segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sempre as mesmas cabeças a pensar, sempre os mesmos problemas sem solucionar





Como um rei que governa na incerteza
Convencido que a sua realeza é uma certeza
Até crianças não saem da prisão
Porque escreveram nas camisolas, QUERO PÃO!
Tantos anos de poder em vão
De perseguição, repressão, prisão
Tantos prelados, tantos amantes
Destes governantes
Os prelados: os governantes são Deus
É por isso que aumentam muito, os ateus
Prelados recebem petróleo como salário
Deus assim o quer, é salafrário
“E os meninos à volta da fogueira”
Esfomeados sem hino, sem pátria, sem bandeira
Sempre as mesmas cabeças a pensar
Sempre os mesmos problemas sem solucionar
E os anos vão passando
E eles nos iluminando
Eliminando
Estrangeiros do lucro fácil
Que nos fazem a vida difícil
Prosseguem nos jovens com a auscultação
E quem é que ausculta a corrupção?
O salário dos professores estrangeiros é superior
E o dos nossos professores sempre inferior
Tudo é composto de corrupção
Nesta Nação
O chinês parte, martela, serra
Já não há angolanos nesta terra
Os portugueses abandonam Portugal
Correm para Angola no frenesi colonial
E para sair deste tédio
O Governo fará de Luanda um prédio
Até paupérrimos chineses e portugueses
Assim que poisam em Angola são burgueses
Há prelados não ungidos pelo santo óleo
Porque recebem salários em barris de petróleo