quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ascensão e queda do estado falido



Digo que no próximo ano não quero ficar
Mas infelizmente não consigo descolar
E por cá continuo a definhar
É horrível, não consigo mais isto suportar

Os homens maus não param de aumentar
E por isso as crianças não param de chorar
Ninguém é capaz de os homens maus acabar
Para que as crianças possam brincar

Vejam bem o ano que aí vem
Isto não dá para confiar em ninguém
Nem na Igreja e nas igrejas
Falsos defensores do povo
Confundem-se com a repressão
Com palavras bonitas
Dizem que vem aí a nossa salvação
Mas não, é a continuação da destruição
Charlatães políticos sorriem-nos
Nos partidos políticos segue o sectarismo
Como na religião
Onde o outro não pode ter opinião
Os partidos parecem tribos
De obediência cega aos seus chefes

E do terrível ano que já terminou
Outro muito péssimo já começou
Tentou-se envenenar os presos políticos
Se se confirmar não surpreende
Nada, nada, nada nos surpreende
Enquanto o saque chinês acontece
E a corrupção prevalece
Quantos que fogem do inferno de um país
E na fuga para o paraíso de outro
Morrem abandonados
Crianças no martírio dos afogados
Apenas têm um direito, a morte
O divertimento dos políticos psicopatas
Deixar crianças morrerem de fome
É um prazer mórbido
Porque crianças não se podem defender
Crianças são indefesas
Dependem dos homens muito maus

E de tanta maldade consumada
Não dá para acreditar em mais nada
Perdeu-se o rumo desta estrada
Definitivamente está desgraçada
Nas televisões e jornais da palhaçada
Onde todos irão viver à paulada
“Chupar o sangue fresco da manada”
Dos ardilosos que vivem da cambalachada

Estes hipócritas são como a peste negra