quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ELOGIO FÚNEBRE. Conseguiram um feito notável: a miséria está com a lotação esgotada.


Está mais que reprovado que não conseguem garantir o fornecimento de energia eléctrica e água. Demitam-se, saiam daí, ponham-se a andar. ESTÃO INSUPORTÁVEIS!
Movam-se para os tribunais para prestarem contas da vossa gestão danosa.
Ditadura o que é? É um navio com uma única pessoa a bordo, o seu comandante.

A destruição do fundamental de um país, a energia eléctrica, e o desprezo pelas nossas vidas, significa o rastilho do fim inevitável de JES-MPLA.
Mais uma fera entrou ena arena. Com a nomeação de Bento Bento, como governador de Luanda, que promete melhorias, minimizar, mas nunca resolver nada, porque quem resolve são as pessoas que não as deixam trabalhar, pois, o nosso outro super-homem diz que a luz virá, se resolverá. É isso, assim como nasce e se põe o dia, tal e qual a luz também virá. Se em trinta e seis anos não o conseguiram, jamais o conseguirão. Hum, se calhar já descobri o segredo: o nosso Super BB vai colocar milhões de velas acesas na cidade, e já está, o homem é genial.
Entretanto, no prédio dos chineses, na Baixa de Luanda, os seus donos não estiveram com meias medidas. Alaram um gigantesco gerador, é isso mesmo, e colocaram-no no terraço. Puro neocolonialismo e irresponsabilidade num país há muito sem direcção, sem gestão. Até no Governo da Província de Luanda e na Assembleia Nacional a escuridão se impôs, total. É nacional, é bom, eu gosto.
Os infindáveis apagões são os sucessos que restam de quem já não consegue nada, absolutamente nada. Ei-los, actualizados:
Energia eléctrica, a monumental fraude de todos os milénios. Novembro, apagões:
15Nov 20.14 até às 04.28 do dia 17Nov 14Nov 00.13 até às 04.10 do dia 15Nov 10Nov 09.47-10.38 07Nov 00.14 até às 09.27 do dia 10Nov 06Nov 10.32-10.42 03Nov 09.34 até às 17.10 do dia 05Nov 01Nov 19.37-21.06


Salve a Internet do Planeta. Luis Morago - Avaaz.org avaaz@avaaz.org


Caros amigos,
Nesse exato momento, o Congresso dos EUA está debatendo uma lei que pode conferir ao país o poder de censurar a Internet do mundo inteiro -- criando uma lista negra que pode ter o YouTube, Wikileaks e até mesmo a Avaaz como alvos!

Sob essa nova lei, os EUA podem forçar os provedores de Internet a bloquearem qualquer website que seja suspeito de violar as leis de copyright e propriedade intelectual, ou que falhem em policiar suficientemente as atividades de seus usuários. E, por conta da maioria dos serviços de hospedagem de Internet estarem localizados nos EUA, essa lista negra poderia reprimir a web livre para todos nós.

A votação pode acontecer a qualquer dia, mas podemos ajudar a impedir isso -- alguns membros do Congresso querem preservar a liberdade de expressão e nos informaram que um clamor internacional ajudaria a aumentar a força deles lá dentro. Vamos urgentemente levantar nossas vozes de todos os cantos do mundo e criar uma petição global como nunca antes vista, apelando para que os tomadores de decisão nos EUA rejeitem esse projeto de lei e impeçam a censura da Internet. Clique abaixo para assinar e, em seguida, encaminhe para a maior quantidade de pessoas possível -- nossa mensagem será entregue diretamente para membros do Congresso dos EUA antes da votação crucial:

http://www.avaaz.org/po/save_the_internet/?vl

Durante anos, o governo dos EUA condenou países como a China e o Irã pela repressão ao uso da Internet. Mas o impacto das novas leis de censura na América do Norte pode ser ainda pior -- efetivamente bloqueando sites para todos os usuários de Internet ao redor do planeta.

No ano passado, um projeto de lei de censura da internet semelhante foi impedido antes de chegar ao Senado dos EUA, mas agora esse projeto está de volta em uma forma diferente. As leis de copyright e direitos autorais já existem, e são aplicadas pelas cortes. Mas essa nova lei vai muito além -- garante ao governo e a grandes corporações poderes enormes para forçar os provedores de serviço e ferramentas de busca a bloquearem websites, baseando-se somente em alegações de violações -- sem um julgamento ou prova de que o crime aconteceu!

Os defensores da liberdade de expressão nos EUA já ativaram o alarme, e alguns senadores estão tentando reunir apoio suficiente para impedir esse perigoso projeto de lei. Não temos tempo a perder. Vamos apoiá-los para garantir que os legisladores americanos preservem o direito por uma Internet livre e aberta como uma maneira essencial das pessoas ao redor do mundo trocarem ideias, comunicarem-se e trabalharem coletivamente para construir o mundo que queremos. Assine abaixo para impedir a censura nos EUA, e salvar a nossa Internet:

http://www.avaaz.org/po/save_the_internet/?vl

Nos últimos meses, da Privamera Árabe ao Movimento Occupy ao redor do mundo, temos visto em primeira mão como a Internet pode estimular, unir e mudar o mundo. Agora, se ficarmos juntos, podemos impedir esse novo ataque contra a liberdade da Internet. Já conseguimos isso antes -- no Brasil e na Itália, os membros da Avaaz conseguiram grandes vitórias na luta pela liberdade da Internet. Vamos fazer dessa uma luta global, e nos mobilizarmos para derrotar a mais poderosa ameaça de censura que a Internet já viu.

Com esperança,

Luis, Dalia, Diego, Emma, Ricken, Aaron, Antonia, Benjamin e o restante da equipe da Avaaz

Mais infomações:

Sites aderem à campanha "Parem com a Censura" na web (Terra)
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5473579-EI12884,00-Sites+aderem+a+campanha+Parem+com+a+Censura+na+web.html

Editorial: Projeto de Lei da lista negra permite que juízes federais removam sites da Internet (em inglês) (Digital Journal)
http://digitaljournal.com/article/313463

A Desastrosa Legislação de IP Está de Volta – E pior do que antes (em inglês) (EFF)
https://www.eff.org/deeplinks/2011/10/disastrous-ip-legislation-back-%E2%80%93-and-it%E2%80%99s-worse-ever

Legisladores do Vale do Silício se opõem à lei de pirataria online (em inglês) (SFGate)
http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2011/11/15/BUO81LV0KI.DTL

A Lei para Impedir a Pirataria: resumo, problemas e implicações (em inglês)
https://www.cdt.org/files/pdfs/SOPA%202-pager%20final.pdf

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (03)


E finalmente, quando a Igreja e as igrejas se converterem ao cristianismo, então sim, reinará a paz e a felicidade no Céu e na Terra.
O que caracteriza o assalto do poder pelos idiotas é a constante falta de água e de luz. Por mais que se lhes explique que isso está errado, eles tentam provar-nos que nós somos os idiotas e eles os inteligentes, e que é devido a isso que estão demasiado tempo no poder.
E o nosso rei do petróleo exonerou o povo, e no seu lugar nomeou uma comissão de gestão cuja fundamental incumbência é a sua dissolução.
Quando um reino tem muitos generais no seu executivo significa, justifica a sua permanente instabilidade e promiscuidade.
E quando um reino proíbe o debate de ideias, encoraja a conspiração permanente. É o apanágio da ditadura que tenta a todo o custo sobreviver ao fim inevitável, lastimável. E os indicativos da queda iminente de um reino despótico são o colapso do fornecimento de energia eléctrica, da água e o ataque cerrado aos órgãos de informação independentes.
Na Natureza não há ditaduras, mas nas religiões há, e nos seres humanos também. Significa que religiões, humanos e ditaduras estão interligados, como frutas podres da mesma vinha.
O ditador não ama, odeia.
E a principal preocupação de um ditador não é criar riqueza para os seus súbditos, mas sim alargar os vastos territórios da pobreza.
O Lorde, Jangada de Morais, pastor das letras da União dos Comités de Especialidade das Letras Jingola, um dos letrados do reino Jingola, serve-se do monólogo para justificar o vírus da epidémica incompetência, de que Roma e Pavia não se fizeram num só dia. Para além do vazio da originalidade, peculiar, mas os romanos eram competentes, organizados e revolucionários. E estes nossos pretensos Césares nem um vulgar aqueduto de água construíram numa vulgar meia centúria. Portanto, a nossa Roma e Pavia não se destruíram num só dia, mas em quatro décadas. E se mais tempo demorarem a desgovernar, mais o barril de pólvora vai inchar. Mas que grande explosão vai estoirar. Mas isto está mais do que possível, e eles não aceitam acreditar. Ainda bem que o verde da vegetação não necessita de libertadores.
E olhando para o alto, no portão do reino Jingola letras gigantescas esculpidas em relevo lembravam os incautos que: NO REINO JINGOLA NÃO HÁ VENDAS A CRÉDITO. E mais abaixo lia-se: JINGOLA, O JUÍZO FINAL.
O secretismo no acesso à informação da Lei Permanente da Fraude Eleitoral Jingola, é como o pedir a um banco o extracto da nossa conta bancária, e ele recusar.
Quando um governo é muito numeroso, com muita gente a mais, sem dúvida alguma que a nossa vida está desgraçada. É tudo para eles e para nós nada.
Não, não é governar uma nação, é governar uma mansão.
E pela violência, fraude e corrupção se conhecem, destacam os homens.
Incitação à violência é estar quase quatro décadas no poder. Isto sim é de uma violência interminável.
Parafraseando: os cães continuam a ladrar, mas a caravana da democracia passa, instala-se.
E contratam jornalistas-papagaios-itinerantes para publicarem mentiras, pagos a peso de ouro. E os jornalistas que publicam as verdades ganham miséria de salário, e ainda os recompensam com a prisão e morte.
Na Natureza nada se perde tudo se transforma, disse o imortal Lavoisier. Em Jingola, com o nosso eterno grande timoneiro, tudo se perde e nada se transforma.
Quando é que começam os julgamentos dos rapinadores do erário público?
Numa empresa qualquer trabalhador que não serve é despedido, vai para a rua. Na grande empresa do rei de Jingola onde há muito tempo abundam trabalhadores parasitas, esses não se despedem, não.
E Deus deu Jingola, uma terra muito rica, que não lhe falta nada, têm tudo, mas os negros não a sabem aproveitar. Autor desconhecido. (Só nos faltava mais esta, hem!)
Jingola, seis horas da manhã. Amanhecer, acordar e da cama levantar. Sem luz, sem água, cheira a gasóleo e fumo tóxico. Geradores com escape livre impedem-me a concentração do pensamento. Chineses ou vietnamitas arrastam tubos de ferro e deixam-nos cair em cima de outros. Facilmente se pode imaginar o som insuportável. Uma motorizada, depois outra, de escape livre imitam cerrados tiroteios. Um vizinho que não tem nada para fazer, nem onde gastar o dinheiro, parte as paredes da sua casa e ergue outras. Na Rádio da Verdade ouve-se a frase da propaganda leninista: «A nossa vida vai melhorar.»
A invasão de igrejas em Jingola é um perigo para a democracia - porque essas igrejas encostam-se aos barris de petróleo da ditadura - para a unidade do povo jingolano e para a sua independência. Bom, a Peste Negra foi pior e a Europa sobreviveu.
As centralidades da especulação da corrupção alimentam a instabilidade social às favelas que as rodeiam. A convivência não será pacífica, porque a democracia está adiada, e depois do seu restabelecimento todas as anormalidades virão á superfície. E as contendas não resolvidas regurgitarão os habituais conflitos depois do final de qualquer ditadura. Sim, porque ditadura é o reprimir da liberdade do ser humano.
Foi Jingola que aprendeu a desgovernar? Foi Jingola que ensinou o reino europeu Emboaba a desgovernar, ou foi Emboaba que ensinou Jingola a desgovernar? E pergunto isto por um motivo muito simples: é que as circunstâncias são idênticas, que não me admira nada que estabelecessem um acordo geral de cooperação nesse domínio, na desgovernação e corrupção claro. Aqui, convém esclarecer em relação ao reino Emboaba: como é possível um povo evoluir se passa o tempo a fumar e a falar de futebol?
A família dos idiotas governa o mundo, não admira pois que ele esteja assim tão triste, tão sem futuro. Apenas uma coisa nos garantem: a marcha da miséria global.
Não me lembro quem, mas alguém confirma a síndroma Jingola: Não, não, eu escrevo bem, o teclado é que se engana.

ANÚNCIO. Precisa-se muito urgente



Milhões de cidadãos necessitam urgentemente de partido político para organizar uma manifestação contra a falta sistemática de energia eléctrica e água, imaginem… há trinta e seis anos.
Oferecemos bom vencimento mais comissões e demais regalias em vigor.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (02)


Para manter a ilusão de paz e prosperidade, Isabel (I de Inglaterra, 1533-1603,) passou a confiar cada vez mais em espiões e propaganda. Wikipédia

Têm um hino, uma bandeira
e um rei há muito residente
que nos mente

Há homens que destroem lares, mas um só homem destrói uma nação na mais completa impunidade, e obriga a população, apenas por capricho pessoal, à condição de mártir, pavoneia-se e deleita-se com a sua morte. Quem assim retrocede não tem nada de humano. É um dos mais destruidores demónios, o dragão do apocalipse.
Era perfeitamente natural, material, a inscrição junto aos portões de entrada do reino Jingola: Aviso! Reservado o direito de admissão. Jingola é para uso exclusivo de estrangeiros. Fica expressamente vedado o acesso a Jingolanos. N.B. Até as praias privatizaram.
Como estão vastos os campos da morte de Jingola e arredores. Este neocolonialismo é um desmesurado campo. O Senhor que nele comanda não se cansa de lhe ordenar a matança. Vastos campos de petróleo de caudais cadavéricos. Não, isto não é um reino, é uma associação de bactérias.

Depois da entrada triunfal pelos portões de aço, na realidade Jingola é um palácio de propriedade pessoal ornamentado por inúmeros seguranças, o rei ordenou que em cada estabelecimento público ou privado se implantassem seguranças porque o povo Tchavola há quase quarenta anos que andava descontrolado, e com uma oposição incipiente é certo, mas já com uma certa unidade, materialidade democrática, já ousava manifestar-se porque um ousado Péricles, (495 - 429 a.C.) precisamente de nome Péricles Numa, fazia e prometia que a tosca embarcação do imbróglio da governação se estatelaria no chão. Afinal, o que um povo deseja é de quem bem o comande, de resto está-se marimbando. Só protesta quando lhes partem as casas, e para cúmulo ainda lhes roubem o pão. A chefia não se impõe, nasce naturalmente. Já era ponto assente que Jingola era apenas uma vulgar mercadoria de vendas a retalho. Via-se facilmente pela impune invasão de estrangeiros nas terras jingolanas, e como se não bastasse o rei Alepeme que nasceu, cresceu, viveu e ainda vive no seu eterno palácio do poder, em troca de benesses dos seus amigos estrangeiros, acaba de incrementar, reforçar, a desgraça económica mundial, acenando aos invasores que podem tomar conta do reino Jingola como se de seu se tratasse. E claro, eles há muito que ansiavam, estavam à espera do convite/ordem de Alepeme, e de repente como uma onda de refugiados, ei-los em debandada rumo a Jingola.

E o que se temia, aconteceu: há muito que se assinalava o descontentamento, ou melhor dito, o desgosto pelos políticos que conduziam os inúmeros países do mapa-mundo à hecatombe, ao descalabro económico. Tudo começou, aliás como sempre, pelos banqueiros dos bancos, que no tempo dos Templários era uma instituição que funcionava impecavelmente e honestamente, mas os corruptos quando vêem um negócio fácil, assaltam o poder e claro, protegem-se e mais os banqueiros, formam uma família, em que os políticos e eles andam sempre de mãos dadas. E até conseguiram ludibriar os povos instituindo a reinvenção da democracia. É evidente que quando os corruptos chegam ao poder tudo é para derreter. E os povos cansados de tanta corrupção e vigarice congénitas, pois que os do Poder prometem sempre que sanearão a economia com medidas paliativas que na verdade servem apenas para ganharem tempo, oh!, como o poder os faz entontecer, a miséria avassala-se sobre as populações sem soluções à vista enquanto os da mediocracia dividem entre si os tesouros acumulados. E os agora miseráveis mundiais decidiram, já não confiam, não querem nada com políticos, decidiram de uma vez por todas acabar, livrarem-se deles. Primeiro foram os banqueiros dos bancos, ninguém quer nada com eles, o dinheiro que lá entra parece não mais sair, uma roubalheira global. Depois da queda dos bancos sobreveio a queda dos políticos. Começou a perseguição, a caça ao político, numa autêntica Inquisição Popular. Os políticos escondiam-se como podiam, muitos utilizaram os estratagemas dos esconderijos de Sadam Hussein e Kadhafi, mas as turbas sempre vigilantes desencantavam-nos facilmente e linchavam-nos imediatamente. Até crianças que apontavam com um dedo para qualquer lugar era indicativo de que havia algum político disfarçado de homem honesto, e lá iam os pobres infelizes para as fogueiras da Inquisição Popular. Assim uma espécie do episódio das Bruxas de Salém. E os políticos acabaram, nunca mais se ouviu falar deles, exterminaram-nos, desapareceram da face da Terra.
Entretanto, a Rádio da Verdade Jingola, o Jornal do Povo Jingola, e a TVR – Televisão Privada do Rei, de uso costumeiro, noticiavam que as forças leais aos políticos tinham a situação sob controlo e que milhares de populares tinham sido massacrados pelas forças da ordem e de defesa da legalidade democrática.
É neste ambiente que o nosso cavaleiro Mwangolé e a sua companheira inseparável, a bela Lady Marli, fazem a sua aparição triunfal no reino Jingola, sem séquito nupcial, na demanda do Santo Graal.
(continua)

O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (01)



Introdução

Já vesti a tanga
bem vestido estou
sou mais um preto
que estudou
(Beto Gourgel)

As almas dos humanos sempre tombaram, e tombam na procura do místico, nos mitos da eternidade de tesouros ocultos. Outros preocupam-se, contentam-se com o acesso ao tesouro do Graal da corrupção. O célebre Indiana Jones temia apenas serpentes e tinha como lema, Honra e Glória. Nos corruptos do Graal o seu brasão de armas é: Inglória Desonra. Muitas corridas ao Graal aconteceram e acontecem, claro. Como aquelas da corrida ao ouro do Klondike em 1896, no noroeste do Canadá. A outra louca correria do ouro na Califórnia (1848 – 1855, ou a célebre demanda das misteriosas cidades do ouro. Ou a busca da eterna fonte, do Graal, da juventude. Ou ainda a corrida ao Graal do petróleo Jingola. No fundo todos carregamos a procura do nosso Graal. Alguns encontram-no, outros nem por isso. Uma meia dúzia de iniciados sabe-o, e aquando da descoberta sorri-nos tal e qual a Mona Lisa de da Vinci, esse sorriso misterioso é o indicativo da descoberta do Caminho que se pode ilustrar assim: um mestre de Aikido concentra-se e de um só golpe parte o gargalo de uma garrafa de cerveja, e esta nem sequer se move. Estica os braços na horizontal e três ou mais homens tentam vergá-los mas não conseguem. E um discípulo pede ao mestre: «Mestre, ensina-me o que sabes, como é que eu serei como tu?» E o mestre elucida-o: «Não te sei explicar, só o tempo… muitos anos de prática… compreenderás».
E na Távola Redonda, em Camelot, o Rei Artur acredita que só o Graal o salvará. Galaaz foi um dos três cavaleiros que conseguiu alcançar o Santo Graal.
Entre nós, Kalunga, ordenou a demanda do Graal ao cavaleiro Mwangolé e Lady Marli para Ocidente, conforme manuscritos algures recentemente vindos à tona dos baús do desconhecido, isto é, na África Ocidental, mais concretamente no reino Jingola.

Reino Jingola, algures no Golfo da Guiné, Idade Média, ano de 2011. Sim leitor, porquê a dúvida? Pelo calendário Jingola, 2011, é ainda um ano da Idade Média, um ano da graça do Senhor.
(Continua)

domingo, 6 de novembro de 2011

Os nacionalistas das contas bancárias da república dos mártires


aliaram-se aos computadores da fraude eleitoral
E para uma ditadura bem governar
a oposição tem que aniquilar
e desconseguem energia eléctrica fornecer
conseguem as suas contas bancárias
abastecer
Até as eleições nos defraudaram, o pacote eleitoral e a fraude nacional nos confiscaram.
É possível o PIB subir sem energia eléctrica, sem água, etc? Não há ninguém que desmascare mais esta vigarice?!
E quem não tiver o cartão não entra na corrupção
No cartão da corrupção
está a tua salvação
Com o cartão estás liberto
enterrado no coração
e escravo da corrupção

As igrejas são empresas especializadas na venda de religião, o movimento do apoio do passatempo: vamos acabar com a pobreza.
Estamos em presença de uma quadrilha muito mal organizada, pois que todas as acções que pratica fá-las às claras, como o decreto-lei da corrupção, que descaradamente negam, e acusam que tais práticas são invejas e invenções das forças ocultas.
Porque é que não abandonam o poder pacificamente, fazendo a abertura democrática, mas não, teimam como os outros, tem que ser na extremada violência dos assassinatos, tiros e o inferno sempre excedente.
Quando num Estado todos os responsáveis são nomeados, incluindo na Justiça, tendo como base a sua filiação partidária, a democracia se adiou e definitivamente a Justiça se acabou.
Estamos de tal modo tão mergulhados no mar da corrupção, que nem nos é permitido assomar à superfície para respirarmos e renovarmos o ar dos nossos pulmões, infectos pelos micróbios corruptococos.

Este império do petróleo desigual
desagua no necrotério da miséria
nacional
A justiça é imparcial
nos donos deste quintal
e quem discordar
a injustiça é-lhe parcial
Povo não é para governar
é para desprezar
E nos cemitérios sob os mortos
condomínios edificar
Nem os mortos lhes escapam
Os nossos primogénitos
matam-se ao nascer
para que não periguem
o Poder
Não lhes basta o dinheiro do petróleo
sempre a jorrar
querem mais, sempre mais
espoliar
Estes campos mortais
são como os seus donos
imorais, anormais
Há algumas serpentes venenosas disfarçadas
de seres desumanos
A água é como o poder
quando fica parada muito tempo vê-se
apodrecer
Corrupção sim, democracia não

Há igrejas que são
dos poços de petróleo
Todos estão libertados
o povo ainda não
Contenta-se com o que não lhes dão

Os táxis-Hiace são o multi-caixa dos polícias de trânsito

A nossa realidade é a prisão domiciliária

Têm geradores que nos tratam da saúde
têm chineses, brasileiros, portugueses
têm bancos, têm PIB
um maestro e uma orquestra permanentemente
desafinada.

Na República dos presos políticos
tem movimento espontâneo
O Vamos Destruir Angola
A corrupção é o futuro da
Nação
Onde há corrupção, há bem-estar
e abundante pão
e um Estado sem Nação
Angola é por vontade de JES-MPLA
um chinês cantão

O nosso governo foi desfeito por maioria absoluta. Logo que empossado, a principal preocupação, a matéria-prima absoluta é a desgraça, a caça ao homem, ao opositor político. E qualquer tentativa de manifestação que use denegrir a imagem do nosso Aytola, é o todos para a prisão, num governo das prisões e para elas.