quinta-feira, 26 de março de 2015

Rafael Marques e o Estado islâmico de Angola




Os malfeitores são quem mais ordena
Nesta medieval arena
Isto não é uma democracia
É uma cleptocracia

Quando a liberdade chegar
A independência vamos cantar
E os do petróleo e os seus estrangeiros
Nas prisões serão passarinheiros

E os das igrejas são os dirigentes
Dos rebanhos muito obedientes
E têm no povo de escravos a multidão
Há muito petróleo mas não há pão

O preço do petróleo baixou
O preço da alimentação aumentou
No Governo os gastos continuam
No povo a miséria e a fome abundam

As democracias apoiam a escravidão
É por isso que somos uma grande nação
Dos lucros do petróleo não participamos
São testamentos que não herdamos

Do choro com fome das crianças
Sentem-se as tristes desesperanças
Que o petróleo é nosso, dizem eles
O petróleo não é nosso, é deles

Na independência seriamos muito felizes
Hipócritas! Queriam dizer muito infelizes
Esqueceram-se de diversificar a economia
Sem petróleo é o fim que se previa

Fingir democracia é o que interessa
Fugir com o que resta da massa depressa
O petróleo não dá, jamais será o que era
Deixou de ser aquele por quem se espera

Qualquer voz denunciante é para manietar
A corrupção é um bem tem que alastrar
De caras tristes e mãos estendidas
De 40 anos de promessas não cumpridas

Deuses do templo do petróleo adorados
De medievos passos cadenciados
Com imagens adoradas no altar
Do petróleo sonegado em alto mar

E lá vamos para a inevitável rebelião
Assim o escreve a violenta repressão 
Impor pela força das armas o poder
Assim no mesmo caminho irá perecer