segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O Cavaleiro Luaty e Mana Laurinda na Demanda da Santa Corrupção (09)


Todos os actos desta governação anunciam que o seu fim está próximo.
Um ditador faz loucura e caos.
Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. Entretanto a corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e nos corredores apontam que assim é que está bem, que assim é que se faz a estabilidade em África. Esta é a receita para o incremento do terrorismo, do qual parece que a Europa não se consegue desenvencilhar, porque quem apoia a corrupção e as ditaduras que lhe dão origem, no fundo também é terrorista sem o saber.
Cimeira China (rapina) - África. Ah… os chineses é que vão resolver os problemas das populações porque os dirigentes africanos demitiram-se, estão no circo das figuras decorativas. O saque da África exacerba-se. Dá claramente a entender que os dirigentes africanos resolvem os problemas de África vendendo os seus povos aos estrangeiros. E por isso mesmo África é o continente da miséria, da fome e da escravidão.
Não há nenhuma ditadura que seja derrotada em eleições democráticas. Esse é o erro dos incipientes partidos políticos da oposição.
Um europeu comentava para um amigo também europeu: «Porra!, estes gajos estão a destruir tudo e pelos vistos nem um caco sobrará.» E o amigo replica-lhe: «É pá, isto é deles… eles é que sabem qual é a melhor maneira de destruir um país.» E o outro: «Pois, isso é a mesma coisa que dizer-lhes que não têm noção de moral, de abnegação, de viver em sociedade E o amigo segue o discurso habitual da civilização ocidental: «Olha, eles não têm noção de nada. São bêbados, preguiçosos, gatunos, a única profissão que sabem, e nisso são peritos, é roubar. E então agora está demais, uma epidemia, de tal modo que a qualquer hora do dia e da noite até das varandas dos prédios vêem-se assaltos ao vivo. Em suma, esta gente não tem noção de propriedade. Estão numa regressão incrível, como se o tempo para eles parasse. Mas tens muita razão, porque o petróleo Brent já está nos quarenta dólares o barril e o outro petróleo, o Brent WTI nos trinta e sete dólares. Sim, de facto tens muita razão, estão no país deles… a brincar aos países. Sem nenhum plano governamental para a saída da crise do petróleo, a fome será o verdadeiro governante. Os preços continuam a subir todos os dias e em face disso já se ouve o tocar a finados por este país e pelo fim deste povo. O caos é o dia-a-dia de Angola. Farsas de julgamentos de presos políticos é muito fácil, deixar que Angola seja o primeiro país do mundo em mortalidade infantil, isso é muito fácil. Governar na corrupção é muito fácil, trabalhar com honestidade é muito difícil. E finalmente Angola virou pasto de ratos. Submeter as suas populações à deportação para os inúmeros campos de concentração, obrigando-as ao suplício da fome, eis a solução final encontrada desta governação completamente desorientada, desordenada. Não podemos deixar que os maldosos triunfem porque, que será de nós, das nossas famílias, dos nossos filhos, dos nossos netos. Na bandeira, a cor preta é a cor da morte e a cor vermelha é o sangue que a alimenta. A cor amarela é a dos prostrados pela fome.»
Apesar das manifestações democráticas a denunciarem a loucura do julgamento sem acusação dos presos políticos, o cavaleiro Luaty continuava na prisão de alta segurança considerado como um terrorista cérebro da Al-Qaeda em Angola. Também lhe enfiaram a acusação do desvio das notas de dólares para os terroristas internacionais do Médio Oriente. E também como prova das suas actividades, excertos de filmes do James Bond, onde o cavaleiro Luaty aparece como agente secreto na adulteração da imagem do célebre agente do MI5. Mas perante tamanha infantilidade do regime angolano que teima na montagem de falsas provas, convicto do poder dos seus biliões de dólares do petróleo, só que isso acabou-se e agora sem dinheiro a única solução é a venda de Angola aos governos mercenários amigos que agora – é de pasmar - lutam contra o colonialismo. Não temos amigos, melhor, os nossos verdadeiros amigos são a miséria, a fome e a morte. E nas noites somos caçados pelo CAOS, corruptos angolanos organizados em sociedades. Já não há pessoas, só monstros. É típico da má governação exigir dinheiro à população que não tem. Então se o governo não tem dinheiro – está na condição de Estado falido – a população vive em palheiros, como é normal num governo autoritário, exige-se dinheiro a quem vive da fome. Não dá para falar, pensar em justiça num país minado pela corrupção.
Países democráticos que apoiam ditaduras corruptas, também são corruptos, e também, claro, fabricantes do terrorismo internacional.
Na sua peregrinação universal, a princesa Bel parece cativar o mundo para mais um abençoado prémio, – tudo o que é desgraça aqui vem parar – da princesa mais corrupta do mundo e logo por tabela o país mais corrupto do mundo. Esse prémio será uma notabilíssima distinção da Transparência Internacional. No dizer do jornalista angolano Rafael Marques de Morais na Rádio Despertar, espera-se que a princesa Bel compre a Transparência Internacional, tal como fez com a revista Forbes. Honra e glória à princesa Bel pelo seu extraordinário empenho e zelo na construção da mulher nova de Angola, porque isso do homem novo, alguém ainda se lembra, sabe o que isso é? Sem tal abnegação e espírito patriótico esta pátria jamais seria conhecida além fronteiras. E como tal, no mundo de hoje a corrupção não manda, comanda.
Luaty ainda se deixou inundar, como se numa máquina do tempo estivesse a viajar. Porque, como é possível assistir a tal pesadelo de homens das cavernas, da Inquisição em plena Idade Média, e como tal torturado, privado do seu bem mais elementar, a liberdade de pensar, de expressar, de opinar. Será que quem governa Angola veio numa máquina do tempo, num tempo em que a vontade de um só homem, de um rei tirano, tem o poder de vida e de morte dos seus súbditos? Matar a seu bel-prazer? O cavaleiro estava convicto que sim, porque pelo seu procedimento esta gente não é, não pode ser normal. São invasores que se estabeleceram à força, que pilham e aniquilam populações.
Na prisão, o cavaleiro não tinha direito a leituras. Só tinha acesso à literatura dos escritores e poetas petrolíferos, - dos grandes mestres da literatura universal nem pensar, isso é tabu - cuja leitura não continha nenhuma mensagem, apenas os feitos dos revolucionários, sempre os mesmos, que glorificam e endeusam o seu chefe máximo, o Grande Inquisidor. E de televisão, tinha a do Grande Inquisidor que mostrava sempre um país de maravilhas onde tudo e todos viviam no êxtase da felicidade. Também tinha acesso a uma rádio e a um jornal pasquim diário, que inventavam notícias, melhor, deturpavam-mas, como por exemplo, que no próximo ano um projecto agrícola estaria terminado. Tais pasquins faziam-lhe voltas no estômago, de tal modo que lhe apetecia vomitar.
O incrível era o não dar valor à comunidade internacional que condenava e apelava a que se libertassem os presos políticos, pois a farsa já não se podia esconder. E o cavaleiro lembrou-se do Uganda no tempo do Idi-Amin que assim também procedia. Então estava claro que as coisas em Angola assim a continuarem, tal como Idi-Amin assim também acabarão.

Se tivéssemos uma oposição de verdade tais diatribes que nos caem como que vindas do mais profundo do inferno, nunca seriam possíveis. Uma coisa é certa: a oposição fala, fala, fala, e o poder não lhe liga, ri-se. Se a oposição não mudar de táctica, mas qual quê, pois se lhes falta o essencial, a massa cinzenta que está manietada, não iremos lá. Ainda mais que Isaías Samakuva foi reeleito presidente da Unita, o que significa que a miséria e a fome vão perdurar, pois nada se resolve a lamentar.