quinta-feira, 21 de maio de 2015

O EIA-Estado Islâmico de Angola



Na cidade o crime dita a lei

O banco millennium mata
Na rua rei Katyavala nos desbarata
A lei dos malfeitores é a concordata
Do tanto matar ninguém se farta

O estrangeiro a lei da morte executará
Cedo enriquecerá
E muitos escravos terá
No marxismo-leninismo militará

Nesta cidade da lei da bala
Há um fosso profundo, uma vala
Triunfou a independência selvagem
A democracia é uma profunda miragem

Investir em Angola é apoiar a corrupção
É investir na morte da população
Onde neste Estado islâmico matar
É tão demasiado vulgar a vida decapitar

No EIA quem será hoje decapitado?
Dos seus direitos sumariamente executado
Foi o prometido aos escravos leiloado
E há quarenta anos apregoado

Partem casas na noite sem lua
Riem-se das mulheres e crianças na rua
Porque das riquezas não têm direitos
Quem não é do petróleo não tem proveitos

Aqui não se usa ciência
Só se exercita a violência
As forças do EIA são para nos roubar
E quem se manifestar é para lhe matar

Só há uma nacionalidade
Isso da dupla é mendicidade
Pátrias e seus vendedores
Eis mais uma formação de malfeitores

Luanda, a cidade do fumo dos geradores
Do crime organizado dos malfeitores
Dos financiamentos aos saqueadores
E da sua venda aos estrangeiros invasores

Criminosos estão aqui para nos matar
E ainda contratam mais além-mar
Os tugas estão aqui para nos saquear
E os chineses as crianças escravizar