sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A FRAUDE DOS PARTIDOS POLÍTICOS DA OPOSIÇÃO



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.

2017, será o ano da construção de milhares de jangadas.

Sem oposição estamos com as calças na mão. Esta democracia é uma grande porcaria. Oposição descontrolada é a debandada da manada, é a vitória da carneirada.
Atingiu-se o inimaginável, a classe política, a do poder e a da oposição já não os escuto, estou como se diz por aí na gíria, de costas viradas, fujo deles como se fossem animais com peçonha. Entretanto, os contactos com pessoas também estão a ficar impossíveis porque esta gente está, creio, demente, porque a resposta recebida é quase sempre, “estou numa actividade”. Estão como que carregados de esclerose, estão danificados sem hipótese de reparação.
Por incrível que pareça não há liderança, o que leva Angola a atingir o cume da mediocridade humana. E para fazer alguma coisa é de facto impossível, porque em tal sociedade tão primitiva não há incentivos porque ainda não se sabe o que isso é. Angola já nem tábua de salvação tem. Atirada ao abandono, desapareceu. O líder de Angola chama-se analfabetismo. Cercado de analfabetos, às foices da morte não lhes falta trabalho. Angola, o campo de escravos eleito pela comunidade local. Os muangolés gostam de viver na miséria e na fome. A hipocrisia vencerá as eleições.
O que eu esperava de Angola era justiça e uma vida livre de colonialismo e escravidão, mas infelizmente enganei-me. Lixei-me e agora sofro, sofremos tamanha desilusão. Há a falsidade hipócrita, há a falsidade selvagem, canibal.
As pessoas super ocupadas, da oposição em geral, são inacessíveis, e em Luanda é o que mais se vê. Os da oposição como sempre super ocupados estão, quando se lhes pede solidariedade não nos ligam porque estão sempre… super ocupados, não têm tempo para nada. É alarmante, muito decepcionante que os problemas políticos da África Negra ainda sejam resolvidos por estrangeiros.
Quem não muda o seu destino deixa-se arrastar, deixa-se matar.
Produzir não é preciso, miséria e fome é preciso.
E devido à não-aceitação da alternância do poder, é demasiado fácil ver que a África Negra será definitivamente votada ao abandono, outra vez presa fácil de mais colonização. Depois das independências, a África Negra é uma grande desilusão.
Para quê acreditar no que se vai extinguir. Quem só sabe destruir acaba muito mal.
O mais velho foi ver o saldo bancário da sua conta. Viu com espanto que não tinha nada, foi transformado em zero. Não lhe deu muito trabalho para descobrir que o seu filho rapinou-lhe todo o dinheiro. O mais velho dominado pelas forças do mal resolveu a questão, encontrou a solução. Ingeriu veneno e saldou a sua vida não devendo nada à morte.
Como se a poluição religiosa e a poluição da propaganda política decidissem a cura desta nação incurável. A desgraça habita a todo o instante nas nossas portas.
Não percam tempo a dizer às pessoas o que devem fazer, demonstrar-lhes o quanto estão erradas, pelo contrário, apresentem-lhes soluções, mostrem-lhes o caminho da solução dos seus problemas. Por exemplo, dizer que o povo angolano está abandonado à sua sorte, isso não se diz, não resolve nada. A demagogia atrofia as mentes, faz com que as pessoas acreditem na filosofia da hipocrisia. Em tempo de ambulante miséria e fome, os demagogos também abundam, porque tais duas desgraças se fabricam em série.
E a hipocrisia é grande destruidora de amizades e de nações. Para quando o nascimento da maturidade? Pelos vistos, jamais!
A conversa da enfadonha oposição não é solução, é destruição, é evasão.
O império do petróleo caiu, finge-se que não mas tudo ruiu, o investimento fugiu, tudo faliu.
Quando um império da corrupção cai, entregam-se envelopes e despedem-se angolanos para estrangeiros empregar.
Quem menos trabalha ou não trabalha é quem mais ganha.
E continuo na batalha da estupefacção porque nem em contabilidade se consegue trabalhar, porque quando a anarquia e a corrupção reinam, a contabilidade é desnecessária, é um alvo a abater, torna-se um instrumento de trabalho dos charlatães. E nação assim é presa fácil da extorsão, no rumo da África, do continente berço da humanidade da miséria e da fome.
E o M afunda-se, afunda-se, mal se lhe vê o vulto, já não se sente, já não se vê.
No supermercado Descontão, um gerente português recém-chegado não deixa os trabalhadores fazerem compras por imaginar que eles vão roubar. Viva Angola!
Na Frescangol, mais de quinhentos trabalhadores ficam no desemprego porque a empresa estatal declarou falência.
Amigo leitor, este filme, The Thinning, de 2016, dá uma visão aterradora do que nos pode acontecer no futuro. É que os ditadores estão sempre à espreita para nos desferir o seu habitual golpe fatal, que é a nossa total escravidão para que eles se mantenham eternamente no poder, e com isso as nossas vidas não têm nenhum valor, passam a meros jogos, a um sorteio que no dia-a-dia não se sabe quem vai morrer. Eis a sinopse da Net: “The Thinning, de 2016, nos coloca num futuro pós apocalíptico onde o controlo da população é ditado por um teste de aptidão do ensino médio. Quando dois estudantes (Logan Paul e Peyton List) descobrem que o teste é falso e secretamente monitorizado escondendo uma grande conspiração. Eles precisam lutar contra o sistema para expô-lo e derrubá-lo”. 
“Esse quadro, no qual poderemos resumir em breve espaço multiplicados horrores, dar-nos-á uma ideia perfeita do estado moral daquela época, e do que é a aliança do fanatismo e do poder absoluto, ambos livres para exercerem acção ilimitada. A realidade dos factos era que o País se achava reduzido a tais termos, que se podia dizer quase exausto de forças. O rei, (D. João III) além de estar pobríssimo, com uma enorme dívida pública dentro e fora do Reino, e de ser obrigado a pagar avultadíssimos juros, era detestado pelo povo e ainda mais pela nobreza; não porque fosse de má índole, mas em razão dos conselhos que lhe davam e das obras que faziam os que o rodeavam. Um dos males que mais afligiam o Reino era a excessiva multidão de sacerdotes. Tal era o estado económico desse mesmo país, que expulsava do seu seio ou assassinava judicialmente os cidadãos mais activos, mais industriosos. Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas. Um carácter impetuoso, ardente, inflexível e absoluto nas suas opiniões. Que a uma índole destas se associem profundos sentimentos religiosos, e ter-se-á um fanático. A Inquisição, na plenitude do seu terrível poder, ia enfim apresentar-se rodeada dos instrumentos de martírio sobre um trono de cadáveres. Apontavam na súplica as principais tiranias que suportavam: prendiam-nos sem indícios suficientes, retinham-nos nos cárceres anos e anos sem processo, e continuavam a queimá-los sem piedade, apesar de expirarem nas fogueiras como verdadeiros cristãos, invocando o nome de Jesus”. (História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal III de Alexandre Herculano (1810-1878)
Amigo leitor, perante tamanha miséria moral, social, económica, política, e sobretudo a hipocrisia, a fraude dos partidos políticos da oposição, por mais que queira não me é possível desejar-lhe um Feliz Natal.

Imagem: autor desconhecido