quarta-feira, 3 de abril de 2013

O MILAGRE DOS OVOS




Se um governo é irresponsável, os seus cidadãos também o serão.
A rainha Santa Isabel de Portugal, 1270-1336, foi agraciada com o milagre das rosas pela sua contribuição na distribuição da riqueza e apoio aos pobres. A princesa Isabel dos Santos de Angola foi contemplada com o milagre dos ovos, pelo seu incondicional apoio ao clã dos ricos e açambarcadores do petróleo.
Em Angola não há corrupção, mas há corruptos
O petróleo é nosso, mas o dinheiro não.
“A sustentabilidade de uma apreciável parte do empresariado africano cairia no dia seguinte se perdesse os seus apoios e ligações na esfera governativa e política. Há uma insipiência tal que está tardando a ser descoberto que rico rodeado de gente muito pobre nunca está à vontade. A neocolonização de África começou no dia em que os diferentes países proclamaram suas independências políticas.” Noé Nhamtumbo. Canalmoz
E onde há muito analfabetismo há sempre um Governo irresponsável, há sempre muita maldade, muita desonestidade, muita corrupção, muita miséria. E onde há um exército de ovos, há sempre muitas mortes.
É impossível viver sempre da fraude, porque isso é efémero, como a glória dos ovos.
Em Angola, o segredo do enriquecimento em poucos anos, ficar bilionário, é a venda de ovos.
Deixem de ser burros, aproveitem as oportunidades que o nosso Governo nos oferece no seu programa para acabar com a nossa miséria. Assim, nós aqui na Rua das Sirenes já implementámos o PNO - Plano Nacional dos Ovos, a família está em massa nas ruas a vender ovos. Já cai muito kumbu como a água da chuva. A nossa palavra é: ser milionário em Angola é coisa muito fácil. MISÉRIA NUNCA MAIS!
Será que os nossos actuais milionários detentores do Poder, também aos seis anos de idade vendiam ovos? Creio que sim, porque só assim se explicam as grandes fortunas desses magnatas. Isto é o que se chama o génio inventivo da nossa governação. 
Se não consegues ser criativo, então não escrevas, não vendas ovos.
Angola é um país ou uma fábrica de ovos?
Dicionário actualizado: Banco. Entidade dependente dos partidos democráticos que tem por missão roubar os depósitos das poupanças dos eleitores e proceder a despejos judiciais por falta de pagamento. E depois de nos roubarem ainda são financiados pelos governos que os apoiam, pois os bancos não são privados, têm como donos os partidos políticos defensores da lei, da ordem e do Estado democrático.
POAP – Partido dos Onze Anos de Paz, que festeja mais um aniversário do pó a que Angola chegou.
E vi uma coisa maravilhosa: uma cidade sem energia eléctrica, sem água, sem comunicações, e o seu povo vivia, acreditava que esta miséria era perfeitamente normal, a felicidade prometida.
As promessas matam o coração. De um mais-velho referindo-se às promessas do partido UPPC - Um Pouco de Paciência e Compreensão.
Que interessam as medidas económicas se as medidas políticas não funcionam?
E assim como existem lordes da guerra, também existem lordes da guerra do petróleo. E os seus exércitos movem-se esfomeados, pois todas as riquezas estão nos cofres dos lordes.
E do fumo dos geradores viestes, e ao fumo deles voltarás.
A escravatura é um bem necessário para a humanidade, e muito especialmente em Angola, pois sem ela não existe o bem-estar económico e o desenvolvimento de uma sociedade harmoniosa tal como se pretende.
Em Angola, e em África, para se ser político da oposição tem que se usar as mesmas armas do partido dos ovos, sob pena de não se conseguir nenhum objectivo, cair no marasmo, soçobrar e de se tornar motivo de chacota.
Uma das principais características que sobressai no ser humano é a hipocrisia, de modo especial o uso e abuso do santo nome de Deus. Quanto mais a sua divulgação, repetição até à exaustão das nossas almas, faz a destruição do seu nome e da sua imagem. Falar sempre a mesma coisa, torna-se enjoativo, repressivo. É como um poder de quarenta anos, em que ninguém escuta, não o vê. A população, isto é, os crentes fogem-lhe em debandada, como fugir de cães raivosos.
Enquanto persistir a dominação petrolífera, esta sociedade permanecerá na atroz miséria. Os angolanos não têm o direito de mudar de governo, porquê?!
Parece-me que o grande problema, ou dilema, da política do nosso lugar, é que nenhum político assume compromissos, preferindo deixar todos na expectativa, daí a nossa desgraça.
Continuamos reféns de meia dúzia de petrolíferos que nos impõem o petrolismo como o sistema político que privatiza Angola, os seus cidadãos e todas as riquezas em nome pessoal dos líderes que fingem que nos governam. Petrolismo é o sistema político que aprisiona os cidadãos em nome do Estado, e que os aprisiona num campo de concentração que também se chama Estado. Chegar, libertar e roubar. Até as praias continuam a privatizar.
Nos anos sessenta, a fábrica tinha uma linha de fabrico genético, impecável. A geração que se seguiu, actual, é proveniente desses resíduos.
E é com um único jornal diário, o “Jornal do Povo”, que se faz informação em Angola.
A África é uma prisão, onde a sua população tenta a todo custo a evasão em improvisadas embarcações.
Primeiro os interesses dos partidos políticos, depois os interesses do povo.
Os agora ricos que espoliaram os pobres devem devolver-lhes toda a sua riqueza ilícita.
Um país não se faz com um presidente, um primeiro-ministro e outros ministros. Um país faz-se com o seu Povo.
O dia-a-dia dos nossos jornalistas com curso de jornalismo: citadinos, ouro negro, cargas pluviométricas, faltam dois minutos, antes também se acrescentavam os segundos, para acabar o programa do mês, da semana, do ano, e dentro de momentos entraremos no primeiro programa do ano novo que se aproxima, os populares, transversal, ou nem por isso, dia cinzento, dia calorento, banhistas, Angola desenvolve-se, de costas viradas, os populares estão agastados, e muitas outras célebres intervenções dos nossos penados.
O desespero de milhões de desempregados de hoje é a luta pela liberdade contra governos submissos à corrupção e dominação bancária. Por isso esperam-se dias muito difíceis para a classe trabalhadora mundial. Mas, a ditadura bancária e os governos que lhe dão suporte não sobreviverão.
Angola, onde energia eléctrica é uma quimera, mas tem biliões de dólares.
Dantes, o Totalitário atribuía todos os acontecimentos da nossa desgraça a um Galo. Hoje, a oposição atribui todas as nossas desgraças ao Totalitário.
Para que Angola alcance a verdadeira felicidade do seu povo, os presidentes dos partidos políticos da oposição devem apresentar a sua demissão imediata, e colocarem os seus lugares à disposição de outros eleitos que realmente se interessem, lutem, pela felicidade do povo angolano?
Um país de analfabetos é fácil de dominar, basta enviar-lhe um banco e uma igreja.
O jornalismo de Angola é neocolonialista? O editor de um jornal é jornalista ou dactilógrafo?
Até há poucos anos conseguia-se com facilidade um emprego. Agora, depois da invasão estrangeira, os empregos acabaram-se. Por exemplo, na aérea de técnicos de contas, os portugueses abocanharam tudo, aliás estão em todas. Não surpreende nada com um Governo mercador de escravos.
Os países africanos são de uma fragilidade tão evidente, comovente, que para manterem a sua integridade territorial, é necessária a intervenção de forças estrangeiras.
E as sucessivas tragédias, a última foi com a UC - Universal Cidadela, arquivam-se nos cemitérios do esquecimento.
Os meus sinceros e honestos cumprimentos à AEFA – Associação dos Edifícios Fissurados de Angola.
Pelo ritmo da desestabilização e a incapacidade de resolver os seus problemas devido à corrupção dos seus governos, a África aproxima-se muito veloz, de um novo ciclo colonialista, desta vez islamita?
Como é possível a consolidação da democracia se os rendimentos petrolíferos caem sempre nos bolsos dos mesmos “democratas”?
Até acredito que estes tipos não têm noção da miséria a que obrigam a população. Indivíduos ontem pobres, hoje muito ricos e insensíveis à pobreza. E até também acredito que gozem de felicidade ao contemplarem a maré da desgraça de seres que deixaram de ser seres humanos.
E continuam a querer convencer-nos que o fim da miséria depende dos dinheiros das receitas petrolíferas em poder de uma família. Isto é muito absurdo, e como se aceita por uma maioria silenciosa, Angola vai a pique, como numa ilha dominada por canibais bancários que nos atacam por todos os lados. Que bela e atraente paisagem onde idiotas se entreolham, sem poder de iniciativa.