sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

08-20Nov14. República das torturas, das milícias e das demolições





Diário da cidade dos leilões de escravos

08 Novembro
A miséria da energia eléctrica chegou às 09.06 horas.
E em Angola prossegue o campeonato nacional da política hipócrita. As equipas estão há muito bem equipadas para isso. As equipas da oposição hipócrita lançam farpas de fogo sobre o partido que ganhou as hipócritas eleições. Fala-se numa nova hipócrita independência. De qualquer modo as equipas preparam-se para mais um jogo entre Hipócritas contra Hipócritas. Nada se espera, ou melhor, sabe-se de antemão que a hipocrisia ganhará e se sagrará campeã nacional. Pobres hipócritas, idiotas políticos que de política não sabem nada, mas da má política sabem tudo. A hipocrisia e os hipócritas, - dizem - vencerão. Os interesses do povo não são defendidos, apenas os interesses pessoais são preferidos. E não se fará a última navegação do navio Angola por falta de remadores. Não se pode viver com duas caras, uma de grandes defensores do bem-estar da população e outra com a máscara da falsa actividade política. Ir na conversa dos partidos políticos submissos do petróleo, Não! Basta! O analfabetismo político não triunfará mas Angola destruirá! Só se querem acomodar e não dá para confiar. O navio da hipocrisia está superlotado. VIVA A HIPOCRISIA!
09 de Novembro
Há quarenta anos que jamais saberemos quando energia eléctrica teremos.
Algures no Lubango: O padre está a dar a missa, um crente estende o pé, toca na sua batina e sente que algo não bate certo. O seu pé prende a batina, esta cai e deixa a descoberto um esqueleto.
10 de Novembro
Massacrados com mais um apagão das 15.06 até às 22.45 horas.
Os vigaristas sentem-se muito à vontade na política. Actualmente é o local indicado para as suas actividades de sapa, uma espécie de pedofilia política.
E está mais do que provado que ser vigarista em Luanda é uma actividade altamente rentável. Pois, além de se ganhar dinheiro com muita facilidade, também se conseguem lucros muito vantajosos na actividade de vigarista político, vigarizar as pessoas para se conseguirem votos ou não.
11 de Novembro
Neste miserável dia em que se comemora mais um aniversário da desgraça da independência, fomos premiados com mais um apagão das 08.39 até às 11.37 horas.
Mais uma da Lwena: Lá em Portugal a vida dos colonos já está a melhorar com o dinheiro que andam a nos roubar.
12 de Novembro
A última: português contratado como gerente de lanchonete. Também há outra profissão exclusiva de portugueses: gestor de dirigir pessoal.
Esta civilização é cancerosa. De repente verifico, oiço relatos de que muitas pessoas estão com doenças cancerosas. A miséria é como um imã que só atrai miséria.
13 de Novembro
Lixaram-nos com mais um apagão das 09.29 às 10.55 horas.
O mais grave de tudo é enquanto não aprenderem o que é solidariedade e educação, Angola não se poderá chamar Nação, não é um país é uma violenta explosão.
Só se citam exemplos disto e daquilo de Portugal, e do Brasil não, que aberração, que neocolonização.
14 de Novembro
Por aqui as pessoas só pensam em matar. À mínima coisa é logo, vou-te matar! Não dão hipótese. Que maravilhoso que isto está.
15 de Novembro
É sempre a mesma desgraça que nos bate à porta, assim nos desabou mais um apagão das 10.04 ate às 13.07 horas. Louvados sejam os Senhores!
Muito cuidado com os analfabetos que aspiram ao poder.
16 de Novembro
Esses carros blindados de cofres blindados que fazem ralis nas ruas de Luanda por empresas de segurança, um dia destes serão os causadores de um ou mais terríveis acidentes de viação.
17 de Novembro
PÂNICO A BORDO
O ministro do Interior angolano, Ângelo Veiga Tavares, recomendou hoje firmeza e vigilância redobrada face a "reiteradas e veladas" tentativas de alteração da ordem democrática e constitucional por parte de algumas forças políticas.
O ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço, exortou hoje os militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) em Cabinda a manterem-se em "estado de alerta" para impedir qualquer tentativa de "molestar a paz" em Angola.
O debate na generalidade, sobre a proposta do Orçamento Geral do Estado realizado no passado dia 13 de Novembro, na Assembleia Nacional, em Luanda foi marcado por uma intervenção da deputada da UNITA, Mihaela Webba que mereceu “ataques pessoais” da bancada do MPLA que a considerou alguém que faltou com respeito ao Presidente José Eduardo dos Santos.
Bento Bento (governador de Luanda em fim de mandato) disse que: Os militantes do MPLA em Luanda foram exortados neste sábado a redobrarem a vigilância nas suas áreas de residência, denunciando às autoridades policiais todas as manifestações aberrantes susceptíveis de desestabilizar a situação. In Club-k.net
18 de Novembro
Mais pânico a bordo: “Nas ruas até as cadeiras dos seguranças estão a levar, porque eles dizem que os seguranças não podem estar sentados.”
Para alguns do petróleo: Estamos no ano de 2014, – estaremos mesmo? Será que os relógios sofrem a conspiração do tempo? – mas para a população que existe só de nome, não, aqui estamos na Idade Média, assaltados por uma invasão de canibais que nos perseguem para devorarem os nossos corpos.
19 de Novembro
Algures num bairro de Luanda: É noite, daquelas que anunciam o fim do mundo e o fim de mais um dia de miséria e o recomeçar de outro. Batem à porta sem parar, como se a quisessem arrombar. A esposa abre-a e surpreende-se com um trio de bandidos que logo avançam de rajada e tomam conta da casa. A primeira coisa que o trio faz é perguntar pelo dono da casa que logo aparece. Um dos bandidos prepara-se para lhe dar um tiro, mas a esposa implora-lhe para que não lhe façam mal. Mas o bandido diz convicto que é ele mesmo a quem lhe mandaram matar, e rápido dá-lhe um tiro na cabeça dando-lhe morte imediata. A esposa a chorar fala que, porque é que fizeram isso, pois se já antes vieram e levaram as garrafas de gás e mais outras coisas. Então, o bandido dá-lhe uma catanada no ombro. A filha chora sem parar implorando que não matem os seus pais, mas um dos bandidos impiedosamente dá-lhe uma facada no peito. A mãe e a filha curaram-se, conseguiram escapar da morte.
20 de Novembro
Sem água.
Há dois dias que aqui na banda, aí entre as vinte e vinte e duas horas estaciona um carro de vidros fumados. Ninguém entra ou dele sai. Um vizinho disse que, esses são dos perigosos. E está mesmo a meter medo, porque uma vizinha estava sentada fora da porta do prédio e um segurança aconselhou-a a entrar porque poderia apanhar um tiro.
Pelas dez horas da manhã ouviram-se quatro tiros de pistola no largo Frei João Cavazzi, agora largo do general Ledi, pois ele privatizou-o, – é justo salientar que Angola está privatizada, pois que qualquer um do outro país do petróleo privatiza-a, fazem tudo o que querem e o que lhes apetece – e até agora ninguém sabe o motivo e as consequências dos tiros.
De um padre na Rádio Ecclesia: “Eles já estão aí!”

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

APELO AO PR JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.






O banco millennium Angola na rua rei Katyavala roubou-nos o terreno e nele montou um gigante gerador que dia e noite nos mata com fumo mortal. Não se justifica este crime horrível porque há energia eléctrica. Os moradores já se queixaram mas em vão. Já há anos que vivemos de janelas e portas fechadas. Apelamos para que V. Ex.ª ordene o fim imediato deste crime e que os culpados sejam enviados para a justiça e que os lesados recebam as devidas indemnizações.  

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

AS QUADRILHAS GOVERNAM LUANDA








E SOB AS ORDENS DA TIRANIA DEMOCRÁTICA ANIQUILAM-NOS. Como a quadrilha do banco millennium Angola na rua rei Katyavala que roubou o terreno e nele montou um gigante gerador que dia e noite mata-nos. No Poder da desgraça não nos podemos queixar porque como na Coreia do Norte a nossa vida é para acabar. S.O.S às organizações internacionais – as nacionais são do Poder – para que nos libertem. Escravizar este povo revoltado não dá porque explodirá e ninguém o segurará.

ANGOLA. O DIREITO À MANIFESTAÇÃO





1.  O direito à manifestação tem sido bárbara e sistematicamente reprimido em Angola, violando, assim, um dos preceitos constitucionais que mais dá forma e substância à democracia e aos regimes democráticos.

http://jpintodeandrade.blogspot.com

2.  Temos assistido a uma muito ridícula cobertura mediática das manifestações públicas, sempre que sejam protagonizadas por sectores ligados, directa ou indirectamente, ao poder. Temos também assistido à diabolização – por vezes, antecipada - daquelas manifestações inspiradas por sectores ligados às oposições, ou então, por jovens contestatários sem partido, activistas cívicos assumidamente críticos do poder actual.

3.  Não poucas vezes, a mídia estatal alerta a sociedade contra supostas “intenções de agentes provocadores, movidos por uma perigosa vontade de desestabilizar o nosso país, semeando o caos”. Logo de imediato, são “accionados” os analistas e os comentaristas do costume, assim como figuras públicas de variados estratos sociais e diversas vocações profissionais que emprestam, alegremente, o seu testemunho, numa maratona de depoimentos acusatórios. Fazem questão da dar pois, a ideia de que a pátria está em perigo de colapsar, de se mergulhar o país num abismo infindável.

4.  A dissuasão às manifestações tem sido acompanhada de uma onda de repressão sem precedentes. A cada nova vez, ela aumenta de tom e, também, de sofisticação.

5.  De início, os manifestantes (ou putativos manifestantes) eram previamente molestados nas suas casas. E os que escapassem a essa moléstia prévia, sovados no espaço público escolhido (ou nos seus arredores). Agora a moda passou a ser “despejá-los” a dezenas de quilómetros de distância, em locais ermos ou mesmo perigosos. As redes sociais estão cada vez mais pejadas de imagens de jovens feridos, arrastados por indivíduos fardados ou à paisana, numa verdadeira orgia de sangue.

6.  A última acção repressiva abateu-se sobre 3 jovens contestatários, sendo um deles uma jovem rapariga, estudante universitária, de nome Laurinda Manuel Gouveia, cujo depoimento têm chocado a opinião pública, pela agressividade com que foi molestada.

7.  A jovem Laurinda Manuel Gouveia não só relatou ao pormenor o sucedido, como também identificou parte dos agressores. Quer então dizer que não se trata de gente estranha e de difícil localização. Os seus agressores são pessoas físicas perfeitamente identificáveis.

8.  Se as autoridades quisessem responsabilizá-los pelo acto bárbaro cometido, facilmente o fariam. E, inclusive, teriam provas bastantes do modo selvagem como eles agrediram a jovem Laurinda Manuel Gouveia. Para isso, bastava visionarem os registos que os próprios fizeram. A vítima declarou, inclusive, que alguns deles estariam munidos de câmaras de filmagem, tendo registado as cerca de 2 horas que durou a agressão.

9.   A inacção das autoridades policiais e políticas só pode ser assumida como um silêncio cúmplice. Logo, concordam. Não há outra forma de o ver. Num verdadeiro Estado de Direito Democrático, a Procuradoria-Geral da República entraria imediatamente em campo, apurando as responsabilidades que levariam à punição dos infractores.

10.                  Também não se ouviu qualquer repúdio público e inequívoco por parte do partido político que assume a governação do país. Continua a manter um silêncio ensurdecedor, o que demonstra a sua insensibilidade quando se trata de vítimas que não são seus apoiantes declarados.

11.                  Estamos, sim, a caminhar por um trilho perigoso, dando livre curso a agentes policiais que agem sem limites, violando os direitos mais elementares dos cidadãos.

12.                  O direito à manifestação tem que ser garantido e protegido, independentemente das opções políticas de cada um. E isso deve ser feito sem equívocos, sob pena de virmos a pôr também em causa outros direitos igualmente plasmados na nossa Constituição.

13.                  O uso do direito de expressão e de manifestação permite avaliar o sentimento das pessoas, da sociedade. Entre dois actos eleitorais, a sociedade que legitimou um determinado poder deve possuir diversas formas de expressão da sua vontade. A manifestação pública é uma delas e não pode ser negligenciada, pois é uma forma de evidenciar a dinâmica social.

14.                  Um regime que não aceita ouvir vozes discordantes, de modo algum é democrático. Quem tenta circunscrever o regime democrático ao sistema multipartidário, está a estimular a busca de soluções violentas para as transformações políticas. Eu, pessoalmente, penso que esse não é o caminho certo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

30Out-07Nov14. República das torturas, das milícias e das demolições





Diário da cidade dos leilões de escravos

30 de Outubro
O que é necessário é empregar os bons hábitos de destruir tudo o que lhes apetecer. As nossas vidas para eles não passam de merda, de dejectos. O terrorismo está aqui, mas dizem que não, mas é o fim, pois então! Assim, o comité de especialidade da energia eléctrica privou-nos pela incontável vez, das 09.19 até às 23.28 horas do sonho que continua: o de jamais beneficiarmos de energia eléctrica.
Os cabos eléctricos estão sempre a queimar/ Os postes de transformação a incendiar/ E a oposição faz comunicados/ De apoio ao partido dos aleijados
31 de Outubro
Rua rei Katyavala, Luanda. Portas e janelas continuam fechadas e com muito cuidado para que as crianças não morram envenenadas. Há dezassete horas que o gerador da morte do banco millennium prossegue com a sua ordem para matar. Apesar dos protestos dos moradores, este banco da desgraça nacional com o apoio incondicional da Sonangol e os colonos portugueses da Teixeira Duarte, cumprindo ordens superiores do grande morticínio nacional tudo fazem para que acabemos de vez e que tudo fique branco, e tudo o que seja negro desapareça. Mas isso é em vão, porque nunca o conseguirão. Assim, os tugas também investem na sua grande chacina que sem dúvida acontecerá, pois que mais nada se esperará. Malditos que agora estão na mó de cima, amanhã não e então chegará a vossa hora. Estamos impedidos de levar vida normal, já estamos com problemas respiratórios. A vossa horrível hora chegará!
01 de Novembro
E os lorpas teimam que sobe o PIB da miséria/ Sob o paradigma de gente tão galdéria/ Sem a tal luz é o caos garantido/ Pelo desgoverno devidamente assumido.
Hoje lá vivemos mais um dia de terror, – e ainda falam muito do terror islâmico, quando aqui ele é igual ou mais aterrador – sim, viver sem energia eléctrica e sob a ameaça constante da morte por grupos terroristas estrangeiros, especialmente de um banco, do banco millennium Angola, na rua rei Katyavala que mata a seu bel-prazer, pois o petróleo é mentor das barbaridades e das mortes criminosas que nos assolam, como uma peste sem cura. Assim, das 07.59 até às 15.07 horas, os terroristas da EDEL deceparam-nos a energia eléctrica. Esta é Luanda a cidade do napalm e do caos da energia eléctrica outra vez. Não passam de pobres vigaristas, porque andam sempre a anunciar que o abastecimento da energia eléctrica estará normalizado. Estará, e eles sempre anormais. Todos os anos dizem isso. Luanda a cidade maravilha para os terroristas viverem.
Estes colonos portugueses são tão atrasados, tão malvados que até destroem, matam outros em quatro apartamentos alugados, - um deles é um escritório, a outros colonos portugueses. Além de nos matarem também se matam entre eles, como se vivessem numa selva. Na realidade não passam de selvagens pretensamente civilizados.
E foi dito mais uma vez ao branco (sic) do banco millennium Angola, na rua rei Katyavala, que esse fumo do vosso gerador mata-nos, e ele respondeu muito colonialmente que não, não mata de repente, mata-nos aos poucos. Estes gajos estão a precisar de um grande monte de surra seguido de expulsão. Isto não está nada bom, não, porque os colonos tugas chegam aqui e já não nos deixam viver em paz, privam-nos de viver normalmente nas nossas casas, e como o Governo os apoia pois faz vista grossa, a coisa aquece até ao descontrolo. Continuem assim, continuem, depois verão o que sucederá.
02 de Novembro
Do gerador da morte do banco millennium: os moradores disseram que se eles não resolverem o problema da morte dos moradores, numa primeira fase vão-se queixar na TVZimbo, se continuarem então também as coisas se complicarão para o maldito banco millennium com outras acções que os moradores não especificaram, admitindo-se manifestações. Por exemplo, um morador disse que o melhor é atirar garrafas de plástico para a chaminé do gerador para o incendiar.
03 de Novembro
A actividade bancária em Luanda é altamente criminosa e irresponsável. As quadrilhas continuam em alta a quadrilhar Luanda. Uma das mais perigosas é a quadrilha bancária, porque os bancos da quadrilha não têm provisões para cobertura de riscos. E nesta cidade das quadrilhas a nomenclatura saca o dinheiro dos bancos como empréstimo mas nunca o devolve, então os bancos cairão, vão para a falência. O sistema bancário de Luanda não é confiável porque a corrupção os dirige. Além do muito conhecido sistema bancário sem sistema, agora temos outro sistema: os bancos BESA de Luanda que estão falidos… a ruírem. Não é possível a banca em Luanda sobreviver de fundos públicos das receitas do petróleo porque é só corrupção por todos os barris, isso não são bancos, são organismos estatais, e mais: os bancos estão dominados por corruptos portugueses e da nomenclatura. Então, se os bancos são deles, são para falir. E mais então, os depositantes quando consultam as suas contas bancárias verificam que lhes roubaram o dinheiro, todo ou parte e não o conseguem reaver. De qualquer modo não dá para ter dinheiro depositado nesses bancos BESA porque a qualquer momento jamais o verão. Tenho dito.
República indisponível: há quase duas horas que tento ligar para duas pessoas amigas e não consigo porque a resposta é: “chamada indisponível de momento, por favor tente mais tarde”. Nesta república da desgraça está tudo indisponível, mas a corrupção está sempre disponível de noite e de dia.
04 de Novembro
Cebola importada, porque como fizeram com o limão, acabaram com a cebola nacional. Enquanto se depender da agricultura do petróleo, assim continuaremos. País que importa tudo é Estado da agricultura falhado.
Os portugueses que nos invadem com ares de extrema superioridade, – para eles somos analfabetos, e que sem eles Angola nunca será nada – com ligações perigosas do racismo, não passam de boçais pobres diabos, atrasos de vida que tentam implantar uma sociedade de costumes podres. Uma sociedade inventada e imposta à força onde nela perecerão, não sobreviverão. Da podridão só nasce destruição. E são muito hábeis na hipocrisia do reino que fundam e onde a vida é como uma estrela cadente.
“Vamos devagar.” Significa que não faremos nada. Continuaremos na mesma onda que nos leva à estagnação.
E os corruptos criaram um novo slogan: “indisponível de momento.”
05 de Novembro
Alguém me sabe dizer se hoje saíram mais malas com dinheiros dos cofres do Estado para Portugal?
Luanda, capital mundial das sirenes. Significa que a miséria está muito desenvolvida. Bom, a explicação é simples: São batedores que abrem caminho no trânsito corrompido, para que as viaturas carregadas com malas de dinheiro cheguem rapidamente a bons portos, isto é, ao aeroporto de Luanda para embarque e ao de Lisboa para desembarque. Isto porque Lisboa pretende ganhar o concurso da cidade mais corrupta da Europa, e com mais algum esforço de malas, campeã invicta mundial, destronando Luanda definitivamente.
06 de Novembro
Finalmente, consegui um feito notável. Já tenho a tripla… nacionalidade. Sou português, angolano e chinês.
Que Ordem da desordem dos Contabilistas será esta que não consegue contabilizar a corrupção, pois ainda em preparação eleitoral já seguem os esquemas tradicionais da corrupção dos quarenta anos. Terrivelmente mal vai a coitada da contabilidade. Será sem dúvida mais um órgão de financiamento à corrupção do apoio aos falsos documentos.
O problema é que aqui qualquer um com o mínimo de poder está convencido que é a lei e que pode matar quem lhe apetecer. Por aqui facilmente se vê o breve futuro das funestas consequências.
07 de Novembro
Naqueles nossos tempos de glória em que cantávamos altos valores morais e sociais, nunca pensei que chegássemos a este estádio tão alcoólico. Álcool perdoa-lhes porque eles não sabem o que bebem.
E às 21.52 horas lá se foi a energia eléctrica.