quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EMPRESÁRIOS OU CORSÁRIOS?



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos


Este é um governo das apostas, porque aposta em tudo. Mas como é mau apostador perde sempre.
O bom empresário é aquele que consegue fugir sistematicamente ao fisco, que no lugar de lucros apresenta prejuízos, ou apresenta um lucro irrisório para ludibriar o fisco, sócios ou accionistas. Sobe os preços a bel-prazer, faz grandes negócios com o poder, despede anarquicamente trabalhadores, seduz empregadas as quais se não forem para a cama com ele não serão admitidas. Um bom empresário tem que ser necessariamente corrupto. Um bom empresário é aquele que enriquece facilmente sem trabalhar. Um bom empresário é aquele que vive exclusivamente de importações, no seu grupo empresarial a palavra exportação não existe. Um óptimo empresário é aquele que diz para quem o quiser ouvir que para alavancar a economia basta diversificá-la. Isto é, investir forte na agricultura, a chave da saída de qualquer crise.
Uma ouvinte apelou na Rádio Despertar para não deitarem os restos de comida no lixo. Para guardarem para ela e os seus filhos comerem. Citando Fidel Castro “ frequentemente falamos muito dos direitos humanos, mas nosso objectivo deveria falar muito sobre os direitos da humanidade. Porque algumas pessoas têm de andar descalçadas, para que outras possam andar em automóveis de luxo? Porque algumas pessoas têm de viver trinta anos, para que outras pessoas possam viver setenta anos? Porque algumas pessoas têm de ser tão miseravelmente pobres, para que outras pessoas possam ser excessivamente ricas? Eu falo em nome das crianças do mundo que não têm um pedaço de pão.” Resta-me acrescentar o seguinte: o espectro da fome generaliza-se, urge que os detentores do poder o larguem, dele desapareçam para sempre antes que todos morramos à fome. Basta! É demais!
Sinceramente, estou muito cansado. Parem com isso da oposição que continuamente nos bombardeia que, o Mpla é isto, que o Mpla é aquilo, aqueloutro. Mudem de música, despertem a imaginação para outras formas de luta. Se não se desmontar a corrupção, tudo será em vão, é o colapso, será que ainda existe nação? Bem vejo que não.
Todos a destruir Angola e ninguém a construir.
É muito bonito ter na nossa casa democracia, mas fora dela, nas outras casas, apoiam-se ditaduras.
Quando no tempo do calor que já nos acena, nem dinheiro se tem para beber uma cerveja, significa que esta trampa desabou de vez. Nada mais há aqui a fazer.
Nunca vi um patriotismo tão corrupto.
Estamos como que numa ilha cercados de pelotões de fuzilamento por todos os lados.
Se continuarmos a viver debaixo daqueles que nos premiaram de miséria, eles sem dúvida que dar-nos-ão a sorte grande da fome.
Enquanto não se acabar com a miséria e a fome, de nada adianta o envolvimento em outras actividades. Não faz sentido porque a miséria e a fome paralisam o país. Actualmente pelo que se vê, se sugere que a Igreja, igrejas e militares dirigem Angola.
Angola que funciona apenas com um cérebro, do qual amiúde se diz que ele é imprescindível, porque em Angola houve uma epidemia, um vírus das forças do mal que danificou os cérebros, e só um para nos atormentar escapou, ficou imune porque era muito especial. Milhões de cérebros ficaram idiotas e apenas um considerado inteligente que sozinho governa e tudo depende dele. E Angola considera-se muito feliz por ter milhões de cérebros danificados que são escravos de um cérebro e de milhares de estrangeiros que felizes os escravizam.
Com milhões de cérebros profanados fácil é governar porque com cérebros burros não há oposição, tudo corre de feição.