quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O Petróleo da igreja de todos os santos





No imperial petróleo dos santos
Jorra miséria por todos os cantos
Só há dinheiro para salários (?)
Dos militantes e correligionários

Já se avista outro Zimbabué
E outro mercado roque santeiro
Antes havia facturação do café
Voltamos à candonga neste canteiro

Já se avista o mar do descalabro
Do com petróleo era fácil governar
Viveremos da imposição do macabro
Porque num tsunami nos vamos afogar

Este petróleo perdeu todos os encantos
E candongueiros outra vez seremos
Pela bênção da igreja de todos os santos
No regresso ao passado viajaremos

Nos lordes do petróleo reina a riqueza
Só para eles o petróleo é uma beleza
Na imprensa deles petróleo é cultura
Da congénita intelectual impostura

É normal miséria é só para a população
Para os que nos subjugam, para eles não
Já se sabe, o terrorismo é imprevisível
Mas a miséria que o fabrica é bem visível

As empresas sem sucesso em Portugal
Em Angola são um êxito fenomenal
Funcionam bem em Angola, genial
Tudo o que não funciona em Portugal
Em Angola têm êxito, é banal, curial

A energia eléctrica é só para o Natal
Para as festas do ano-novo e carnaval
Assim como a religião é a filosofia
Da santíssima milenar hipocrisia

Jornal, qualquer órgão de informação
Que esconde a miséria da população
Isso não é, nunca será divulgação
É o poder da imprensa da opressão

Quem nos livra da poluição religiosa
Tão nefanda epidemia ardilosa
Os hipócritas estão no poder
E a oposição também o quer ter

O Governo não pode trabalhar
Inundado de inércia está a ficar
De obras descartáveis a nos ludibriar
Quem é que lhe vai mais confiar







terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

República dos trapaceiros e dos assaltos








É o petróleo dos negócios da trapaça
Dos chefes revolucionários da devassa
Do poder dos cleptómanos da arruaça
E do Santo Ofício da nossa mordaça

Avista-se a multidão de trapaceiros
São como os pardais debicam tudo
Angola do partido dos estrangeiros
E do açoitado, enjeitado povo mudo

E a mediocridade venceu, triunfou
40 anos de renovado colonialismo
Eleições democráticas o chefe ganhou
Vivam os doutores do analfabetismo

Nesta pátria corrupta da desolação
Que nos arrasta, abisma com a mão
O mais importante é desinformar
Outro Hitler diz que nos vai libertar

Então não são capazes de fazer nada?
Até a vulgar cantina é a estrangeirada
Sempre falar muito é que está a bater
Sem cérebros para problemas resolver

Há os campeões da democracia
E os campeões da corrupção
Uns vivem na plutocracia
E outros na bajulação

Este povo está gado tresmalhado
Na religião e feitiçaria alienado
Na comuna primitiva aparvalhado
Os estrangeiros governam o gado

Não é preciso bibliotecas municipais
São proibidos os autores universais
Só se aceitam os avatares nacionais
Sem literatura é povo dos currais

Estar na política para a trapaça
Nesta república da desgraça
Que na sua violência nos trespassa
No salu para os estrangeiros de graça

Há 4 dias que a água desapareceu
Ninguém sabe o que aconteceu
Venderam a água aos chineses
Aos brasileiros e portugueses

Mais um Natal miserável abençoado
Ministros e generais tudo importado
Deste governo racista implantado
Onde só o estrangeiro é privilegiado






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

16-22Jan15. República das torturas, das milícias e das demolições





Diário da cidade dos leilões de escravos

16 de Janeiro
A mãe ganha a vida na prostituição, e está a educar os filhos com um chinelo, enquanto lhes bate grita: «Então, eu farto-me de trabalhar para que não lhes falte nada, e vocês não fazem nada, andam aqui em casa a estragar as coisas. Anda cá, anda cá que também vais apanhar!»
Os sacos de lixo eram um mistério nas escadas entre o segundo e o terceiro andar do prédio. Via-se todos os dias um saco com lixo abandonado. Os moradores suspeitavam de alguém mas sem provas pouco adiantava. Durante vários dias o cenário manteve-se, e em alguns deles o cheiro era insuportável porque ali ficavam até três dias sem ninguém que ousasse a sua recolha. Mas acidentalmente um vizinho decifrou o enigma quando viu um jovem que fazia a manutenção da higiene de outro prédio, que quase discutia com a jovem empregada do segundo andar. Ela tinha acertado com ele que  colocaria os sacos do lixo na escada e ele os recolheria para que ninguém a visse fazer o serviço de colocar os sacos do lixo no contentor da rua. Porque ela não podia fazer esse serviço porque disse a alguém – um namorado? – que era chefe num escritório quando na verdade era empregada doméstica dos brancos.
As kinguilas disseram que uma jovem muito bonita foi esfaqueada na vagina até à morte pelo namorado, porque ela não namorava só com ele, tinha uma colecção de namorados.
No dia 06 de Janeiro, de um revisor oficial de contas na RTPI sobre o caso BES: “Se um administrador nos quiser enganar, ele engana-nos.” Então, para que servem as revisões e os revisores de contas? Isto não é auditoria, é demagogia contabilística. E aqui falo com conhecimento de causa, pois que exerço a profissão de técnico de cintas há quarenta anos. Mas, aqui nesta cidade dos escravos, esta profissão não tem nenhum valor, - por incrível que pareça até nos atiram para o desemprego, preferindo os charlatães portugueses - pois onde reina a corrupção, a contabilidade não passa de uma miragem.
22.30 horas, em frente à Igreja Metodista. Um português está dentro do seu carro estacionado. Uma moto-rápida pára, dois jovens saem e vão directos para o português. Um deles bate com o cano de uma pistola no vidro, o português baixa-o e os jovens levam-lhe o telemóvel, desses dos tais topo de gama, e rápidos voam na noite como vampiros. Seguranças e mais espectadores que viram o assalto, ninguém ousou fazer um gesto, porque já sabiam que os jovens atirariam a matar.
17 de Janeiro
Há muitos geradores por aí, já antes falei nisto, mas volto a fazê-lo: Junto à Angop e Direcção Provincial do Ministério da Juventude e Desportos, num terraço grande de primeiro andar, por baixo são estabelecimentos comerciais, estão lá pelo menos doze geradores. Lembrei-me que além dos outros acidentes habituais, incêndios, numa tempestade, se lá cair uma faísca e com tanto combustível armazenado, as chamas do inferno mostrarão o seu poder.
Foi no dia 22 de Dezembro: grande caça aos estrangeiros ilegais pelos serviços de Emigração e Estrangeiros. Chineses e outros estrangeiros eram só carros cheios deles. Presumo que foi a tentativa forçada de receber as boas-festas.
Aconteceu no dia 24 de Dezembro: alguns chineses com as mulheres deles chinesas – podiam ser mwangolés - esconderam-se no prédio fugidos dos polícias porque estão ilegais. Os estrangeiros andam por aí escondidos, e nas empresas quando lhes cheira a algo de policiamento escondem-se como ratos.
Não podemos confiar, nem jamais depender de cérebros enlatados nos barris de petróleo.
18 de Janeiro
Se não leres nunca serás ninguém.
O mais importante da nossa vida é não cairmos na rotina diária, porque dominados por ela, isso é a nossa morte.
Vamos lá a ver se entendo isto: um comboio de brinquedo comprado aqui nesta cidade dos leilões de escravos, na caixa dizia o seguinte: Interplay, Lda. Rua do açúcar 76 Lisboa – Portugal. Fabricado na R.P.C. (República Popular da China). Portanto, o comboio foi fabricado na China, exportado para Portugal e depois Portugal reexportou-o para Angola.
Os fiscais já estavam com as mãos na jimboa da Filomena, a vendedora do minimercado de rua, mas duas vizinhas do prédio disseram-lhes para eles não fazerem isso, e eles aceitaram, foram-se embora. Queriam saquear jimboa de borla para o almoço.
19 de Janeiro
Foi no dia 31 de Dezembro às 19.38 horas. Selvajaria impressionante, um carro com o som como nunca ouvi passa na rua. Os ouvidos, a cabeça, os vidros, as paredes, prédios, parece que tudo se irá despedaçar. É impressionante a selvajaria desta gente. Com tanto terrorista a viver nesta cidade ela está horripilante.
Pela publicidade que passa na RTP, Portugal mantém a ideia de que o engenheiro tem que andar de fato e gravata. Enquanto os engenheiros estrangeiros andam de fato-macaco.
Os garfos chineses são demais! São pesados mas com o peso ao contrário, isto é, são mais pesados na zona do cabo o que faz com que ao poisá-los nos pratos eles caiam. É mais um milagre económico chinês.
20 de Janeiro
Creio que a continuada descida dos preços do petróleo, tornará em absoluto a dependência dos chineses que invadirão Angola a troco de financiamentos, e então será o grande saque de Angola jamais visto. E o comunismo chinês será um facto consumado. Mais uma desestabilização regional, mais confrontação bélica.
Acho muita piada à maioria das vedetas da nossa política, não passam de gatos-pingados.
O trabalhador vive na Sagrada Família, em Luanda, levanta-se às cinco horas da manhã para ir trabalhar no Nova Vida. Tem que lá estar às oito horas. Esse trabalhador - e outros milhares como ele – quando chegar está cansado e não dá para trabalhar. Só mesmo irresponsáveis e de mentalidades esclavagistas impõem esta nova vida. E existem muitos casos de trabalhadores com problemas na coluna vertebral pelas horas que passam sentados nos carros. Não são trabalhadores, são mortes prematuras.
21 de Janeiro
21.15 horas: apanharam um gatuno, e a surra começou e não se sabe como ele acabou. Algumas crianças de dois e três anos escondem-se dentro do prédio, sentam-se e encolhem-se o mais que podem. Crianças educadas na mais violenta violência, da dependência da delinquência. Que brutal, que miserável futuro e presente espera esta cidade e Angola.
Mas que economia mais maluca esta: produz petróleo e sobe os preços dos combustíveis. E nisto não há nenhuma sabedoria, e onde não a há é o desespero, a miséria, a fome e a escravidão.
Fomentar bichas é criar desemprego. Demorar duas, três horas para chegar ao local de trabalho é economia primitiva.
Tal como no tempo do sovietismo, o comunismo chinês invade-nos com os seus produtos de muita má qualidade. A invasão chinesa impõe-nos o seu lixo comercial comunista. O último – como já antes aqui dito e que se reforça – é o sabão chinês que nos faz feridas nas mãos e rebenta com as suas unhas.
22 de Janeiro
O ouro está a 1.293.70 dólares, o brent a 49.03 e o crude a 47.78 dólares. E algumas vozes – as habituais – se levantam a evangelizar que isto não afecta Angola, pois que agora estão muito mais bem preparados do que estavam em 2008. Creio que se referem à corrupção. Então se o Nicolas Maduro da Venezuela, sem soluções disse que conta com a ajuda de Deus. Claro que nós por aqui também sem soluções contaremos com a ajuda preciosa do nosso deus da corrupção.
Deram cabo das árvores que domavam o vento. Agora o betão substitui-as, a ventania surge doentia, empurra-nos os fluxos do petróleo. Os chineses adoram isto, porque onde há anarquia, há poluição, o arrasar de mais uma nação.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

As células terroristas de Luanda





Colapso geral, até no abastecimento de
água à capital, pelo governo marginal.

O Folha 8, o nosso Hebdo, é para matar
Querem o fim da liberdade de expressão
É inimiga da revolução e há que a silenciar
E canhonear os seus jornalistas de plantão
O Folha 8 luta de canetas na mão
Contra a ditadura das balas de canhão

Há quarenta anos que é proibido pensar
Porque para os demónios é o aterrorizar
E nos próximos dias isso se irá decretar
Com pilecas assim nada mais há a esperar

Em Benguela uma senhora foi torturada
No seu carro ela estava mal estacionada
O J. Patrocínio da Omunga levou sovada
Das milícias forças policiais da derrocada

No pavor sem som das noites de Luanda
O medo dita a nossa existência nefanda
Alguns heróis instauraram a democracia
E os actuais instauraram a demonocracia

Mais um, outro, qualquer boçal chinês
Como Pequim polui esta merda de vez
Das más obras faz jus à sua malvadez
Chinês não trabalha, vive na sordidez

Ó mwangolé por onde vais andar
Com esse brent e os seus preços a cair
Já não vais mais ver o mundo, viajar
Mas a cambada continuará a nos subtrair

Incrível! O MPLA está um partido tribal
E assim se foi além do limite da selvajaria
É a outra democracia africana do quintal
Que para conseguir algo só com feitiçaria

De um dia para o outro a requalificação
Das hordas superiores vêm a demolição
Construir condomínios e viver na prisão
E atirar os mwangolés para um bantustão

Tantos milhões de escravos à vista
Tantos milhões de gente terrorista
E do petróleo a derrocada totalitarista
De uma corrupta gestão extremista

Democracia só no Ocidente
O resto é terrorismo deprimente
As riquezas não são da gente
São deles e do poder vigente