quinta-feira, 18 de maio de 2017

A BASTILHA DE 23 DE AGOSTO



A queda da bastilha
Da quadrilha
Libertará esta ilha
Onde a matilha tudo pilha

Como é que se vai investir
Se isto só dá para fugir
Outro Congo a surgir
Onde o pior está para vir

A grande esperança
É o voto na mudança
Isto tem que mudar
Esta selva tem que acabar

Não mais este antigamente
Deixar este presente
Não mais voltar ao passado
Votar num novo Estado

Que m.e.r.d.a de oposição
Que não faz manifestação
A energia eléctrica acabou
Angola extinguiu-se, findou

Angola não tem nada para dar
Só para tirar
A maré do dinheiro está a vazar
Miséria e fome a grassar

Parecia um país independente
Afinal era decadente
Deprimente
Ausente

Angola avante revolução
Miséria, fome, escravidão
Nos dão
Mentiras, promessas em vão

Tudo indiferente
Mas que raio de gente
Que nada sente
Tão conivente

Repleta sacanagem
Ardis de malandragem
O tempo não se esgota
Neste lodaçal agiota

Mas que grande bagunçada
Isto não dá para nada
Aqueles em quem mais confiei
Foi neles que me tramei