quarta-feira, 31 de maio de 2017

O PRÓXIMO ABISMO MAIS PRÓXIMO




Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica. Ano em que a oposição ameaça sair à rua.

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

X-Files: C. Estermann assegura que o chefe de Evale tinha poderes mágicos para atrair a chuva. Mas os conseguia se sacrificava uma jovem mãe cujo filho era entregue a outra mulher. Juntamente com a vítima, sacrificavam também uma vaca negra, antes do sacrifício, o leite da mulher e o da vaca eram aspergidos várias vezes por terra, como prenúncio da chuva. A mulher era assassinada com um golpe de lança e, com o seu sangue, aspergiam as árvores da chuva. O seu cadáver ficava insepulto e ninguém podia chorar a sua morte nem guardar luto. (Cultura Tradicional Bantu. Pe. Raul Ruiz de Asúa Altuna. Edições Paulinas)
O fumo dos geradores mata! E a destruição não pára porque há quase três meses que nos aterrorizam com 447 horas de cortes no fornecimento de energia eléctrica e ninguém sabe dizer quando é que isso vai parar. Aqui ninguém sabe de nada e de ninguém. É a isto que se chama patriotismo. 
Quem trabalha e sabe trabalhar, aqui não tem lugar, mandam-no passear. Onde só uma cabeça pensa, as outras se dispensa. É tudo crescimento negativo, e contudo o PIB cresce, eh!eh!eh!
Têm problemas económicos? Financeiros? Quer diversificar a economia? Quer apostar na elevação do PIB? Não se preocupe, ligue o seu gerador e veja o salto que Angola dá na aposta do pleno desemprego.
A propaganda comunista diz que a fome aguça a inteligência, é por isso que a África é o continente da fome e dos refugiados e nada em cérebros inteligentes. E como não podia deixar de ser, Angola, claro, segue-lhe o exemplo.
Agora é que isto vai ficar bom de mais, porque vamos assistir à vanguarda das movimentações humanas das taxas do lixo político.
Por incrível que pareça não se resolve problemas, é o seu avolumar que prevalece. E onde não se resolve nada, tudo se complica acabando na inevitável explosão, da qual já no seu início estamos, ultrapassamos. Para já é como se estivéssemos confinados num campo de concentração com preocupantes semelhanças nazis. Estamos, vivemos no país onde se discursa muito mas ninguém resolve nada porque a política também é negócio. Pouco já falta para que ninguém se entenda, pois de quem é abandonado nasce o revoltado. O homem é um animal social, em Angola transformou-se num ser irracional. A força das circunstâncias assim o formou. Este é o governo que não se cansa de formar bandidos para as ruas onde os relatos dos assaltos são assustadores. E sobre isso há um como que silêncio sepulcral.
Todos os caminhos desta eterna conjuntura conduzem-nos para a miséria e fome. Sente-se que há intenso prazer em ver tanto sofrimento fabricado pela fábrica da república das desgraças, como se ele nunca tivesse existido, como se a vida terminasse. Por aqui nada é realizável, tudo é condenável. Aqui só o negativo funciona, tudo destrona. A promoção da mediocridade é a única verdade. Da corrupção desalmada não se espera mais nada., espera-se grande trovoada.
O enredo do teatro eleitoral está montado de tal forma que de antemão já se sabe quem é o partido vencedor da eleição. De certo modo com vozes de comando categóricas insinuando que a vitória está no papo, que é canja.
AVISO! Nós, há quarenta e dois anos mandatados, avisamos que neste paraíso fiscal não queremos contabilidade.
Péssimo governar é entregar o navio da governação aos escolhos e rezar para que nada lhe aconteça. Assim como os pais e mães que actualmerte com a galopante miséria abandonam os filhos à sua sorte, isto é, à morte.
Quando um país entra em crise económica e dela não consegue sair é porque está muito mal gerido. Economia diversificar, é gerador ligar. Sem energia eléctrica há bem-estar, vida salutar. Onde há muita corrupção, há muita bajulação. Angola é só para quem procura o eldorado, isto é, o moderno Santo Graal. Bom, isto não tem ponta por onde se lhe pegue. Sem oposição não há nação. Já não há consideração por ninguém, creio que já não há pessoas, só animais ferozes que se devoram entre si. Quem se mete com demónios acaba no inferno. Quanto mais o tempo passa mais a miséria nos ultrapassa. Não é possível corruptos jurarem que vão acabar com a corrupção.
Há muito que virou moda, tudo virou político, profissionais políticos, a única preocupação é ser político. Mas, e a gestão do país quem a faz? Sem gestão não se pode caminhar. Ah sim! Os políticos resolvem tudo. Viva o caos… político.
É muito simples como isto: não existindo contabilidade organizada, não há economia, há fantasia.
Como é, se as coisas estão a piorar e há quem tenha o desplante de dizer que isto vai melhorar.
Contado exactamente como ouvi: a mana Mónica conversa com a mana Luena e chama-lhe a atenção, “olha, Luena, uma langa disse-me que o seu recém-nascido estava a chorar, o pai chegou e não queria ouvir o choro. Retira-o do colo da mãe e atira-o no chão, o pobre anjinho calou-se. Em seguida dá surra na mãe e vai-se deitar. O pobre coitadinho do anjinho que parecia morto tinha os olhos muito vermelhos. Como que por milagre salvou-se.”
E se os cortes de energia eléctrica continuam, significa que a água da barragem de Lauca evaporou-se e há que fazer recarga. O abismo próximo, outro mais próximo.
A violência para se passarem por superiores: Os seres inferiores utilizam a violência da repressão para se considerarem superiores. E quanto mais inferiores mais violentos são.
Muito cuidado com os pastores das igrejas que conduzem as suas ovelhas para o precipício, porque o seu inferno está próximo.
Tomei conhecimento de três casos de muangolés cassados com brancas que lhes fugiram porque eles bebem desalmadamente e depois dão-lhes surra. Uma delas já foi, ou está quase a ir para Moçambique. A coitada até era arrastada pelos cabelos. Outra, o filho é que correu com o pai de casa porque ele com a bebida era só surra. Os pobres coitados andam por aí magros. A triste verdade, na actualidade o pior problema do muangolé é que não se sabe conter e bebe até desmaiar. Quer dizer, o muangolé está numa crise e adquiriu outra, talvez bem pior.
E que a actualização do salário mínimo não dá porque a economia não suporta. Pois, se em quarenta e dois anos Angola nunca teve economia.
Um sindicalista do comité de especialidade dos sindicatos disse que já existe estabilidade económica devido ao apoio às pequenas e microempresas.
Quando as igrejas começam a ser assaltadas é o sinal de que o grande incêndio começou.
Quarenta e dois anos da grande marcha para a grande desgraça.
“Nenhum partido político da oposição tem acesso a uma cópia do arquivo do processo eleitoral, mas o MPLA tem uma cópia.” (Miahela Webba, jurista e deputada da bancada parlamentar da Unita.)
As manas estão a vender no mercado. O negócio de uma anda bem, o da outra anda mal, ninguém lhe compra nada. A outra pergunta-lhe porque é que o negócio anda bem e o seu anda mal. A que vende bem disse-lhe para a acompanhar para lhe explicar o segredo. Foram até à casa de um feiticeiro e vinda do nada surge uma forte luz. Depois um embondeiro abriu-se e mostrou muita gente lá dentro. Eis outra de feitiçaria: um senhor vivia com uma mulher mas não sabia que ela era feiticeira. Um dia ela levou-o a um local que ela muito frequentava e uma luz muito forte apareceu. O senhor durante vários dias ficou maluco. Depois já um tanto ou quanto recuperado fugiu, abandonou a mulher, não a quis mais.

A mana Isa já sessentona, arrancou e foi para a tuga, vai lá ficar seis meses. Quando lhe falam de Angola, ela responde que, “eu não quero ouvir mais falar de Angola”.

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