Vai para três meses que Luanda está sem energia elétrica. Entretanto, há quarenta e dois anos os que governam por direito de sucessão apostam na diversificação da economia… sem energia eléctrica. E o fumo do gerador do banco millennium-atlântico na rua rei Katyavala mata-nos. Em Luanda, matar é facturar.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A GUERRA ACABOU OUTRA COMEÇOU




A guerra acabou
Outra começou
Miséria, fome estourou
A guerra voltou

Depois de tanto caminhar
De cansado parar
Para balancear
A tragédia que vai ficar

A oposição
Vence a eleição
Acusam-na de rebelião
E vai para a prisão

Uma pacífica manifestação
Afinal é rebelião
Neste enxame de corrupção
Para os corruptos não há prisão

O Apolónio Graciano chegou
A televisão se desligou
O Diabo o olho esfregou
Toda a gente bazou

E nesta vida incerta
A miséria é certa
A porta da fome aberta
O cerco da tragédia aperta

As imagens adorar
Os crentes enganar
Religião é facturar
As almas salvar

Que é preciso ter fé
Para ficar em pé
Os corruptos com fervor
Na fé do dinheiro do pavor

Damos um passo em frente
O poder lentamente
Dá passos para trás, mente
Demente

Políticos flibusteiros
Com os seus companheiros
Armados de morteiros
Assediam os carneiros

Que esta cidade
Vive bem sem eletricidade
Há mais de 40 anos não é novidade
É boçal anormalidade


sexta-feira, 19 de maio de 2017

ANGOLA, A GRANDE TRAGÉDIA



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica. Ano em que a oposição ameaça sair à rua.

Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e cometa a mentira. (Apocalipse, 22,14). É como se sentisse que estamos a viver os últimos dias de Angola. Depois as trevas dominarão.
A aposta do governo na miséria e na fome faz crescer o número de mães com filhos na rua a pedirem esmola. Não deixemos que as ruas fiquem inundadas de crianças pela fome moribundas.
Viva o PIT-Produto interno bruto da tragédia.
Mas que oposição é esta? Será que em Angola há oposição? Isto é mais uma tragédia com que Angola não contava. As eleições estão a tornar-se uma vulgaridade tal que receio se lhe perca o interesse. Sdiangane Mbimbi disse que, “Angola está ma tragédia.” A miséria, a fome, a morte são sistematicamente omitidas, silenciadas pelos órgãos de informação do poder. De facto Angola está numa tragédia sem solução. Angola atingiu o fundo do abismo e logo outro se abriu e nele Angola definitivamente sumiu. SALVEM ANGOLA!
“Mesmo que não queiramos dar conta disso, a verdade é que, a vários níveis, o nosso Reino se está a desmoronar. Alguém se lembra de ter admitido no passado que teríamos hoje a maioria dos Ministérios a funcionar a meio gás por não terem luz? nalguns Ministérios não há dinheiro para carregar os tinteiros das impressoras. Noutros Ministérios estamos a assistir à distribuição de resmas de papel A3 para serem cortadas e transformadas pelos funcionários em resmas de papel A4.” (Gustavo Costa. In Novo Jornal 14/05/17)
“Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um óptimo trabalho. E a única maneira de fazer um óptimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando.” (Steve Jobs (1955-2011)
De Março até hoje 17/05.17, a desgraça da energia eléctrica (EE) já vai em 413 horas de apagões. É a trágica grande aposta do governo. Em Angola sobreviver é morrer. Sem (EE) é governação sem energização. É demasiado notório a incapacidade de estabilizar o rumo de Angola. Todos a querem devorar e a população abandonar. A situação está complicadíssima, gravíssima. É como se ainda vivêssemos sob o jugo comunista e marxista-leninista. Como explicar então se já não se consegue conservar comida na arca-congeladora.
A morte espreita-te!
Em cada esquina um gerador, em cada lar dor, morte, o estertor. Já se nota a revolta. Esta governação é como a rataria que tudo esvazia. Angola do é só roubar, e a população taxar. Se os dinossáurios continuarem no poder, muita mais merda vamos ter. O preço do petróleo baixou, a corrupção aumentou. Partos à luz de candeeiro, no hospital pardieiro. Quem não tem cabeça pensa com os pés. Com a EE a faltar, ninguém no governo vai votar. Se te queres libertar, o poder tens que desarmar. O navio-negreiro da governação encalhou, a população se amotinou. As leis não são para cumprir, são para destruir. Nesta prisão, deste campo de concentração, se gaseia a população. A desgraça espreita pela janela, Angola que será dela? Neste reino da desolação, não digam mais sim, digam não. Não há mal que sempre dure, não há ditadura que sempre perdure. Este é o país do um contra todos, e todos contra um. Está o trânsito complicado, no poder do passado. Nota-se pelo estrebuchar, que o poder está a findar. Um grupo empresarial faz a gestão, põe Angola na escravidão, e nas morgues a população. Se gostas de viver assim, vida mais que ruim, no pasquim, vão, vão para longe de mim. Esta terra está um pardieiro, um palheiro. Povo resignado é povo esfomeado. No poder sem dó, uma desgraça nunca vem só. Olho na confusão à minha volta, e o rei grita “Isto é uma revolta?” Poder macabro é descalabro.
Há cinco dias sem água e EE. Sem lâmpadas acesas, arcas-congeladoras e frigoríficos que fingem que funcionam nesta república das miragens. Às quatro da manhã desligam a EE, o gerador do banco millennium-atlântico, (BMA) na rua rei Katyavala lança muito fumo que mata. E não dá para nos queixarmos porque sendo um banco com personagens do poder a balança da justiça pende para eles sempre, sempre. Claro que esta tragédia vai acabar, tragicamente vai mudar. Com a janela fechada o fumo penetra no quarto onde dele há que fugir. Associado a isto há também a questão dos mosquitos que não interessa acabar com eles porque há interesses inconfessos para negociar, isto é, facturar milhões em medicamentos. No tempo colonial circulava o carro da tifa que pulverizava, os mosquitos matava. Significa que não se abandona a política do matar. Há um constante afazer para a população desaparecer. Como quem diz, só sabem é ludibriar. Só não entendo o seguinte: mas, sem EE todos os projectos morrem à nascença preferindo-se a especialização do caos, e nisto especialistas não faltam. Só se vê o galopar da miséria, da fome, do todos a soçobrar ao pó voltar. Mas a Tpa, a Rna e o Jornal de Angola sempre publicitam que Angola é um paraíso por excelência abençoado por Deus. O tal jardim à beira-mar plantado, mas há muito tempo abandonado. As maravilhosas cidades do ouro. A eterna fonte da juventude. Falam, apresentam muitas promessas, muitos projetos, mas sabemos que se trata de meras ilusões de ótica, de mentiras, de coisas sem consistência, sem suporte humano e técnico. Impossíveis de realizar, para engavetar. Falsas promessas que se vão afundar. É a isto que chamam governar.
Viver a respirar fumo de gerador é morrer. Na prática, depender na totalidade do gerador não resolve nada, só complica. Veja-se o último caso de uma longa série: quatro geradores do Hotel Trópico incendiaram, acabaram. Por sorte não houve vítimas. A seguir será onde? Só quem governa o saberá, ou então resta a feitiçaria que faz razia. Este povo é muito feiticeiro e acredita fanaticamente na feitiçaria. De tal modo que lhe é impossível viver sem ela. Mas povo feiticeiro é povo prisioneiro. E tudo que vá contra as regras da feitiçaria não se cumpre. Finge que se cumpre porque quem dita as ordens é a feitiçaria. Qualquer coisa que surja de mal, malária por exemplo, logo se diz que por trás disso há feitiço. Outro exemplo, que se destaca entre todos, é o de não se conseguir ganhar dinheiro sem feitiço. Se o negócio não anda é porque há feitiço. Não há nada que não se faça sem o cumprimento rigoroso dos rituais do feitiço.
Que me interessa a publicação doentia na TPA com pormenores técnicos sobre a barragem de Lauca, se as lâmpadas não acendem, a arca-congeladora também não. Se não consigo trabalhar, arrastando todos – alguns não, sempre os mesmos no mesmo diapasão – para a miséria. Que Lauca é uma das maiores barragens, de Capanda diziam o mesmo. A nossa saúde periga com o fumo dos geradores e nenhum dinossáurio até agora se referiu a isso. Estão a encher os nossos pulmões de fumo, como se fosse intencional. Suspeito mais uma vez da negociata dos medicamentos, como no caso do abandono da tifa. A nossa morte é premeditada. É caso para dizer que o que se sabe fazer é aniquilar. Há um incrível somatório de injustiças que até agora não receberam o devido tratamento judicial. O reportório é de tal monta que os carentes de justiça rangem os dentes de tanto ódio acumulado. Fruto disto, os famintos passaram à acção com fartos episódios de bandidagem que crescem estupidamente, incontroláveis, onde se lamenta a falta de acção policial. Mas, é que a Polícia não pode funcionar de metro a metro, é impossível. A solução é outra, é governamental, a Polícia não pode ser responsabilizada pela ineficácia governativa. Este clima reinante leva-nos para as portas da guerra civil com os famintos-bandidos contra a população, a atacarem por todo o lado. Havendo grande produção excedente de miséria e de fome, as cabeças deixam de pensar normalmente, ficam como que possessas do demónio, sobrenaturais. É que já é lugar-comum o assalto seguido de morte, revelando ódio?, revolta e desprezo para com o próximo. Os “mentores” discursam que está tudo sob controlo, lembrando-nos que estamos na paradisíaca república do fingir. Mas como no X-Files, nós sabemos que a verdade está lá fora. Pelo seu modo de estar, de funcionar, a CNE-Comissão Nacional Eleitoral, lembra um capataz e os partidos políticos da oposição os seus escravos, mantendo a doença da imposição do partido único.
A TRAGÉDIA ESTÁ AÍ!


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A BASTILHA DE 23 DE AGOSTO



A queda da bastilha
Da quadrilha
Libertará esta ilha
Onde a matilha tudo pilha

Como é que se vai investir
Se isto só dá para fugir
Outro Congo a surgir
Onde o pior está para vir

A grande esperança
É o voto na mudança
Isto tem que mudar
Esta selva tem que acabar

Não mais este antigamente
Deixar este presente
Não mais voltar ao passado
Votar num novo Estado

Que m.e.r.d.a de oposição
Que não faz manifestação
A energia eléctrica acabou
Angola extinguiu-se, findou

Angola não tem nada para dar
Só para tirar
A maré do dinheiro está a vazar
Miséria e fome a grassar

Parecia um país independente
Afinal era decadente
Deprimente
Ausente

Angola avante revolução
Miséria, fome, escravidão
Nos dão
Mentiras, promessas em vão

Tudo indiferente
Mas que raio de gente
Que nada sente
Tão conivente

Repleta sacanagem
Ardis de malandragem
O tempo não se esgota
Neste lodaçal agiota

Mas que grande bagunçada
Isto não dá para nada
Aqueles em quem mais confiei
Foi neles que me tramei


segunda-feira, 15 de maio de 2017

O MISTÉRIO DAS BARRAGENS DA REPÚBLICA DAS NOSSAS DESGRAÇAS



Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica.
Ano em que a oposição ameaça sair à rua.
Em Angola um dia haverá, partidos políticos da oposição terá.
Ó Angola-Congo amada, que já não serves para nada, depois de tanto abraçada, agora és muito odiada.

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Os colecionadores de desgraças podem e devem vir para Angola, e decerto vão-se cansar nesta república das desgraças. Aqui vai mais uma: há quem exiba nas ruas o seu pitbull. Há quem ande nas ruas com cães grandes e ferozes onde as crianças correm o sério risco de serem devoradas.
Angola sem oposição, não tem solução, é a continuação, da desolação.
Sem energia eléctrica … o apocalipse de Angola.
Conseguirão as populações sobreviver à fome até às próximas eleições? Qual é a opinião das oposições? Parafraseando José Afonso: Luanda cidade obscena/ a miséria é quem mais ordena.
Luanda já vai bem lançada no terceiro mês sem energia eléctrica (EE). De Março até ao dia 11/05/17, a nossa miséria já alcançou o recorde de todos os tempos com 376 horas de cortes no fornecimento de (EE. Em tempo de guerra tal nunca aconteceu, pelo menos aqui na buala. A primeira maravilha de Angola é a constante falta de EE. Com o meter de tanta água a barragem de Lauca está mais que submersa, e por causa desse dilúvio está em obras de recuperação que consumirão pelo menos mais dois meses, Maio e Junho haverá mais restrições. E depois em Julho e Agosto mais apagões. Se não sabem governar para quê teimar? E o banco millennium-atlântico (BMA) na rua rei Katyavala, gozando da total impunidade que o poder lhe concede, o fumo do seu gerador continua a matar, ordens superiores em acção? O horror aconteceu no dia 04/05/17 pelas onze horas da manhã, durante quinze minutos fumegou de tal modo que fazia como que nevoeiro. As crianças tiveram que ser evacuadas. Isto está de tal ordem que acabará numa grande, fatal desordem. Que Deus me perdoe mas creio que já começo a acreditar porque é que existem homens-bombas, são tais coisas que fabricam o terrorismo. A insensibilidade é a fortaleza das ditaduras. O autoritarismo é como uma biblioteca sem livros. Creio que no dia 23 de Agosto será finalmente proclamada a verdadeira independência de Angola?
Que a desgraça nos sitie. Que belo e aprazível é respirar, viver continuamente mesmo com a EE restabelecida sentir na respiração o fumo de geradores. É só psicopatas. Isto a TPA e a RNA, etc., não noticiam. Só informam o que lhes convém. Não são órgãos de informação, são cemitérios do limbo da informação. Os inventores de barragens constroem-nas para não produzir EE. Barragens corruptas não produzem nada. Delas só sai miséria e fome. São barragens que produzem EE invisível.
Isto não é governar, é torturar, massacrar, espoliar. Embora custe a acreditar, mas estamos perante um genocídio. Se não é então o que será? Com tanta mortandade, tanto desprezo, tanta insensibilidade? Suspeito que a espoliação da EE tem por missão a morte lenta e o fumo dos geradores é garantia mortífera de eleitores para que não exerçam o seu direito de voto, até parece uma conspiração. A oposição está na corda-bamba, no patíbulo. E o gerador do BMA aposta no morticínio do seu fumo mortal. Fumo de gerador mata, mas como se obedece às ordens superiores de que se pode matar à vontade, com impunidade, porque o poder é da eternidade. Tudo tem o seu tempo determinado e o mundo é demasiado pequeno.
Isto caminha bem, demasiado bem, e agora então com os dúbios acontecimentos do processo eleitoral à “Congo”, Angola já está prisioneira de outro Congo, Angola já é de facto e de jure outro Congo, porque, é de insistir, vai no terceiro mês que Luanda está sem EE. Somos catapultados para o inevitável exército dos famintos africanos. Diversificação da economia sem EE… é inqualificável. O que se passa com a EE, com barragens que só funcionam na televisão, na rádio e no jornal do politburo que obrigam a lembrar o tempo de Estaline. Nesse tempo, Estaline liquidava populações como o acontecido na Ucrânia que foram castigadas pelo genocídio da fome. Aqui a morte é certa. E fico pensativo porque é que os partidos políticos da oposição fazem conferências e mais conferências de imprensa sobre a mega fraude eleitoral, e não fazem nenhuma sobre a extinção da EE, da miséria, da fome, e o mais grave de tudo, a galopante corrupção. O BMA, como membro do comité de especialidade dos bancos sem sistema, lança gases tóxicos do seu gerador que matam. É necessário e urgente varrer o lixo da história. Como se não bastasse morrer pela fome, mas também pelo fumo do gerador do BMA isto é estalinismo. Com mais um comité de especialidade dos desempregados que sem EE não conseguem alternativas de sobrevivência, a população silenciosamente desaparecerá do número dos vivos como um facto consumado. Acabar com a população para que haja eleição do mesmo campeão e dos seus amigos estrangeiros de plantão, para que se consolidem as conquistas da corrupção.                                                                                                                                                                                                                                                                              
Como é que isto vai terminar/ bem não vai acabar/ o Apocalipse faz-se soar/ ouvem-se as trombetas a tocar. Os invasores chegaram/ e do poder se apoderaram/ dizem que nos visitaram/ mentira porque nos espoliaram. Ao petróleo se agarraram/ e até agora não o largaram/ tempestades semearam/ tumultos plantaram. A selva se instalou/ tudo mudou/ tudo piorou/ tudo acabou. Chamam-lhe paraíso, imundo/ é o fim do mundo/ nauseabundo/ moribundo. Regime sem ordem/ impõe a desordem/ sem lei a injustiça é certa/ a revolta o alerta. Está-se mesmo a ver/ que fácil é prever/ o que aqui vai acontecer/ é que isto já está a feder. Ficam felizes em ver tudo falido/ caído/ f.o.d.i.d.o/ arruinado/ crucificado.
Creio que as empresas também vão recusar auditorias: Pelos vistos assim parece porque num acto de solidariedade com a CNE-Comissão Nacional Eleitoral, vão recusar auditoria aos seus arquivos de contabilidade, alegando que os seus diretores são idóneos, e que as suas contas estão de acordo com as regras contábeis, reforçando que obedecem aos sãos princípios contabilísticos. E que palavra de director está acima da lei.

“Partidos da oposição alertam para manipulação de resultados eleitorais através de um negócio de mais de 200 milhões de euros.” (Novo Jornal)

Já sabemos que errar é humano, mas mais de quarenta anos de erros fazem com que errar seja monstruosidade desumana. 
É a dominação do álcool, da feitiçaria e da religião.
Os governos da maiuia é assim que funcionam: primeiro encontram-se umas chapas, com elas fazem-se paredes e tecto, logo de seguida improvisam-se cadeiras para os crentes se sentarem, improvisa-se também – tudo de improviso – um palerma qualquer que lê a Bíblia ao acaso também num altar improvisado, e com isso interpreta mensagens divinas que são ditadas aos fiéis como profecias. E pronto nasce mais uma igreja. Dóceis, quanto mais burros melhor, como cães puxados por trelas.
Dinheiro para a corrupção há, para a miséria e fome não dá. Corruptos a governar, o dinheiro vai faltar, a população vai mendigar.
“Não que Angola não precise de dinheiro, mas fundamentalmente porque Luanda não se quer sujeitar às condições impostas por Washington, nomeadamente em matéria de prestação de contas. É pena”. (Carlos Rosado de Carvalho. In Expansão.)
“A oposição pode fazer o que quiser!” Exclamou, Julião Mateus Paulo, Dino Matross, secretário para as relações internacionais do Mpla, referindo-se às dúvidas dos partidos políticos da oposição sobre o processo eleitoral.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

DINHEIRO PARA A CORRUPÇÃO HÁ, PARA A MISÉRIA E FOME NÃO DÁ.



Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica. Ano em que a oposição ameaça sair à rua.

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Os malandros até a energia eléctrica desviaram
MPLA com 320 multimilionários e 20 milhões de pobres. (Folha 8, 29/04/17). O PIB dos 320 multimilionários cresce, a nossa miséria recrudesce.
Parece que estou a viver um sonho e em consequência nada disto é real.
África tem muitos congos, é como um vulcão em permanente erupção.
Creio que é possível que a governação que nos desgoverna foi nomeada exactamente por não estar em pleno gozo das suas faculdades mentais?
Quanto mais abastados mais somos roubados. O regime da abastança sobrevive da matança. Governar para a morte se saciar. Grande matança, grande festança, o poder dança. Claro que aqui não há nenhuma diversificação da economia, há isso sim, a diversão da morte. De Março até ao dia 03/05/17, já vai em 315 horas, isso mesmo, 315 horas sem energia eléctrica (EE). Há vários anos que na rua rei Katyavala, próximo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, está o banco millennium-atlântico com um super gerador que lança fumo que até faz como se fosse nevoeiro. Roubaram o terreno das traseiras do prédio, é o que sabem fazer melhor, e não podemos ficar em casa sob risco de morte. O mais grave é que a poucos metros do gerador vivem e brincam crianças que na sua inocência não sabem que vão morrer, assim tipo Síria. Ademais Luanda é uma autêntica guerra química. Sabendo disso o banco millennium-atlântico sente prazer em ver a agonia antes da morte. É um banco que financia a morte. Isto é mesmo o macabro gozo dos psicopatas com a morte do próximo.
Vamos brincar de (EE). Vamos brincar que vamos uma barragem construir para termos EE de fingir. Depois da barragem pronta dela não sai EE porque é de fingir. Depois construímos oura barragem e dela também não sai EE porque também é de fingir. Depois constrói-se outra e sempre assim sucessivamente. Barragens que nunca funcionam porque são barragens da corrupção e nunca funcionarão. O que o fumo dos geradores, com futuras ou actuais alterações genéticas, cancros nos pulmões, várias doenças crónicas respiratórias que originam morte prematura, é crime passível de julgamento no tribunal internacional. Porque é que os partidos políticos da oposição e ONGs não accionam os mecanismos competentes desse tribunal? Porque será? Só o demónio o sabe! E o UNICEF está aonde? Creio que olha de lado, não viu, não vê, finge que não sabe de nada. Devido à sua constituição biológica ainda em curso, as crianças são as vítimas preferenciais. Mas todos somos afectados pela morte plena, prematuramente afastados da vida como se não tivéssemos o direito de viver. Como é aterrorizante viver nesta civilização do terrorismo global. Será que estamos a ser utilizados como cobaias para experiências? É só eleições. Isso da falta de EE, a miséria e a fome não está legislado. É só votar, miséria e fome não vão faltar, vão continuar, vão aumentar. 
E a (EE) continua a fingir que funciona. Os malandros garantiram que os cortes seriam durante o mês de Março e Abril. Mas não, é mais uma das mentiras e como aqui é sempre dia um de Abril, de tanto mentirem já ninguém acredita neles, e eles fingem que não sabem. Dizem que não, mas nitidamente se vê que a destruição avança a ritmo acelerado. E que o PIB deles sobe, e o nosso, o PIF, produto interno da fome, desce vertiginosamente. Tecnicamente não sabem o que fazer. Sabem, são mestres na arte de ludibriar porque nisso sabem muito bem actuar, mas com elegância corrigem, dizem que não estão a roubar, estão a desviar. E que tudo isso é uma questão de terminologia técnica. Pois, no dicionário deles, dos corruptos, ensina que roubar é para os pobres e desviar aplica-se a multimilionários.
Se não estamos em guerra, então porque é que a EE está sempre a faltar? Quem é o inimigo que perturba a paz e faz guerra? Qual é? É o inimigo actual, o habitual, o normal. Mas sem EE a fluir o PIB a subir? Não vai subir. E contudo ele sobe… nas cabeças dos mentores tudo sobe. Pobre Angola, pobre África sem destino.
E o gerador do banco millennium-atlântico na rua Rei Katyavala continua com o fumegar intenso da morte, com os aplausos do poder. É que por aqui a morte vulgarizou-se de tal modo que já ninguém lhe liga, aliás consideram-na amiga fiel. Também se premiou como mais uma maravilha de Angola. É tudo a fingir. O governo finge que governa e a oposição finge que se opõe. Claro que a população também finge que é povo. E as eleições também serão de fingir? Por trás disto há uma intenção diabólica? Tem que haver. Isto não é feito de modo gratuito. Isto está imprevisível porque nunca se sabe quando há EE.  
Estou a chegar no limite, não dá para trabalhar, estudar nem pensar. Mais uns dias é bazar, senão pela fome vou acabar.
Conversa entre vizinhas: “Devia de vir um raio e que acabasse com eles todos!”
Viver na ilusão da riqueza é coisa efémera porque a qualquer momento ela se desmorona. E quem governa pela força também pela força acabará. É tudo uma questão de tempo. Quem ama a corrupção e com isso se sustenta no poder, é como se estivesse sentado num trono cujos alicerces são como barris de pólvora.                
A paisagem da fome, a obra-prima das maravilhas de Angola: Foi no dia 1º de Maio, 01/05/17, pelas catorze horas quando na rua da Liga Africana vi no passeio uma jovem, creio que rondava os vinte anos, sentada no chão a pedir esmola com uma criança que me pareceu ter dois anos, deitada no chão em cima de um vulgar pano. Ela estendia a mão para quem passava mas em vão porque ninguém lhe ligava. Eu nas raias da fome e claramente de bolsos vazios, impotente respirei muito fundo e quase gritei porque senti a minha alma a abandonar-me, só consegui dizer “não tenho nada, não tenho dinheiro!” No regresso, no outro passeio deparo-me com a mesma situação, só que a outra jovem mãe estava a dormir e a criança também. Ocorre-me que existe um ministério que se chama MINARS-Ministério de Apoio à Reinserção Social. Não sei para que serve, creio que é como tudo, só tem o nome e mada mais. Dinheiro para a corrupção há, para a miséria e fome não dá. Quando vejo na televisão as imagens de crianças na África, etc., já sem forças para se moverem, pela fome moribundas. Como é possível isto se uma criança é como uma flor, um jasmim, completamente inocentes. Que mal fazem para merecerem tão cruel tratamento, tão cruel tortura. Ver crianças a morrerem de fome virou desporto? Campeonato mundial do desporto do infanticídio da fome? Parece bem que sim. Santo Deus até chego a arrepender-me de viver num mundo assim. A crueldade devora, mora nos corações dos seres humanos. Estão talhados para a insensibilidade, olham a mortandade com total passividade. Como se estivessem no fim da humanidade.
Os seres humanos seguem as suas vidas normais, mas quando se metem no entender que devem exercer a profissão de político pretendendo alcançar poder, perdem as suas virtudes e especialmente deixam cair a ética e passam à vulgaridade abandonando o intelecto à deriva.
Um jovem faminto, entre catorze, dezasseis anos de idade, do exército de famintos, o maior exército de Angola, foi no supermercado, nosso super express, pegou num chourição de meio quilo, olhou para todos os lados e foge o mais rápido que consegue. Mas logo alguém grita, “agarra, é gatuno!” Viu-se cercado por todo o lado, foi agarrado e logo bem desancado. Praticamente era já para ser linchado, porque o povo anda muito chateado. Mas a pronta intervenção da Polícia safou-o do julgamento e linchamento em hasta pública, mas isso não impediu que tomasse alguns medicamentos policiais. E os povos garantiam que quando chegado na esquadra levaria muita pancada.



quinta-feira, 4 de maio de 2017

A INSOSSA OPOSIÇÃO




Que estranha oposição
Mal se vê, mal se sente
Não existe não
Nem para pintar paredes
Serve
A oposição é um papagaio
Repetitivo
Furtivo
Partidos políticos? Não!
Só de ocasião
Não dá para lhes prestar
Atenção
Tais opositores
São impostores
Estupores
Ninguém nos salva
Caminhamos para a fogueira
Da inquisição
As chamas nos calcinarão
Devorarão
Saltimbancos é o que são
Olho para longe
E o que vejo?
Nada, apenas miséria
E a sua grande amiga
A fome
Sente-se na alma
O desprezo
A hipocrisia
O ranger de dentes
Da falta de ousadia
Esta insossa oposição
É como a alimentação
Sem sal
Está (muito?) doente
Impotente
Ausente
Insignificante
Hibernante
Angola já foi
Está a secar
Partiu, partiu-se
Nunca mais vai voltar
Sem energia elétrica
O que fazer?
Quem vai investir?
Quem? É só fugir
A palavra de ordem
É destruir
Mas destruir mais o quê?
As plantas e o ar que
Respiramos
Angola é e será uma
República de geradores








terça-feira, 2 de maio de 2017

SE A CORRUPÇÃO ACABAR MUITO DINHEIRO VAI SOBRAR



Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica. Ano em que a oposição ameaça sair à rua.

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Esta é a barragem que Deus nos deu. Mas afinal quantas albufeiras têm a barragem de Lauca? Duas, quatro, cem, mil? Não se sabe quantas? Lauca, a barragem de gente maluca. Só mentir para as nossas almas afligir.
Os que trabalham e sabem trabalhar estão proibidos de o fazer.
Há dois meses que Luanda está como paralisada pela falta da energia eléctrica (EE). Aqui na buala referente ao mês de Março foram 133 horas, e em Abril até agora, 26/04/17 foram 143 horas, totalizando 276 horas. Não há limites para tanta destruição. É um fornecimento ocasional, tipo fazer pouco das pessoas – sempre tenho dito que aqui não existem pessoas – pelos vistos em Angola uma barragem não serve para fabricar EE, serve para desfabricar. Sem EE a palavra de ordem é criar uma nação de desempregados, de assaltantes e de bandidos que já nos estremecem por toda a Angola porque a todo o momento estão presentes em todos os locais, não sabendo quem regressará a casa do Pai, criando uma instabilidade social nunca vista, tipo guerra civil entre bandidos e população. A situação é deveras muito crítica e para a sanar apenas se escutam as mesmas vozes, das quais ninguém acredita porque o cansaço domina as mentes, a população está como que apática, incluindo o não acreditar na classe política, especialmente a da oposição que passa o tempo a falar de eleições e não se dedica de igual modo à falta de EE e à miséria e fome que também já passaram a instituições nacionais, só lhe faltando a inclusão nas maravilhas de Angola.
Dando ensino medíocre à população apoiado pelas igrejas que ameaçam que Deus castigará quem pecar, com tais condições é muito fácil ludibriar um povo, e reforçando que quem governa o faz de acordo com o poder de Deus na Terra. Isto é um poderoso ópio que hipnotiza. E povo hipnotizado é fácil de ser levado.
Se andares com os bons serás bom, se andares com a péssima governação serás péssimo. Se a corrupção acabar muito dinheiro vai sobrar.
O que acontece quando alguns vampirizam o bolo e milhões a ele não têm acesso? É difícil de explicar? Claro que não! 
Atualização: Hoje, 27/04/17, com mais catorze horas sem EE, o mês de Abril faz 157 horas, o que desde Março totaliza 290 horas sem EE. A poluição dos geradores mata crianças – quem quer saber delas – e isto porque são particularmente vulneráveis, e também isto é um vulgar acto criminoso. A nossa saúde periga e isto faz parte da campanha da irresponsável matança. Estão a rebentar com tudo, a criar revolta porque essa é a missão que lhes compete. São exímios destruidores, quer dizer, temos todos que ser bandidos, insensíveis e mortíferos. É esta cidade que os adoradores da Idade da Pedra criaram. Sem EE e com a política do gerador, Luanda, Angola, a rastejar na política do povo sofredor. Creio que não têm noção do que é EE e muito menos para que serve. A afogarem-se na imoralidade perderam a noção da realidade. Quarenta e dois anos de vigarices bastam! Já não me restam dúvidas de que existe um plano macabro para acabar com tudo e com todos. Um holocausto. Miséria e fome são as palavras de ordem do poder. Qual é a intenção de acabar com as empresas enviando-as para a falência? Há interesses neocoloniais estrangeiros e da corrupção nacional para acabarem com a nação e com a sua população?
Além disso, com tantos desliga e liga da EE, rebentam com os cabos, equipamentos informáticos, eletrodomésticos, etc., e como não são permitidas indeminizações, é só miséria e fome. E os asseclas ainda teimam que a nossa vida vai melhorar. Mas o que é que melhora neste inferno? Num governo do inferno e para o inferno a única coisa que melhora é a intensidade das chamas. Privando as pessoas de um bem fundamental para a sua existência, como é a EE, isto é um atentado terrorista.
Sem EE todas as nossas esperanças de uma vida melhor morrem, nem chegam a nascer. É como se bandidos nos assaltassem e sem nada nos deixassem.
A minha última descoberta: Luanda e Angola não têm condições para crianças viverem. A única condição, assim se pode dizer, é o necrotério.
Quando ouvi na Rádio Ecclesia que, “eu sou o cónego Apolónio Graciano” corri num frenesi desligar o rádio, e logo de seguida respirei muito fundo, muito satisfeito por me ver livre de um grande peso que atormentava a minha alma.
O filho da mana Antónia de vinte e um anos é liambeiro, os polícias apanharam-no – não é a primeira vez e pelos vistos não será a última – em pleno delírio depois de mais uma recarga de liamba. Prenderam-no e para o libertar exigem trinta e cinco mil kwanzas em troca da sua soltura.
O que o fanatismo faz: quando uma fanática religiosa em circunstâncias ocasionais, normais, vê o sexo de um homem grita como possessa, “ meu Deus salva-me das tentações do demónio!” A relação sexual é considerada pecado. Creio que não vejo grande diferença entre religião e corrupção. Onde o analfabetismo reina a religião impera. Quando o Estado não faz justiça, esta é feita pelos cidadãos e então as fogueiras da Inquisição renascem num atroz retrocesso. É como se fosse uma igreja para todos.
E alguém perguntou à oposição porque é que se deixam manobrar, na onda levar, e não reage. E a oposição respondeu que “mas o que é que eu vou fazer?” E repetia-se, “mas o que é que eu vou fazer? pois se os tribunais são do poder, que fazer? Que fazer?”
Quando o preço do petróleo baixa, baixa, a corrupção sobe, sobe. Se o PIB sobe e a miséria e fome sobem, sobem, significa que a economia funciona com bases erradas, ou é de presumir que as bases estão adulteradas.
O que é necessário é aprontar santuários para peregrinar.
Sem saúde, sem educação, sem economia, vem o analfabetismo. Somando a falta de EE e a mentira sistemática da corrupção vem a miséria. Acrescentando o apoio da religião que dita que tudo o que acontece de mal é a vontade de Deus e que como tal se deve reprimir, açoitado conforme a lei de Deus, vem a morte pela fome.
O M é o maior, e pelas afirmações categóricas de que vão ganhar as eleições por maioria, agora e sempre, e que no Cuanza-Sul manterão os cinco deputados, etc., sugere que as eleições estão antecipadamente ganhas por artes mágicas.
Mas para quê aquecer a cabeça, isto é África e nada mais - dizem por aí - há a dizer, fazer. É uma pena que África seja para esquecer. Mas para os aventureiros não, porque nela muito facilmente encontram o seu filão. Há séculos que assim é.
No passado domingo 23/04/17 pelas dezasseis horas, a meio da rua da Liga Africana, vi horrorizado um miniautocarro que circulava a alta velocidade com crianças a bordo, e num trecho em que a rua não está em condições de circulação, devido à água que corre e faz buracos. De tão pregado ao chão que fiquei nem consegui tirar-lhe a matrícula.
Uma vez que a diversão da economia é e será sempre a sagrada miragem, continua-se a importar tudo.
No noticiário da RR, Rádio da Rua, há muitas vozes que afirmam categoricamente que o mano João Lourenço, candidato à presidência da República, ou como dizem, o presidente de Angola, escapou do envenenamento no Cunene ao ser convidado para comer o prato tradicional que é obrigatório para visitantes.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

A DESTRUIÇÃO DA DESTRUIÇÃO



Com este partido no poder
Muita fome vamos ter
Vamos todos morrer
Que mais nos pode acontecer?
A mais velha vai votar
No partido do seu coração
Muito, muito vai chorar
Quererá comer não vai ter pão
Neste comunismo do sofrer
Que a oposição não sabe combater
A oposição está-se a esconder
Ninguém sabe o que fazer
Angola não vai escapar
Mais um Congo vai ficar
Deus as igrejas mandatou
Para colher o que não se semeou
Isto não tem solução
Nem para vida de cão
Só dá para vampiros
E para quem anda aos tiros
Até na electricidade de ocasião
Há discriminação
Na sua distribuição
Reina a lei da desolação
A oposição vai votar
Vai-se deixar ludibriar
Deixar-se dominar
Ir na onda, a levar
Estou sempre a pensar
Em pôr-me a andar
Porque isto está-se a complicar
Não dá para se safar
Só gente galdéria
Nos impõe a miséria
As microempresas vão apoiar
Sem eletricidade vão-se apagar
Este inferno não vai parar
Há que dele escapar
Eles querem nos torrar
Já se estão a preparar
Quem acredita em destruidores
Só salteadores
Ó pátria destroçada
Refém da cambada












quarta-feira, 26 de abril de 2017

A BARRAGEM DE LAUCA




Encher a barragem de Lauca
De gente maluca
Para vender geradores
Às empresas dos impostores
Povo que só se sabe lamentar
Facilmente se deixa matar
Se deixa esfomear
Desmaiado pela fome tombar
Por aqui o tempo parou
O cofre secou (?)
A crise se inventou
A oposição se lamentou
Angola está a arder
Ninguém quer saber
Fingem que não estão a ver
Angola está a desaparecer
Sem liderança não há oposição
Desorientada fica a população
No caminho para a corrupção
Como caminhar sem chão
A viver no espelho do passado
Do tempo colonizado
Mas neste tempo actualizado
Não falam do mal praticado
Era o reino da dança
Do petróleo da abastança
Já só resta uma ténue lembrança
Chegou o tempo da mudança
Isso dos bandidos não é guerra?
É, que ensanguenta esta terra
Até parece que não há paz
No mar de mortos que aqui faz
Fomos vítimas da cilada
Pelos corruptos montada
Pelos seus pés espezinhada
Tiranizada
Um grupo e seus lacaios
Que oferece aos seus aios
Miséria e fome são
Nacional instituição
Perante tanta desgraça
Que se comenta com chalaça
E de tanto aguardar
Já não nos vamos safar