quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na Demanda do Santo Graal (33)




E a Terra orgulhava-se, sentia-se muito segura. Tudo nela vivia a felicidade, a harmonia, o encanto, a liberdade e o equilíbrio. O deus da Natureza abençoava-os regularmente, e todas as preces dos seres iam para as árvores, para a vegetação, para os rios, montanhas e aves. E todos se respeitavam e amavam. Ai de quem ousasse maltratar uma árvore, mas não, a essência divina estava lá, no paraíso. Amavam a Natureza e ela amava-os. Até que um dia apareceu por lá um ser humano, um homem, e viu que ali era bom para construir barragens e centrais nucleares.

Quatro anos a caminho da eternidade. Era o fim da Segunda Guerra Mundial e o início de outra, porque os seres humanos fazem da guerra o seu viver. Da inesquecível fome subsequente e dos teus esforços para a mitigar. Tudo no Universo tem o amor profundo, inesquecível das nossas mães. Que interesse tem a vida sem a presença da nossa mãe? É-me difícil de explicar como elas conseguem com os seus instintos encontrarem comida para não nos deixarem morrer de fome. E também como elas suportam dias sem comer porque o seu corpo está preparado para isso. Que sofrimento, que esperança no amor nos mostra a nossa mãe, a vitória do amor.
O tempo passa, mas o amor da nossa mãe permanece. O amor de mãe é único, é o mistério que invade a Natureza, é pegar-nos docemente quando ainda recém-nascidos e mostrar-nos o segredo da iniciação da doçura das palavras. Mãe é uma deusa que nos desvenda os ritos do amor. Do olhar de mãe fluem as multidões de sentimentos que apaziguam as nossas inocentes inovações. E dos constantes perigos que nos espreitam, a mãe transforma-se em águia e abre as suas majestosas asas e envolve o nosso corpo. Tudo nas nossas mães é composto de amor, só que nós não o valorizamos porque cedo nos vemos obrigados a nadar na selva humana, e aqui abundam muitos escolhos, acabamos por esquecermos os afagos no tão pouco tempo em que estivemos nos braços protectores da progenitora do amor.
Amor de mãe não se iguala, sendo tão puro e comovente, ele é o conquistador do amor. Mãe é a essência, a esperança do amor. Mesmo cega, surda, muda, ela impõe-se com tenacidade demonstrando aos seus filhos que sem amor a morte não tardará. O amor de mãe é o nosso oráculo.

Arriscaria dizendo, pintando o chão da vida do mundo das pessoas que procuram sair do choro político dos dias, que os políticos inventaram, que por isso mesmo, os jacarandás tonificam a coloração dos novos dias que se aproximam. É que nós humanos estamos sempre prestes a revolucionar.
E nos regatos a água corre de mansinho, transporta, oferece vida. Sempre perseguidos por insectos e aves que cirandam enquanto é dia, depois, no escurecer da noite outras vidas surgem, recomeçam. E a variada vegetação deixa-se agitar pelo vento que retorna o ciclo da vida. Tudo corre de harmonia, à subjugação da Natureza, até que alguém bípede repentinamente chega, e tudo se altera, adultera.

A África negra não tem esperança para ninguém, é uma perda de tempo, uma desilusão, um sem futuro.
Apagões, todos os dias nisto, não há equipamentos que resistam. A água está ao sabor da corrente do poder Bantu. Tá-se muito mal. As fábricas de cerveja e de gasosa vão paralisar porque não tem água para trabalhar. Estamos a atravessar um ciclo muito perigoso da saga Bantu. Todos querem mandar mas ninguém quer trabalhar. Passar o tempo em festas e maratonas para o aproximar do fim irremediável que salta à vista.
Barulhos de construções, de destruições por todos os lados. Dia e noite motos e buzinas de camiões altas horas da noite. É difícil dormir, descansar
É esta Luanda que interessa aqui viver, mas isto não tem lei. É uma grande merda de selva, onde parecem, aparecem pessoas. Mas não o são, jamais o serão.
Que interesse dá viver num país assim? Nenhum! Só para roubar. Isto não é um país, nunca o será, o saberá.
São a chacota internacional do parece um filme de desenhos animados

Só lamento as pessoas que acreditam nisto e que agora se deparam com o arrependimento e a desilusão. Porque isto é uma gigantesca palhaçada. Quem lutou e arriscou a vida por eles e agora é desprezado. E depois quando a situação se repetir? A mentalidade de escravos continua intacta. Mais um Estado primitivo, mais um estado ao deus-dará.
Num sistema económico, em que o presidente do país e outros dirigentes se investem na corrupção do neoliberalismo, evidencia-se que o sistema ruirá. E era por mais evidente e ninguém se mexia.
Não são bolsas económicas mundiais, são salas de jogos de póquer, casinos clandestinos. Crise financeira mundial?! Isso só afecta os outros países, a nós não! Nada nos afecta! Angola é o único país do mundo que não é sacudido pela grande recessão económica mundial. Excepto a corrupção, cólera, malária, miséria e outras pandemias.

E a independência foi, e é para nos continuar a roubar. Quando um regime exerce muita propaganda enaltecendo as obras que não faz, está na desmoralização, no caminho que o espera, o das piranhas.

O poder está na mente e não nos galões militares ou nos cargos, mesmo que presidenciais. E Angola conseguiu o ser apenas mais um país africano.
Porque será que os bancos tendem todos para o crime? Porque será que a actividade bancária é o covil dos mais sórdidos indivíduos? Angola nunca será independente enquanto permanecer invadida por essa família, por estrangeiros sem escrúpulos e sobretudo pela célebre hipocrisia ocidental do envelope.
E mais deportados democráticos são chegados.
Até neste campo de concentração o deportado tem boné do partido do petróleo.
E enquanto os povos continuam mais espoliados que nunca por governos mascarados de democratas, o terrorismo internacional prossegue na marcha também imparável na mesma dimensão da espoliação neocolonialista.
O meu receio é que Angola regresse à macabra guerra-fria, porque… intelectuais angolanos, dispersai-vos!
E alguém colocou a questão porque é que nenhum general angolano escreve um livro sobre a guerra em Angola. A questão é simples de responder: generais diamantíferos não conseguem, não sabem escrever. Na lei da selva só existe o descrever da espoliação constante do que antes era população, e que agora deixou de existir. Quanto mais espoliam e enriquecem, mais o terrorismo internacional se fortalece.
Angola é muito frágil, em tudo depende de estrangeiros. Está, paulatinamente chegaram, instalaram-se e comandam, ordenam, já daqui não desandam. Por isso Angola não é independente, é dependente de estrangeiros, isso sim. Angola nem sequer uma universidade em condições tem. Vê-se pelos quadros formados, um atentado terrorista ao ensino. Cada estrangeiro que chega promete ajudar o povo angolano, e bendizer sempre o mesmo partido no poder. É e será sempre invasor e opressor. E assim o Poder instituído (?) foge às eleições presidenciais porque cumpre pressões, ordens das multinacionais e imobiliárias que são de facto quem governa Angola. Jogam-se muitos interesses e apetites. E isto é fonte permanente de conflitos. Nem uma palavra para a população espoliada, abandonada nos campos da morte.
Portugal e Angola fazem o par perfeito. Até podem e devem ter muitos filhos. Para poderem viver, reviver a rapina colonial.
E os chineses até o carapau nos roubam.
Imagem:

... uma ilha repleta de paisagens paradisíacas e místicas.
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