segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A balada da abalada do M



Ou a balada da abalada do M

Antes de ti era o colonialismo
Prometeste que nos libertavas
Mas entregaste-nos ao endocolonialismo
Tantas promessas que não nos aldrabavas

Abandonaste-nos à miséria, ao sofrimento
À fome sem nenhum sustento
À atroz escravidão sem um lamento
Transformaste o teu povo num jumento

O caos com força já está a entrar
E as tuas trampas vão rebentar
O nauseabundo cheiro não dá para cheirar
Neste tempo já estamos a te amaldiçoar

Os portugueses e chineses o caos vão deixar
Tanto empenho tiveram em o apoiar
Alguns ferrenhos ficarão para mais saquear
E o poder dirá que tudo está a controlar

As nossas vidas oferecemos ao teu poder
Tratas-nos como cães famintos sem nada ter
Hoje e amanhã não temos nada para comer
A tua preocupação é como nos abater

Agora é o banco millennium a nos chacinar
Nesta angolana república das chacinas
E os documentos da nossa morte assinas
Nesta república dos presos políticos a nadar

A água potável está a soluçar
A energia eléctrica a engasgar
Empregados são para dispensar
Enquanto o ordens superiores comandar

No poder do apocalipse não dá para confiar
O banco millennium nazi a nos gasear
Temos destas forças malignas que escapar
Só miséria e fome nos vão assegurar

O vosso fim também se está a aproximar
Pudera! Com tão horrível governar
E milhões de vozes a te condenar
E milhares de golpes de estado a inventar

Até um banco já nos chacina
Pois! Tens a bênção da Igreja divina
A depender do petróleo que tudo patina
A Igreja corrupta ainda domina

Sem corrupção viveríamos em paz
Banco millennium mata-nos com gás
Ao inferno vão parar, ai vão, vão!
E lhes prometo que dele não escaparão

Os homens maus estão no poder
Não sei dos meus netos o que fazer
Temos que os imobilizar e os prender
Porque nenhum de nós irá sobreviver