quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

SEM PUDOR



República das torturas, das milícias, das demolições e das fraudes eleitorais

Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.

Quando alguém da governação utiliza a expressão “pode-se produzir” está-se mal, porque significa que não se vai produzir nada.
Estrangeiro, em Angola sê corrupto!
A corrupção, a miséria e a fome, são a santíssima trindade angolana.
Se a Unita continuar a engolir sapos, vai-se engasgar, sufocar e morrerá por falta de ar.
Quando só se dá atenção e se premeia bajuladores, significa que a corrupção está no seu máximo, a sociedade apressa o seu fim e a miséria e a fome são a catapulta do estertor final.
A revolta dos escravos parece iminente, só falta Spartacus ordenar.
Quer emprego? É muito fácil! Basta ir a um bom corrupto, demonstrar-lhe que se deixou corromper, mostre-lhe o seu currículo, e logo de seguida tem emprego garantido.
Quem vive de quimeras, os inúteis sorriem-lhes.
O que mais admiro nos políticos da nossa oposição, é o serem pessoas extremamente ocupadas porque raramente estão disponíveis. Praticamente indisponíveis fazem disso o seu mote. São políticos, como direi, absolutistas.
A oposição ladra, mas a caravana do M passa.
Jamais se deixem dominar pela religião porque da escravidão não se libertarão.
Povo analfabeto fanatizado pela força da religião e da corrupção, só lhe resta um caminho, a fome.
Preferem manter-se no abismo político fingindo que lutam para dele sair.
Que fazer numa sociedade dominada por alcoólicos, bandidos assaltantes, famintos desesperados, fanáticos religiosos, fanáticos políticos e corruptos. Não havendo liderança que comande, tal sociedade será devorada pelo monstro exterminador.
Já não há empresas, há fazendas de escravos com capatazes que os chicoteiam e a quem chamam o nome pomposo de empregados. São escravos dóceis que além de serem comandados pelos mercadores de escravos do poder, onde a tal comandita da oposição política também disso faz jus. Não se sabe quem é quem porque todos são capatazes de escravos.
Nas empresas os muangolés fingem que trabalham, o outro faz o trabalho e outro diz que foi ele quem o fez.
Estamos na eleição dos dias corruptos e ferozes.
Jovem feiticeira de vinte anos caiu numa escola primária do zango 4. Nua, há alunos que dizem ter fotos nos seus telemóveis.
“Quando as pessoas perdem o respeito pelas leis, elas passam a usar da força física para prevalecer seus interesses”. (Luis Sapori, especialista em segurança. República do Brasil)
A partir de 2010 decidi anotar os constantes cortes de energia eléctrica. Assim, no ano de 2010 totalizaram-se 538 horas, em 2011, 916, em 2012, 1.084, em 2013, 622, em 2014, 573, em 2015, 311, e no ano de 2016, 336 horas. O que dá um total de 4.380 horas, dias 183, e em meses, 6. Com estes números não admira que Angola esteja na miséria e na fome.
“Luanda continuará com restrições de energia eléctrica até ao final do ano de 2016, disse, João Batista Borges, ministro da Energia e Águas. O consumo é insuficiente porque no tempo do calor agrava-se e porque se ligam os ares-condicionados. Depois de 2016 haverá estabilidade plena. In Rádio Ecclesia, 21 de Maio de 2012.
Há mulheres que no início se apresentam como almas bondosas. É, meu amor para aqui e para ali. Pouco tempo depois, meses, um ano, ou com muita sorte dois, revelam a sua face escondida de demónio. Para cada mulher o seu homem escravo e para cada filho o seu calvário.
Quase todas as pessoas têm por hábito o darem maus passos, não dando ouvidos à experiência dos mais velhos, dos pais. E que mais tarde originam a destruição das suas vidas.
Do Novo Jornal: “A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que Angola e Moçambique estão entre os países africanos que vão enfrentar os maiores problemas de liquidez este ano devido à queda dos preços das matérias-primas”. “A empresária Isabel dos Santos possui a 8.ª maior fortuna de África, concretizada num património avaliado em 3,2 mil milhões de dólares, calcula a revista Forbes”.
Sdiangane Mbimbi disse no programa Angola e o mundo em sete dias da Rádio Despertar, do dia 8 de Janeiro de 2017, que um operativo do Sinfo, polícia secreta, foi a sua casa e lhe preveniu que já estão grupos montados para a qualquer momento o assassinar. Também o presidente da Unita Isaías Samakuva se ele insistir em fazer comícios nos bairros de Luanda, e de modo geral todos os líderes da oposição e todos os que insistem em manter a sua posição crítica ao regime e os demais que insistirem em abrir os olhos do povo. Pretende-se a repetição da matança de 1977, para que o Mpla não tenha nenhum opositor que o incomode e facilmente ganhe as eleições.
A bancarrota omnipresente e omnisciente: funcionários portugueses da embaixada de Portugal recebem do banco os seus salários em euros a conta-gotas. O banco faz-lhes o favor de lhes arranjar um pouco de dinheiro. Há empresas que ainda não pagaram o mês de Dezembro. Um português ligado às companhias petrolíferas disse-me que muita gente está a abandonar Angola porque as empresas em que trabalham despedem pessoal e que são muitas empresas que estão a falir. Terminou dizendo que isto está muito mau. Aqui ocorre-me perguntar: porque é que a oposição não faz um levantamento das empresas que faliram, das que estão em vias de seguirem o mesmo caminho e quantos trabalhadores nacionais e estrangeiros foram para o desemprego. Ah, já sei, isso não compete à oposição, pois a sua única função é o período menstrual, desculpem, período eleitoral, tudo o mais se resolve depois das eleições. Entretanto o poder promete que 2017 será melhor que 2016, mas todos sabemos que será muito pior. E o poder como sempre não sabe nada disso. E tem raiva a quem sabe. 

“Anularam os meus diplomas de licenciatura e mestrado em Direito e, com isso, um acordo educacional entre duas universidades: a American World University e a Universidade Agostinho Neto. Esta tresloucada decisão não teria pernas para andar, não houvesse a magistral (segundo fontes palacianas), “Ordens Superiores” de José Eduardo dos Santos, visando atirar-me para o desemprego, para vegetar nos esgotos da indigência, miséria e fome, afectando, com isso, também, a minha família”. (In William Tonet no Folha 8 de 7 de Janeiro de 2017)