segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

30Out-07Nov14. República das torturas, das milícias e das demolições





Diário da cidade dos leilões de escravos

30 de Outubro
O que é necessário é empregar os bons hábitos de destruir tudo o que lhes apetecer. As nossas vidas para eles não passam de merda, de dejectos. O terrorismo está aqui, mas dizem que não, mas é o fim, pois então! Assim, o comité de especialidade da energia eléctrica privou-nos pela incontável vez, das 09.19 até às 23.28 horas do sonho que continua: o de jamais beneficiarmos de energia eléctrica.
Os cabos eléctricos estão sempre a queimar/ Os postes de transformação a incendiar/ E a oposição faz comunicados/ De apoio ao partido dos aleijados
31 de Outubro
Rua rei Katyavala, Luanda. Portas e janelas continuam fechadas e com muito cuidado para que as crianças não morram envenenadas. Há dezassete horas que o gerador da morte do banco millennium prossegue com a sua ordem para matar. Apesar dos protestos dos moradores, este banco da desgraça nacional com o apoio incondicional da Sonangol e os colonos portugueses da Teixeira Duarte, cumprindo ordens superiores do grande morticínio nacional tudo fazem para que acabemos de vez e que tudo fique branco, e tudo o que seja negro desapareça. Mas isso é em vão, porque nunca o conseguirão. Assim, os tugas também investem na sua grande chacina que sem dúvida acontecerá, pois que mais nada se esperará. Malditos que agora estão na mó de cima, amanhã não e então chegará a vossa hora. Estamos impedidos de levar vida normal, já estamos com problemas respiratórios. A vossa horrível hora chegará!
01 de Novembro
E os lorpas teimam que sobe o PIB da miséria/ Sob o paradigma de gente tão galdéria/ Sem a tal luz é o caos garantido/ Pelo desgoverno devidamente assumido.
Hoje lá vivemos mais um dia de terror, – e ainda falam muito do terror islâmico, quando aqui ele é igual ou mais aterrador – sim, viver sem energia eléctrica e sob a ameaça constante da morte por grupos terroristas estrangeiros, especialmente de um banco, do banco millennium Angola, na rua rei Katyavala que mata a seu bel-prazer, pois o petróleo é mentor das barbaridades e das mortes criminosas que nos assolam, como uma peste sem cura. Assim, das 07.59 até às 15.07 horas, os terroristas da EDEL deceparam-nos a energia eléctrica. Esta é Luanda a cidade do napalm e do caos da energia eléctrica outra vez. Não passam de pobres vigaristas, porque andam sempre a anunciar que o abastecimento da energia eléctrica estará normalizado. Estará, e eles sempre anormais. Todos os anos dizem isso. Luanda a cidade maravilha para os terroristas viverem.
Estes colonos portugueses são tão atrasados, tão malvados que até destroem, matam outros em quatro apartamentos alugados, - um deles é um escritório, a outros colonos portugueses. Além de nos matarem também se matam entre eles, como se vivessem numa selva. Na realidade não passam de selvagens pretensamente civilizados.
E foi dito mais uma vez ao branco (sic) do banco millennium Angola, na rua rei Katyavala, que esse fumo do vosso gerador mata-nos, e ele respondeu muito colonialmente que não, não mata de repente, mata-nos aos poucos. Estes gajos estão a precisar de um grande monte de surra seguido de expulsão. Isto não está nada bom, não, porque os colonos tugas chegam aqui e já não nos deixam viver em paz, privam-nos de viver normalmente nas nossas casas, e como o Governo os apoia pois faz vista grossa, a coisa aquece até ao descontrolo. Continuem assim, continuem, depois verão o que sucederá.
02 de Novembro
Do gerador da morte do banco millennium: os moradores disseram que se eles não resolverem o problema da morte dos moradores, numa primeira fase vão-se queixar na TVZimbo, se continuarem então também as coisas se complicarão para o maldito banco millennium com outras acções que os moradores não especificaram, admitindo-se manifestações. Por exemplo, um morador disse que o melhor é atirar garrafas de plástico para a chaminé do gerador para o incendiar.
03 de Novembro
A actividade bancária em Luanda é altamente criminosa e irresponsável. As quadrilhas continuam em alta a quadrilhar Luanda. Uma das mais perigosas é a quadrilha bancária, porque os bancos da quadrilha não têm provisões para cobertura de riscos. E nesta cidade das quadrilhas a nomenclatura saca o dinheiro dos bancos como empréstimo mas nunca o devolve, então os bancos cairão, vão para a falência. O sistema bancário de Luanda não é confiável porque a corrupção os dirige. Além do muito conhecido sistema bancário sem sistema, agora temos outro sistema: os bancos BESA de Luanda que estão falidos… a ruírem. Não é possível a banca em Luanda sobreviver de fundos públicos das receitas do petróleo porque é só corrupção por todos os barris, isso não são bancos, são organismos estatais, e mais: os bancos estão dominados por corruptos portugueses e da nomenclatura. Então, se os bancos são deles, são para falir. E mais então, os depositantes quando consultam as suas contas bancárias verificam que lhes roubaram o dinheiro, todo ou parte e não o conseguem reaver. De qualquer modo não dá para ter dinheiro depositado nesses bancos BESA porque a qualquer momento jamais o verão. Tenho dito.
República indisponível: há quase duas horas que tento ligar para duas pessoas amigas e não consigo porque a resposta é: “chamada indisponível de momento, por favor tente mais tarde”. Nesta república da desgraça está tudo indisponível, mas a corrupção está sempre disponível de noite e de dia.
04 de Novembro
Cebola importada, porque como fizeram com o limão, acabaram com a cebola nacional. Enquanto se depender da agricultura do petróleo, assim continuaremos. País que importa tudo é Estado da agricultura falhado.
Os portugueses que nos invadem com ares de extrema superioridade, – para eles somos analfabetos, e que sem eles Angola nunca será nada – com ligações perigosas do racismo, não passam de boçais pobres diabos, atrasos de vida que tentam implantar uma sociedade de costumes podres. Uma sociedade inventada e imposta à força onde nela perecerão, não sobreviverão. Da podridão só nasce destruição. E são muito hábeis na hipocrisia do reino que fundam e onde a vida é como uma estrela cadente.
“Vamos devagar.” Significa que não faremos nada. Continuaremos na mesma onda que nos leva à estagnação.
E os corruptos criaram um novo slogan: “indisponível de momento.”
05 de Novembro
Alguém me sabe dizer se hoje saíram mais malas com dinheiros dos cofres do Estado para Portugal?
Luanda, capital mundial das sirenes. Significa que a miséria está muito desenvolvida. Bom, a explicação é simples: São batedores que abrem caminho no trânsito corrompido, para que as viaturas carregadas com malas de dinheiro cheguem rapidamente a bons portos, isto é, ao aeroporto de Luanda para embarque e ao de Lisboa para desembarque. Isto porque Lisboa pretende ganhar o concurso da cidade mais corrupta da Europa, e com mais algum esforço de malas, campeã invicta mundial, destronando Luanda definitivamente.
06 de Novembro
Finalmente, consegui um feito notável. Já tenho a tripla… nacionalidade. Sou português, angolano e chinês.
Que Ordem da desordem dos Contabilistas será esta que não consegue contabilizar a corrupção, pois ainda em preparação eleitoral já seguem os esquemas tradicionais da corrupção dos quarenta anos. Terrivelmente mal vai a coitada da contabilidade. Será sem dúvida mais um órgão de financiamento à corrupção do apoio aos falsos documentos.
O problema é que aqui qualquer um com o mínimo de poder está convencido que é a lei e que pode matar quem lhe apetecer. Por aqui facilmente se vê o breve futuro das funestas consequências.
07 de Novembro
Naqueles nossos tempos de glória em que cantávamos altos valores morais e sociais, nunca pensei que chegássemos a este estádio tão alcoólico. Álcool perdoa-lhes porque eles não sabem o que bebem.
E às 21.52 horas lá se foi a energia eléctrica.