quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A REPÚBLICA DO TERROR POLÍTICO





Que mais posso eu querer
Eu quero é ficar no poder
É um facto consumado
Quero ver tudo arrasado

Proibiram o limão nacional
Para que se importe de Portugal
Para ficar como antigamente
Ao sabor das regras colonialmente

Angola é outro Zimbabué
Com petróleo, não é?!
Também tem um presidente
Que preside eternamente

Angola está em estado terminal
Seguindo o exemplo de Portugal
Aqui não se confia em ninguém
E nos partidos políticos também

O mal e a hipocrisia encontraram
E os pobres coitados se suicidaram
É notável o baixo nível intelectual
Da oposição, outro estado terminal

Funciona em pleno a corrupção
Um país de gatunos jamais será nação
Angola rui na dupla nacionalidade
Isto é o que se chama angolanidade

Enquanto a corrupção governar
Nada sobreviverá, nada vai mudar
Os populistas e demagogos cairão
Estas hordas a bem ou mal sairão

Os contabilistas vão ter Ordem
Não funcionarão nesta desordem
Sem energia eléctrica nada se faz
E Angola… tu não és capaz!

Em Benguela a morte está demais
São abundantes os cemitérios ilegais
Corpos abandonados nos cemitérios
Só lhe falta a criação do ministério

Dizem: a guerra ficou para trás
Viver na corrupção não é paz
Em Luanda o crime compensa
E os criminosos recebem recompensa

Os cabos eléctricos sempre a queimar
O postos de transformação a incendiar
E a oposição faz comunicados
De apoio ao partido dos crucificados