quarta-feira, 22 de junho de 2016

A SOCIEDADE DOS ALCOÓLICOS DE ANGOLA, ILIMITADA



Alcoolismo, a miséria moral
Social
Intelectual
Normal

Os cangalheiros os vão transportar
Enterrar
A fraude eleitoral outra vez a avançar

Para quê votar
Se já se sabe quem vai ganhar
O poleiro muito vai falar
E a população mais chorar

A vala comum da miséria se acentua
Como se nunca chegássemos à Lua
Das eleições do mais votado
Maioria absoluta do voto defraudado

Se não se acabar com a corrupção
As eleições serão mais um desastre
Antes de votar
Já se sabe quem vai ganhar

Está na hora
De nos irmos embora
Do que se sonhou
Não dá, Angola acabou

E de tanto remar em vão
Já não há maré de feição
O alcoolismo está de ocasião
Faz de Angola o seu brasão

A tal vanguarda revolucionária
O alcoolismo da mente ordinária
Da tal classe operária
E da classe camponesa perdulária

É o Estado do alambique
Do navio a pique
Em álcool naufragado
No caos económico soterrado

Em Angola nada se resolve, tudo se adia
Onde viver é um milagre, agonia
Álcool, fome, malária, monotonia
E outra eleitoral epidemia

O Mpla faz a oposição dormir
E ele há 40 anos a sorrir
Sociedade dos bêbados, da opulência
E logo da extrema violência