sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Cavaleiro Luaty e Mana Laurinda na Demanda da Santa Corrupção (16)



Já consegui a tripla nacionalidade. Sou angolano, português e chinês. Estou a tentar a quádrupla nacionalidade como cidadão brasileiro.
A histeria política dos discursos do, não é?! Aprendizes e aprendizas de política que muito usam a histeria política como discurso e que usam o, não é?, milhentas vezes até que ficam insuportáveis, mas não notam, claro. Falam por aí nos órgãos de informação que parece não têm mais ninguém, assim: pois, não é?, a nossa sociedade, não é?, está doente, não é?, não sei, não é?, que será do, não é, do nosso futuro, não é?.»
Creio que um aborto seria melhor. De uma vizinha: «A minha tia está muito mal, foi parar no hospital porque o filho bate-lhe todos os dias.»
Muito movimento de viaturas com as sirenes ligadas. Mas isto é anormal, - confesso que não sei o que existe por aqui de normal, se alguém souber que me diga por favor – pensei. Bom, é claro que estamos na república das sirenes. Mas agora é demais. Sirenes por todos os lados, isto é, por todas as ruas. Não foi necessário meditar profundamente para descobrir que esse ambiente “sirenaico” deve-se ao recém-criado comité de especialidade das sirenes, que tem como função principal, a desordenada correria para resolver o caos económico sem solução.
Segundo a Rádio Despertar, o tribunal de menores do Huambo julgou e condenou crianças de seis anos por tomaram banho numa lagoa. Foram condenadas ao pagamento de noventa e cinco mil kwanzas.
Há dois mil e tal anos que o demónio disfarçado de deus governa a Terra.
Há poucos predestinados para viverem na miséria e na fome. Muito gratos a deus por isso assim permanecem em tal aberração. O povo angolano é um desses povos que vive nessa imensa felicidade, no desejo, da espera que o senhor chegue e os salve. O problema da África é que os seus líderes são eleitos por deus, e está tudo dito.
Pergunta: depois do desaire da nossa selecção nacional de futebol no campeonato africano das nações, os jogadores serão presos sob a acusação de actos preparatórios de golpe de estado?
Angola onde por todo o lado se ouve dizer: «O MPLA TEM QUE SAIR DAÍ!»
Incrível! Governo e oposição deixam Angola mergulhar no caos político, económico e social, e por isso Angola é pasto da fome. Angola definitivamente desabou e ninguém a salvou, todos apostaram em a afogar e ninguém sabe nadar. Nem uma tábua de salvação se criou, para o lixo tudo se atirou. Os portugueses estão em debandada, alguns resistem até que não sobre nada, na esperança de que melhores dias virão, mas está previsto que não, não há salvação. Os asiáticos feitos com a ralé da nomenclatura sobem os preços, especulam com o dólar. Os preços sobem, sobem, sobem fazendo com que a nossa moeda kwanza se torne inútil. Angola produz e vende fome em larga escala. Se não se fizer nada, é claro que nada se fará, a população pela fome perecerá, como um cataclismo será. Angola desabou. A população só encontra, só vê fome. Angola, o reino, o paraíso da fome.
Angola engolida, pelo lixo vencida, e logo de seguida por moscas e mosquitos invadida, que nos levam a vida. Angola dos incompetentes e irresponsáveis devidamente organizados em altamente perigosas quadrilhas de aventureiros. Angola onde por todo o lado se ouve dizer: «O MPLA TEM QUE SAIR DAÍ!» O tempo passa e depois não se poderá recuperar
A palavra de ordem é massivamente desempregar. Então, sem dinheiro para comer, ninguém tem dinheiro para pagar impostos, e exércitos de famintos não pagam impostos.
Mas nada afecta a vida abastada, luxuriante da nomenclatura, que indiferente destila nos seus órgãos de informação privatizados a seu favor, que Angola é e será por vontade própria uma espécie de Coreia do Norte. Entretanto o exército de famintos une-se.
Mais um país africano da sempre africana mão estendida à comunidade internacional. Só que o PAM-Programa Alimentar Mundial, não tem dinheiro para socorrer catorze milhões de famintos na África Austral, e Angola já faz parte desse exército de famintos. Só que o PAM ainda não os contabilizou na sua totalidade. Onde há corrupção generalizada o terrorismo facilmente se instala, é a derrocada.
O imposto da fome subiu muito. Ele é fácil de pagar, a fome paga-o e ainda sobra… fome. Estrangeiros e nacionais quando da apresentação anual das suas contas nas repartições dos bairros fiscais, fazem-nas com a contabilidade falsificada, com lucros escassos ou um diminuto prejuízo, para iludir, para o fisco fugir. E isto acontece porque o grande desastre desta nação é o há muito não ter contabilidade organizada. Por exemplo, eu desde há algumas dezenas de anos como técnico de contas não consigo trabalho, porque a corrupção é muito valorizada e a contabilidade – a organização - muito desprezada, e daí a bestial Angola derrocada.
É este o panorama caótico que se revolve facilmente com o julgamento dos inocentes presos políticos, os bodes expiatórios dos quarenta anos da infâmia, da desgraça. Os líderes africanos transformam as suas populações em moscas que invadem as ruas para venderem qualquer coisa para sobreviverem no lixo das suas vidas. Mas aqui na Ingombota, em Luanda, onde resido, há vários meses que continua a estabilidade no fornecimento da energia eléctrica, da água, e sem lixo que é recolhido regularmente há incontáveis anos.
Sem formação, o angolano continua na ancestral escravidão.
A criança de três anos e meio brinca com um camião grande. Enche-o com muitos polícias de brinquedo e depois exclama: “Estes são os polícias angolanos que lutam contra os bandidos!”
Acabo de saber que uma amiga empresária do ramo da construção civil está a pão e água. Ao que Angola, o país mais rico do mundo como todos dizem, chegou. A morte bate à porta.
Férias judiciais, e interrompem-se julgamentos, especialmente o dos presos políticos, a justiça não pode parar. Se a justiça entra de férias então não há justiça.
Angola é um país soberano da soberana corrupção.
Quando ficamos sem energia eléctrica e água, e abandonados à miséria e à fome, o nosso pensamento enche-se de ódio e deseja que quem nos governa desapareça de qualquer modo das nossas vidas e da governação.
A religião é a melhor aliada desta governação e das outras fieis amigas, porque ela conduziu e conduz Angola ao Estado mais miserável e faminto, porque presentemente há evangelistas do apocalipse que felizes pela epidemia da miséria e da fome declaram solenemente que: “É como está escrito para se cumprir as sagradas escrituras.” Então, o apoio da religião da morte, da destruição… o apocalipse está assegurado, muitos inocentes, especialmente crianças morrerão abençoadas pelo deus da religião. Resignados esperam a morte da palhaçada das escrituras e nada fazem para a evitar, enquanto outros lutam arduamente para se salvarem, a si, às suas famílias e a população.
Sobre as empregadas domésticas, melhor, sobre as escravas domésticas angolanas:
Nelson Costa: Boa tarde. Alguém conhece ou recomenda alguma empregada doméstica (que trabalhe bem, não mexa em nada, saiba passar bem a ferro, etc, etc...) que viva nas proximidades da Maianga? Muito obrigado.
Bruno Costa: Empregada doméstica. Bom dia sei que nesta altura muitas famílias estão a regressar ao seu país de origem. E desta forma estão a despedir as suas empregadas domésticas. Se conhecem alguém ou familiar que esteja a despedir a sua empregada domestica eu estou a necessitar de uma. E para a zona do Morro Bento, tem que ser uma pessoa de confiança bom perfil e dinâmica. Obrigado

Angola que sem liberdade apodrece e os ancestrais furibundos clamam pelo final da fome. Maria Marques Rosa, para, Rui Duarte: “Eu saí da minha zona de conforto... Estive a filmar em Luanda 9 meses nos bairros mais pobres e a denúncia valeu-me o despedimento... mas a minha consciência está tranquila...”