segunda-feira, 3 de outubro de 2016

OS GOLPISTAS



República das torturas, das milícias e das demolições

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 1 A.A.A. Ano do Apocalipse dos Angolanos.
A África negra não dá para investir, só dá para saquear. Angola, África é de quem as saquear. E que vença o melhor… saque.
Em África os golpistas são quem mais ordena na corrupção. Angola terra da mortandade, a corrupção é quem mais ordena dentro de ti ó Angola, diria José Afonso.
O último a sair que apague a luz! Será que posteriormente Angola será terra de ninguém?
E dizia um membro de um partido político da oposição que, “tem que haver diálogo." Não sei como porque um tubarão não aceita diálogo.
Quem pedir pão leva tiro.
Reprime-se tudo mas a santa corrupção não, muito pelo contrário, está muito defendida, bem fortalecida.
A origem de todos os males é a desinformação, e por isso não admira nada que a África teime na manutenção de fantoches no poder.
As atrocidades cometidas por militares nos zangos de Viana, mostram o panorama do futuro a curto prazo. Angola e a África esforçam-se intensamente para o seu período do tempo mais negro. Angola e a África desejam o Holocausto, o estabelecimento da vida da Idade Média. É um desejo profundo que move cérebros há muito empenhados na loucura da constante violência do viver para aniquilar o próximo. Angola e a África perdem-se no tempo, e depois o tempo não se lembrará, se esquecerá.
Partem-se milhares de casas, mata-se à vontade quem se quiser para entregar terras a alguns nacionais e miríades de estrangeiros. Como cérebros atrofiados não reivindicam, não se manifestam, e quando uma centelha de inteligência ilumina algum, desperta-o para a realidade vigente, é de imediato eliminado sob a acusação de atentar contra a segurança do Estado e de pretender eliminar a montanha de dirigentes que nos governam, na realidade qualquer coisa parecida com isso, ou sob a alegação de que são agentes ao serviço de países que pretendem impor-nos a democracia, é de imediato sancionado e até com a maior desfaçatez eliminado. E com cérebros corroídos pela ferrugem intelectual, fácil é Angola saquear e populações sem cérebros dominar. Para que só com um cérebro a funcionar demasiado fácil é governar.
Só com um cérebro a funcionar, muito fáceis eleições é ganhar. A comunidade internacional as mãos está a esfregar porque fácil é apenas com um cérebro dialogar. Com uma nação de carneiros é o paraíso da democracia. E à Igreja e às igrejas é muito fácil a extorsão do que resta do dinheiro desses pobres cérebros errantes. E a Igreja e as igrejas dizem que isso é bom porque é um dom de Deus. Claro, não havendo cérebros, continuamente se diz que o povo angolano é muito - que esta Angola é tudo do muito - pacífico, não faz mal a uma mosca. E Angola mergulha na escuridão da corrupção, pois sem cérebros não há oposição. Dá para tudo, até para vampiros que confiscam e se lambuzam com o sangue dos indefesos corpos de cérebros apalermados que teimam que os vampiros são mosquitos. Com milhões de cérebros danificados e apenas um que funciona, Angola é considerada o local ideal para o gado estrangeiro pastar. De Angola nada mais há a esperar. Angola é para aniquilar. Angola é para queimar. Angola é para saquear. Angola é para defraudar. Angola é miséria e fome. Angola é o paraíso da escravatura. Angola foi alugada pela Igreja e pelas igrejas. Angola é o maná dos dízimos. Angola que há quarenta anos está dominada, governada por um ciclone político. As rajadas de vento e chuva fortes impedem-na de seguir o curso de um país normal. E devido a essa tormenta, Angola não resiste ao caos das romarias. Se ao menos um dos seus milhões de cérebros despertasse, a salvasse, mas não, isso é sonhar. E viver de ilusões não dá. Talvez alguém consiga descobrir o antídoto para a epidémica desgraça que devora os cérebros da populaça. Mas não, porque a África e os africanos estão abandonados, ninguém lhes liga. Perante a comunidade internacional são considerados como moscas incómodas. O caos do projecto inviável de Angola prossegue. Mais uma desgraça de país se contempla.
Palavras não enchem barrigas.
Já soam vozes a clamarem que o registo eleitoral está uma trapalhada. Sim, Angola é a república da grande trapalhada. E o soba no zango 4 em Viana, pergunta à população da república das demolições se vão votar no Mpla, e os presentes gritam em uníssono “não, não vamos votar no Mpla!”
Angola é também a república do gatilho, porque nele fácil é carregar, até qualquer criança o faz a brincar, é fácil disparar porque para matar não é preciso pensar. O poder está… é o gatilho. Quer dizer, para usar o gatilho não é preciso cérebro, e assim a função diária é matar, apenas pelo prazer de o fazer. E quem está habituado a matar não consegue parar, e por isso mesmo os cadáveres não param de aumentar.
Pelo idêntico comportamento semelhante à queda do império romano, creio que não há hipótese de sobrevivência.
"O agente público que, contra o que esteja legalmente estatuído, conduza ou decida um processo em que intervenha, no exercício das suas funções, com a intenção de prejudicar ou beneficiar alguém, é punido com prisão maior de dois a oito anos", artigo 33.° da Lei da Probidade Pública. (Citado por Fernando Macedo)
Grandes fortunas em Angola subiram 318% nos últimos 10 anos: Temos 6.400 milionários. O número de ricos com pelo menos um milhão de dólares no país aumentou 318% entre 2005 e 2015, indica a consultora britânica Knight Frank, especializada em "medir o pulso" do mercado imobiliário de luxo. In Novo Jornal
E se eu confessar que até é muito bom que o Mpla ganhe as eleições – não tenho dúvidas nisso porque a máquina eleitoral da destruição da oposição marcha em grande ofensiva – porque de certeza absoluta não aguenta mais um mandato no poder. Portanto, creio que não vale a pena a oposição ir para as eleições porque o tempo substitui a oposição.
Antes era, vamos todos para Angola. Agora é, vamos todos fugir de Angola.
Acabo de saber que um familiar está em casa porque a empresa onde trabalha, uma empresa do ramo metalúrgico gerida por portugueses, não tem dinheiro para pagar aos trabalhadores, o que significa que é mais uma empresa que faliu.
De um mais velho: “Mas eles lá na televisão põem tudo bonito, mas cá fora é só miséria. É melhor desligar”.

As palavras do célebre Dr. David Mendes ainda me martelam no cérebro como o martelo demolidor desta república das demolições: “Não vamos substituir uma ditadura por outra.” Isto é, não vamos sair de um inferno e entrar noutro pior. É necessária muita cautela com os impostores políticos que os há como que a granel. Creio que nesta Angola sem oposição, coitada da população.