quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ditadores africanos, fujam, Donald Trump está a chegar



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
Apelo aos nossos bispos para que orem intensamente para que Deus nos liberte deste comunismo.

«Quem é? donde vem? para onde vai?» “É o poeta Bocage/ Vem de casa do Nicola, / E vai para o outro mundo/ Se lhe dispara a pistola.” Este fecho eloquente, em Portugal abria as portas do Santo Ofício por conter uma impiedade. Infelizmente o tribunal do fanatismo estava mais suave do que a Polícia do cesarismo; foi fácil ao intendente Manique obter dos inimigos literários de Bocage qualquer denúncia, e papel qualificado de sedicioso e incendiário, Bocage não tinha casa, e se vivera algum tempo com o padre Macedo, ou com Bersane Leite, agora achava-se em convivência doméstica com um poeta insulano e morgado, que comungava como ele as mesmas ideias liberais. O intendente lançou-lhe a rede dos seus esbirros; vejamos por este documento inédito o que arrastou: «Consta nesta Intendência que Manuel Maria Barbosa de Bocage é o autor de alguns papéis ímpios, sediciosos e críticos, que nestes últimos tempos se têm espalhado por esta corte e Reino; que é desordenado nos costumes, que não conhece as obrigações da Religião (In Bocage (1765-1805) sua vida e época literária. Teófilo Braga.)
O incrível acontece porque há quem governe durante dezenas de anos com sucessivos fracassos, e considere que isto é que é boa governação. O aberrante é a mixórdia da imprensa subserviente ao serviço dos fracassos, noticiar, transformar esses fracassos em vitórias e evidenciar a loucura de que se constrói um paraíso, onde infindáveis batalhões do exército de famintos são usados como prova de que se atingiu os objectivos do milénio. Ainda por incrível que possa parecer, um retrocesso para o tempo do extermínio das populações perante o silêncio da comunidade internacional, que já ninguém sabe o que isso é. A desilusão nesta civilização é intensa porque creio que nunca tantos tubarões dizimaram tanto peixe miúdo como nestes tempos de indiferença. A incerteza apodera-se do poder e está tudo certo. Crianças abandonadas à morte, aos apetites sádicos de quem as queira matar, e gente não falta, é o que há demais, porque isso faz parte do concerto das nações. Mentes diabólicas tecem planos para forçar populações a viverem ao relento como apátridas sem direitos à terra onde nasceram e que lhes pertence, mas na nova desordem internacional as quadrilhas que assaltam o Estado e contratam estrangeiros para o gerir oferecendo-lhes como espólio benesses pelos serviços prestados, enquanto os donos da terra já nem mendigar conseguem porque nos campos de concentração perecem pela fome comandada pelo ressuscitado Estaline. Antes, jovens, e agora também adultas, mais que adultas, quase avós, para conseguirem um miserável sustento, entregam-se patrioticamente à prostituição como uma maravilhosa conquista da independência. E atrozmente classificam de democracia e de plena liberdade a miséria e a fome. Um outro exército de corruptos acotovela-se no constante saque das verbas públicas sob os aplausos da imundície dos focinhos dos porcos estrangeiros que na chafurdice criada dizem que isto é a economia que cresce. Contemplados com o saque regressam com os seus opulentos quinhões da corrupção. Quer dizer, nos seus países são democratas, aqui são corruptos, mas não são investigados porque democracia é isso mesmo. Sugar Angola e afirmar que, “estamos a apoiar o desenvolvimento dos angolanos e de Angola, esse portentoso país que tem um grande futuro pela frente, e que sem nós portugueses, Angola não tem hipótese nenhuma, pois nós somos imprescindíveis.” Sim, futuro para eles e para nós, sempre a incerteza, o infuturo. E estes portugueses são defensores intransigentes da corrupção. É que um violento terramoto de corrupção sacode Angola. É a isto que hipocritamente se chama independência. É inacreditável que perante uma crise de corrupção financeira, os estrangeiros ocupam lugares de chefia para a voraz rapina e nós já praticamente nada temos para nos movermos. Esses estrangeiros como lacais aplaudem as forças do desastre económico e social, não se importando com o que acontece com a população. Incentivando a escravidão apostam no desaire final que já nos cerca. Violentas tempestades deste Elnino se formam no horizonte, sem abrigos não há escapatória. Quando a fome avança, as serpentes movem-se como no documentário Planeta Terra, na perseguição da iguana acabada de nascer. Assim, nós somos essa iguana e as serpentes são a governação e os seus asseclas estrangeiros. Claro que nem todos, a questão é descobri-los. Não creio que isto dure muito tempo. Quem procura acha, é que diariamente a violência recrudesce e facilmente se pressente o que daí virá. Está-se a sentir que o pior está para vir, de tal modo que até já se tornou um lugar-comum. Quando num país os aventureiros se instalam significa que o naufrágio está iminente, a fuga dos ratos presente, no caos bem assente. Esta aventura é o meio mais eficaz que leva à desventura. É o transporte mais eficaz que carrega a desventura.
Caramba! É que não existe nada que não esteja corrompido. Às crianças só lhes ensinam o “vou-te bater, vou-te matar!” O colapso é total, mas as forças do mal não o admitem. Q     uem semeia analfabetismo colhe o quê?, claro, colhe searas de desgraça.
Cegos, surdos e mudos, a receita que cura a idiotice. A orquestra dos políticos demagogos, tanto no poder como na oposição, ainda não conseguiu afinar-se, e pelo modo de actuação dificilmente o conseguirá. Sem ensino não há educação, há ladrão. Sem cabeça e sem pernas não se pensa, não se move uma nação. Nesta sociedade de serpentes e de seitas satânicas não surpreende que haja um elevado número de jovens que optam pela solução do enforcamento, pois o demónio da corrupção persegue-os implacável. Isto não é um país, parece um bando atípico de abutres. Ditadores africanos, fujam, que Donald Trump está a chegar, e vai prendê-los pessoalmente.  
Com muito gosto, à Idade Média regressaremos e de lá jamais sairemos. E entristece-me muito o facto de muitos mercenários incentivarem a nossa escravidão para garantirem nos seus países o seu ganha-pão. É extremamente vergonhoso, pois mesmo que isso lhes perigue a vida, pois, viver rodeado por um exército de famintos, tudo o que é desgraça é muito fácil acontecer. No final colherão a ira das populações que ajudaram a escravizar.
Luanda, o paraíso dos fora-da-lei. Creio que o mais notável exemplo da intolerância política é a publicidade. Por exemplo, na Rádio Despertar e no Folha 8, as empresas não publicitam porque são partidárias, isto é primitivismo político.
Demagogia, mais uma epidemia. Angola é e será por vontade própria, trincheira firme da desgraça, da miséria e da fome, da corrupção, e por isso mesmo Angola é uma fraude. A vitória da destruição é certa.
Devido aos preços proibitivos, a telefonia móvel e a Internet são meios de comunicação de alto luxo, apenas para uso exclusivo de uma minoria. Sem comunicações, resta ao povo os sistemas alternativos da Idade da Pedra, ou os modernos do envio de pombos-correios e dos sinais de fumo, sistemas muito acessíveis, os chamados sistemas de comunicação avançados das massas populares.
“Nós prometemos um milhão de casas, mas não como prometemos, como as iríamos fazer.”
“Já estamos com uma inflação de cinquenta por cento.” (Filomeno Vieira Lopes na Rádio Despertar)
Os cérebros de Angola estão em crise, tomados de ferrugem fazem a crise de Angola. Cérebros em crise, país paralisado.
Angola, o refúgio, o paraíso dos traficantes de armas. O último é um português de nome, Taveira, denúncia o Elmundo.
“Estou a trabalhar para estrangeiros.” Disse uma jovem vendedora de um mercado do bairro do Cazenga, aquando da visita de Isaías Samakuva.
O maior erro do M é o de entregar Angola aos estrangeiros.
Nesta banda a política está a ficar uma coisa sórdida, de não acreditar, em ninguém confiar, assim como se estivéssemos a fugir de prostitutas.