terça-feira, 11 de março de 2014

Governar é naufragar!





O angolano reclama o seu salário
O chinês faz-lhe de presidiário
Amarra-o nas mãos sem redenção
E obriga-o a ajoelhar-se no chão
No tempo do templo da escravidão
Na entrega de Angola ao chinês cantão
Nas malhas da máfia e da corrupção
De Angola restam as cinzas da Nação
Os angolanos sofrem a humilhação
Do sem lei da institucionalização

É um país guerreiro sempre em guerra
Densamente plantada de armas esta terra
As armas são o futuro da juventude
Nada mais lhe resta dessa vicissitude

A imensidão deste mar hipócrita abre-se
A quem nele deseje navegar
Que de portos seguros nada há a esperar
Há muitas embarcações nele a naufragar
E aos náufragos ninguém os vai salvar
Porque socorros nunca vão lá chegar
Governar é naufragar!
E se os senhores do petróleo glorificar
Neste mundo e no outro nada me vai faltar

E os senhores do petróleo triunfantes
Pois assim não era antes
Estão possessos, delirantes
Afogados em dólares, deslumbrantes

Aqui só os corruptos têm lugar
E quem não o for é para silenciar
Está bem edificada esta Nação
Sustenta-a os pilares da corrupção
Barris de petróleo, que aberração
As populações vivem sem pão
E deste petróleo nasce a democracia
Que desagua na pia

Onde não há inteligência não há imaginação
Há um desconexo alarido de vozes, perdição
No rumo incerto de uma nação
Porque ninguém sabe tomar uma decisão
São encenadores de teatro de ocasião
Quem nos liberta da corrupção?
Acabar com a hipocrisia é a solução
Os ventos mudam de direcção
Os hipócritas não

Sem comentários:

Enviar um comentário