sexta-feira, 24 de abril de 2015

O massacre Kalupeteka e do registo eleitoral






Governar com matança, eis o poder da abastança

O banco millennium massacra, faz matança
Do massacre da Caala faz festança
Foi-lhe atribuída de bandeja como herança
Esta quadrilha bancária na morte dança

Neste morticínio eleitoral se sentia
O ambiente do saque noite e dia
As vozes das igrejas cantam a hipocrisia
E a estrangeirada toda se alia
As ondas do mar trazem a nostalgia

A escala de valores morais desapareceu
O petróleo se desvaneceu
A nação… Nação?! Morreu
Tem um palácio, mas tudo desapareceu
A democracia, tudo, também se vendeu

A transição para a democracia
Já há quarenta anos se fingia
Mas o contrário sempre se dizia
Que tudo muito bem ia
E que a paz muito bem decorria

Vive-se em estado de guerra premente
Sempre a abrir uma nova frente
Mas ninguém segura o povo descontente
“As catanas vão trabalhar” a revolta é latente
Basta olhar para a cara da gente

No período eleitoral vem outra palhaçada
O vazio de coisa perdida, desconjuntada
De há muito indecentemente desorganizada
A Nação viverá muito tumultuada
E a lei marxista-leninista será revogada

O tempo é de confrontação
Partiram-se os alicerces da Constituição
Vivia em permanente violação
Porque não era permitida manifestação
O pedestal do poder obrigava à desunião

Ficam deputados fantasmas no parlamento
Porque o poder os silencia
Desta epidemia nasce o desalento
Cá fora resta-nos o vento que assobia

A hipocrisia da política e da religião
São a desgraça da nossa destruição
A política faz com o clero união
E a religião dá-lhe a extrema-unção

Quem é que ainda acredita neste poder
Pois se à distância se sente o seu feder
As suas entranhas estão a apodrecer
Pouco falta para anunciar o seu falecer