sexta-feira, 19 de maio de 2017

ANGOLA, A GRANDE TRAGÉDIA



República das torturas, das milícias e das demolições
Diário da cidade dos leilões de escravos

Ano 2 A.A.A. Após o Apocalipse dos Angolanos.
Ano da diversão da economia com corrupção e sem energia eléctrica. Ano em que a oposição ameaça sair à rua.

Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e cometa a mentira. (Apocalipse, 22,14). É como se sentisse que estamos a viver os últimos dias de Angola. Depois as trevas dominarão.
A aposta do governo na miséria e na fome faz crescer o número de mães com filhos na rua a pedirem esmola. Não deixemos que as ruas fiquem inundadas de crianças pela fome moribundas.
Viva o PIT-Produto interno bruto da tragédia.
Mas que oposição é esta? Será que em Angola há oposição? Isto é mais uma tragédia com que Angola não contava. As eleições estão a tornar-se uma vulgaridade tal que receio se lhe perca o interesse. Sdiangane Mbimbi disse que, “Angola está ma tragédia.” A miséria, a fome, a morte são sistematicamente omitidas, silenciadas pelos órgãos de informação do poder. De facto Angola está numa tragédia sem solução. Angola atingiu o fundo do abismo e logo outro se abriu e nele Angola definitivamente sumiu. SALVEM ANGOLA!
“Mesmo que não queiramos dar conta disso, a verdade é que, a vários níveis, o nosso Reino se está a desmoronar. Alguém se lembra de ter admitido no passado que teríamos hoje a maioria dos Ministérios a funcionar a meio gás por não terem luz? nalguns Ministérios não há dinheiro para carregar os tinteiros das impressoras. Noutros Ministérios estamos a assistir à distribuição de resmas de papel A3 para serem cortadas e transformadas pelos funcionários em resmas de papel A4.” (Gustavo Costa. In Novo Jornal 14/05/17)
“Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um óptimo trabalho. E a única maneira de fazer um óptimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando.” (Steve Jobs (1955-2011)
De Março até hoje 17/05.17, a desgraça da energia eléctrica (EE) já vai em 413 horas de apagões. É a trágica grande aposta do governo. Em Angola sobreviver é morrer. Sem (EE) é governação sem energização. É demasiado notório a incapacidade de estabilizar o rumo de Angola. Todos a querem devorar e a população abandonar. A situação está complicadíssima, gravíssima. É como se ainda vivêssemos sob o jugo comunista e marxista-leninista. Como explicar então se já não se consegue conservar comida na arca-congeladora.
A morte espreita-te!
Em cada esquina um gerador, em cada lar dor, morte, o estertor. Já se nota a revolta. Esta governação é como a rataria que tudo esvazia. Angola do é só roubar, e a população taxar. Se os dinossáurios continuarem no poder, muita mais merda vamos ter. O preço do petróleo baixou, a corrupção aumentou. Partos à luz de candeeiro, no hospital pardieiro. Quem não tem cabeça pensa com os pés. Com a EE a faltar, ninguém no governo vai votar. Se te queres libertar, o poder tens que desarmar. O navio-negreiro da governação encalhou, a população se amotinou. As leis não são para cumprir, são para destruir. Nesta prisão, deste campo de concentração, se gaseia a população. A desgraça espreita pela janela, Angola que será dela? Neste reino da desolação, não digam mais sim, digam não. Não há mal que sempre dure, não há ditadura que sempre perdure. Este é o país do um contra todos, e todos contra um. Está o trânsito complicado, no poder do passado. Nota-se pelo estrebuchar, que o poder está a findar. Um grupo empresarial faz a gestão, põe Angola na escravidão, e nas morgues a população. Se gostas de viver assim, vida mais que ruim, no pasquim, vão, vão para longe de mim. Esta terra está um pardieiro, um palheiro. Povo resignado é povo esfomeado. No poder sem dó, uma desgraça nunca vem só. Olho na confusão à minha volta, e o rei grita “Isto é uma revolta?” Poder macabro é descalabro.
Há cinco dias sem água e EE. Sem lâmpadas acesas, arcas-congeladoras e frigoríficos que fingem que funcionam nesta república das miragens. Às quatro da manhã desligam a EE, o gerador do banco millennium-atlântico, (BMA) na rua rei Katyavala lança muito fumo que mata. E não dá para nos queixarmos porque sendo um banco com personagens do poder a balança da justiça pende para eles sempre, sempre. Claro que esta tragédia vai acabar, tragicamente vai mudar. Com a janela fechada o fumo penetra no quarto onde dele há que fugir. Associado a isto há também a questão dos mosquitos que não interessa acabar com eles porque há interesses inconfessos para negociar, isto é, facturar milhões em medicamentos. No tempo colonial circulava o carro da tifa que pulverizava, os mosquitos matava. Significa que não se abandona a política do matar. Há um constante afazer para a população desaparecer. Como quem diz, só sabem é ludibriar. Só não entendo o seguinte: mas, sem EE todos os projectos morrem à nascença preferindo-se a especialização do caos, e nisto especialistas não faltam. Só se vê o galopar da miséria, da fome, do todos a soçobrar ao pó voltar. Mas a Tpa, a Rna e o Jornal de Angola sempre publicitam que Angola é um paraíso por excelência abençoado por Deus. O tal jardim à beira-mar plantado, mas há muito tempo abandonado. As maravilhosas cidades do ouro. A eterna fonte da juventude. Falam, apresentam muitas promessas, muitos projetos, mas sabemos que se trata de meras ilusões de ótica, de mentiras, de coisas sem consistência, sem suporte humano e técnico. Impossíveis de realizar, para engavetar. Falsas promessas que se vão afundar. É a isto que chamam governar.
Viver a respirar fumo de gerador é morrer. Na prática, depender na totalidade do gerador não resolve nada, só complica. Veja-se o último caso de uma longa série: quatro geradores do Hotel Trópico incendiaram, acabaram. Por sorte não houve vítimas. A seguir será onde? Só quem governa o saberá, ou então resta a feitiçaria que faz razia. Este povo é muito feiticeiro e acredita fanaticamente na feitiçaria. De tal modo que lhe é impossível viver sem ela. Mas povo feiticeiro é povo prisioneiro. E tudo que vá contra as regras da feitiçaria não se cumpre. Finge que se cumpre porque quem dita as ordens é a feitiçaria. Qualquer coisa que surja de mal, malária por exemplo, logo se diz que por trás disso há feitiço. Outro exemplo, que se destaca entre todos, é o de não se conseguir ganhar dinheiro sem feitiço. Se o negócio não anda é porque há feitiço. Não há nada que não se faça sem o cumprimento rigoroso dos rituais do feitiço.
Que me interessa a publicação doentia na TPA com pormenores técnicos sobre a barragem de Lauca, se as lâmpadas não acendem, a arca-congeladora também não. Se não consigo trabalhar, arrastando todos – alguns não, sempre os mesmos no mesmo diapasão – para a miséria. Que Lauca é uma das maiores barragens, de Capanda diziam o mesmo. A nossa saúde periga com o fumo dos geradores e nenhum dinossáurio até agora se referiu a isso. Estão a encher os nossos pulmões de fumo, como se fosse intencional. Suspeito mais uma vez da negociata dos medicamentos, como no caso do abandono da tifa. A nossa morte é premeditada. É caso para dizer que o que se sabe fazer é aniquilar. Há um incrível somatório de injustiças que até agora não receberam o devido tratamento judicial. O reportório é de tal monta que os carentes de justiça rangem os dentes de tanto ódio acumulado. Fruto disto, os famintos passaram à acção com fartos episódios de bandidagem que crescem estupidamente, incontroláveis, onde se lamenta a falta de acção policial. Mas, é que a Polícia não pode funcionar de metro a metro, é impossível. A solução é outra, é governamental, a Polícia não pode ser responsabilizada pela ineficácia governativa. Este clima reinante leva-nos para as portas da guerra civil com os famintos-bandidos contra a população, a atacarem por todo o lado. Havendo grande produção excedente de miséria e de fome, as cabeças deixam de pensar normalmente, ficam como que possessas do demónio, sobrenaturais. É que já é lugar-comum o assalto seguido de morte, revelando ódio?, revolta e desprezo para com o próximo. Os “mentores” discursam que está tudo sob controlo, lembrando-nos que estamos na paradisíaca república do fingir. Mas como no X-Files, nós sabemos que a verdade está lá fora. Pelo seu modo de estar, de funcionar, a CNE-Comissão Nacional Eleitoral, lembra um capataz e os partidos políticos da oposição os seus escravos, mantendo a doença da imposição do partido único.
A TRAGÉDIA ESTÁ AÍ!