Castro, Che Guevara, etc., então será verdadeiramente livre e independente. Até lá é pelo milagre aguardar, e falar, falar, falar… e morrer de fome.
Muangolés! Cuidado! O ordens superiores vigia-vos dia e noite.
Característica fundamental de um estado falhado: Há cerca de vinte e poucos dias fiz uma recarga na Net da Unitel de 500Mb e só me carregaram 250Mb. Quinze dias depois fiz outra recarga e aconteceu a mesma coisa, só me carregaram 250Mb. Reclamei mas até agora nada, limparam-me 500Mb. Um amigo disse-me que lhe limparam saldo. E um familiar que carregou o seu telemóvel com 1.250.00 kwanzas com direito a bónus de cem por cento, mas era mentira. Esse familiar garantiu-me que está toda a gente a fugir da Unitel. A Unitel terá que mudar a sua publicidade para: Unitel, o saque mais próximo.
Quando falta a energia eléctrica, o banco millennium-atlântico na rua Rei Katyavala, em Luanda, liga um gerador industrial instalado nas traseiras e demonstra o que é um estado falhado, porque inunda as traseiras de fumo e nos prédios têm que se fechar portas e janelas, proibindo-nos de trabalhar, de viver. As crianças estão em perigo permanente de morte. Apesar das inúmeras reclamações, nada, é o deixa andar, o que interessa é eles trabalharem e abastecerem-se de dinheiro por cima dos nossos cadáveres, porque estamos também numa república de cadáveres. Se isto não é incitamento à violência e à revolta, então é o quê?! Caramba! Então na condição de escravos em que nos encontramos, temos o direito à revolta porque sentimos a morte dos que querem facturar, dos que querem nos matar. Somos condenados como hereges porque ainda estamos no tempo da maldita Inquisição.
A energia eléctrica está outra vez de rastos, são interrupções, pode-se dizer, todos os dias, que demoram várias horas ou vinte e tal horas. Não se consegue planear seja o que for, destruindo as esperanças de recuperação da miséria que aumenta drasticamente deixando-nos na escravidão como outra vez no colonialismo, se é que alguma vez ele daqui saiu, muito pelo contrário, vai de mal a pior. Apesar de ao longo de quarenta e um anos sempre nos impingirem que a energia eléctrica se vai normalizar, coisa que já ninguém acredita, começa o nosso cérebro a chamar-nos a atenção de que temos que fugir daqui porque as nossas vidas acabarão tristemente. A água é sorte consegui-la, e quando isso acontece tem que se pagar o transporte, o que implica duas despesas, uma da Epal e outra dos que a carregam, levando-nos para a indigência.
Se só a corrupção funciona, então é mais um estado falhado.
Se as manifestações estão devidamente consagradas e autorizadas na CEA, Constituição dos Escravos de Angola, e depois se reprimem com violência, prisão e perseguição estalinista sobre os manifestantes, isto é uma prova mais que evidente de mais um estado falhado.
Parafraseando Galileu Galilei (1564-1642): a corrupção, a miséria, a fome, e contudo elas se movem.
Diariamente aprofunda-se o abismo da bancarrota de Angola, onde já não há dinheiro para pagar a militares, como acontece em Luanda com mais de quatrocentos militares do PCU, posto de comando avançado, que foram sumariamente despedidos.
Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles. (Schopenhauer, 1788-1860)
Quem não está do lado dos manifestantes, com certeza está do lado dos corruptos. (Autor desconhecido)
Ao empurrarem para os chineses a solução dos seus problemas, os muangolés provam a sua notória incapacidade, até ser um provérbio, ou melhor, já é proverbial.
Fiquem atentos, isso mesmo, mantenham-se vigilantes, ditadores africanos, fujam, que Donald Trump está a chegar, preparem os sacos do que resta do erário público, está na hora de bazar.
E a miséria e a fome ganharam o estatuto de utilidade, e como tal instituíram-se como forte instituição de utilidade pública.
Uma coisa é certa, o muangolé já da escravidão não consegue sair.
Comemorou-se mais um ano de independência, o 41º, de esperança perdida, de miséria extrema sempre renascida, o próximo aniversário será comemorado por ossadas humanas que não resistiram à fome, mas quem é que resiste à fome?
Oito horas da manhã de céu a prever chuva, assim falam as nuvens, não é que um carro da poluição sonora religiosa de mais uma seita satânica, a propósito, vale lembrar que estas seitas são o suporte da corrupção. Com um altifalante montado no tejadilho do carro, dele saem poderosos berros para os famintos se acalmarem, não desesperarem porque o fim da fome está próximo, aliás Deus já tem as covas preparadas, e são tantas, tantas que ninguém as consegue contar porque esse é um trabalho que compete a Deus controlar, mas Ele está tão ocupadíssimo a contar a mortandade de Angola que como Omnipotente não o consegue fazer, tal é a grandiosidade da tarefa que O ultrapassa. O altifalante berra, berra e os famintos param como se daí viesse a sua salvação, “a vida é curta, cuidado com a feitiçaria.” Quando a falsa religião, qual é a verdadeira? prega que o dia do juízo final está próximo, e que se preparem que Deus está a chegar, mas porque cargas de água Ele não chega, porquê?!, pois entreguem tudo o que têm para Ele e da morte se salvarão.  A África negra é a desgraça das religiões porque qualquer uma se impõe e se legaliza. È caso para dizer que qualquer seita religiosa governa a África negra.
Um mais velho branco está na esplanada de um café. Sentado, admira a paisagem dos famintos que não pára de crescer conforme o enunciado mais elementar da lei da corrupção. Enquanto aguarda que o sirvam, encostam-se duas lascivas trintonas, uma, chocolate escuro, e outra de café com leite que quase lhe segredam: “Ó senhor!, dá-nos o número do teu telefone.” E ele deu.
E aqueles que se entregaram de corpo e alma pela causa da independência, mais tarde ela abandonou-os. Mas que independência sacana, malvada, sem carácter. Uma independência que só olha para corruptos, e que ainda se defendem dizendo que isso são calúnias.
M, o grandioso líder dos famintos, o promotor do desemprego e da fome.
Entretanto, um ou outro porta-estandarte dos partidos políticos da oposição vai-nos dando alguns salpicos de democracia. É melhor que nada.
A tirania gera a iniquidade.
Na Rádio Despertar, no programa Angola e o mundo em sete dias: Elas procuram trabalho nos condomínios e também se oferecem para, “se o chefe também quiser uma rapidinha também aceito.” São esposas e mães que os maridos e filhos desesperados aguardam em casa que elas tragam algo para comer.
Esta selva tem muitos papagaios políticos.

Só andando é que se conhece o caminho.