domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na Demanda do Santo Graal (35)




É necessário sempre lembrar: Sem formação, o escravo liberto prossegue na servidão.

Vem-nos sempre à lembrança os erros cometidos da inexperiência nas coisas do amor. Das pessoas que amámos verdadeiramente e que jamais esqueceremos. Sim, o amor é inesquecível, inexplicável.
O amor é para todos, mas apenas alguns conhecem os seus segredos e não estão dispostos a revelarem-nos. Os segredos do amor são como um templo da memória.

Maravilhoso é viver num casebre porque honesto. Maldição é viver em palácios construídos com o roubo, a espoliação descarada num endocolonialismo sádico de destruir os da mesma cor, na condição de escravos, donos da terra, e condenados à morte pela fome, abandonados num ermo, açoitados por negros navios petroleiros.
Estão estes escravocratas exactamente como no colonialismo. Quando os nacionalistas alvoreciam e proclamavam a revolta popular e depois o fim da escravidão e a independência. Afinal a história repete-se. Os escravos, tudo é extremamente bizarro… forças de ocupação que dizem que investem em Angola.
Mas que propaganda, os bancos em Angola, os pioneiros no crédito à população. Os micro-créditos funcionam plenamente, vê-se pelo enxame populacional estabelecido nas ruas, ruelas e esquinas. Os bancos desenvolveram um exemplar combate a favor do analfabetismo, promovendo a fuga ao ensino, a não criação de bibliotecas, a corrupção e a insegurança das nossas vidas.
Os bancos são os nossos inimigos principais. São os salteadores da arca de Angola. Têm soluções para tudo. Quando não tiverem… aplica-se a solução final bancária, o fado português e o circo chinês.
Angola é o celeiro de Portugal. Acabar com a corrupção em Angola?! Os chineses fuzilam-nos. É por estas coisas que o regime governante toma-se de uma ambiguidade, de uma fragilidade impressionantes. E contra milhões de dólares desviados ninguém combate. Os bancos são como os cancros. Desenvolvem-se malignos com as metástases. Portugal é a agência bancária da corrupção em Angola. Os bancos colaboram, espoliam as populações dos casebres. Ficaram na miséria, sem as suas economias. E são agora os mesmos bancos que lhes oferecem um telemóvel se abrirem uma conta de 500 USD.

Se não existisse amor, apenas veríamos noites porque os dias são o despertar do amor. E viveríamos só de noites a crueldade da não existência do amor.
Nunca percas tempo na busca do amor, porque ele está muito próximo de ti. Olha à tua volta, não o vês?! Olha para dentro de ti, ele está sempre aí.

Milionários e novos-ricos engrandecem, facturam desmesuradamente. Arruínam o meio-ambiente e gabam-se de campeões da poluição. No fim morrem cancerosos sem desfrutarem o dinheiro que desonrosamente extirparam ao semelhante e à Natureza.
E tudo desabará proximamente. Isto é fácil de verificar porque as estruturas existentes funcionam na propaganda mentirosa, virtual. Tudo é inexistente, ninguém se entende, então fatalmente tudo se desmoronará. É exactamente como uma chuva de duas horas sobre Luanda. Está tudo muito bem desconjuntado. Como um motor que lhe falta peças ou não funciona por falta de manutenção. Topa-se claramente que é um governo de discursos inúteis, estéreis, vazios, inundados de petróleo. E sempre muito lembra o mal-estar da propaganda nazi de Himler nas suas dissertações às multidões hipnotizadas, esfomeadas e por isso não auditivas, insensíveis.
Apenas na luta diária da propaganda da dor de cabeça que são os estádios do CAN e de outros campeonatos sem ensino e educação. O sistema de governação é como o do luandense que sem casa para alojar a segunda mulher, monta um casebre num terraço com restos de tralhas abandonadas por aqui e por ali. Como não tem esgoto, monta um tubo e as águas imundas jorram do alto do prédio para baixo.
Os corruptos tudo querem e os bancos também. É facturar e a população desalojar. É como os bancos que se instalam no rés-do-chão e ocupam também ilegalmente as traseiras dos edifícios, montam potentes geradores que assassinam lentamente os moradores. Nas traseiras de cada edifício esconde-se um crime contra a segurança do Estado. E os geradores estão de tal modo disseminados e com arsenais de combustíveis armazenados que quando acontecer um incêndio violento, por reacção em cadeia Luanda terá colossais chamas nunca vistas. Parecerá uma gigantesca fogueira atómica.
Sim, é mesmo intolerância zero. Se quase há cinquenta anos nunca tivemos qualquer tolerância.
Não sei qual é a satisfação que sente uma pessoa em continuar, em teimar a chefiar esfomeados e miseráveis. Que morbidez reimplantar a escravidão, a escuridão de todos os tempos.

Há quem faça longas viagens para o desconhecido na vã tentativa da descoberta dos caminhos do amor. Depois de muito exausto, o viajante regressa e vê estupefacto que o amor o espera. Será que as suas viagens foram vãs?

O capitalismo selvagem também é um fundamentalismo e outro terrorismo. Enquanto o sistema económico e financeiro internacional persistir, selvagem, desumano, atroz, exterminador, escravizador de povos, e a promover a miséria, a fome, promovem-se multidões de terroristas que dominarão este planeta.
Apesar da ostentação da riqueza petrolífera, Angola está no clube dos Estados falhados. O que resta é o barulho, o viver do inferno dia e noite como nunca se ouviu, viu.
Tudo para o campeonato continental e mundial de futebol, para a população nada. O mais importante é satisfazer, rendermo-nos aos caprichos do Senhor dos Escravos, do Grande Chefe.
E o que dirá o terrorista? Aqui estou devidamente preparado por vós para me imolar com bombas e varrê-los da face da Terra.

Tantas vezes que amámos ao longo das nossas vidas e não fomos correspondidos. Ficámos sempre com os corações traídos. Somos os eternos vitoriosos escravos do amor.

Com Mao, foi o Grande Salto em Frente. Com os líderes clarividentes, é o Grande Mergulho em Baixo. E depois de muito tempo à deriva, o vigia do navio ANGOLA grita para o capitão vitalício: «outro Zimbabué à vista!!!»