sexta-feira, 9 de setembro de 2016

ADEUS ANGOLA


República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse de Angola

Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas, para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem. Apocalipse 11, 12 6
Domingo, 31 de Julho de 2016. Seguranças bancários acabam de informar que muita gente está a vir de Viana levantar dinheiro nos bancos de Luanda. Em Viana os bancos estão sem dinheiro, há bichas e não se consegue levantá-lo, e em Luanda também está assim. Na segunda e terça-feira a situação mantinha-se sob a célebre alegação do “estamos sem sistema.” Mas depois já havia dinheiro.
Oposição que muito se lamenta, a opressão não enfrenta.
Antoninus (Cómodo 161-192). Como a maioria dos governantes débeis, temia ser assassinado, e pensava que quem mais provavelmente conspiraria contra ele eram os senadores. Isto supôs o fim do largo período em que os senadores actuaram em cooperação com os imperadores. Novamente se impôs um reinado do terror, no qual a informação sobre una palavra descuidada ou a repentina suspeita irracional bastavam para dar lugar ao exílio ou à execução. (Historia universal de Asimov. Isaac Asimov: El Imperio Romano)
Angola, o paraíso do saque da IURD - igreja universal do reino de Deus, e de todas as outras confrarias do mal. Milhões de dólares são transportados de carro para a África do Sul e depois transportados no avião particular do bispo Edir Macedo para Portugal e Brasil. Tudo em Angola se compõe de saque.
Angola é o fala muito e não se faz nada. Decididamente, Angola é um caso perdido. Sem cérebros nada há a fazer. Totalmente dependente do exterior, sem oposição, também nada há a fazer. Angola diverte-se com a fome. Angola vive na hipocrisia e na maldade. Basta ver a falta de farinha que faz disparar o preço do pão, e totalmente dependente dos estrangeiros, continua a colónia do saque, não havendo o mínimo interesse em criar alternativas. Os oradores da oposição – muito fraca – repetem-se nos discursos como se fossem uma só pessoa. A oposição é mesmo para fazer oposição, não é para fazer submissão. Como alternativa Angola tem muitas igrejas, e povo muito religioso é povo muito burro. Todos em Angola vivem da corrupção directa ou indirectamente. O deserto de cérebros faz Angola inviável. Não dá para perder tempo. Deus, corrupção, medíocre oposição, destruíram Angola. Passem bem! Não alinho, não contem comigo a adorar falsidades. Entretanto, a fome e as igrejas avançam endémicas. Angola chegou ao fim, acabou. O Apocalipse de Angola está em festa. Angola fabrica iletrados, nunca se produziu tanto analfabetismo como nos dias de hoje. Juventude analfabeta é um exército de famintos, de assaltantes e de bandidagem. Angola, o império da fome. Angola será na totalidade propriedade saqueada, rapinada pela corrupção. Angola será, é governada pelo faz de conta. Angola, mais um país de projecto falhado. Angola não dá para confiar, só dá para desconfiar. Angola, mais um país africano de povo mendigo a estender as mãos à caridade internacional, que de tão cansada, saturada, exausta, de um continente moribundo pela fome, já não liga, deixa andar. A fome é pois a solução final. O mais grave disso tudo é que ninguém tem soluções para salvar Angola do apocalipse. Ó oposição não enganes, não engulas a população. Esta oposição está dominada pelo tubarão. Esta oposição tem que mudar de perfume. A única coisa que funciona é a morte fácil. A justiça funciona só por mãos próprias. Angola já não é um país, é um descalabro, um apocalipse.
Senghor e Nelson Mandela, os únicos cérebros que até agora a África produziu. Com o analfabetismo vigente, e como não se investe na educação, vem a desolação, a miséria, a fome, a bênção da religião e da corrupção. Angola é um exército de famintos que facilmente conduz a mais uma fábrica de terroristas.
E como na Assembleia Nacional os jornalistas são proibidos de entrar, noticiar, é fácil presumir que a AN seja mais um comité de especialidade. Ah, Angola e África, o continente do abismo. Onde está a oposição?! Desapareceu, ninguém a consegue encontrar. Está a se perfumar, para mau cheiro exalar. Angola encharcada em álcool. Povo alcoólico é povo náufrago. Adeus Angola!
A Igreja ao longo da sua história de destruições, destruiu tudo para que ninguém soubesse que ela copiou tudo de outros povos. Aniquilava tudo para não deixar rastos para ficar sozinha na sua doutrina, quando tudo o que faz é cópias de outros povos, de outras culturas.
Ó vós que nos matais à fome e mantendes um silêncio hipócrita.
Em Capenda Camulemba, na Lunda Norte, o primeiro secretário do Mpla escapou da morte por apedrejamento dos seus militantes. Ele estava a organizar um comício de apoio à reeleição de José Eduardo dos Santos para presidente do Mpla. Mas os militantes disseram-lhe que já apoiaram o Mpla, e que agora já não porque não queremos mais ser enganados. A Polícia chegou com poucos efectivos, era muita gente, os polícias fugiram com medo da população. (Rádio Despertar)
A mana Antónia saiu de noite aí pelas vinte horas para comprar batata-doce no mercado Tunga Ngo, no bairro do Caputo em Luanda. Pouco depois de lá chegar, aparece um carro da Polícia. Polícias dele saem e começam a correr com as vendedoras para lhes apanharem os bens, “eles passam fome, é por isso que nos vêm aqui roubar-nos a comida.” Lamentou uma vendedora. Nesse mercado e noutros as manas vendem até à meia-noite à luz de candeeiro, na correria para fugir dos polícias uma mana tropeçou num buraco e partiu uma perna. Mas mesmo assim os polícias voltam à carga com cassetetes nos corpos das desgraçadas vítimas do apocalipse governativo, e a mana da perna partida voltou a parti-la noutro local, quer dizer, partiu a perna duas vezes. De repente as esfomeadas fazem um contra-ataque onde até fogareiros voaram para cima dos polícias. Era já uma multidão que queria linchar os polícias que dali fugiram vencidos e convencidos, abandonando a viatura no terreno como despojo de guerra. Entretanto, na correria frangos e outras carnes caíram no esgoto, as manas lavaram tudo muito bem e voltaram para o negócio. 
Já tive família, um dia ela desapareceu e nunca mais a vi. Enquanto governos destruírem famílias jamais haverá paz.
O grande apocalipse da fome avançava para o palácio presidencial como nunca antes nada igual se viu, mas era muito natural.
Pela melhor oferta, vende-se Angola por motivo de falência.
Os agentes do mal já andam por aí a espalhar nos crédulos cidadãos que “a crise já vai ser superada.”