quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eleições?! Que eleições?! O correcto é, impugnações




Estas eleições não têm valor nenhum, mas as impugnações que se lhe fazem, sim têm valor, porque é um direito democrático que lhes assiste, senão jamais sairemos do esgoto. É que a rataria tende a aumentar.
E estas eleições foram mais uma vez livres, justas e transparentes, como mandam as boas regras da corrupção. Nunca tão poucos f…… tantos.
Instituir eleições fraudulentas equivale a uma proclamação de guerra?
E o apoio divino das igrejas da maiuia fazem do Senhor um deus tribalista.
Toda a escória do Mal mundial aqui se juntou, e o demónio implantou.
É necessário que os ratos não façam morada na merda que produzem. É que trazem a Peste à democracia. E quando os ratos nos invadem, nada lhes escapa. Os ratos são o terror, o fedor da democracia. E trazem-nos muitas epidemias, a mais mortífera delas é a Peste Negra que dizima os democratas, e claro, a democracia. Portanto, activemos a palavra de ordem, VAMOS CAÇAR RATOS! Para que os esgotos funcionem, se limpem, para que haja saneamento democrático.
É de louvar o papel das igrejas petrolíferas nesta confrontação entre o demónio religioso e a pureza democrática. Sacerdotes heréticos que mais não são do que vulgares inquisidores ao serviço das fogueiras da inquisição. Rudes, vulgares feiticeiros da corrupção que não têm o direito de conviver com pessoas sãs. Também são ratos, e resta-nos colocar-lhes ratoeiras armadas com isca, o que é muito fácil, algo que eles logo nelas fiquem presos. Inúteis que proclamam o MAL, a discórdia e a corrupção, promovem um Deus corrupto. E há muita, muita corrupção, há falsa religião, tal como as eleições fraudulentas. Estes demoníacos religiosos pregam-nos a fraude, incendeiam o país. Como é possível viverem no lodaçal da corrupção que abençoaram? O Inferno mora ao vosso lado, e dele não escapareis. Estes feiticeiros religiosos trazem-nos mais guerra, mais destruição.
Sacerdote: não corromperás o santo nome de Deus em vão.
E Angola escorregou definitivamente no clube dos corruptos. Mais uma vitória, uma conquista do nosso grande Anunciador. De tal modo que a seguir se organizará o campeonato mundial da fraude eleitoral e da corrupção. E a taça ser-lhe-á entregue pelo Deus dos corruptos. E as igrejas petrolíferas cantarão hinos de louvor em honra do nosso deus e também nosso senhor.
Se antes já era impossível viver com a corrupção, e agora? Bom, agora será quotidianamente catastrófico. Ninguém viverá em paz na sua casa porque a multidão de bajuladores/bófias vigiará e denunciará como nos tempos gloriosos do marxismo-leninismo. Tempo que ainda não acabou e com a fraude eleitoral se pretende reforçar. A fraude eleitoral não foi praticada contra os partidos políticos, mas contra todo o povo angolano.
São tantas, tantas as igrejas fraudulentas que se instalaram em Angola, e continuam, cada uma com a sua estúpida doutrina. E qual é a religião do mwangolé? A feitiçaria.
E como vencedores das eleições não permitiremos manifestações, porque isso promove a arruaça e a destruição dos nossos bens democráticos. É isso mesmo, conseguimo-los com muito esforço e suor dos nossos corpos. Aos democratas nem um palmo da nossa ditadura.
A minoria do Poder deste petróleo/ mata-nos, fá-lo violento/ nadam na podridão da riqueza/ este Poder é muito virulento. Este petróleo é muito traiçoeiro/ só alimenta corruptos/ este petróleo é muito fraudulento/ de um reduzido grupo, os dissolutos. Este petróleo sabe, cheira a morte/ este petróleo só sabe matar/ petróleo do falsário poder/ de eleições nos defraudar
Cuidado! Votem na paz e na democracia!
Agora já sei porque existem guerras. Porque os seres humanos estão divididos entre eleições e fraudes eleitorais: Já nascem assim, e enquanto os corruptos não forem geneticamente modificados à nascença, a guerra e a destruição da Humanidade prosseguirá. Os corruptos estão no poder, isso significa que teremos mais fraudes eleitorais, mais impugnações, mais canhões.
É a continuação dos nossos novos-ricos outra vez vencedores da corrupção.
Acho muita piada a alguns mwangolés. Fazem obras nos seus apartamentos, isto é, destroem os apartamentos debaixo, dos vizinhos, e metem os seus na renda sob pena de desabamento. Depois de receberem um ano do aluguer desprezam os vizinhos porque já são pessoas ricas e poderosas. Mas também é verdade que entram na desgraça, porque o dinheiro desaparece-lhes nas amantes e na bebida. Todos os dias bêbados, doentes, defuntos, tal como a fraude eleitoral.
Os chineses vendem-nos computadores, bugigangas, e já presidem no Poder? Os portugueses, brasileiros, todos os estrangeiros também nos vendem tudo. E os mwangolés vendem o quê? Os ratos e as sobras das eleições fraudulentas.
Não há países pobres. Há é governantes metafísicos que nunca saberão o que é governar.
E nesta outra fraude eleitoral está a salvação da miséria do trabalhador chinês, do português, e de toda a restante malvadez. Do mwangolé nem vale a pena falar só lhe resta o, era uma vez.
E esta fraude da governação do tempo usurpado repete diariamente que a miséria do povo está a diminuir, ou que vai acabar já. No terreno, só quem não quer ver, a miséria é galopante, imparável. Não são as palavras que nos satisfazem, mas as acções que não se praticam porque a incompetência há muito que nos comanda.
Os poetas, escritores quase nenhum, dá muito trabalho, pastar, defraudar na poesia é muito fácil. Há um maremoto de poetas por aqui, de poesia palaciana, mundana, se fundaram, finaram, há quase quatro dezenas de anos injustificados. Poetas da realeza sem nobreza. Poetas servis do vil Poder. Poetas com almas maculadas da poesia e demais escritos para os príncipes no poder, sem valor, sem conteúdo, de obras que a fogueira da história riscará, apagará. Poesia premiada nos pódios da miséria conquistada, à população outorgada. Sempre os mesmos com tudo e mais ninguém sem nada. Este reino é obra de poetas. Estes poetas veneram os templos dos barris de petróleo do Poder, preparam-lhe o cadafalso. Poetas que cantam os feitos do regime, em ver tudo desfeito. Os palácios do Poder infestam-se de poetas. E as suas masmorras incham-se de presos sem liberdade de expressão e eleições fraudulentas. E nas ruas ouvem-se as ameaças dos canhões.
Eis-nos ancorados, desembarcados do navio deste tempo corrompido, ao sabor do deus-dará, submetido. E os feitos instituídos e as estátuas da miséria saúdam-no. Como as amantes do amor corrompido, vivem às escondidas, e esquivam-se como os ratos que se refugiam nos esgotos da vida.
E nas muralhas do Poder/feder assomam, refugiam-se reis, príncipes e sobras da nobreza, do que resta do Poder naufragado. Há muitos e muitos anos que vivemos das brincadeiras de mau gosto.
Um membro do comité de especialidade dos poetas/escritores/jornalistas/deputados inflamou a opinião pública, como é de seu direito, ao defender as células revolucionárias das colmeias partidárias. Os negócios do reino correm-lhes, movem-se sempre de feição.
As maratonas imorais e insociais originaram as facadas das desavenças amorosas. Tudo se resolve, tudo depende das facadas. E a seguir, que mais o cume da miséria nos bafejará? Nada melhor, tudo pior com certeza será.
A miséria move-se nos sub-reptícios corredores do Poder, nos projectos da nova vida tumular, na corrupção e na inspiração dos nossos poetas dos paços reais. Honestamente falando: como é que estes malvados parnasianos conseguem louvar os feitos do Poder dos punhais insalubres, desbotados, nos rios de correntes secas na devassidão da opressão, na chinesa poluição da angolana aquisição.
Num ambiente prenhe de dúvidas eleitorais e omissões, prenuncia-se que nada de bom irá suceder. O Poder reforça as muralhas da opressão nos grilhões de ferro e algemas da escravidão. Sim! O Poder não serve, serve-se.
É o analfabetismo ímpar que o Poder forçou e segue no mesmo batucar. Exterminou a identidade cultural angolana, e a da população está em curso. Reduziu-a ao zero, a um zé-ninguém. E nos discursos oficiais ou não, os representantes dos agora eleitos de Deus na Terra, os governantes do Poder fraudulento sentem-se orgulhosos, extremamente felizes por tal feito.
Não são os prédios, as torres, os condomínios, os estádios torra dinheiros e as fissuras chinesas mal erigidos pelo Poder e seus asseclas batuqueiros que lhes retiram o estatuto de mais um estado falhado.
Nesta conjuntura de zorra total, os honestos amealham para construírem casebres. E as matilhas de cães ferozes nacionais e internacionais afastam-se dos seus palácios inseguros rodeados de seguranças. E destroem, fazem voltar ao pó a pobreza a que condenam o povo, agora mais do que nunca pária, estrangeiro.
A selva eleitoral terminou, e nada mudou, excepto o nosso futuro que perigou, expirou. Depois o habitual silêncio do repouso dos animais, excepto alguns muito barulhentos, esses das festas do Poder da selva que estão à vontade para o não cumprimento da Lei, porque isso por estas paragens, são ainda miragens.