terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

República dos trapaceiros e dos assaltos








É o petróleo dos negócios da trapaça
Dos chefes revolucionários da devassa
Do poder dos cleptómanos da arruaça
E do Santo Ofício da nossa mordaça

Avista-se a multidão de trapaceiros
São como os pardais debicam tudo
Angola do partido dos estrangeiros
E do açoitado, enjeitado povo mudo

E a mediocridade venceu, triunfou
40 anos de renovado colonialismo
Eleições democráticas o chefe ganhou
Vivam os doutores do analfabetismo

Nesta pátria corrupta da desolação
Que nos arrasta, abisma com a mão
O mais importante é desinformar
Outro Hitler diz que nos vai libertar

Então não são capazes de fazer nada?
Até a vulgar cantina é a estrangeirada
Sempre falar muito é que está a bater
Sem cérebros para problemas resolver

Há os campeões da democracia
E os campeões da corrupção
Uns vivem na plutocracia
E outros na bajulação

Este povo está gado tresmalhado
Na religião e feitiçaria alienado
Na comuna primitiva aparvalhado
Os estrangeiros governam o gado

Não é preciso bibliotecas municipais
São proibidos os autores universais
Só se aceitam os avatares nacionais
Sem literatura é povo dos currais

Estar na política para a trapaça
Nesta república da desgraça
Que na sua violência nos trespassa
No salu para os estrangeiros de graça

Há 4 dias que a água desapareceu
Ninguém sabe o que aconteceu
Venderam a água aos chineses
Aos brasileiros e portugueses

Mais um Natal miserável abençoado
Ministros e generais tudo importado
Deste governo racista implantado
Onde só o estrangeiro é privilegiado