terça-feira, 5 de março de 2013

ONDE A CORRUPÇÃO COMANDA TUDO SE DESMANDA




E por petróleos muito navegados/ O Minoritário persegue os alvejados/ Os escravos sem terra, açoitados/ Policiados, espezinhados, surrados
Sabiam que os corruptos multiplicam-se como coelhos?
“Pensar e elaborar ideias, teorias com mais ou menos consistência na área da Ciência Política, em si é um mérito de pessoas preocupadas com os assuntos da governação. Quem não pensa condena-se a consumir os produtos dos que pensam. Esse é o caso da maioria doa africanos. Pensar e investir em áreas científica e tecnológicas é pouco relevante para a maioria dos governos em África. É mais fácil investir em 260 carros de alta cilindrada, de luxo e de marcas sonantes, se há esse número de deputados no parlamento nacional. Não se investe na criação de híbridos vegetais que aumentariam a produção de alimentos cronicamente descrita como deficitária. Não se investe na criação de institutos de tecnologia que ensinem e disseminem conhecimentos vitais para áreas fundamentais como engenharia civil, electrotecnia, electrónica, hidráulica, microbiologia, genética e outros ramos da ciência e tecnologia. O recrutamento de recursos humanos altamente especializados para posições de docentes de instituições nacionais não acontece por iniciativa própria. Fica-se quase sempre a espera da bondade e boa vontade do doador.” In Noé Nhamtumbo. Canalmoz. Canal de Moçambique

E uma das incontáveis igrejas de Angola, a Igreja do Fogo de Deus, promoveu uma passeata. Receio que os seus fiéis fiquem lá carbonizados. E tudo em Angola corromperam, até Deus, que já abraçou o leninismo. Com este Deus tão intolerante, o Islão torna-se mais interessante, mais tolerante?
As eleições em África não são uma dor de cabeça como alguém afirmou. As ditaduras em África é que são uma dor de cabeça e de dentes.
Qual é a origem dos altos custos de produção em Angola? Esta pergunta é de fácil resposta, não é?! Os corruptos absorvem todos os meios de financiamento para si, daí os altos custos que se verificam.
E se nos debates da Assembleia Nacional regulamentarem como argumento de retórica o uso das barras de ferro? Bom, só falta o decreto sobre os usos e costumes desse barramento.
Uma nação faz-se com o esforço de cada um. É por isso que a corrupção se esforça.
Em Angola pode-se dizer que não existe classe política. Existe sim, uma classe de cidadãos que se manifesta a reclamar os seus direitos mais elementares, espoliados há quase quarenta ditaduras, e que como proposta, garantia da classe corrupta, é agredida selvaticamente com barras de ferro, o que se pode chamar de um novo partido: MBFA - Milícias das Barras de Ferro de Angola.
Vejo um mar de petróleo/ passar/ e governantes escoltados pelas sirenes a/ aumentar.
A morte trabalha de noite e de dia e nunca se cansa.
Há bancos que não têm noção de propriedade.
Os que deviam estar na prisão, nunca lá estão.
A mão férrea de um poder não se pode manter indefinidamente, sob pena de implosão.
Em Angola não há governantes. Há sim funcionários que trabalham como caixas no petróleo, e que arrecadam as suas receitas.
Angola tem muitos jornalistas, muitos bajuladores, muitos activistas dos direitos humanos, muitos políticos, muitos doutores, muitos partidos políticos, muitos escritores, muitos poetas, muitos economistas, muitos advogados, muitos democratas, muitos estrangeiros. Logo se vê que nada funciona, excepto a muita miséria e a muita fome.
E os mais altos dignitários da nação recebem nos seus palácios presidentes e embaixadores de outras nações, sob forte ostentação de iluminação. Eles não sabem que nós para nos iluminarmos em velas temos… porque não temos dinheiro para as comprar. No petróleo naufragar, eis este governar.
A miséria é sempre proporcional ao número de assaltos.
A evolução política de um país mede-se pelas escoltas e sirenes que lhes abrem o trânsito nas ruas. Assim, quantas mais sirenes estridentes nas ruas a anunciarem que mais um governante se aproxima, significa que se atingiu o auge político. Que tudo está normal e não há razões para alterações políticas.
Há governantes que abastecem regularmente as populações com água. Há governantes que de vez em quando inauguram um fontenário, que depois deixa de correr água. Secou.
E quantas mais promessas vãs a ditadura nos faz, mais o nosso tempo de vida se encurta, se desfaz.
A Comissão Administrativa de Luanda reforça fiscalização para o combate à venda ambulante. E o reforço do combate aos corruptos?
Todo o intelectual que serve, e se serve de uma ditadura, não é intelectual, é apenas um inútil.
Em Luanda praticamente já nenhuma árvore resta, porque as novas centralidades necessitam de espaços livres para o betão da especulação imobiliária. Ainda não se aperceberam do que é uma cidade sem árvores? Estamos em presença de mais um crime de vandalismo? Um colossal crime ecológico? Como é possível viver sem vegetação? E quando as chuvas de verdade caírem? Onde está a vegetação para sustentar a volume das águas? Luanda não é mais uma cidade, mas apenas um imenso deserto inundado de insectos humanos.
Esta é muito boa: os mwangolés quando procuram emprego - o emprego nunca procura mwangolés, só estrangeiros - os patrões realçam que é necessária uma experiência profissional de dois anos. Mas como é isto possível se o mwangolé está na condição de desempregado?
Que fique bem claro: a oposição angolana não luta pelo poder, mas sim pela sua alternância.
Está muito difícil encontrar a sintonia da democracia, porque os democratas estão dessintonizados.
O Muro das Lamentações é anual, o nosso muro é diário, tantas são as lamentações.
Isto não é uma nação, é uma demolição.
Os bancos são como os ministérios? Parece que sim, porque quando não têm dinheiro requisitam fundos aos governos.
A morte está sempre presente nas nossas consciências, porque a qualquer momento recebemos uma guia de marcha para viajar no comboio da morte.
Oposição sem imaginação é involução.
Eis a sublime hipocrisia: depois dos empregos, e tudo o mais, espoliados aos mwangolés, os estrangeiros afirmam categoricamente que os mwangolés são muito preguiçosos, e que não gostam de trabalhar.
No início o falso poder corre às mil maravilhas, mas acaba em tragédia. O poder ditatorial e a tragédia vivem sempre de mãos unidas.
Porque é que algumas, parece-me que não são poucas, empresas da nossa praça de Luanda, omitem o endereço do correio electrónico? E no seu lugar utilizam a caixa postal e o fax?
Em Angola há duas classes de antigos combatentes: os antigos combatentes e os novos combatentes.
Caramba! Mas é assim tão difícil de ver, que Angola está a saque, desgovernada, dirigida por feudos, em que cada um dos senhores feudais faz, desvia como quer e lhe apetece? E que ninguém consegue parar a sangria em que Angola se infectou? Governar é espoliar. A propósito: será que também privatizaram a água?
A ditadura democrática do proletariado decidiu sobre pressão organizar eleições, fingindo concorrer com partidos democráticos que finalmente conquistaram a democracia. Mas o inimigo descaradamente impõe a ilegalidade aos partidos políticos, para que a ditadura democrática do proletariado se mantenha no poder leninista do partido único.
Quando um poder há muito estabelecido como uma sociedade anónima, impõe a desgraça ao seu povo, e brava que o faz em nome da democracia espezinhando quem se atreva a fazer-lhe frente apenas com as mais elementares regras democráticas, este poder está ultrapassado pelo comboio sobrelotado de passageiros da democracia. E quer queiram quer não, a democracia sai sempre a ganhar e a ditadura sempre a perder.
Este poder está como o teatro do absurdo, não lhe falta personagens. E o trânsito da ditadura congestiona o tráfego democrático, como novos-ricos a escape livre.
Não é só o Governo que faz demolições, os nossos novos-ricos sentem-se muito satisfeitos com a destruição imune do que resta das nossas vidas. Tudo lhes serve para ostentação, como um barulhento gerador grande, muito potente, instalado na varanda com uma espécie de terraço no primeiro andar do prédio, e o fumo vai para os vizinhos da Pomobel, junto ao Zé Pirão. É claro que o prédio acabará por desabar. Isto não é gente, é aberração. Isto está muito destrutivo, mais parece um analfabetismo levado ao extremo.
As empresas chinesas pagam impostos? Estão ilegais, não têm alvarás, como não pagam impostos, baixam os preços, os salários também são baixos, de trabalho escravo, todas as empresas angolanas, ou estrangeiras honestas que pagam impostos, vão à falência, não têm hipótese nenhuma. E o mais estúpido é que os produtos chineses não passam de candongas, de produtos sem qualidade, uma mixórdia da propaganda do regime comunista chinês. E depois de tudo arrasado, falido, aparecem como os novos salvadores da Pátria, isto é, da Angola neocolonizada e a sua população escravizada. A repetição do enredo de filmes anteriores.