terça-feira, 20 de novembro de 2012

Luanda. A inquisição queima um advogado em hasta pública




Paz e democracia sem pão é escravidão.
Não é o fim da democracia que se avista, mas sim o fim dos democratas.
Gostei da intervenção do Reginaldo Silva na Rádio Ecclesia, sobre a (péssima, inexistente política da habitação tresloucada levada a cabo pelo Minoritário), que na sua inescrupulosa especulação imobiliária porta-se como um vulgar hipotecário do povo. E senti a profundidade da análise sobre o William Tonet. Estás correctíssimo Reginaldo. Seja quem for o William Tonet com os seus defeitos e qualidades, ele é um ser humano, um cidadão, e não, como muito bem dissestes, mais uma vítima para julgamento em hasta pública. Aliás é o que acontecerá a quem faça oposição ao Minoritário num outro partido.
“A liberdade e a justiça estão coartadas por manobras obscuras de um poder judicial também protetor da criminalidade e da fraude
O País assiste a uma das maiores invasões estrangeiras, silenciosas e que muitas vezes são os sustentáculos das atividades de agressão e delinquência dos detentores
do poder. O País vive às escuras e sem água, enfim, o nosso País foi transformado numa autêntica tormenta contra os seus cidadãos.” In BD-Bloco Democrático, mensagem sobre o 11 de Novembro
“Os primeiros anos de vida de uma criança são cruciais. Quando recebem cuidados e são bem alimentadas neste período, as crianças têm melhores condições para sobreviver, crescer com saúde e desenvolver-se física, intelectual e afectivamente. Esta área, à qual a UNICEF dedica mais de metade dos seus recursos, inclui a vacinação, os cuidados de saúde materno-infantil, a nutrição, o acesso a água potável e saneamento básico.” In UNICEF
As mais expostas ao fumo mortal dos geradores são as crianças. E ninguém as defende? E o UNICEF não se mexe? Não se pronúncia? Também já naufraga nos lucros petrolíferos tal como as rameiras igrejas? Significa dizer que ninguém consegue demolir o Poder leninista?
Manos e manas! O nosso capataz dos escravos disse-nos que a raríssima energia eléctrica que nos fornece, constitui ainda mesmo assim um grande benefício que usufruímos e que nada mais temos a exigir ou a reclamar.
E é com inaudito prazer, sentir no mês de Novembro o sabor aromático do fumo do gasóleo dos geradores. O tónico da tóxica luta de libertação nacional do petróleo. Por isso mesmo o dia 11 de Novembro é o dia da independência nacional do petróleo. A gloriosa luta do encher os bolsos de um bando que não satisfeito com os biliões de dólares usurpados, ainda nos suga a energia eléctrica e a água.
De um ouvinte na Rádio Ecclesia, dia 09 de Novembro, 11.14 horas. “E acabo de passar por Talatona e vi o PR a inaugurar um fontenário. A assistência era da OMA e da JMPLA. Como é que se explica isto, se ele é o presidente de todos os angolanos?”
Laureano Paulo é vice-presidente da coordenação do conselho dos direitos humanos, esteve na Rádio Ecclesia, onde o ouvinte atrás citado interveio. Não lhe prestei atenção nenhuma, ao Laureano Paulo, porque não se percebia, ouvia o que ele dizia. E aqui cheguei a pensar cobras e lagartos sobre a Rádio Ecclesia, o Manuel Vieira que me desculpe, mas depois não deixei de sorrir quando dois ouvintes intervieram, e queixaram-se que não se percebia nada do que o convidado dizia, e que um activista dos direitos humanos devia ser mais dinâmico. E já quase no fim do “jogo” o Manuel Vieira sai-se com uma que me deixou surpreendido ao abordar o entrevistado: “É uma dicotomia com dois vectores”. Ó Manuel Vieira, quantos ouvintes entenderam essa tirada?
E quando tocam na minha família lembro-me sempre do falecido beto Gourgel: “E quando me tocam na família… viro bicho-do-mato”. Um meu familiar que trabalha numa empresa de informática, zona da Sagrada Família, contou-me que um português há poucos meses chegado a Luanda e logo com a categoria de chefe ditador, só fazem trampa, disse-lhe para ir fazer um trabalho na Mutamba. Ele pediu-lhe as chaves do carro, pois tem motorista, e o português, incrível: «Estou farto desta merda!» O meu familiar recusou ir a pé fazer o serviço, o tuga deu-lhe as chaves do carro e repetiu: «Estou farto desta merda!» O grave é que o carro não é dele, está ao serviço da empresa. Manos e manas! Isto é racismo primitivo incentivado pelo Minoritário colonialista. Os tugas chegam, vindos da miséria, ganham bwé e ainda tratam os mwangolés assim? O mwangolé nunca mais desperta, porquê? Tratam-nos como animais, como seres inferiores e isto não pode continuar assim. O Minoritário cava a sua imensa sepultura. Nós não somos lixo nem sobras do petróleo.
De salientar que o valdevinos português já ameaçou os mwangolés de despedimento sumário, para que outros tugas escapem da miséria, venham para Luanda, roubem os nossos empregos, até que finalmente não consigamos trabalho, que aliás já acontece. Isto está tão podre que o cheiro tresanda por todo o lado.
É pá, isto não está nada bom, está muito f….., já sinto a flagelação colonial na carne. Encontramo-nos numa situação idêntica, como antes da independência. Os colonos governam-nos, colonizam-nos, estão aí outra vez, e com eles os mais abomináveis males: colonialismo e racismo. Os colonos racistas e colonialistas voltaram e pregam a supremacia racial. De modos que voltamos ao início, ao ponto de partida da luta de libertação nacional.
Quero, exijo uma explicação: porque é que o PR JES nos entrega de bandeja aos colonos chineses, portugueses e outros? Em troca do apoio à manutenção da ditadura da corrupção? Vamos ter muitos problemas. Não podemos permitir que Angola volte ao estado primitivo do colonialismo.
Uma minha vizinha acaba de me informar que na China, onde foi fazer compras para aqui revender, quando num banco chinês entregou o seu bilhete de identidade e passaporte angolanos, estes documentos desapareceram para sempre sem deixarem rasto. Tá-se mesmo a ver tá-se, tá-se. Mais dois documentos falsificados vão entrar em Angola, mais dois, chineses, quatro, oito, etc.
Cerca das quinze horas até cerca da meia-noite do dia 10 de Novembro, tal como a energia eléctrica e a água, também a Internet se apagou, e como ninguém habitualmente explica porquê, para os leninistas só existe o Politburo e o seu Jornal do Povo como órgãos de informação, então aqui vão as possíveis causas:
O PR ausentou-se para dentro ou para fora de Luanda, e por motivos de segurança desliga-se o acesso à Net.
Bloquear o acesso dos reaccionários da democracia leninista no Facebook.
A Angola Telecom ficou sem dinheiro para pagar o combustível do gerador.
Os trabalhadores da Angola Telecom, em retaliação às suas reivindicações grevistas, pois foram atacados por cães e outras forças policiais, decidiram cortar o sinal de acesso à Internet.
Um português, com a habitualíssima naturalidade, aproveitou para experimentar o seu software, em Portugal ia logo para o olho da rua sumariamente despedido, deu cabo do sistema e nas calmas conseguiu com a ajuda de um veterano angolano, desses que ganha quase mil dólares mensais e o português dez mil, e lá o mwangolé conseguiu repor o sistema. E o português em gesto de agradecimento disse-lhe: «Estou farto desta merda!»
Os chineses roubaram o cabo de fibra óptica, enviaram-no muito rápido para a China, foram denunciados às nossas autoridades competentes, mas por falta de intérprete serão julgados na China, isto é na Metrópole, porque Luanda já é um cantão chinês.
Os portugueses foram para a praia e instruíram os escravos angolanos para mais uma manutenção de fim-de-semana?
Sem a energia eléctrica, EE, uma nação revela a fortaleza da escravidão da sua população. No leninismo, como não pode deixar de ser, o fornecimento de EE e água fazem-se por meios revolucionários, por geradores e água em camiões cisternas das empresas leninistas, e dos mais esclavagistas meios para carregar água. Há barragens que são construídas, não para nos abastecerem, produzirem EE, mas apenas para garantir a propaganda reaccionária da nossa escuridão. São barragens da maiuia, de fingir, de brinquedo. São barragens fantasmas.
Ninguém decide nada, excepto a comédia habitual dos comunicados daqui e dali, que não adianta comentar. Genuína pasmaceira africana, que preferem a fuga da escravidão em improvisados barcos para a Europa, onde diariamente em média perecem cinco vitimas por naufrágio. Tudo isto é uma completa e bizarra inutilidade? O mwangolé nasceu para a escravidão, para a lamentação e para a conversa até à exaustão? Não existe solução para esta escravidão?