quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Em Luanda o crime compensa





Luanda das obras chinesas que desabam
E das outras que nunca mais acabam
Grande magia, os tugas são angolanos
E os mwangolés extraterrestres marcianos

Luanda a cidade da morte dos geradores
Não dá para viver nos prédios aterradores
Os gases da morte deixam tudo gaseado
Da bandidagem dos assaltos tudo cercado
Do fumo do poder em pânico envenenado

E eis o hediondo e programado plano
Estrangularem-nos ano após ano
Para que dependamos dos estrangeiros
E aqui e ali só cheira a colonos corriqueiros

São muitos com o mínimo de poder
Que podem eliminar quem lhes apetecer
E o que verdadeiramente nunca sabemos
É a desgraça de quando água e luz teremos

A vida dos colonos está sempre a melhorar
Com o dinheiro que andam a nos roubar
E nos tentáculos desta diabólica governação
A intolerância política é a arma da dominação

Quando os estrangeiros não nos deixam viver
Nas nossas casas não conseguimos sobreviver
Defender-nos-emos com as armas a tinir
E quem está fora da lei tem que se punir
Não dá ver milhões a chorar e alguns a sorrir

Só os estrangeiros têm direito às cantinas
E do serviço sexual das nossas queridinhas
Os cafés e restaurantes são dos portugueses
A terra angolana já não é dos camponeses

Alguns da oposição não têm nada de santos
Prometem-nos palavras por todos os cantos
De um país que vive em permanente conjura
Qualquer está sujeito à tortura e à clausura

Na Angola, Sarl só o petróleo lhes interessa
No neocolonialismo matam-nos depressa
Somos cobaias humanas para experiências
Das actividades internacionais das potências

E ficaremos com um presidente chinês
Não muito depois um presidente português
E ajoelhados para o chicote outra vez
Submissos e órfãos do império da malvadez

A opressão chinesa e portuguesa
São já uma indubitável certeza
Dividem entre eles a riqueza
Para a população o PIB da pobreza