segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

25-30Dez14. República das torturas, das milícias e das demolições





Diário da cidade dos leilões de escravos

25 de Dezembro
Sonangol garante abastecimento de combustível na quadra festiva: nos outros dias não porque não é necessário. É caso para dizer que a Sonangol só existe para quadras festivas.
E as mães que andam nas ruas para verem se conseguem vender alguma coisa, e os pequeninos lá em casa ansiosos que elas cheguem com alguma coisa para comerem. Se elas não conseguirem vender nada, lá em casa os pequeninos irão dormir com fome. Disto ninguém se lembra, finge que não sabe.
Mas que Natal este do petróleo e para os donos do petróleo. De ano para ano a miséria aumenta tal e qual como a corrupção. Isto está muito perigoso, de arrepiar os cabelos porque só se privilegiam três classes sociais: os donos do petróleo, os estrangeiros e o clero. A população?! Creio que ninguém já sabe do que se trata. A comunidade internacional acredita que são animais fugidos do zoológico e considerados perigosos e como tal para abater. A repressão está a ficar ferocíssima como no Reino do Deserto. Matam-se pessoas com uma facilidade incrível, o que nos conduz para a condição do reino da morte. Não, isto não é dia de Natal, é o dia da miséria da família.
A viver com gente assim tão detestável não dá para ter amor a ninguém.
Luanda, a cidade destruída onde ninguém consegue viver em paz.
Luanda não é uma cidade, é uma aldeia.
26 de Dezembro
00.45 horas. O gatuno foi caçado em flagrante delito no roubo de um carro estacionado. Gritava tanto, tanto da surra que levava de vários cidadãos que não se sabe se conseguiu escapar da morte. Arrastaram-no pela rua abaixo e já quase não se lhe ouvia a voz.
E três meses passados mais um brutal aumento nos preços de combustíveis de vinte por cento. Em Setembro os preços da gasolina e do gasóleo subiram 46,6 por cento, o que totaliza 66.6 por cento. Um aumento brutal que ninguém conseguirá aguentar, os miseráveis, claro, pois se já antes destes aumentos a miséria era a companhia preferida, com o aumento de 46,6 por cento, a miséria fortaleceu-se, agora com mais 20 por cento, a miséria é invencível. É o convulsionar desta Nação, é o suspiro final.
Nos temos que fluem não estamos seguros em lado nenhum porque a qualquer momento somos atingidos por um terramoto, um ciclone, frio polar, uma fenomenal tempestade, um vulcão, uma revolução proveniente de um terramoto político. Mas o mais grave disto tudo é a democracia, onde os corruptos nela se escondem, tal e qual como a pedofilia na Igreja, para a qual basta pedir perdão, tal e qual como os corruptos na pedófila democracia.
Como é maravilhoso o poder do nosso cérebro. Eu e a Lwena tivemos o mesmo sonho, sonhámos que o nosso neto de dois anos e meio se debruçou perigosamente na varanda e caiu. Quer dizer que é possível sintonizar os nossos cérebros e que existe uma gama de frequência que lhes permite transmitir mensagens e que até agora ninguém o descobriu.
Na zona do Zé Pirão, uma senhora da Cultura (sic) levantou dinheiro no banco e logo que dele saiu os bandidos já a esperavam. Exigiram-lhe a pasta com o dinheiro, mas ela pôs-se em fuga e atirou-lhes com uma pasta vazia. Isto serviu para que os bandidos ficassem ocupados enquanto ela se safava com a outra pasta já em segurança.
27 de Dezembro
Como é que se pode desestabilizar o que já está desestabilizado!
Da Lwena: “Andam por aí espiões a ouvirem as nossas conversas.”
O mano Jota vivia muito bem, trabalhava num banco e não dava confiança a ninguém, porque já era uma pessoa muito importante, assim como se dizem daqueles que trabalham na Presidência da República. O mano Jota era bancário já há muitos anos, até que a bolha rebentou. Afinal descobriram que o Jota desviou bwerere de dinheiro do banco. Obrigaram-lhe a devolver o que roubou, não era coisa de pouca monta porque ficou sem casa, sem carro, sem nada. A mulher também lhe mandou estacionar no espaço, ele ficou na casa da mãe, na miséria. Quem o viu e quem o vê, até cigarros mendiga.
No dia 02 de Dezembro choveu muito, cerca das duas, aí até às catorze horas. Esta espécie de cidade ficou Luanda dos grandes lagos. Notável foi a descoberta que Viana – nos arredores de Luanda – afinal é plana e quando chove a água não tem por onde sair. Notável sim senhor!
O minimercado Pomobel na Rua Rei Katyavala, continua a despejar o lixo no prédio ao lado, dando a entender que o lixo não lhe pertence.  
28 de Dezembro
“E nós importamos espargos, alhos e outros produtos agro-pecuários (da China) porque “são mais baratos”, destruindo o nosso tecido agrícola… Enquanto os chineses se matam por comprar alimentos importados, ainda sendo mais caros, por não estarem contaminados.” Comentário de um tal, Navajadeockham no ELPAÍS.
As quadrilhas das crianças atacam. Eram dez crianças que na zona do Hotel Alameda puseram em fuga quem lá se encontrava. Uma outra criança que vendia bolos, caíram-lhe em cima e roubaram-lhos, a criança bem tratava de defender o seu negócio, mas perante o assalto e a iniciada pancadaria fugiu abandonando os bolos que serviram de refeição às crianças esfomeadas.
22.48 horas. O vizinho e a vizinha do quinto andar reiniciaram as hostilidades, voltaram à batalha campal. E ela está grávida de alguns meses. Como ela é a segunda (?) mulher, sente imensos ciúmes da primeira porque o marido até agora não a abandonou, e como ele a engravidou ela por ciúmes também lhe exigiu que a engravidasse. Estes casos são corriqueiros em Luanda. Os homens têm mais do que uma esposa e as mulheres também têm mais do que um esposo.
29 de Dezembro
Angola está a um passo de ficar – ou suplantar? – como a Coreia do Norte.
As kinguilas abandonaram a sua área de trabalho, fugiram precipitadamente porque um carro de vidros fumados estava a vigiá-las. Então um dos ocupantes baixou o vidro e no seu interior viram-se ocupantes de óculos escuros, e logo as kinguilas os reconheceram como perigosos assaltantes.
Está muito perigoso levantar ou depositar dinheiro num banco. Nesta selva humana os animais ferozes multiplicam-se. O descontrolo é mais que evidente, mas enfim, há quem goste de viver assim.
Há por aí tantos pastores do evangelho sem rebanhos. Já dizimaram as ovelhas, só restam demónios. Portanto, são pastores de demónios.
O sobrinho da mana Mónica chegou de Portugal. Ela disse que ele é jogador de futebol, e como lá não consegue arranjar emprego como jogador, regressou à mãe-pátria do petróleo para ver se cá consegue emprego. A mana Mónica disse que terá que gastar algum dinheiro fora do seu OGP - Orçamento Geral da Pobreza, para lhe dar a comida dos jogadores que é, segundo ela, batatas fritas com bons bifes. Angola é mesmo a pátria dos desesperados.
30 de Dezembro
Os chineses são como as moscas, estão em todo o lado, e tal como elas assediam-nos, incomodam-nos, perturbam o viver do nosso dia-a-dia de todas as maneiras e feitios. São como enxames de moscas varejeiras que nos poisam na comida.
A religião comanda a superstição, uma das forças mais poderosas do mundo.
Ouvi na Rádio Ecclesia que o Papa visitou a Coreia.
Preço do brent, o nosso petróleo, isto é, o petróleo deles porque de nosso não tem nada, às 08.56 horas, 57.88 dólares e do crude 53.61 dólares.
2015, será o ano da miséria total e completa. Com os preços do petróleo a baixarem assim e na nossa praça os preços dos combustíveis a subirem, isto não dá para aguentar, isto vai ser só assaltar.
José Eduardo dos Santos disse que 2015 será um ano difícil, um ano impossível, digo eu.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O PETROCOLAPSO DE ANGOLA





“Um ano difícil” um ano impossível

O preço do petróleo está a baixar
E a nossa miséria a aumentar
Os lordes continuam a festejar
Nos preços dos combustíveis, matar

É muita festa e o estrangeiro avança
Neste país dos 40 anos de bonança
Oh! Quantos sonhos idealizados
Na ditadura repressiva jamais realizados

Neste paraíso a insegurança aumenta
Nos constantes assaltos desta tormenta
Onde se sente imenso a morte lenta
Nos sobressaltos de gente nojenta

Natal, os preços sobem sem explicação
Porque só enriquece quem é ladrão
Os chineses impõem-nos os seus lixos
Comida, quase tudo e seus crucifixos

Tudo o que é ilegal vale como lei
O estrangeiro está sempre primeiro
O nosso deus diz: Angola destruirei
Mais um levante mais um braseiro

E os poços do vosso petróleo bebereis
Das vossas extravagâncias vos fartareis
E tudo e as nossas vidas destruireis
Como um bando de abutres ficareis

Crianças educadas na violenta violência
Que depois vivem dessa dependência
Nas prisões abarrotadas de delinquência
No fim do petróleo sem sobrevivência                                                                                       

Nas mãos da ignorância e da superstição
Reside a infâmia das armas da religião
Na eternidade do poder desta mata
Qualquer um nos ordena, nos mata

Avançamos muito não para melhor
Recuamos muito sempre para pior
Prometemos muito não para melhorar
Nos nossos relatórios tudo vai piorar

Luanda a cidade da desolação
E Angola destruída pela religião
Dos padres do deus da corrupção
No estertor do petróleo da maldição

Criança diz: vou-te bater!
Nunca diz: eu quero aprender!
Angola está-se a desfazer
Porque o petróleo não ensina a ler

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A igreja da sagrada família do petróleo



 


A Igreja sepulcral só do petróleo
É dos santos e também do apolónio
Abençoada Igreja da corrupção
Que lava tudo o que é manifestação

E assim crescem os ateus apolónio
Está muito fácil seguir um demónio
A hipocrisia da santa Igreja milenar
É a riqueza do demónio a nos esganar

Jurou os pobres e os miseráveis servir
A falsidade demoníaca do ouro seguir
A origem dos males de uma nação
É a evangelizada e funesta corrupção

Já nesta Igreja ninguém pode confiar
Nela já não há ninguém honesto
Porque essa maldade é para contagiar
E seus sacerdotes ficarem de arresto

E o senhor dos exércitos ordenou
Estais todos condenados, sentenciou
E de Luanda/Angola nada sobrou
O senhor dos exércitos as arrasou

Governar por tal lei do senhor
É a superstição do terror impor
De mais uma religião de luto e dor
Do seu e outro poder do estertor

E nesta selva religiosa sem fim
Há quem goste de viver assim
Confiar nos sacerdotes amigos
É confiar nos piores inimigos

Ah! Esta Igreja do petróleo
Tão desgraçada pelo vil óleo
E dos seus vis ensinamentos
De preceitos tão virulentos

Nos altares os ossos dos santos
Choram os pedófilos cantos
Da pedofilia há muito enlutada
Da santa Igreja ainda não castrada

O inferno da Igreja está presente
Na vida e no coração do crente
Sim! O demónio está com a gente
E Deus sempre o eterno ausente

A Igreja das malas do dinheiro
Serve o petróleo por inteiro
Serve os santos de um só senhor
Dos preços do petróleo o penhor




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

16-24Dez14. República das torturas, das milícias e das demolições





Diário da cidade dos leilões de escravos

16 de Dezembro
O Governo português do primeiro-ministro Passos Coelho disse que o desemprego em Portugal diminuiu. Com certeza, pois se por aqui – em Luanda – pouco falta para que sejam – dizem – quinhentos mil portugueses que aqui conseguiram emprego. Numa política puramente colonial apoiada pelos princípios mais retrógrados do poder do petróleo, em que, o petróleo é nosso, da minoria, nós ordenamos e o povo ajoelhado suplica-nos por algumas côdeas de pão.
E o que se fará com o petróleo a 55.91 dólares? Nada, isto é, numa população miserável não há como carregar nos impostos. As empresas são deles ou a eles ligadas, só resta o aumento do preço dos combustíveis, e isto será a derrocada porque a população já não suporta mais miséria e com a fome como única companhia o teatro está encenado para a desgraça final. Esta irresponsável governação quando os preços do petróleo valiam ouro podia muito bem ter criado o desenvolvimento da economia do país, mas não, optou por surripiar as receitas do petróleo para usos individuais e agora nada há a fazer, a não ser o regresso ao comunismo primitivo, que já se nota muito bem com o apoio dos chineses, basta ver a porcaria dos produtos deles que por aqui circulam. Quer dizer, a China envia-nos o lixo e nós comemos. Sinceramente, isto é demais, como se fossemos porcos no curral, e a oposição não consegue combater estes males, a não ser com alguns comunicados onde o partido no poder se ri de tanta inépcia. Pobres cérebros sem neurónios.
17 de Dezembro
Todos os meios lhes servem para nos eliminarem. Até o gás do gerador do banco millenium na rua rei Katyavala em Luanda. Sobre mais este gerador da morte, – são muitos, como os que estão nas torres e condomínios deles, é tudo deles até as praias, eles fazem o que querem e lhes apetece para nos liquidarem e ninguém têm coragem para se lhes opor, como essa oposição da vergonhosa vanguarda do histerismo político que se diz democrática – chegou à nossa redacção a informação que o banco millenium telefona todos os dias para os técnicos portugueses, mas eles não aparecem. Uma fonte que preferiu o anonimato disse que o banco millenium não paga os serviços prestados e os portugueses estão em greve por falta de pagamento. Sem lei nem ordem os portugueses destronam Luanda e as nossas vidas.
18 de Dezembro
Mais um cúmulo bwé da nossa hipocrisia local: falam bwé da corrupção dos outros países, como o caso Junker da União Europeia e da corrupção das suas figuras públicas, falam, falam da corrupção sem exaustão. E da corrupção das portas escancaradas em Angola nem uma palavra. Isto inclui os tais nossos famosos jornalistas que têm medo de se debruçarem sobre o tal patriotismo nacional – a corrupção – Ah! Corrupção a quanto obrigas.
19 de Dezembro
Isto assim não dá, quer dizer, qualquer um tem ordem para matar. Isto cheira a chacina.
Ninguém está em paz porque as quadrilhas chegam e como no faroeste, fazem tudo por tudo para nos desalojarem, nos matarem. Só a lei da morte impera. Em pleno ano de 2014, custa dizê-lo, mas estamos à mercê de um Estado selvagem.
Diariamente a violência sobe tão facilmente até atingir a sua vitória final. Viver aterrorizado à espera de ser assaltado, isso é viver? Ó senhores do petróleo, ainda não lhes chega, ainda não estão satisfeitos? É necessário o clímax final?! É fácil de prever que uma revolta acontecerá, mas como os senhores, os donos do petróleo e de tudo têm a certeza que não, eles é que são os inteligentes porque com a violenta repressão, o terror resolve tudo mas gera também violenta resposta que facilmente se poderia evitar mas como preferem o caos e os rios de sangue, assim seja feita a vontade deles.
20 de Dezembro
Rafael Marques de Morais: “Como se pode ter orgulho na soberania de um país que tem mais de mil generais e comissários da polícia, mas não consegue produzir dois coordenadores de segurança para o Kero? Com a premissa da incapacidade da mão-de-obra local e a carência de quadros nacionais, faltou apenas ao governo importar ministros e generais, cargos que constituem os maiores entraves ao desenvolvimento humano em Angola.”
Viver sem oposição política, é como o mar sem peixe, como um castelo assombrado, como mulher sem marido e vice-versa, como sacerdotes sem templos, como dias sem sol densos de nevoeiro. Viver de uma só voz é como um hospital psiquiátrico que vive da voz do seu director. É como uma ditadura do proletariado.
Não é, nunca será possível nesta cidade dominada por quadrilhas existir lei. Existe apenas a lei das quadrilhas.
21 de Dezembro
Uma jovem de dezoito aqui da bwala engravidou e não se sabe como tirou a gravidez. Depois começou a queixar-se de que não se sentia bem. Levaram-na ao hospital mas em vão, quando lá chegou já estava sem vida.
No dia 10 de Novembro a Rádio Ecclesia noticiou que um jovem no bairro Huambo, em Luanda, foi assaltado e agredido até à morte.
O Nosso Técnico está num banco a reparar uma máquina que controla os depósitos e levantamentos. De repente chegam dois brancos portugueses e dizem-lhe para ele se retirar que eles farão o serviço, quer dizer, para lhe roubarem o emprego. O Nosso Técnico bazou e foi para casa. São tantas, tantas as diatribes patrocinadas pelos únicos e exclusivos milionários do petróleo que não dá mais para suportar. Desprezar os angolanos em proveito dos estrangeiros é um atentado contra a segurança nacional, é fazer revolta, é promover instabilidade.
22 de Dezembro
Nós, estrangeiros, apoderamo-nos de tudo, então, vós, mwangolés ficais desempregados. Bom, desempregados não. Restam-vos as vendas nas ruas e os assaltos. Mas nas vendas nas ruas instruímos a Polícia para que vos persiga, porque não queremos lixo nas ruas, sim! Vós, os donos da terra sois lixo! 
23 de Dezembro
Não resisti a mais esta afronta praticada pelos donos das nossas vidas. Para os que lutaram pela independência com armas na mão ou não, isto é um ultraje, uma traição à Pátria passível de julgamento. Mais um alerta de Rafael Marques de Morais que não se pode silenciar: “Um exemplo específico e recente é o do maior hipermercado de Angola, Kero, pertença dos generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento, e do vice-presidente Manuel Vicente. Em Outubro passado, a direcção-geral do Kero procedeu a 12 nomeações para os cargos de director-geral adjunto, gerentes de lojas e bazares, assim como os de coordenadores de segurança. São todos oriundos de Portugal, e nenhum deles é negro. Vejam-se os casos de Nuno Sardinha e Paulo Monteiro: ambos vieram para Angola como coordenadores de segurança da logística e do hipermercado do Kilamba, respectivamente. O primeiro saiu de Portugal como chefe de segurança do Jumbo de Castelo Branco, enquanto o segundo exercia a mesma função no Jumbo da Amadora, em Lisboa.”
24 de Dezembro
Amanhã é Natal, mais um dia de mais um ano passado na fortaleza da miséria, de promessas infestadas de desolação. Para quê prometer se sabemos que nada vai acontecer. Muito pelo contrário, tudo é de esmorecer.
Entretanto às 12.27 horas o petróleo está a 57.12 dólares. Se antes na abastança era miséria, agora com tais preços chamar-se-á miserabilíssima.
Desejo a todos um feliz Natal…