quarta-feira, 12 de abril de 2017

MISÉRIA, FOME, ESCRAVIDÃO, MORTE




Ainda não saquearam tudo?!

Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos, Angola só tem reservas líquidas para 13 dias de importação.

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Há como que uma grande preocupação, por quem de direito, como sói dizer-se, pela construção de muitos cemitérios, ou até por valas-comuns, para enfrentar a miséria, fome, escravidão, morte. Começa a fortalecer-se na minha cabeça a teoria que há uma tremenda conjura para destruir Angola e os angolanos para que depois se proceda calmamente à sua rapina, sem ninguém para chatear.
“Um dos aspectos pertinentes sobre o debate relativo à fraude eleitoral está relacionado com a transparência das Bases de Dados do Registo Eleitoral. Como se sabe esta base serve para permitir identificar quem pode candidatar-se às eleições, quem pode apoiar as eleições bem como certifica os partidos políticos para concorrer junto do Tribunal Constitucional. Serve, igualmente, para aferir se os votos depositados correspondem à estatística nela inserida.” (In Filomeno Vieira Lopes. Coordenador do Gabinete Eleitoral do Bloco Democrático – BD)
Pede-se a comparticipação da população nos projectos do governo. Isto é mesmo teatro do absurdo porque se as populações não conseguem enfrentar a miséria e a fome, é claro que é impossível comparticiparem. Enfim, enfim.
Até agora, segundo a imprensa internacional, já fugiram de Angola trinta biliões de dólares. Perante tal razia como é possível investir em Angola? Não! Não é possível. Quer dizer, Angola é mesmo uma república de abutres.
Conversa escutada no multicaixa aqui da buala: “A senhora de quarenta e cinco anos adoptou uma criança do sexo masculino, não se sabe a idade, para pedir esmola. Há poucos anos essa senhora levava vida, pode-se dizer, de abastada. Até motorista particular tinha.”
Disseram-me que há aí uma vizinha que mora num apartamento de um prédio onde de lá vem um fortíssimo cheiro a podre que se espalha por todo o prédio. Um ou outro vizinho apanharam-na de porta aberta e perguntaram-lhe como é: ela fechou a porta e refugiou-se dentro de casa. O cheiro vem do lixo que ela acumula em casa porque tem vergonha de o transportar para o contentor do lixo na rua.
O M não está muito preocupado com a caça ao voto dos eleitores, estes até são desprezados e ameaçados porque sabe de antemão que as eleições estão ganhas, ou ainda pior, há muito tempo que estão ganhas.
Vamos melhorar a corrupção. Os corruptos são unidos. Destruir é um dever revolucionário. Sob o lema, vamos destruir Angola e os angolanos, este lema já está cumprido na íntegra, a cem por cento.
No programa revista da manhã, da Rádio Ecclesia do dia 31 de Março de 2017, a Esmeralda Chiaka, que com o Válter Cristóvão fazem a locução, disse que lá na sua casa, o ar-condicionado foi-se, era uma vez, e pelo que percebi também ficou sem arca congeladora. De qualquer modo com essa energia eléctrica não dá para conservar nada. Ao que o Válter corroborou dizendo que ele também está nas mesmas condições – (estamos todos digo eu, quando é que esta revolução acaba? Ainda não é chegado o tempo de acabar com ela?) – e que só dá para o arroz, sal e óleo.
A mana Mónica disse que esteve num óbito e que pouco antes de falecer o defunto cagou cacos de vidro e escamas de peixe. Nasceu logo grande agitação e que haverá confusão porque isso é sem dúvida alguma obra de feitiçaria. 
Os que nos governam gozam do conforto dos equipamentos, das comidas e das bebidas, etc, tudo ou quase fabricado pelos brancos, e o povo leva vida de muangolé, isto é, vida de escravo na mais incrível miséria.
Ainda o programa revista da manhã da Rádio Ecclesia: os fiscais queriam roubar um gerador, pasme-se, em funcionamento, aí num dos bairros de Luanda. Quando os moradores se aperceberam, atiraram-lhes com chuva de pedras. Mas eles voltaram à carga e novamente os moradores, que receberam reforços da vizinhança, bombardearam os fiscais com redobrada chuva de pedras. Os fiscais desistiram da refrega.
Diversificação da economia sem energia eléctrica só tem um nome, vandalismo., ou diversificação da destruição da economia.
Notícia da rua diz que há contrabando de moedas de cinquenta e cem kwanzas para a RDC. Depois de serem derretidas fazem-se brincos para venda.
Mas esse caos continuo da energia eléctrica não é prova de incompetência? Privar assim a população conduzindo-a para a ruina total e completa? Isto é liquidar definitivamente a vida das pessoas. Eles estão certos porque já não há pessoas, só há moscas e mosquitos. E a paupérrima oposição não tuge nem muge. Destruir a energia eléctrica é destruir tudo, porque governar é destruir. Governo de mentir/ só sabe destruir/ há que o aluir/ isso não se pode consentir. E no mês de Março de 2017, arrasaram bem as nossas vidas porque foram no total, aqui na buala, 133, cento e três horas sem energia ou luz, como popularmente se diz.
Considero isto muito lamentável, o facto de a oposição “apenas” se preocupar com os votos dos eleitores, está no seu direito, mas lutar contra a miséria e a fome não faz absolutamente nada. Quer dizer, cidadãos só servem para votar e mais nada. Creio que isto não é seriedade.
Angola pode-se dividir em dois emes, a saber: um M minoria dos abastados onde tudo é canalizado para o poder: Como disse um soba na Cáala, na província do Huambo, sul de Angola, que as palavras dos discursos dos nossos governantes são ditadas por Deus. Referia-se ao discurso do ministro da defesa e candidato à presidência da república, João Lourenço. O outro M é o da miséria generalizada, de população escravizada.
Quem passa a vida, o tempo, a pensar em Deus e à sua espera em vão, decerto pela fome acabará. É isto o imperialismo religioso.
“ As baratas são conhecidas por se limparem depois de tocadas por humanos.” “Quem manda no mundo não é o país com os melhores soldados, mas sim o que tem os melhores cientistas.” (The X Files.)
E continua-se com a política do, quanto mais burros melhor.
“Com os níveis actuais de corrupção e de burocracia não vale a pena tentar em pensar em diversificar a economia.” (Economista, Alves da Rocha.)
E um dos motivos da greve dos funcionários administrativos da PGR- Procuradoria-Geral da República é o de funcionários agora licenciados em direito ainda estarem com a categoria profissional de empregados de limpeza, ou como escriturários-dactilógrafos.
Mamos e manas preparem-se para o circo de horrores que aí vem: a mãe que dorme ao relento com um bebé de poucas semanas e outros filhos, e ninguém se preocupa com isso, e quando chove, meu Deus que me dá vontade de chorar. Em especial o governo inexistente que exorbita dinheiro. É este destino que comanda Angola, África do museu dos horrores. E a senhora que saiu para comprar negócio nunca mais apareceu. Procuraram, procuraram e nada.
Nesta república tudo está a estrebuchar. De um muangolé: “Não temos luz, não temos água, não temos nada, só morte.”
Há aqueles sacerdotes que usam e abusam do santo nome de Deus, porque assim torna-se muito fácil enganar o próximo. É como levar um rebanho de pobres ovelhas para a prisão, convencendo-as que vão para o paraíso.   
Governo da morte e para a morte/ com material bélico de grande porte/ já está de despedida/ mas antes vai dar-nos cabo da vida.
Amigo leitor, até à próxima semana. Abraço.