terça-feira, 16 de dezembro de 2014

As castas das barras de ferro de Luanda







O banco millennium é um ás
Na rua rei Katyavala lança gás
É uma quadrilha muito voraz
Mata-nos, as nossas vidas desfaz

Não se pode conceber, perceber
Pois, é uma tirania democrática
Que só eles têm o régio viver
E nós o momento de desaparecer

Na oposição do galo nos vigarizaram
Serviços prestados não pagaram
E no mutismo não se envergonharam
Outros do dinheiro que mal lavaram

Primo paga-se aos brancos portugueses
Os angolanos são imigrantes ilegais
E os angolanos recebem algumas vezes
Nasceram de relações extraconjugais

A vida dos colonos está a melhorar
Com o dinheiro que nos andam a roubar
Enquanto a corrupção não se derrubar
As ondas das marés humanas o agigantar

As castas do poder nos mandam matar
Porque não nos podemos manifestar
Com tanto petróleo angolano espoliado
E o povo tão abandonado, esfomeado

A palavra de ordem do Poder é saquear
De mais um congresso nada há a esperar
E no final quando a desgraça lhes chegar
Não contem comigo para lhes apoiar
Muito pelo contrário vou-me baldar

Lídimas castas quadrilhas internacionais
Que inventam seminários nacionais
Angola é outra Lampeduza está demais
Polutos servem-nos os poderes judiciais

Honra e glória às nossas heroínas
Laurinda Gouveia foi massacrada
Por botas militares pisoteada
Com barras de ferro amassada
Pela democracia ocidental torturada

E no senhor dos seus exércitos
Vivemos de duas democracias
Uma ocidental e outra africana

A nossa Igreja está de debandada
A rádio da desconfiança comprada
De estrutura corrompida, abalada
De quem não sabe fazer mais nada