segunda-feira, 15 de maio de 2017

O MISTÉRIO DAS BARRAGENS DA REPÚBLICA DAS NOSSAS DESGRAÇAS



Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica.
Ano em que a oposição ameaça sair à rua.
Em Angola um dia haverá, partidos políticos da oposição terá.
Ó Angola-Congo amada, que já não serves para nada, depois de tanto abraçada, agora és muito odiada.

República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Os colecionadores de desgraças podem e devem vir para Angola, e decerto vão-se cansar nesta república das desgraças. Aqui vai mais uma: há quem exiba nas ruas o seu pitbull. Há quem ande nas ruas com cães grandes e ferozes onde as crianças correm o sério risco de serem devoradas.
Angola sem oposição, não tem solução, é a continuação, da desolação.
Sem energia eléctrica … o apocalipse de Angola.
Conseguirão as populações sobreviver à fome até às próximas eleições? Qual é a opinião das oposições? Parafraseando José Afonso: Luanda cidade obscena/ a miséria é quem mais ordena.
Luanda já vai bem lançada no terceiro mês sem energia eléctrica (EE). De Março até ao dia 11/05/17, a nossa miséria já alcançou o recorde de todos os tempos com 376 horas de cortes no fornecimento de (EE. Em tempo de guerra tal nunca aconteceu, pelo menos aqui na buala. A primeira maravilha de Angola é a constante falta de EE. Com o meter de tanta água a barragem de Lauca está mais que submersa, e por causa desse dilúvio está em obras de recuperação que consumirão pelo menos mais dois meses, Maio e Junho haverá mais restrições. E depois em Julho e Agosto mais apagões. Se não sabem governar para quê teimar? E o banco millennium-atlântico (BMA) na rua rei Katyavala, gozando da total impunidade que o poder lhe concede, o fumo do seu gerador continua a matar, ordens superiores em acção? O horror aconteceu no dia 04/05/17 pelas onze horas da manhã, durante quinze minutos fumegou de tal modo que fazia como que nevoeiro. As crianças tiveram que ser evacuadas. Isto está de tal ordem que acabará numa grande, fatal desordem. Que Deus me perdoe mas creio que já começo a acreditar porque é que existem homens-bombas, são tais coisas que fabricam o terrorismo. A insensibilidade é a fortaleza das ditaduras. O autoritarismo é como uma biblioteca sem livros. Creio que no dia 23 de Agosto será finalmente proclamada a verdadeira independência de Angola?
Que a desgraça nos sitie. Que belo e aprazível é respirar, viver continuamente mesmo com a EE restabelecida sentir na respiração o fumo de geradores. É só psicopatas. Isto a TPA e a RNA, etc., não noticiam. Só informam o que lhes convém. Não são órgãos de informação, são cemitérios do limbo da informação. Os inventores de barragens constroem-nas para não produzir EE. Barragens corruptas não produzem nada. Delas só sai miséria e fome. São barragens que produzem EE invisível.
Isto não é governar, é torturar, massacrar, espoliar. Embora custe a acreditar, mas estamos perante um genocídio. Se não é então o que será? Com tanta mortandade, tanto desprezo, tanta insensibilidade? Suspeito que a espoliação da EE tem por missão a morte lenta e o fumo dos geradores é garantia mortífera de eleitores para que não exerçam o seu direito de voto, até parece uma conspiração. A oposição está na corda-bamba, no patíbulo. E o gerador do BMA aposta no morticínio do seu fumo mortal. Fumo de gerador mata, mas como se obedece às ordens superiores de que se pode matar à vontade, com impunidade, porque o poder é da eternidade. Tudo tem o seu tempo determinado e o mundo é demasiado pequeno.
Isto caminha bem, demasiado bem, e agora então com os dúbios acontecimentos do processo eleitoral à “Congo”, Angola já está prisioneira de outro Congo, Angola já é de facto e de jure outro Congo, porque, é de insistir, vai no terceiro mês que Luanda está sem EE. Somos catapultados para o inevitável exército dos famintos africanos. Diversificação da economia sem EE… é inqualificável. O que se passa com a EE, com barragens que só funcionam na televisão, na rádio e no jornal do politburo que obrigam a lembrar o tempo de Estaline. Nesse tempo, Estaline liquidava populações como o acontecido na Ucrânia que foram castigadas pelo genocídio da fome. Aqui a morte é certa. E fico pensativo porque é que os partidos políticos da oposição fazem conferências e mais conferências de imprensa sobre a mega fraude eleitoral, e não fazem nenhuma sobre a extinção da EE, da miséria, da fome, e o mais grave de tudo, a galopante corrupção. O BMA, como membro do comité de especialidade dos bancos sem sistema, lança gases tóxicos do seu gerador que matam. É necessário e urgente varrer o lixo da história. Como se não bastasse morrer pela fome, mas também pelo fumo do gerador do BMA isto é estalinismo. Com mais um comité de especialidade dos desempregados que sem EE não conseguem alternativas de sobrevivência, a população silenciosamente desaparecerá do número dos vivos como um facto consumado. Acabar com a população para que haja eleição do mesmo campeão e dos seus amigos estrangeiros de plantão, para que se consolidem as conquistas da corrupção.                                                                                                                                                                                                                                                                              
Como é que isto vai terminar/ bem não vai acabar/ o Apocalipse faz-se soar/ ouvem-se as trombetas a tocar. Os invasores chegaram/ e do poder se apoderaram/ dizem que nos visitaram/ mentira porque nos espoliaram. Ao petróleo se agarraram/ e até agora não o largaram/ tempestades semearam/ tumultos plantaram. A selva se instalou/ tudo mudou/ tudo piorou/ tudo acabou. Chamam-lhe paraíso, imundo/ é o fim do mundo/ nauseabundo/ moribundo. Regime sem ordem/ impõe a desordem/ sem lei a injustiça é certa/ a revolta o alerta. Está-se mesmo a ver/ que fácil é prever/ o que aqui vai acontecer/ é que isto já está a feder. Ficam felizes em ver tudo falido/ caído/ f.o.d.i.d.o/ arruinado/ crucificado.
Creio que as empresas também vão recusar auditorias: Pelos vistos assim parece porque num acto de solidariedade com a CNE-Comissão Nacional Eleitoral, vão recusar auditoria aos seus arquivos de contabilidade, alegando que os seus diretores são idóneos, e que as suas contas estão de acordo com as regras contábeis, reforçando que obedecem aos sãos princípios contabilísticos. E que palavra de director está acima da lei.

“Partidos da oposição alertam para manipulação de resultados eleitorais através de um negócio de mais de 200 milhões de euros.” (Novo Jornal)

Já sabemos que errar é humano, mas mais de quarenta anos de erros fazem com que errar seja monstruosidade desumana. 
É a dominação do álcool, da feitiçaria e da religião.
Os governos da maiuia é assim que funcionam: primeiro encontram-se umas chapas, com elas fazem-se paredes e tecto, logo de seguida improvisam-se cadeiras para os crentes se sentarem, improvisa-se também – tudo de improviso – um palerma qualquer que lê a Bíblia ao acaso também num altar improvisado, e com isso interpreta mensagens divinas que são ditadas aos fiéis como profecias. E pronto nasce mais uma igreja. Dóceis, quanto mais burros melhor, como cães puxados por trelas.
Dinheiro para a corrupção há, para a miséria e fome não dá. Corruptos a governar, o dinheiro vai faltar, a população vai mendigar.
“Não que Angola não precise de dinheiro, mas fundamentalmente porque Luanda não se quer sujeitar às condições impostas por Washington, nomeadamente em matéria de prestação de contas. É pena”. (Carlos Rosado de Carvalho. In Expansão.)
“A oposição pode fazer o que quiser!” Exclamou, Julião Mateus Paulo, Dino Matross, secretário para as relações internacionais do Mpla, referindo-se às dúvidas dos partidos políticos da oposição sobre o processo eleitoral.