quinta-feira, 4 de maio de 2017

A INSOSSA OPOSIÇÃO




Que estranha oposição
Mal se vê, mal se sente
Não existe não
Nem para pintar paredes
Serve
A oposição é um papagaio
Repetitivo
Furtivo
Partidos políticos? Não!
Só de ocasião
Não dá para lhes prestar
Atenção
Tais opositores
São impostores
Estupores
Ninguém nos salva
Caminhamos para a fogueira
Da inquisição
As chamas nos calcinarão
Devorarão
Saltimbancos é o que são
Olho para longe
E o que vejo?
Nada, apenas miséria
E a sua grande amiga
A fome
Sente-se na alma
O desprezo
A hipocrisia
O ranger de dentes
Da falta de ousadia
Esta insossa oposição
É como a alimentação
Sem sal
Está (muito?) doente
Impotente
Ausente
Insignificante
Hibernante
Angola já foi
Está a secar
Partiu, partiu-se
Nunca mais vai voltar
Sem energia elétrica
O que fazer?
Quem vai investir?
Quem? É só fugir
A palavra de ordem
É destruir
Mas destruir mais o quê?
As plantas e o ar que
Respiramos
Angola é e será uma
República de geradores