domingo, 14 de agosto de 2016

O APOCALIPSE DE ANGOLA


República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. ano do Apocalipse de Angola.
Mas, quanto aos tímidos, e aos descrentes, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos devassos, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. (Apocalipse 21 8)
Angola está entregue à sua sorte, à morte.
Famintos não perdem tempo com políticos. Famintos não aturam políticos. A ideologia dos famintos é o morrer à fome. Os famintos votam no partido da fome, e ele é muito vasto. Esta pátria é obra de famintos. Não, aqui não há famintos, só há fome. Onde as bestas dominam está garantido um exército de famintos. Eis os quatro cavaleiros do apocalipse da fome: religião, fome, bancos e corrupção.
Citando de memória Raul Danda, vice-presidente da Unita, “essas notas novas de dólares que andam por aí nas ruas saem donde? Já me disseram que o BNA-Banco Nacional de Angola está envolvido no circuito ilegal de divisas.”
O apocalipse de Angola na rota da fome: um amigo confessou-me que a avalanche da morte regressou depois de uma breve interrupção. De facto, devido à fome, o corpo adoece e como não há dinheiro para comprar medicamentos, morre-se facilmente. E conforme noticiado pela Rádio Despertar, na penitenciária do Cavaco em Benguela, morreram dez reclusos devido ao frio e à fome. A situação agudiza-se, esperam-se mais mortos.
Creio que a Igreja é inimiga da civilização, mais creio ainda que a Igreja usa e abusa do terrorismo psicológico, senão vejamos: perante o caos económico e social da fome que já passou a uma das maravilhas de Angola, a TPA, a televisão pública de Angola, noticiou que, “os bispos da Secam reconhecem os esforços do governo no apoio à população.”