sábado, 21 de setembro de 2013

Era uma casa muito desgraçada






Era uma casa muito desgraçada
Nela se torturava por tudo e por nada
Tinha esquadrões da morte
Que perseguiam, prendiam à sorte
Que era uma casa com democracia
Mas a população dela fugia
Então quem é que lá morava?
Um monstro terrível que nos devorava
Era uma casa inundada de corrupção
De revolucionários, eles só Nação
De petróleo e de dólares abarrotada
Com ruas de população esfomeada
Com muitos estádios e campeonatos mundiais
Só empregava estrangeiros, não tinha nacionais
Só marginais
Era uma casa muito desgraçada
Não tinha democracia, não tinha nada
Tinha tudo de lúdico
Do roubo do erário público
Tinha muitos bajuladores
Que elogiavam os seus senhores
Que prendiam, torturavam, linchavam
Opositores
É uma casa invadida de malteses
Chineses e portugueses