terça-feira, 24 de novembro de 2015

Os presos políticos do nevoeiro do 11 de Novembro


O inferno que estão a criar
É as chamas que os vão devorar
Como é que se pode governar
Sempre os mesmos no mesmo lugar

Os da dupla nacionalidade
Multiplicam-se no saque
Angola é a sua venalidade
Passeiam-se com o seu fraque

A energia eléctrica está a retalhos
E a água continua uma miragem
2016 ano da exacerbação dos talhos
E das chacinas que são a sua imagem

Angola está governada pelo CAOS*
Assim como há seitas religiosas dos maus
Também há seitas políticas com varapaus
Dos iluminados discursos dos ases do caos

O cume do reino da loucura atingimos
A intolerância política, tudo é intolerável
Há quarenta anos que a isso assistimos
O que será mais que isto deplorável?

Ó diabo! O chinês também quer assassinar
O José Patrocínio da Omunga eliminar
O chinês num camião a mota do José parar
Queria ele a mota do José esmagar

Os presos políticos estão inocentes
E os corruptos estão culpados
Eles não pensam com as mentes
Pensam com as armas, tresloucados

A propaganda política é o eldorado
E a da Igreja é o seu secretariado
Num campo de minas semeado
Há quarenta anos bem comemorado

Os presos políticos recebem a bênção
Da Igreja da morte e da sua maldição
O que é necessário é lançar a confusão
E os inocentes atirar para a prisão

A Igreja e as igrejas vivem da corrupção
E disso fazem o seu ganha-pão
Sacerdote é como o político aldrabão
Porque a ocasião faz sempre o ladrão

Onde a corrupção está institucionalizada
Nos presos políticos a Igreja está vendada
Ao poder dos petrodólares subjugada
Esta Igreja também está de abalada
*CAOS, Corruptos angolanos organizados
em sociedades