quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O Cavaleiro Luaty e Mana Laurinda na Demanda da Santa Corrupção (11)



E entretanto os exércitos de famintos vão-se multiplicando na África, o continente dos famintos, dominada por famílias, tribos que tudo fazem para permanecerem eternamente no poder perante uma oposição de palavras. Uma oposição que apenas pretende o poder, está certo, não digo que não, mas perante tanta miséria que se transformou em fome, não podemos viver de palavras mas sim de acções concretas. Quem tem medo do poder instituído que dê o fora e o entregue às organizações civis competentes numa primeira fase e instaure a democracia. Longe da Igreja e das igrejas que só destroem Angola e os angolanos.
Já não se pode falar de banca em Angola: “Luis Almeida. Uma vergonha, se querem que nós os Portugueses nós vamos embora digam e ficam com a chinesada, farto. Martinho existe pessoas a passar fome sr Governantes quer Angolanos quer Portugueses metam mão nesta falta de respeito por quem trabalha.
Fernandes José Pereira. A falta de respeito é tanta que eu acrescento uma situação que se passou hoje comigo no banco estatal onde me dirigi para levantar kwanzas e resposta pronta da funcionária da caixa, não temos dinheiro??????fiquei boquiaberto mas???????? muito me apetecia dizer e dar azo a raiva que me vai na alma mas fico-me por aqui. A todos festas felizes.
Bruno Pedro. Tenho transferências para pagamento de mercadoria importada que já estão no banco à mais de 1 ano... BIC e Standard bank são os piores culpados.
Fernandes José Pereira. Para que conste infelizmente não há um único banco em condições em Angola
Fernando Ferrão. Em Novembro, quando vim embora, comprei alguns dólares na rua ao pé de Alvalade e foi-me dito que estavam a trabalhar para o gerente do banco
Carlos Botelho. No final de Abril dentro do Banco Bic trocaram-me dólares ao preço da Candonga e tinha que passar junto ao Gerente para trocar, mesmo ao lado dele só com o biombo a separar.
Ricardo Selas. O que mais me entristece é que a maioria dos bancos nisso são de origem portuguesa! e estão a dificultar as remessas para Portugal a prejudicar as empresas e trabalhadores!...
Milton Rocha. Esta merda tá uma grande palhaçada...pouca vergonha esses funcionários dos bancos...eu no BPC até a tomarem pequeno-almoço estavam-me atender...”
Igrejas do demónio. A religião das igrejas não é a salvação das nossas almas, é a salvação dos sacerdotes corruptos. Domingo, 13 de Dezembro de 2015, na rua Rei Katyavala, em Luanda, aconteceu talvez um dos episódios mais reveladores da falsa religião, dos demónios disfarçados de embaixadores de Deus. São catorze horas, uma tarde que dir-se-ia estar sob recolher obrigatório, pois o trânsito era quase inexistente. Antes pela manhã o céu inundou-se de nuvens bem atestadas de água que não tendo onde despejá-la, decidiram que Luanda era o melhor lugar. Durante quase uma hora não era chuva, era dilúvio, castigo de Deus como apregoam as pobres almas corrompidas pelas igrejas. De repente a rua inunda-se de carros desses de luxo, os tais do tal modelo topo de gama que decerto vieram directa ou indirectamente dos fundos especiais do petróleo precocemente extintos e que depois no futuro os arqueólogos ao escavarem no projecto, vamos descobrir as ruínas do petróleo de Luanda, lá encontrarão certamente vestígios dos tecidos desses sacos e reconstituirão o modo de vida dos corruptos deste tempo. Estacionam ilegalmente, isto é, desde um minimercado nas proximidades até para lá da igreja adventista do sétimo dia, encostados aos carros estacionados. Ninguém pode sair pois os sacerdotes e suas famílias no interior da igreja decerto oram ao senhor Deus que inspire o seu eleito para que os sacos secretos do dinheiro não acabem e algum lhes sobre, pois nada melhor do que servir a um deus corrupto, pois povo analfabeto é muito fácil de dominar, espoliar. Ninguém queria acreditar porque era a primeira vez que tal acontecia. Um ou outro morador com o seu carro com tracção às quatro rodas subia para o passeio e conseguia escapar da divina emboscada. Mas tal sorte não teve uma jovem com o seu carro não preparado para tais aventuras. Notava-se bem que ela estava angustiada e tinha muita pressa de escapar da emboscada. A pobre coitada buzinou, buzinou mas nenhum sacerdote ousou, responder aos seus apelos se dignou. Ela protestava verbalmente mas em vão. Conseguiu motivar um segurança faminto, pois até esse momento ele ainda não tinha sido sorteado com o envio da comida diária. Ele disse na jovem que esses carros estacionados eram da igreja. Ela muito apressada para lá foi, e não tardou muito porque com ela veio o que parecia um sacerdote que chegado ao local do enclausuramento do veículo da jovem parou e chamou-lhe a atenção que, tem que ter civismo, que não é assim que se abordam as questões. E repetia, melhor, disparatava sob a corrupta inspiração divina que ela não tinha dotes de civismo. Mas ela não estava para ouvir sermões de sacerdotes do demónio e gritou-lhe para tirar o carro que ela queria sair. O sacerdote escudava-se na podridão da sua bíblia, até que um vizinho gritou: “Igrejas do demónio! Igrejas do demónio!” O servidor da corrupção divina ouviu bem, não demorou e logo o seu carro tirou e a jovem dali debandou. E os sacerdotes de mais esta igreja do petróleo só retiraram os seus carros quando eram dezassete horas. Decerto que esta igreja está inscrita no comité de especialidade das igrejas do petróleo. Como é possível uma irrisória igreja ter poder ditatorial. Só mesmo num país de faz de conta tal é possível. Significa isto que religião é destruição. Angola atingiu tal nível de mediocridade religiosa que pode-se dizer que a religião prepara, infla os corações para que os tumultos sejam um facto consumado. Com a religião a apoiar o país para ele desabar, por este andar não admira nada que a exemplo da Gâmbia, Angola se declare também um estado islâmico, ou até melhor, um estado chinês, o que para isso pouco falta. Mais alguns meses e veremos Angola em poder do saque chinês. Todos os caminhos de Angola vão dar à confrontação. E com políticos de lamentos não há transformação da sociedade. As igrejas do demónio todos os dias disparam o seu canhão da religião da destruição. Creio que se em Angola não existisse religião as nossas vidas seriam bem pacíficas, pois onde a religião se instala, vem a intriga, a corrupção, a escravidão e o analfabetismo. Deus é um invento dos seres humanos corruptos para destruir nações e subjugar os seus povos. Angola parece governada por uma tribo que não aceita mudanças, preferindo o viver na obscuridade do tempo do poder da feitiçaria.
Mas, afinal em que época estamos? No tempo de Al Capone? Texas City? Estamos no tempo das seitas políticas. No CAOS-corruptos angolanos organizados em sociedades: Gustavo Costa no Expresso: “Chineses, libaneses, malianos e senegaleses fazem, todos os dias, nas ruas de Angola, transações de milhões de dólares. E se, à cautela, o governo preferiu não arriscar, na proposta de orçamento para 2016 a previsão da taxa de câmbio continua a subir o número de bancos internacionais que decidiu congelar a sua condição de correspondentes dos bancos angolanos. A crise de tesouraria agora atinge também os kwanzas e há ministérios que não pagam os ordenados dos funcionários há dois meses. Em muitas cidades do país, em diversos bancos, os angolanos deixaram de poder levantar dinheiro através do sistema multibanco como resultado do entesouramento levado a cabo pela máfia chinesa. Remessas não controladas de dinheiro passaram igualmente a ser enviadas, de forma ilegal, para a China, a partir do aeroporto 4 de Fevereiro. Hoje, em tempo de penúria, a par dos chineses e libaneses, quem manda no mercado cambial informal são também os comerciantes malianos e senegaleses, que montaram o seu “banco de dólares” a céu aberto, no bairro do Cassenda. “Aqui são feitas, em poucas horas, diversas transações que, de uma assentada, atingem o milhão de dólares e, o que é estranho, é que a polícia sabe disso mas não intervém...”, revelou ao Expresso Victor Moreira, morador naquele bairro. Noutro extremo, os angolanos com necessidades de adquirir mercadoria na China, adiantam os kwanzas em Luanda aos chineses e estes, sem qualquer interferência bancária, disponibilizam a moeda chinesa no seu país... “Nesta senda, estamos a ser todos cúmplices da vergonhosa transformação de Angola numa gigantesca ‘lavandaria’ de dinheiro.”

Exércitos de famintos angolanos, não posso desejar-lhes um feliz Natal porque a Igreja e o seu partido fundamentalista apostaram que a fome é a única via que nos traz a felicidade.